Resenha de "Estilhaça-me" -






Nome: Estilhaça-me
Autor: Tahereh Mafi
Editora: Novo conceito
Número de pág: 304








Sinopse (SKOOB)

Juliette não toca alguém a exatamente 264 dias. A última vez que ela o fez, que foi por acidente, foi presa por assassinato. Ninguém sabe por que o toque de Juliette é fatal. Enquanto ela não fere ninguém, ninguém realmente se importa. O mundo está ocupado demais se desmoronando para se importar com uma menina de 17 anos de idade. Doenças estão acabando com a população, a comida é difícil de encontrar, os pássaros não voam mais, e as nuvens são da cor errada. O Restabelecimento disse que seu caminho era a única maneira de consertar as coisas, então eles jogaram Juliette em uma célula. Agora muitas pessoas estão mortas, os sobreviventes estão sussurrando guerra – e o Restabelecimento mudou sua mente. Talvez Juliette é mais do que uma alma torturada de pelúcia em um corpo venenoso. Talvez ela seja exatamente o que precisamos agora. Juliette tem que fazer uma escolha: ser uma arma. Ou ser um guerreiro.
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Uma das minhas distopias prediletas dos últimos tempos. FATO #

Estilhaça-me tem um começo bem poético relatando os pensamentos suprimidos de uma adolescente de 17 anos que foi trancafiada num manicômio sem muita conversa. Única e exclusivamente porque todos a quem ela tocava morriam de uma forma inexplicável. 
O começo do livro é arrastado, como a vida dela. E ás vezes me senti confusa quanto a loucura dela. Eis então, que para por ação na história ela ganha um novo companheiro de cela: Adam. Lindo e uma lembrança de um passado que ela julgava esquecer. E depois os pensamentos oprimidos da garota passem a ser maiores do que devaneios sobre sua família e pesadelos constantes. Passa a ser motivo de insônia, aquela criatura silenciosa e misteriosa que ocupa a cama ao lado. 
E para poder pular grandes spoilers, temos mais personagens intrigantes e bem construídos mais na frente. Warner é a visão do paraíso com toda a sua crueldade e visão grandiosa de poder. 
E é ai que morro de inveja de Juliette. Adam e seu carisma, Warner e sua maldade deliciosa. (Ai ai literatura!)
Então temos uma personagem lutando contra a própria loucura, num mundo exteriormente arrasado por uma guerra. Com um toque capaz de matar e com dois homens que a querem de qualquer maneira. 
Muita coisa no livro me agrada. A construção de Juliette e de Warner são duas delas. Os pensamentos riscados da protagonista são muito bons. É como se ela pensasse algo que não pudesse pensar. Adorooo
Outra coisa interessante é o mundo no estágio em que se encontra. Me deixou curiosa as poucas coisas que sabemos dele. Mas como o livro faz parte de uma série, fico no aguardo de mais. 
Sobre o Adam, não entendo bem qual é a dele. Mas ainda acho que tem algo de estranho no personagem. Ele não me agradou como os outros, mas o motivo é pura desconfiança. 
O poder do toque de Juliette também é muito legal. Parece com o da vampira do X-man. 
E outra coisa que gostei bastante... O livro é super, mega, ultra sensual. 
Sério gente!
Tinha horas em que parava de ler senão não iria conseguir respirar. (rsrsrs)
A forma que a autora escreve é nova para mim, e foi altamente aceitado por mim. MUITO BOM! Parece que se está lendo um livro de época. E gostei muito disso pela visão de Juliette. 
Enfim, não quero escrever mais por medo de soltar spoilers. 
Achei Estilhaça-me um ótimo livro. O achei adulto, poético, possível e muito gostoso se ler. Me apaixonei pelos personagens e me deixou muito curiosa pela continuação. 
Fico aqui ansiosa esperando por mais Juliette, e Warner e Adam. E desesperada para saber mais dos poderes e do que aconteceu com o mundo. 
Leiam Estilhaça-me e duvido que vocês não se sintam estilhaçados. 

Quotes:

Os animais estavam tão desesperados por comida que estavam dispostos a comer qualquer coisa, e as pessoas estavam tão desesperadas por comida que estavam dispostas a comer animais envenenados. Estávamos nos matando na tentativa de permanecermos vivos. [página: 29]

A esperança é um bolso de possibilidades [ página: 90]

Ele ainda dorme sem camisa e acabo de descobrir que não sei como respirar. Acabo de perceber que nunca irei soltar o ar em sua presença. [página: 104]







As "minhas" 10 melhores cenas de musicais

E ai gente bela!!
Acordei cheia de vontade de fazer essa postagem para vocês.
Eu adoro cinema- fato#- E adoro dança. Quando as duas coisas se unem, eu explodo! (rsrs)
E por esse motivo em vim trazer as cenas de musicais que eu mais adoro. Queiram entender que foi um trabalho difícil, visto que tenho coleções  deles e acho muito complicado selecionar uma cena que goste mais. Usei como critério, as que me fazem arrepiar. Também tenho de dizer que apenas usei os filmes que foram adaptados para cinema, a vastidão de possibilidades da Broadway não me deixou selecionar apenas alguns.
Então ai vai:


