O que penso do prêmio Kindle de Literatura


E mais uma vez lá vamos nós para outra edição do prêmio Kindle de Literatura. Queria dizer que estou ansiosa por ele, mas de fato não estou. Diferente do ano passado, que fiquei feito louca virando madrugada para ter material pronto a tempo de candidatá-lo, esse ano resolvi que se o que estou trabalhando estiver ok até a data, beleza, inscrevo, mas se não estiver beleza também. Comecei a reavaliar e percebi que tem algo de muito estranho nessa premiação. E não, em absoluto estou dizendo que se trata de algum tipo de farsa. Vou explicar. 

A Amazon fatura muito com livros de autores independentes. Para se ter uma ideia, praticamente ficamos só com 35% do valor dos ebooks, e uma porcentagem pequena nos alugueis, que eles chamam de Kindle Unlimited. De fato ganhamos mais com o essa segunda forma, a de alugueis. 

Conheço uma autora que em dois meses tirou quase 10.000 entre vendas de ebooks e os alugueis de um único livro. Se recebemos 35% e se o valor que nos é passado do aluguel é baixo, quanto será que a Amazon não faturou com essa única obra? E se levarmos em conta que existem milhares de ebooks na plataforma de autores independentes, o faturamento deles é absurdo! 

E ai eles criam esse prêmio como uma forma de exaltar os autores que publicam na plataforma, o que pessoalmente acho maravilhoso! Mas, se olharmos que a grande parte dos ebooks de autores independentes que publicam lá são obras mais populares, do povão com texto acessível, vide os hots que sempre estiveram em alta nos 100 mais vendidos, me surpreende que os livros finalistas desses concursos sejam praticamente o que chamo de livros "cult". Ou seja, aqueles livros mais cabeças que fazem a gente pensar. 

E não, gente, não estou dizendo que isso é ruim. Obra de qualidade tem que ser premiada sim! Mas estamos falando do prêmio Kindle de Literatura! O maior ganho da Amazon não é com obras cults, mas livros do povão! Os livros de linguagem fácil e tema acessível, não é?  

Tá, se olharmos os avaliadores do concurso vamos entender a premiação. A Nova Fronteira, editora que publica o livro vencedor, tem um catálogo de livros mais sérios. E não faria sentido algum se no meio deles saísse um livro hot, por exemplo. É fato que o vencedor sempre vai ser algo fora da caixinha do tradicional em se tratando de Kindle Unlimited. 

E como sempre trago uma problemática junto de uma solução, penso que a Amazon poderia dividir essa premiação em categorias e trabalhar com editoras específicas para elas. Sei lá, tipo uma categoria de livros mais sérios e outra de livros populares. Trabalhar os sérios com a Nova Fronteira e os populares com a Verus Editora, por exemplo. Acho que isso me deixaria mais satisfeita. 

Não estou falando isso por ter livros nesse concurso que são rejeitados. Sou uma boa perdedora. Mas fico bem triste de ver que o faturamento da Amazon é altíssimo com livros populares e eles nunca terão chance de ganhar um concurso desses. Pode olhar os dois últimos vencedores. Ambos entram na categoria de livros cabeça, e pessoalmente, eu com o Kindle Unlimited, dificilmente vou procurar esse tipo de literatura. 

Talvez a premiação de livros sérios seja justamente para fazer o leitor tradicional do Kindle Unlimited ler coisas diferentes. Mas sendo bem sincera? Eles dificilmente o farão. Não é o que se procura por lá geralmente. Quantidade, para a maioria dos leitores que usam a plataforma, pesa mais do que qualidade. Não estou dizendo que isso  é certo ou errado, quem sou eu para dizer algo?! Mas é assim que as coisas são, e estão ai os números que não me deixam mentir. 

Queria que a Amazon premiasse ambas as categorias, porque todas merecem premiação. De concursos para livros cabeça existem vários no país! Mas para livros populares? Nenhum. Ninguém quer premiar um livro acessível, e eles não tem menos mérito por não ser narrado em decassílabos perfeitos. 

O que vocês pensam sobre isso? 

