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Primeiros parágrafos de "Um Acordo Pecaminoso"



Evangeline, a duquesa de Kingston, ergueu o bebê, seu neto, da pequena banheira e embrulhou-o em uma toalha branca e macia. O bebê deu risadinhas, esticou as pernas fortes e tentou ficar de pé no colo dela. Ele explorou o rosto e os cabelos da avó com as mãozinhas ávidas e molhadas, e Evie riu do carinho desajeitado. 
- De leve, Stephen. - Evangeline se encolheu quando o menino agarrou o colar de pérolas que dava duas voltas no pescoço dela. - Ah, eu sabia que não deveria ter colocado esse colar na hora do seu banho. É tentador demais. 

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Primeiro Parágrafos "Arte & Alma"







Levi, 17 anos

Minha mãe estava preocupada de novo. Comecei a me sentir culpado por não me sentir mal com sua preocupação.
Ela disse que eu a estava abandonando, mas fiz o que pude para que ela entendesse que não era isso. O celular estava um pouco afastado do meu ouvido, no entanto, notei sua voz se enchendo de um medo desnecessário, mas muito familiar. Minha mãe se consumia demais com tudo, fazia  tempestades em copo d'água.
Denise, minha tia, sempre dizia para ela que pensar demais era a principal causa dos seus relacionamentos fracassados.




Primeiros Parágrafos de "Geek Love"






“Quando sua mãe era a geek, meus queridos sonhos”, dizia papai, “ela transformou o arrancar de cabeças em um mistério tão cristalino que as próprias galinhas caminhavam em sua direção e dançavam em torno dela, hipnotizadas pela atração. ‘Abra a boca, doce Lil’, elas cacarejavam, ‘e mostre seus dentes para nós!’.”

Essa mesma Crystal Lil, nossa mãe com cabelos de estrela, estava sentada no sofá embutido que era a cama de Arty à noite, rindo para a costura em seu colo e balançando a cabeça. “Não minta para as crianças, Al. Aquelas galinhas corriam como pus de espinhas.”

Eram noites na estrada, entre shows e pequenas cidades, em algum acampamento ou recuo, com as outras vans, caminhões e trailers do Fabuloso Circo Binewski à nossa volta, seguros em nosso vilarejo portátil.

Depois do jantar, sentados de barriga cheia à luz da lamparina, nós, os Binewski, tínhamos que ler e estudar. No entanto, se chovia, meu pai era mordido pelo bicho da história. O chiado e os ruídos no metal da nossa grande casa-van o distraía de seus papéis. Chuva em noite de espetáculo era catástrofe. Chuva na estrada significava conversa, que, para o papai, era puro prazer.


Veja também: Outros Primeiros Parágrafos:



Primeiros parágrafos "A Cidade de Bronze"



Nahri

Ele era um algo fácil
Nahri sorriu por trás do véu, observando os dois homens discutindo confirme se aproximavam da barraca dela O mais jovem olhava, ansioso, na direção do beco enquanto o homem mais velho - cliente dela - suava ao ar frio do alvorecer. Exceto pelos homens, o beco estava vazio; a fajr já fora anunciada, e qualquer devoto o suficiente para orar em público - não que houvesse muitos no bairro dela - já estava entocado na pequena mesquita no fim da rua. 

Nahri conteve um bocejo. Não era adepta da oração do alvorecer, mas o cliente escolhera a madrugada e pagara suntuosamente pela descrição. Nahri observou os homens conforme se aproximavam, reparando nas feições claras e no estilo das casacas caras. Turcos, suspeitou ela. O mais velho talvez fosse até mesmo um basha, um dos poucos que não fugiram do Cairo quando os francos invadiram. Ela cruzou os braços sobre sua abaya preta, ficando intrigada. Não tinha muitos clientes turcos; eram esnobes demais. Na verdade, quando francos e turcos não estavam lutando pelo Egito, a única coisa em que pareciam concordar era que os egípcios não podiam governara si mesmos[...]


Resenha na segunda dia 26/11


Primeiros Parágrafos "Vox"



Se alguém me dissesse que um dia eu seria capaz de derrubar o presidente, o Movimento Puro e aquele merdinha incompetente do Morgan LeBron na mesma semana, eu não acreditaria. Mas também não questionaria. Não diria nada.
Virei uma mulher de poucas palavras.
Esta noite, no jantar, antes de eu dizer as últimas sílabas do dia, Patrick dá uma batidinha no dispositivo prateado preso ao meu pulso esquerdo. É um toque leve, como se estivesse compartilhando minha dor, ou talvez me lembrando que devo ficar em silêncio até o contador reiniciar à meia-noite. Essa magia vai acontecer enquanto durmo, e vou começar a terça-feira com uma página em branco. O contador da minha filha, Sonia, fará o mesmo.
Meus meninos não usam contadores de palavras. 