1) El tango de Roxanne - Moulin Rouge

O que é essa cena gente? Eu me arrepio toda vez que assisto esse filme. Na verdade sou louca pelo filme todo, mas essa cena em específico me deixa delirando. O Ewan McGregor está perfeito nela. A coreografia é divina. A direção de arte desse filme é coisa de louco.
A cena é um tango (Sério?? kkkkk) E a versão original dessa música é um rock. Devo parabenizar os músicos desse filme porque ele pegaram músicas e mudaram o estilo delas. Além de que, eles fazem umas misturas divinas.
Trabalhei com meus alunos nessa coreografia há uma época atrás. Eles foram perfeitos.
Super indico para quem gosta de direção de arte de época e músicas conhecidas vistas de formas desconhecidas.



2) Cantando na chuva - Cantando na chuva

Essa é célebre. Quem não conhece essa cena que Gene Kelly dá um banho em qualquer ator que conheço.
Um cara que cantar, dançar e atuar como ele fica desempregado porque quer. (rsrs)
Adoro demais esse filme. Ele é mágico e muito engraçado. E o elenco é simplesmente perfeito.
Mundialmente essa cena é conhecida como a melhor cena de musical da história, e não é por menos.
Assistam e me diga se ela não é contagiante.


3) América - Amor sublime amor

Esse é indiscutível. Para mim é o melhor musical do mundo. Não tem uma única cena que eu não goste. As curiosidades sobre esse filme são a melhor parte. A forma como foi escrito o roteiro, como foram gravadas as cenas. A concepção de cores usadas para cada gangue é excelente.
Esse filme conta a história de um romance "A la Romeu e Julieta" inclusos em gangues de bairro americanas.
Esse filme é lindo, poético e forte. As cenas de dança são pura arte. E essa em específico que selecionei para vocês é a melhor do filme para mim.
Espero que  gostem:



4) Do Re Mi - A noviça rebelde

Quem nunca ouviu falar da freirinha que foi ser babá de sete filhos de um milionário?
Pois é!
Esse filme é ótimo, e bastante longo. As cenas de música são doces como as crianças nelas. É pura ingenuidade.
Vale a pena conferir. Foi o primeiro musical que comprei para a minha coleção.
Essa cena em específico, tem a música que foi umas das primeiras que aprendia tocar. Adoro demais!!



5) Summer nights - Grease

Ah gente... Essa cena é muito divertida. E foi com ela que me apaixonei pelo Travolta.
O filme é muito fofo, tem cenas de dança lindas demais. É contagiante como qualquer adolescente pode ser. Esse filme respira primeiros beijos e paqueras e vida jovem.
Adoro demais!!
Foi indicado pela minhã maravilhosa mãe, e já faz parte da minha coleção.



6) All I ask of You - O fantasma da ópera

Ai meu Deus... Fico toda derretida vendo essa cena desse musical.
Com um nome conhecido na Broadway, O fantasma da ópera conquistou o mundo com toda a sua magia e mistério.
Máscaras sempre despertam nossa curiosidade, não?
Adoro demais esse filme!
Demorei muito a escolher a cena desse porque gosto de muitas. Mas ai está:



7)  La Vie Boheme - Rent

Esse musical foi uma doce surpresa para mim. Eu não sabia nem que ele existia até um dia que em estava assistindo So you think you can dance, e uma das músicas usadas para coreografar era Will I, e daí fiquei procurando pela banda que tocava essa música porque ela era tão linda. Qual foi minha surpresa quando descobri que não era uma banda, mas era a o símbolo de um musical.
Aqui trago para vocês uma outra música do Rent. Maravilhosa a contagiante.
Esse filme é para os boêmios. Maravilhoso demais!!


8) Cell Block Tango - Chicago

Chicago em si já é um musical incrível! De uma pesquisa de época sem igual.
Super encantada com esse filme.
Tenho muitas cenas que gosto, mas essa, no meu ver, é a mais estourada. A que mais tem haver com o filme.
As músicas são lindas, as cores são lindas, os protagonistas são apaixonantes. Gostei mesmo desse filme.



9) You cant stop the beat - Hairspray

Gente, eu nem gosto muito desse musical. Na verdade achei ele bem chatinho. Mas essa música em si valia estar aqui na minha lista. Ela vive no meu MP4 e toca todos os dias no caminho para o trabalho. Gosto mesmo dela.
Espero que gostem da cena.