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Olá, pessoal!
Resolvi trazer hoje algumas promoções da Amazon que me deixaram de boca salivando. Pena que não tenho cartão de crédito (snif).
Mas para vocês que tem, olha só que ofertas imperdíveis nos cards abaixo!




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Estão esperando o que?

Resenha de "A Caçadora de Dragões" (Kristen Ciccarelli)

Título: A Caçadora de Dragões
Autor: Kristen Ciccarelli
Editora: Seguinte
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Sinopse: Primeiro volume de uma trilogia fantástica, em que dragões e humanos estão em guerra — e cabe a uma garota matar todos eles.Quando era criança, Asha, a filha do rei de Firgaard, era atormentada por sucessivos pesadelos. Para ajudá-la, a única solução que sua mãe encontrou foi lhe contar histórias antigas, que muitos temiam ser capazes de atrair dragões, os maiores inimigos do reino. Envolvida pelos contos, a pequena Asha acabou despertando Kozu, o mais feroz de todos os dragões, que queimou a cidade e matou milhares de pessoas — um peso que a garota ainda carrega nas costas. Agora, aos dezessete anos, ela se tornou uma caçadora de dragões temida por todos. Quando recebe de seu pai a missão de matar Kozu, Asha vê uma oportunidade de se redimir frente a seu povo. Mas a garota não vai conseguir concluir a tarefa sem antes descobrir a verdade sobre si mesma — e perceber que mesmo as pessoas destinadas à maldade podem mudar o próprio destino.

Você sabe que uma história te pegou de jeito quando senta para ler e só descansa depois da metade do livro. Foi assim comigo e A Caçadora de Dragões, que foi uma das melhores fantasias que li até agora nesse ano, ainda que tenha falhas que a autora poderia facilmente ter remediado.

Asha é uma Iskari, ou seja, uma Caçadora de Dragões. Um título meio que de herança familiar em sua família real e que não é realmente um título benéfico, só um tanto assustador, principalmente para quem conhece a garota e sua grande cicatriz no corpo.

Ela está prestes a se casar com um general do exercito de seu pai, e nada que seja por amor. Na verdade é uma dívida por Asha ter sido a responsável pela morte da família dele. Mas o rei, pai de Asha, promete livrá-la desse casamento se ela trouxer a cabeça de Kozu, o único dragão que Asha teme, porque ele quase a matou.

Entrelaçada a essa história base do livro, temos um pedido do irmão de Asha. Ela precisa salvar um dos escravos do noivo de ser assassinado, e isso vai acabar entrelaçando os dois personagens de um modo que ela não queria que acontecesse.

Já vou dizendo que Asha é uma Badass. O tipo de garota para quem sempre tiro o chapéu. E ela se mantem desse modo do início ao fim, ainda que seu coração a coloque em muitos questionamentos ao longo do livro, principalmente perto do fim. Vejo com frequência livros que a personagem começa porreta e termina lavada de amor. Isso não acontece aqui, pelo menos não dessa forma.

Para quem curte romance entrelaçado com fantasia, saiba que ele existe em Caçadora de Dragões, mas fica muito mais evidente próximo ao fim. Não é o tipo de romance que eu ame porque gosto quando o carinha é tão badass quanto a menina, e aqui não é exatamente o caso. Ainda assim, acho que eles são extremos interessantes de uma balança de poder agradável e que funcionam bem.

Mais o forte desse livro está, com certeza, com a mitologia dele. A coisa toda dos dragões e as histórias que tem poder. As histórias que contam histórias. Os Iskari e Os Namsara. Em relação a isso a autora foi impecável e outros bem pouco do que me queixar. Acabei de ler fascinada por toda essa estrutura mitológica e pedindo em desespero por mais.

Se posso falar de uma falha, e a questão do estica e encolhe da protagonista ao longo da sua jornada do herói. Essa coisa dela sair e voltar ao palácio e milhões de coisas aconteceram no caminho, é muito irritante. Deixa-me com uma sensação de... “Agora ela vai de vez”, mas daí Asha voltava para aquele mesmo núcleo e eu achei isso meio tedioso. Mas nada que tivesse tirado minha vontade de ler feito uma louca.