Primeiros Parágrafos "Filhos de Sangue e Osso"


Tento não pensar muito nela. Mas quando penso, penso em arroz. Quando Mama estava por perto, a cabana sempre cheirava a arroz jollof. Penso no jeito que sua pele escura brilhava como o sol de verão, no jeito que seu sorriso agitava Baba. No jeito de seus cabelos brancos, cheios e encaracolados, uma coroa indomada que tinha vida própria. Ouço os mitos que ela me contava à noite. A risada de Tzain quando eles jogavam agbon no parque. Os gritos de Baba quando os soldados passaram uma corrente no pescoço dela. Os gritos dela quando a arrastaram para a escuridão. Os encantamentos que jorravam de sua boca como lava. A magia da morte que a descaminhou. Penso no jeito que seu cadáver pendeu daquela árvore. Penso no rei que a levou embora. 

Essa semana ainda sai a resenha de Filhos de Sangue e Osso. Fica por dentro das redes sociais para não perder "O Melhor e Pior" desse livro.

Instagram: @caroltelesbispo 

É assim que começa... Six Of Crowns


É assim que começa... é uma coluna onde apresento os primeiros parágrafos dos livros que leio. As vezes os livros nos ganham pelas capas, mas as vezes eles nos ganham pela primeira voz que ouvimos deles. As páginas falam...
Abra os olhos e escute-as! 





Jost tinha dois problemas: a lua e seu bigode. Supostamente, ele deveria estar fazendo suas rondas na casa de Hoede, mas tinha passado os últimos quinze minutos perambulando perto da parede sudeste dos jardins, tentando pensar em algo inteligente e romântico para dizer a Anya. 

Origem da Imagem



É assim que começa... Os Bons Segredos


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— O réu poderia se levantar, por favor?
Não se tratava de uma pergunta de verdade, embora soasse como tal. Eu tinha percebido isso desde a primeira vez que nos reunimos lá, nas mesmas circunstâncias. Era um comando, uma ordem. O “por favor” era só uma formalidade.
Meu irmão levantou. Ao meu lado, minha mãe ficou tensa e prendeu a respiração. Do jeito que pedem para você inspirar antes de um raio X, para que consigam ver mais, captar tudo. Meu pai olhava para a frente, como sempre, com uma expressão indecifrável. 

É assim que começa... Uma Praça em Antuérpia


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"O céu cinzento e a chuva fina escondiam os raios de sol do primeiro dia do novo ano, quase novo milênio. O mundo não tinha acabado. Um grito ou outro na rua, a cantoria e as risadas na volta para casa, copos, latas e garrafas de champanhe encostados no meio-fio eram o máximo da desordem naquele sábado pós-réveillon em Copacabana."

É assim que começa... O voo da Libélula


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O Airbus 5403 que fazia a rota Istambul - Paris perdeu altitude. Mergulhou quase mil metros em menos de dez segundos, praticamente na vertical, antes de voltar a se estabilizar. A maioria dos passageiros dormia. Acordaram todos sobressaltados, com a aterrorizante sensação de terem cochilado no carrinho de uma montanha russa. 

É assim que começa... Os Detetives Selvagens


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2 de novembro

Fui cordialmente convidado a fazer parte do realismo visceral. Claro que aceitei. Não houve cerimônia de iniciação. Melhor assim.


3 de novembro

Não sei muito bem em que consiste o realismo visceral. Tenho dezessete anos, meu nome é Juan García Madero, estou no primeiro semestre de Direito. Não queria estudar Direito, e sim Letras, mas meu tio insistiu e acabei cedendo. Sou órfão. Serei advogado. Foi o que disse ao meu tio e à minha tia, depois me tranquei no quarto e chorei a noite inteira. Ou, pelo menos, boa parte dela.

É assim que começa... Mate-me quando quiser


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É assim que começa... O Doador de Memórias


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É assim que começa... O Sobrevivente


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É assim que começa... A Maldição da Pedra


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É assim que começa... Silo


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É assim que começa... Enfeitiçadas


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É assim que começa... Lolita


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Lolita, luz de minha vida, labareda em minha carne. Minha alma, minha lama. Lo-li-ta: a ponta da língua descendo em três saltos pelo céu da boca para tropeçar de leve, no terceiro, contra os dentes. Lo. Li. Ta. Pela manhã ela era Lô, não mais que Lô, com seu metro e quarenta e sete de altura e calçando uma única meia soquete. Era Lola ao vestir os jeans desbotados. Era Dolly na escola. Era Dolores sobre a linha pontilhada. Mas em meus braços sempre foi Lolita. Será que teve uma precursora? Sim, de fato teve. Na verdade, talvez jamais teria existido uma Lolita se, em certo verão, eu não houvesse amado uma menina primordial

É assim que começa... Todo dia


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É assim que começa... Cidades de Papel


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"Na minha opinião, todo mundo recebe uma dádiva. Por exemplo, muito provavelmente eu nunca vou ser atingido por um raio, nem ganhar um prêmio Nobel, nem virar ditador de uma pequena ilha do Pacífico, nem ter uma câncer terminal de ouvido, ou sofrer combustão espontânea. Mas, se você levar em conta todos os eventos improváveis, é possível que pelo menos um deles vá acontecer a cada um de nós. Eu poderia ter presenciado uma chuva de sapos. Poderia ter pisado em Marte. Poderia ter sido engolido por uma baleia. Poderia ter me casado com a rainha da Inglaterra ou sobrevivido meses à deriva no mar. Mas minha dádiva foi a seguinte: de todas as casas em todos os condados em toda a Flórida, eu era vizinho de Margo Roth Spiegelman."