10) Time Warp - The rocky horror picture show

Esse filme é realmente um show de horrores.
Muito engraçado porque ele é muito louco.
Escolhi essa música justamente porque acho muito estranha e estúpida até.
Assistam, vocês também vão achar uma bizarrice. (rsrsrsrs)



Pronto galera,
Aqui minhas 10 cenas prediletas de musicais. Confesso que tive que cortar algumas porque não achava no youtube ou porque são versões de Broadway. Mas depois eu venho para vocês apenas com essas versões.
Beijos grandes!

Constelações de Gritos mudos (Nicolas)

Olá galera!
Hoje foi um dia cansativo por aqui, meu filhote passou o dia doentinho e eu, como mãe desesperada, passei o dia inventando comidas e histórias engraçadas.
Mas o motivo que me traz aqui hoje é uma seção nova no blog; ela se chamará "Constelações de Gritos mudos" e terá a intenção de trazer para vocês cortes de alguns contos meus. Essas contos juntos formam um trabalho maior, e queria compartilhar com vocês um pouco disso. O de hoje tem como personagem o Nicolas. Um dos mais recentes, e um dos meus prediletos.
Então, ai vai.



NICOLAS



Nicolas estava cansado.
Parou em frente a casa e quase se sentou na calçada esperando criar coragem de entrar. Sabia que aquele não seria um bom dia, afinal de contas ela não tivera uma boa noite. Um sorriso depressivo acomodou-se nos seus lábios. Lembrava-se daquele lugar com mais cor, com mais brinquedos e sem dúvida, com mais sorrisos. A grama costumava ter cor de grama, mesmo daquelas sintéticas. Hoje parecia ferrugem sobre a terra, e nem os animais se arriscavam andar nela. Talvez eles também frequentassem aulas que ensinavam algo sobre tétano.
Um vento frio o fez puxar o casaco cobrindo as mãos. Aquele tempo não ajudava em nada a sua repulsa em entrar. E então ouviu um gemido. Algo como desesperador demais pra conseguir se manter naquela inércia. Contudo simplesmente ficou ali, parado e mudo, com mais enfado nos olhos do que o normal. Suas mãos que estavam frias suavam e algo não deixa suas pernas pararem de tremer. Foi quando alguém gritou:
                    E ai moleque, vai ficar ai parado escutando ela gritar?
O susto foi tão grande que deixou cair a bolsa da escola no chão. Olhou sem jeito pro senhor na sacada da casa do lado. Fumava um cachimbo e se balançava numa cadeira ruidosa. Era um aposentado de guerra de quase oitenta anos. Morava naquela casa há muitos anos e sempre estava sozinho. Escutou uma vez a senhora que entregava leite dizer para a outra senhora que passeava com o poodle preto, que a esposa havia morrido de câncer há alguns anos, e que ele havia ficado insuportável desde então. Nicolas concordava com o insuportável, mas acreditava que a esposa tinha morrido justamente por isso. Na época ele próprio tinha sete anos, mas ainda acreditava nisso. Ficou impressionado que até aquele momento ele não sentira nem o péssimo cheiro do tabaco que sempre o deixava de estômago embrulhado, nem o barulho irritante daquela madeira velha em que homem se balançava.
                    Boa tarde senhor! - Ele respondeu abaixando pra pegar a bolsa do chão.
                    O que tem de bom?  - O velho respondeu depois de uma longa tragada – Não aguento esses gritos o dia inteiro. Você não pode deixar ela sozinha tanto tempo.
O tom era acusatório, e Nicolas simplesmente odiava que se falasse com ele desse modo. Sentia sempre que um urso começava a crescer em seu ventre toda vez que, de alguma forma, lhe colocavam o dedo na face. Respirou fundo e foi andando lentamente pelo estreito caminho que levava até a porta da frente. E mais uma vez ouviu:
                    Está me ouvindo não é moleque? Não quero essa gritaria no meu ouvido. Já estou velho demais para aturar isso.
“E eu cansado demais para aturar o senhor” - Ele pensou. Fechou os olhos enquanto andava e contou até dez. Era uma tática usada pelas pessoas que não podiam explodir. E de costas mesmo respondeu:
                    Ela só teve uma noite ruim. Logo ficará melhor.
O velho resmungou algo que ele não ouviu, mas achou que foi o mesmo que ele havia pensado:
“Ela nunca ficava melhor. Há exatamente cinco anos ela não ficava melhor”.

Nicolas quase vomita quando abre a porta. O cheiro de mofo e podridão veio com o vento, juntamente com um cheiro adocicado que lembrou açúcar queimado. Ele respirou fundo procurando um ar que nem lembrava que tinha e fechou a porta atrás de si. Encostou-se ainda ouvindo os gemidos chorosos que vinham de algum lugar da pequena casa de poucos cômodos. A sala estava virada de cabeça para baixo. A televisão derrubada no chão, e o tapete persa, que ela tanto amava, encardido e cheio de poeira encolhido embaixo do sofá. Sentiu uma vontade louca de se juntar ao tapete e se encolher. Invés disso andou passando os olhos na cozinha que tinha panelas no chão e pratos quebrados. E de lá foi até o banheiro que estava com o chuveiro ligado espalhando água pelo pequeno ambiente.