Outra coisa para me queixar? Talvez seja o fato de que o segundo livro dessa série vai acompanhar outra personagem, a Roa, que ainda que seja bem legal, não é Asha e não é a personagem que quero ver mais. Não entendi essa escolha da autora por mostrar um passado de Roa e a mesma história de Asha pelos olhos dela. Deve fazer sentido, mas realmente não quero ler o livro de Roa. Espero que tenha um terceiro e que seja uma continuação da história de Asha. Tem muita coisa ainda em aberto para se resolver.

Enfim, é um livro maravilhoso! Uma fantasia que li em questão de horas e que de fato torci pelos personagens com fervor. Já preciso da continuação para ontem!


 

Resenha de "O Segredo de Helena" (Lucinda Riley)

Título: O Segredo de Helena
Autor: Lucinda Riley
Editora: Arqueiro
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Sinopse: Quanta verdade o amor é capaz de suportar?Helena nunca esqueceu o verão que passou na mágica Pandora, a casa de seu padrinho no Chipre, onde, cercada por oliveiras e pelo verde-esmeralda do Mediterrâneo, ela se apaixonou pela primeira vez, aos 15 anos.
Mais de duas décadas depois, tendo herdado a antiga propriedade, ela retorna a Pandora para mais um verão, dessa vez em companhia do marido e dos filhos. No entanto, Helena sabe que voltar àquele lugar pode trazer à tona segredos que ela preferia esconder.
Um desses segredos envolve Alex, seu filho mais velho, fruto de uma relação anterior a seu casamento. Com uma inteligência acima da média, ele vive a difícil transição para a vida adulta e está determinado a descobrir a identidade de seu verdadeiro pai.
Enquanto o verão avança e pessoas do passado de Helena reaparecem, Pandora parece pronta a revelar os mistérios que ocultou por tantos anos e que, uma vez descobertos, farão com que a vida de Helena, e de sua família, nunca mais seja a mesma.

Olha, não tenho uma vasta experiência com Lucinda Riley, como muitas leitoras têm. Mas tenho que dizer que esse livro foi muito inferior ao que já tinha lido da autora. Não vou saber explicar com exatidão o que me incomodou, porque acredito que tenha sido uma série de fatores. Mas vou tentar ser o mais sincera possível.

O livro vai contar a história de Helena, uma mulher casada que tem três filhos e que herdou do padrinho uma casa em Chipre, onde ela havia passado um verão da adolescência e teve seu primeiro amor. Em paralelo, a autora nos conta, em forma de diário, a versão de Alex, o filho de Helena, desde o momento em que eles chegam nessa casa herdada, até o final da história, quando o próprio garoto passa a ser o protagonista.

Para começar, fiquei bastante triste do livro não ter focado mais em Alexis, o ex amor de Helena que ela conheceu durante as férias de adolescência.  E não por algum ideal romântico que eu possa ter, mas porque o livro te prepara para uma tensão nesse momento que não acontece. Ela revê Alexis, sim, mas ele é só um carinha que está por ali e que tem um certo passado com a protagonista. Nem o passado, uma coisa que Lucinda trabalha tão bem, foi trabalhado com decência em se tratando desse mocinho. Ela pincela um passado de um outro momento da vida de Helena, e de mais um outro que me deixou nervosa por ser tão inútil.

Na verdade eu acho que esse livro é cheio de momentos inúteis que poderiam passar facilmente pela vida das pessoas como um simples dia qualquer, mas que a autora deu uma importância que beirou a infantilidade.  Isso me fez revirar os olhos muitas vezes durante a leitura, porque sei do talento da Lucinda e sei do que é capaz de fazer com dramas familiares, mas certas coisas foram perdidas nesse. Como se tivesse jogado um turbilhão de situações e não finalizado exatamente muitas delas.

Não me senti ligada a nenhum desses personagens, o que exatamente não é incomum em se tratando dos livros dela, mas pelo menos nos outros eu tinha simpatia pela história, e aqui nem isso.

Apesar de ser um livro rápido de ler, normalmente os livros dela são, não gostei de nada dele além da paisagem incrível de Chipre que a autora pinta tão bem. Fora isso, foi uma lenga lenga de um mistério que achei na verdade bem bleh quando aconteceu. É... esse livro me decepcionou um bocado. 

Nova Mystery Box Literária


Olá, pessoal!
Para os amantes de Mystery Box, e sei que são muitos, trago hoje esse post sobre a mais nova Mystery Box do mercado literário. A Clube Literariamente. 


Para não perder muito tempo falando aqui sobre o básico no que se refere a essas caixas de assinatura, vou me ater ao que julgo essencial sobre ela. 

1- Para os assinantes, a Clube Literariamente vem com dois livros mensais. Um lançamento, e outro mais antigo. 

2- O frete tem um valor fixo, o que super conta para pessoas que moram no Norte e Nordeste e sempre se prejudicam com os valores das entregas dessas caixinhas.


Para conhecer mais detalhes sobre a box, dá uma passadinha no site deles: Clube Literariamente
Lá você fica sabendo sobre os valores dos planos e que o normalmente vem neles. 

Pelo Instagram podem ficar por dentro de mais detalhes com as fotos das caixas que já chegaram e tirar dúvidas com eles através do Direct. @clubeliterariamente


As inscrições para a próxima caixa já estão valendo, então corram lá e garantam já essa nova mystery maravilhosa!


Resenha de "Fortaleza Impossível" ( Jason Rekulak)

Título: Fortaleza Impossível
Autor:Jason Rekulak
Editora: Arqueiro (Cedido em Parceria)
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Sinopse: Um trio de garotos esquisitos e uma nerd brilhante que esconde um grande segredo.Um inesperado romance que nasce em meio a computadores e disquetes.
Um ousado e perigoso assalto para roubar a edição de maio de 1987 da revista Playboy, com imagens escandalosas de uma famosa apresentadora de TV.
Todos esses elementos se unem para compor Fortaleza Impossível, um romance que fará você rir, se emocionar e recordar a maravilhosa sensação de se apaixonar por algo – ou alguém – pela primeira vez.
Até maio de 1987, Billy Marvin – um garoto de 14 anos que mora numa pequena cidade em Nova Jersey – é definitivamente um nerd feliz.
Ele e seus amigos inseparáveis, Alf e Clark, passam as noites se empanturrando de biscoitos e milk-shakes diante da TV, assistindo a filmes e conversando sobre música, cinema e seriados. Com a mãe trabalhando no horário noturno e a casa toda para si, Billy vara a madrugada fazendo aquilo que mais ama: programando videogames em seu computador.
Mas então a Playboy publica as fotos escandalosas de Vanna White, a famosa apresentadora de TV por quem os três são fascinados. Como ainda não são maiores de idade para comprar a revista, eles planejam um ousado assalto para roubá-la. É quando Billy conhece a brilhante, enigmática e também nerd Mary Zelinsky, e tudo começa a mudar...

O que me convenceu a pedir esse livro foi o fato de Felipe, alguém que respeito em absoluto as opiniões, ter dito que quem gostava de Stranger Things, poderia fácil gostar dele. E não há nada que me convença tanto a testar alguma coisa como me dizer que se assemelha a Stranger Things. Então acabei pedindo o livro.

Então temos a história de Billy, um adolescente que junto com os dois amigos, Alf e Clark, decidem roubar uma Playboy de uma loja local, porque naquele mês a capa veio com a mulher que eles achavam mais linda no mundo. E com o pensamento empreendedor de Alf, eles pensaram na possibilidade de vender cópias das fotos para os meninos da escola.

Só que o plano era ultra mirabolante e exigia que Billy se aproximasse e ficasse amigo de Mary, a filha do dono da loja que sacava muito de computadores, algo semelhante ao próprio Billy. Juntos eles pensaram em criar um jogo para concorrer num concurso. E mesmo com a pressão dos amigos para Billy conseguir o código do alarme da loja, ele cada dia mais se aproximava de Mary, colocando o plano em risco.