Nota sobre Nicolas: Ele estava cansado. Tão cansado que até a atividade de fechar o chuveiro para evitar um alagamento e uma conta de água caríssima parecia um movimento épico em câmera lenta.

Continuou pelo corredor. A porta de seu quarto estava aberta como sempre. Já a porta do quarto ao lado estava trancada com tantos cadeados que achou nem existir chaveiros suficientes em casa para abri-los. Arranhões a enchiam. Parecia que um cachorro havia lutado desesperadamente pela sua vida tentando entrar naquele lugar. Ele engoliu uma substância arenosa e de gosto amargo quando fitou os arranhões. Era difícil demais passar por ali. O cheiro começou a ficar insuportável. E o barulho pior ainda.
O quarto de portas abertas que ficava exatamente no final do corredor, era sempre o lugar mais assustador da casa. Enquanto se andava para chegar nele, a madeira do chão rangia e tinha os arranhões, e também tinha desenhos rabiscados que nem aquela tinta carbono conseguiu apagar. Algumas mãos têm trabalhos mais eficazes porque não nos esquecemos deles nem com toda borracha do mundo.
E lá estava ela. Deitada no chão, vestindo uma roupa que ele temia estar em seu corpo há dias. O cabelo era puro óleo, e o corpo estava cheio de marcas. Ele ficou ali suprimindo o choro e o ódio que sentiu. Ela não o vira, estava de costas para ele olhando para um mensageiro do vento colocado na janela. O barulho do objeto parecia brigar com os sons guturais e animalescos que ela emitia.  
Estava inerte naquela vontade louca de sair correndo. E sentiu o peito apertar como se uma bola lançada por um estilingue qualquer tivesse acertado em cheio seu tórax. Deixou a bolsa cair no chão e foi ai que ela despertou para a presença dele. Mas não era para seus olhos que ela fitava, era para as paredes, para as pernas, para o guarda-roupa velho e para as próprias mãos. Ela não o olhava havia muitos anos.
Mesmo que a vontade de se juntar a aquele tapete na sala fosse imensa, ele resolveu que não poderia ir. Não se perdoaria se fosse. Os sentimentos contidos naquele quarto eram tão estúpidos de ruins e lentos e tristes e raivosos, que sempre o impediam de ir. Lentamente chegou perto dela, e com cuidado a levantou do chão. Estava muito mais leve do que se lembrava da última vez que a carregara. Tinha que admitir que a alimentação naquela casa andava bem precária. Ele não sabia cozinhar muito bem, e a comida parecia rançosa na boca.  Os gritos tinham se transformados em gemidos de dor. Uma dor que nenhum dos vinte calmantes que estavam na cabeceira da cama dela poderia ajudar. O cheiro que ela emanava era horrível. Nicolas teve que prender a respiração para não ficar mais enjoado do que já estava. A colocou na cama sem jeito e a cobriu com um resto de lençol com desenho de urso que ela teimava em não jogar fora. Ela apenas virou para o outro lado. E voltou a gemer.
Os olhos dele se fecharam inconscientemente. Só queria sair correndo de lá. Pegou a bolsa segurando a respiração para não desabar ali mesmo. Puxou a porta com calma e ela falou quase num sussurro:
                    Nicolas?  - Era uma vez embargada e sombria
                    Oi? - Ele perguntou voltando rapidamente para o quarto.
Ela ainda olhava para as mãos, analisando talvez suas palavras. E um sentimento que ele conhecia muito bem se apoderou dele novamente, uma esperança ridícula de uma redenção que ele sabia que nunca viria.
                    Tem doce de goiaba no fogo.  - Ela respondeu num sorriso meio lunático. E ele percebeu que nada havia mudado – Marina adora doce de goiaba.
Então ela virou de novo e fechou os olhos.
O cansaço era uma palavra comum naquela casa. E uma força física mais comum ainda.
Fechou a porta devagar e caminhou arrastando os pés até a sala. Jogou a bolsa de qualquer jeito no sofá e sentou perto do tapete persa pensando nos Persas, em viagens internacionais e passeios turísticos a lugares exóticos. O vento frio trouxe com ele o cheiro do doce de goiaba queimada no fogo.
Goiaba...

Nota sobre os Tavares: Eles adoravam goiaba. E usavam verbos quase sempre em tempos errados.

Levantou decidido a fazer o trabalho sobre história antiga de algum qualquer do terceiro ano antes de começar a comer o doce. Ou mudaria de ideia e comeria o doce antes. Na verdade, não estava com tanta vontade de goiabas hoje, nem de tempos verbais que não existiam. Apenas voltou a sentar e colocou a cabeça no tapete empoeirado e desmaio de cansaço.
Cansaço...
Já disse que era uma palavra comum naquela casa?
E seus sonhos foram sobre pessoas cansadas vestindo roupas persas e comendo doces de goiaba. 