Já viram por essa sinopse que na verdade o que Felipe quis dizer com Stranger Things foi basicamente a ligação aos anos 80 e a questão high tec dele, não é? Não há nada sobrenatural nessa história, e nem a relação de amizade dos meninos é tão bem explorada que mereça a comparação com o grupo incrível que o pessoal de Stranger forma. Mas tudo bem, porque o livro tem muita coisa interessante.

De fato se você viveu os anos 80 sendo um adolescente, vai se identificar bastante com a história. No meu caso era só uma menina, então não entendia muita da cultura pop que era falada aqui. Principalmente porque nossa realidade no Brasil era bastante diferente da deles. Por exemplo, eu vim ter acesso a um computador com catorze anos  já era ano 2000. Essa galerinha nos anos 80 já tinha um em casa. Então não posso dizer que conheço ATARI ou BASICS. Mas num contexto geral não é tão difícil de se inserir.

Desde o início eu não parava de pensar como o plano deles era imbecil. Que era só falar com um cara mais velho que ele compraria. Não era tão difícil assim, visto que muitos desses caras passaram pelos mesmos problemas que eles, falta de acesso a material pornô por causa da idade, e ajudariam só porque sabem como é sofrido (rsrs). Sério, eu achei tudo muito exagerado, só por causa de uma revista pornô. Mas vai ver que é porque sou mulher e hoje em dia você pode ver um vídeo pornô apenas abrindo sites da internet. Simples assim.

O fato é que o começo do livro vende bastante, porque você acha tão bizarro tudo aquilo que quer ver como eles vão resolver, mas o meio fica frio, que é quando Billy e Mary estão trabalhando na construção do jogo, que se chama Fortaleza Impossível. Porque você logicamente vê que eles estão começando a se gostar, e o livro passa daquele frenesi louco para esse romancezinho que faz a gente revirar os olhos de impaciência. Sem contar que o melhor personagem do livro, que é Alf, fica sumido junto de Clark. Ou seja, a estrutura dos melhores amigos se desfaz.

Eu achando que o livro iria acabar nisso mesmo, até que o autor joga um “boom” lá no final que me fez parar, ir beber uma água, e só então voltar para a história e ler com calma. Sério, ele ousou em níveis alarmantes e de uma forma que eu super respeitei. Talvez eu quisesse ter visto um pouco mais daquele momento, mas fiquei totalmente grata por ele ter acontecido.

Enfim, é um livrinho muito legal. Acho que a galerinha nova pode gostar bastante, ainda que ache que vão se perder na parte de programação do jogo. Eu, com meus 32 anos me perdi. Mas, em defesa dele, achei o conjunto da obra incrível! 

Resenha de "Mais Forte que o Sol" (Julia Quinn)

Título: Mais Forte que o Sol
Autor: Julia Quinn
Editora: Arqueiro (Cedido em Parceria)
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Sinopse: Considerada a “rainha dos romances de época” pela Goodreads, Julia Quinn já atingiu a marca de 10 milhões de livros vendidos.Quando Charles Wycombe, o irresistível conde de Billington, cai de uma árvore – literalmente aos pés de Elllie Lyndon –, nenhum dos dois suspeita que esse encontro atrapalhado possa acabar em casamento.
Mas o conde precisa se casar antes de completar 30 anos, do contrário perderá sua fortuna. Ellie, por sua vez, tem que arranjar um marido ou a noiva intrometida e detestável de seu pai escolherá qualquer um para ela. Por isso o moço alto, bonito e galanteador que surge aparentemente do nada em sua vida parece ter caído do céu.
Charles e Ellie se entregam, então, a um casamento de conveniência, ela determinada a manter a independência e ele a continuar, na prática, como um homem solteiro.
No entanto, a química entre os dois é avassaladora e, enquanto um beijo leva a outro, a dupla improvável descobre que seu casamento não foi tão inconveniente assim, afinal...

Mais forte que o sol vai contar a história de Ellie Lyndon, a irmã inteligente e perspicaz da protagonista do primeiro livro. E de Charles Wycombe, um lorde que está prestes a perder sua fortuna se não casar até o aniversário de trinta anos, passando assim tudo para o parente homem mais próximo, no caso um primo insuportável.

Quando Charles, bêbado cego, cai de uma árvore aos pés de Ellie, ela leva na esportiva, inclusive ajudando o homem na tortuosa tarefa de chegar até o seu meio de transporte, um pouco distante de onde estão. No meio do caminho Charles chega a conclusão de que Ellie vai ser a esposa perfeita, e a pede em casamento. Claro que a mocinha nega a princípio. Contudo em vistas de novidades na família dela, o pedido de Charles passa a ser tentador.  

Para fugir do casamento do vigário, pai de Ellie, com uma mulher intragável do condado que prometeu fazer da vida dela um inferno, a pobre menina aceita o pedido de Charles, contanto que ele só concretize o casamento depois de convencê-la a ir para cama com ele, nada forçado, e se ele liberar o dinheiro que ela tem guardado no banco, dos investimentos que fez ao longo dos anos. Isso começa a ser uma tarefa deliciosa e difícil para Charles, que a aceita sem pensar.

No começo do livro tem uma pequena explicação da autora sobre o porquê de ter criado essa história. Que até o momento ela não tinha escrito nenhum casamento por conveniência, o que me fez entortar a boca, porque li tantos livros de casamento por conveniência que isso não é exatamente uma novidade.  Mas tudo bem, porque Júlia é maravilhosa e a gente segue adiante.

Confesso que ainda que esse livro tenha um ritmo infinitamente mais dinâmico e plausível do que o primeiro, ainda acho que ele poderia ser bem melhor. A Ellie boa para finanças que conhecemos no primeiro livro se perde totalmente nesse com ela sendo uma lady e tentando fazer os serviços da casa sem necessidade e de maneira irritante. Sério, ela me estressou completamente nesse livro. Parecia uma menina birrenta que sempre tem do que reclamar e sempre uma piada mordaz na ponta da língua.

Já Charles é um amor, porque se eu tivesse uma mulher como essa certamente já teria me matado. Ou melhor, matado a garota!

Acontecem muitas coisas nesse livro, e só por isso ele não recebeu apenas três estrelas. Tudo começa a dar errado para Ellie dentro da casa no marido, e quando todo mundo pensa que ela é desastrada e um terror como Lady, Ellie fica se esforçando para provar que é melhor do que aquilo. Essa dinâmica, ainda que persistente e realmente ágil, pode vir a ser cansativa e repetitiva para alguns leitores.

Tem um final diferenciado, o que também achei bem legal. Gosto quando as autoras desse gênero ousam assim. Mas ainda fiquei magoada pelo casal do primeiro livro não ter tido nem uma mísera pontinha na história. Gosto quando a Júlia entrelaça os casais dos seus livros, e isso não acontece com as irmãs Lyndon. Uma pena.

É um livro satisfatório. Não morri de amores, porque realmente Ellie é irritante, mas ele tem o seu charme diferencial. Gostei um pouco mais dele do que gostei do primeiro.

Resenha de "O dueto Sombrio" (Victoria Schwab)

Título: O Dueto Sombrio
Autor: Victoria Schwab
Editora: Seguinte
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Sinopse: Na sequência final de A Melodia Feroz, Kate Harker precisa voltar para Veracidade e se unir ao sunai August Flynn para enfrentar um ser que se alimenta do caos. Kate Harker não tem medo do escuro. Ela é uma caçadora de monstros — e muito boa nisso. August Flynn é um monstro que tinha medo de nunca se tornar humano, mas agora sabe que não pode escapar do seu destino. Como um sunai, ele tem uma missão — e vai cumprir seu papel, não importam as consequências.
Quase seis meses depois de Kate e August se conhecerem, a guerra entre monstros e humanos continua — e os monstros estão ganhando. Em Veracidade, August transformou-se no líder que nunca quis ser; em Prosperidade, Kate se tornou uma assassina de monstros implacável. Quando uma nova criatura surge — uma que força suas vítimas a cometer atos violentos —, Kate precisa voltar para sua antiga casa, e lá encontra um cenário pior do que esperava. Agora, ela vai ter de encarar um monstro que acreditava estar morto, um garoto que costumava conhecer muito bem, e o demônio que vive dentro de si mesma.