Caixa de correio #3

Culpada!
Atrasado de novo o vídeo.
Meu filho adoeceu e passei a noite ontem dando carinho e nebulização nele. Já viu né?
Mas aqui está a caixa dessa semana.





Livros citados:

- Estilhaça-me (Tahereh Mafi)
- A culpa é das estrelas (John Green)
- Sangue quente (Issac Marion)
- Destino (Ally Condie)
-Silêncio (Becca Fitzpatrick)

Resenhas:

As vantagens de ser invisível
Sábado à noite

Coluna Vida:

 - Recomeçar é preciso

Viva som: 

Banda Palhaço Paranóide (O garoto invisível)

Promoção:

-Promoção do livro "Amanhã, quando a guerra começou"


Bjs
Até a próxima!

Trecho de terça

A lua vem da Ásia (Campos de Carvalho)

Adorei esse início de livro... Olhem só que fantástico!

"Aos 16 anos matei meu professor de lógica. Invocando a legítima defesa – e qual defesa seria mais legítima? – logrei ser absolvido por cinco votos a dois, e fui morar sob uma ponte do Sena, embora nunca tenha estado em Paris. Deixei crescer a barba em pen­samento, comprei um par de óculos para míope, e passava as noites espiando o céu estrelado, um cigarro entre os dedos. Chamava-me então Adilson, mas logo mudei para Heitor, depois Ruy Barbo, depois finalmente Astrogildo, que é como me chamo ainda hoje, quando me chamo."



[Amanhã tem caixa de correio #3 aqui no blog. Não percam!]

As vantagens de ser invisível (Stephen Chbosky)







Título: As vantagens de ser invisível
Autor: Stephen Chbosky 
Editora: Rocco
Número de páginas: 223







Esta narrativa mostra como é crescer no ambiente escolar, por vezes tão ameaçador. Mais íntimas do que um diário, as cartas de Charlie são estranhas e únicas, hilárias e devastadoras. Não se sabe onde ele mora. Não se sabe para quem ele escreve. Tudo o que se conhece é o mundo que ele compartilha com o leitor. Estar encurralado entre o desejo de viver sua vida e fugir dela o coloca num novo caminho através de um território inexplorado. O mundo dos primeiros encontros amorosos, dramas familiares e novos amigos. O mundo do sexo, drogas e do Rock Horror Picture Show, quando o que todo mundo quer é aquela música certa que provoca o impulso perfeito para se sentir infinito. (Texto tirado da aba do livro).

INFINITO...

Não existe outra palavra que defina o que senti quando acabei de ler esse livro. Ele é uma mistura de agonia e inocência sem limites. Virou meu livro de ouro e estará sempre na prateleira mais próxima de alcance. Caso surge uma guerra mundial e eu tenha que fugir, terei que agarrar o primeiro que encontrar, e certamente será este livro. 
As vantagens de ser invisível é composto de cartas escritas como se fossem páginas de diários e enviadas a um remetente que não sabemos o nome, provavelmente nós mesmos. Essas cartas são escritas por Charlie. Isso mesmo, apenas Charlie, e ele deixa bem claro que esse nem é o nome verdadeiro dele.

"Chamarei as pessoas por nomes diferentes ou darei um nome qualquer porque não quero que descubram quem sou eu. Não estou mandando um endereço para resposta pela mesma razão. E não há nada de ruim nisso.É sério" [página: 12]  

O que posso dizer desse livro é que ele te faz refletir. Nada como uma guerra mundial, ou um protagonista lutando por uma doença incurável ou tentando salvar a humanidade de ataques alienígenas. Apenas um garoto comum de 15 anos com alguns problemas psicológicos e tentando superar a adolescência de uma forma que pareça mais fácil. Contudo fácil é algo que não existe no dicionário de Charlie. Para ele as coisas mais simples são grandes demais de entender, e as grandes de verdade ele apenas deixa que passe por sua pele como se fossem invisíveis. 
O garoto vem de duas perdas grandes em sua vida: sua tia e o melhor amigo. Unindo isso a uma depressão e um tipo de doença mental, temos Charlie perdido no meio de jovens cheios de hormônios e de coisas que, para o protagonista, parecem sem sentido. 
Mas a história dele começa de verdade quando o professor o diz que ele precisa "participar" mais das coisas. 

"As vezes as pessoas usam o pensamento para não participar da vida" [página: 34]

E é ai que ele conhece Sam e Patrick. Duas figuras bem incomuns e aparentemente muito mais simples que ele próprio. E se agarra a elas como se fosse a própria vida. Os amigos são extremos nessa coisa de adolescência. Então temos um livro regado de problemas de jovens: Aborto, sexo, drogas, homossexualismo, estupro, agressão física... Entre outras coisas simples assim. 
O que faz o diferencial desses assuntos nesse livro?
Simplicidade. 
Eles são tratados pelos olhos desconcertados e muitas vezes inocentes de Charlie. 
É tão sublime a forma como se trata desses assuntos que você se sente amigo dele e quer tentar ajudar de qualquer modo. É tão pessoal que você se sente invadindo uma privacidade que não é sua. 
Sabe com o que parece? Como se você tivesse mergulhado numa piscina de frente pro Charlie e não conseguisse força para subir, e quisesse realmente se afogar junto com ele. Como se o ar dos seus pulmões estivessem encharcados com os pensamentos simples dele para coisas não tão simples assim. 
Ler esse livro faz você pensar sobre o heroísmo que é viver. A maravilha que esta dentro de nós mesmos. Ele é um libertador de quaisquer sentimentos que possam existir presos em nós. 
Acompanhamos esse garoto que só quer "participar" das coisas e que percebe que não é simples fazer parte de coisa alguma. Principalmente quando se é adolescente e que se acha que o mundo inteiro desaba se você desabar. 
Me apaixonei pelo Charlie e sua família maravilhosa. Eu me senti irmã dele e muitas horas pensava em meu filho e como faço com ele o mesmo que fazem com Charlie no livro: Não o escuto. 
Acredito que muitas das doenças mentais hoje em dia sejam porque as pessoas não conseguem falar, e quando conseguem, não tem ninguém para ouvir. 

"Charlie, a gente aceita o amor que acha que merece" [página: 35]

Adoro o fato de Charlie ser um leitor compulsivo. E de como ele assimila as coisas e compara com sua própria vida. O garoto é fascinante e ao mesmo tempo atordoante. Como todo o livro. 
Terminei esse livro e fiquei olhando para o teto por horas. Procurando por sono, procurando por alguma coisa que me tirasse essa frenesi que ele me causou. Foi em vão. Trabalhei no outro dia parecendo um zumbi; contudo parecia um zumbi apaziguado de qualquer nervosismo. As vantagens de ser invisível é um daqueles remédios que te dão em hospitais e que te fazem falar besteira e fazer besteira, porque no final das contas, a seriedade é para os fracos. 
Você ganha o mundo lendo essas 223 páginas. 
Recomendo? De jeito nenhum. Eu IMPLORO que você leiam esse livro. 
Ele é sublime, sincero, real, simples e definitivamente, te faz sentir-se INFINITO. 

" Mas mesmo que não tenhamos o poder de escolher quem vamos ser, ainda podemos escolher aonde iremos a partir daqui. Ainda podemos fazer coisas. E podemos tentar ficar bem com elas" [página: 221]

Recomeçar é preciso



Quanto tempo é preciso para que sejamos curados da dor de amor, de uma decepção, de uma frustração?
A todo momento estamos passíveis a sofrer por qualquer que seja o motivo. Nosso coração estabelece um padrão, normalmente tudo aquilo que desejamos e fazemos aos outros é o que queremos para nós. Conhecemos uma nova pessoa e lá vem nosso coração de novo a criar expectativas, desejar, sonhar e ir além, até que em algum momento, sem que percebamos a coisa dá errado, o caminho foi desconfigurado e pronto ficamos na beira daquele abismo.
Já te disse agora você decide se quer continuar nesse abismo, sem ter aonde ir ou se deseja lutar pela sua felicidade, mais uma vez se arriscar e pular de pára-quedas, fazer Rapel e descer essa montanha ou ainda quem sabe Bungee Jump. Ah gente, a vida é cheia de surpresas e nós temos que saber como lidar com todas as situações.
Vamos lá, pula, sai desse sofrimento, procura o melhor para você. É preciso se cuidar, olhar para si, onde você guardou os teus sonhos? Cadê a sua auto-estima? Você tem alimentado seu Ego?
Então bola pra frente, corra atrás do prejuízo, ficar parado não te ajudará em nada. Ah, já sei, aquele Ex ainda te perturba? Procura o teu caminho, olhe se no mapa de suas ambições ainda há espaço pra ele, não?!? E qual a duvida então? O que falta?
Coragem, força, dedicação, entusiasmo, motivação, foco, a palavra da vez é FOCO. E sabe quem é o foco dessa vez? VOCÊ!!!
Ainda há tempo, lembre-se que “o seu amor pode estar do seu lado”, perceba-se, vista-se, invista, se doe, PERdoe, se envolva e deixe-se envolver, se permita, provoque, cause, pois quem não provocAÇÃO, não vive e aqui ninguém quer ter um morto ao lado.

Renata Magalhães
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Essa foi a primeira postagem da coluna "Vida", escrita pela terapeuta ocupacional Renata MagalhãesSe você está  afim de conversar sobre os seus problemas, alegrias ou suas dúvidas e não sabe com quem, escreva para nós. Estaremos sempre a disposição pra quem nos procurar. 