Eu sou bem suspeita para falar dos livros da Schwab. Gosto demais da escrita da autora, e nem posso dizer que realmente sou especialista nos livros dela, já que se li três foi muito. Mas ela é daquele tipo de escritora de fantasia que deixa a gente com um calorzinho no coração. Que ainda que não tenha lido livros realmente fodásticos dela, sei que sempre me lembrarei dos que li.

Dueto Sombrio é o segundo de uma duologia que começa com A Melodia Feroz, que já tem resenha AQUI. Então não vou esmiuçar o que acontece nesse livro, porque também não morro de amores por spoilers, mas vou colocar o que senti com ele.

Primeiro preciso dizer que o ritmo é arrastado. E não, não era de se esperar, porque o final do primeiro livro é desses que te deixam roendo as unhas para o próximo. Não exatamente um gancho de continuação direta, mas a gente sabe que vem merda, e ela de fato vem. Mas até que a merda se desenvolva de verdade, demora pra cacete.

O fato dos dois protagonistas estarem distantes um do outro em boa parte do livro também me deixou agoniada porque o que tinha de melhor no primeiro era a interação deles. O funcionamento da relação dos dois. Daí a gente vem pra esse volume e morga esperando eles se encontrarem. Demora uma eternidade, e quando acontece é bem passável. Nada que fizesse meu coração sambar.

Além dos vilões que já sabíamos que tinha no livro anterior, aparece um novo, e bem mais poderoso. Não tem rosto, mas é uma força que acaba movendo a protagonista mais do que gostaria. Fiquei esperando entender exatamente como ele surgiu e como ele funciona, mas ou eu prestei pouca atenção ao livro, ou de fato não era o foco da autora.

Tem momentos bonitos nesse livro, ainda que o mundo esteja acabando. De doação total por parte dos personagens, e achei isso muito bacana. Quer dizer, estamos falando de uma história onde ser bom e ser mau faz toda a diferença, e se isso passar despercebido pelo leitor, então ele não cumpriu a função. Mas funcionou, e muito bem. Talvez pudesse explorar mais isso com Kate, mas ficou eficiente nos pontos certos. Me fez pensar o que determina se uma pessoa é boa ou má, e qual o ponto de ruptura disso. Se uma única ação em um único momento pode mudar completamente quem você é.

Nos agradecimentos desse livro a autora fala que esse foi um dos que acabou com ela. Que a deixou exausta, e compreendo de verdade, ainda que não tenha sido um livro melhor do que o primeiro e eu ter passado mais da metade dele morrendo de tédio. Ele é exaustivo em muitos sentidos. Te leva para baixo, sabe? Você passa a acreditar pouco na bondade do mundo ao lê-lo, e olhe que o negócio é bem superficial. Eu estava tão cansada ao final da leitura que precisei de dias para conseguir articular uma resenha que fizesse sentido. Sem contar que o final dele é de cortar o coração. Entendi. Entendi de verdade o que ela quis fazer. Que fez o que foi necessário e que não tinham muitos caminhos viáveis com as possibilidades que tinha, mas ainda assim fiquei arrasada. Você se apega, poxa! Ser leitor as vezes é muito cruel.

Enfim, não é um livro melhor do que o primeiro, passa longe de ser em termos de ritmo e estrutura, mas ele deixou o recado que precisava deixar, e acho que era exatamente o que a autora queria com ele. Não engrandecer um final, ou um casal, mas trazer uma realidade crua para uma fantasia perversa e crua também. 

Ordem de leitura Myron Bolitar


Olá, gente!
Vamos dar uma olhadinha nesse vídeo super bacana sobre a ordem de leitura dos livros do incrível Myron Bolitar? Se vocês gostam de policial, tem que se aventurar pelos livrinho desse personagem maravilhoso.


A Canção das Águas (Instagram)


Passando só para divulgar mais uma das fotos no nosso IG. Lá também falei um pouquinho do que achei da leitura de A Cancão das Águas.
Bora lá conferir?
@caroltelesbispo