EMAIL: mundoirreparvel.yahoo.com.br
Para acompanhar o blog da lindinha Renata: Blog Renata

"O garoto invisível" - Banda Palhaço Paranóide


E se...
Foi o meu pensamento nas duas vézes em que trabalhei com a Palhaço Paranóide. Era uma dúvida sobre a quantidade de coisas e sentimentos em que eu estava vivendo no período em que era convocada para dividir as insanidades deles, e uma dúvida sobre não saber dizer "não" nunca a eles.
E lá estava eu... Experimentando roupas, criando formas de fazer as pessoas entenderem o que eu entendia dos personagens que haviam me dado com tanto cuidado e zelo. Tentei fazer deles pedaços estilhaçados de mim mesma, e atuei... Não, na verdade eu vivi cada um deles.
Essa banda de meninos excêntricos que parecem tão comuns em olhos estranhos e que ganham uma tamanho desproporcional quando entram no mundo da Comédia Dell'Arte, ganharam esse espaço gigante no meu ser. Eles me salvaram sem nem perceber as minhas quedas bruscas. Me salvaram de tantas quedas possíveis...
E hoje, depois de tanto tempo os admirando, sendo fã de suas músicas, de seus rostos, e principalmente de suas coragens. Estou totalmente rendida a ser Paranóide e não precisar voltar ao real enquanto respirar do lado desses insanos meninos.

O som deles é uma mistura de poesia com facas. Parece que cada uma nos atinge naquilo que mais doí. E ficamos sem chão diante de nossas próprias fraquezas. E foi assim que me apaixonei.
O último trabalho deles foi o clipe chamado O garoto invisível, que gravamos em União dos Palmares, uma cidade altamente respirável de Alagoas.

Era um lugar com cheiro de terra e estrume de animais, mas tinha magia até nisso.
Ficamos por dias numa fazenda em que de tão antiga, tinha-se medo até de andar, porque o barulho desse gesto tão singelo poderia acordar a todos da casa. Mas estávamos equivocados quando pensamos que aquelas pessoas eram só pessoas. Elas eram aquele lugar.
Acabamos pegando mais do que uma locação e uma casa. Pegamos lágrimas e sorrisos.
Em momento nenhum pensei que estávamos sendo tanta coisa como foi naquele lugar. E é pensando naquele lugar que fecho os olhos quando não consigo respirar.

Fazer parte desse projeto me devolveu oxigênio suficiente para mais algum tempo. Sou grata ao dia em que meus olhos cruzaram com as pequenas esmeraldas dos olhos de Guilherme de França.
Hoje sou mais forte, mais Paranóide, mais mãe do que jamais fui porque pude experimentar a sensação do que é estar perto de uma forma tão pura de vida.
Agradeço aos meus belos meninos: Guilherme de França, Rodrigo Carneiro, Anderson Aredes e Yuri Alexandrovich pela chance de fazer parte do seu mundo. E de me permitir fazer parte do mundo de vocês.


E aqui estão os dois trabalhos áudio-visuais dessa banda incrível:

Clipe da música: A rosa e o vagabundo

Clipe da música: O garoto invisível

Em breve vocês poderão conferir o novo álbum da banda: O céu dos elefantes
Acompanhem a Palhaço Paranóide :

Caixa de correio #2

Galera,
Me desculpe a demora nessa postagem. Realmente eu tenho sérios problemas com edição de vídeos. Faço tranquila edição de fotos, mas trabalhar com imagem em movimento não é meu forte. AFF!
Mas ai está, meio atrasada, visto que foi colocada uma semana depois do combinado.



Livros citados:


- Sábado à noite - Babi Dewet
- Tormenta - Lauren Kate
- Qual o seu número - Karyn Bosnak
- As vantagens de ser invisível
- Água para elefantes - Sara Gruen

Novidade:

Promoção e sessão de fotos
Resenha Caminhos de Sangue
Resenha de Gone
Resenha de Amanhã, quando a guerra começou


Trecho de terça

- A resenha de Sábado à noite só sairia semana que vem, mas como já tinha escrito ela, resolver fazer uma vez.

Resenha de Sábado à noite
Site da Babi Dewet

Resenha do livro "Sábado à noite" - Babi Dewet





Título: Sábado à noite
Autor: Babi Dewet
Editora: Generale
Número de páginas: 324 













Sinopse 

Essa é a nova edição de SAN, que foi lançado de forma independente em 2010, e hoje chega às livrarias pelo Selo Generale (Editora Évora). É o primeiro livro de uma trilogia repleta de amor, música e amizade. Amanda é popular na escola e os amigos do seu amigo de infância são considerados os ‘marotos’ do pedaço por desrespeitarem as regras. Tudo ao seu redor acaba desmoronando quando um amor mal resolvido volta à tona e a sua amizade é posta em prova. Se não bastasse, seu diretor resolve dar bailes aos sábados e uma misteriosa banda mascarada foi convocada pra tocar. Mas suas letras dizem tanto sobre ela… Afinal, quem são esses mascarados de Sábado à Noite?
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Com gosto de quero mais.
Foi assim que me senti quando terminei de ler Sábado à noite, carinhosamente apelidado de SAN pela autora e pelos fãs.
Todos nós já fomos adolescentes, ou ainda somos (Queria eu ainda ser) E como sempre digo aqui no blog, esse mundo exageradamente fantástico dos jovens é imenso. E foi esse sentimento que tive enquanto lia o SAN.
O livro é repleto de tanto amor jovem que não tem essa menina que leia e não se apaixone pelo modo natural e plano que Daniel ama Amanda, ou pela forma grossa que Bruno ama Carol. O livro é de um doce que escorre pela boca de quem lê como vida na alma de quem não tem mais idade para esse tipo de amor. Me desculpe quem discorda, mas amor desse tipo ai não existe depois de uma certa idade e de alguns tombos.
Nossos garotos nesse livro tem algo muito mais mágico do que guitarras e letras melodiosas. Confesso que não me encantei pelas meninas populares da escola, não gostava das que tinham na minha escola, não iria ser diferente lendo elas num livro. Elas são bobas e muitas vézes tenho vontade de esganar a Carol ou a Amanda, mas devo admitir, aturaria uma amiga como a Anna. Já os meninos -Ai!- Não existe uma interjeição melhor para eles. Ser maroto para mim é ser bem mais popular do que ser jogador de futebol ou pertencer ao grupo de lideres de torcida ou sei lá mais o que existe nessas histórias. E esses marotos são lindos, românticos, engraçados e ainda tem uma banda.
Existe coisa mais sexy do que garotos que tocam em bandas? hehehehe
Acompanhamos a história sofrendo com Daniel, tendo raiva da Amanda, e até se entristecendo pelas letras maravilhosas de suas músicas. Adoro a forma com que a Babi conduz o ritmo dessa história. Tudo bem que tem coisas que não entendo. Meninos que dirigem aos 16 anos? A história é passada no Brasil? Será que existem guardas na cidade em que eles moram? Outras coisa: Eles praticamente moram sozinhos. Como assim? Meninos de 16 anos que bebem, dirigem e moram sozinhos?
Até acho tudo isso possível. Desde quando ser adolescente é seguir regras? Mas acho que faltou um pouco de explicação sobre isso. A única coisa que gostei nesse sentido, foi a cena falando sobre Bruno quando pequeno, e uma viagem de seus pais. Cheguei a sentir a dor dele. E foi a emoção mais forte que tive no livro.
Também me incomodou o fato de Amanda ser tão boba tantas vézes. Tomar decisões baseadas no que se acha não é tão inteligente. Tudo bem, são adolescentes! E o fato de tudo dar certo nos parzinhos? Acho meio forçado. E o fato de ninguém conhecer de verdade os pais de ninguém? Talvez a Babi esteja mais focada nos relacionamentos entre eles nesse início. Quem sabe?
E Daniel que não sabe falar de outra coisa que não seja Amanda!
Sério, sei que eles são jovens e extremos, mas pera ai né!
Enquanto ao romance, a Babi foi maravilhosa explicando sensações e sentimentos dos personagens. Coisas que há muito tempo eu não sentia, e que percebi o quanto estava com saudade. Acreditem, eu conseguia ser sensível até quando não tinha espaço para ser quando tinha essa idade.
Adoro o Fred e sua loucura eterna e Bruno com seu jeito de durão. Até Rafael com suas brincadeiras loucas com Caio. Adoro demais os marotos!
E a banda de mascarados gente? Nada mais perfeito!
Eu nunca tive grupos muito específicos na escola, mas acho que pertencia aos doidos que fazem arte. kkkkk
Enfim,
Adorei o livro!
Ele tem um leitura leve, engraçada e apaixonante. Quem terminar o livro e não estiver doida por um dos marotos eu super fico de mal. hehehe
Fiquei maluca com o fim, procurando pela resto de folhas que ainda não foram escritas. E faço um apelo: - - - Babi, pelo amor de Deus, escreva mais sobre meus lindos meninos! kkkk
Garotada, leia o livro!
Pais, leiam também. Acredito que vocês irão lembrar dessa sensação maravilhosa de se estar apaixonado aos 16 anos. Acredite... Vocês sentirão uma nostalgia boa lendo esse livro.


Trechos:

[...] Você ama essa garota. É o melhor coisa que uma pessoa pode fazer por outra - Caio encostou a mão em seu ombro, e ele sorriu. 


[...] Acho legal estarmos amadurecendo e aprendendo a conhecer as pessoas, por mais que a maioria não faça isso. 


- Eu não sei como dizer isso, mas todo sábado à noite é meu motivo pra te ver.