Leituras de Maio


Vamos dar uma conferida no que li em Maio?
Tem todos os links das resenhas no box de informações do Youtube, caso vocês queiram conferir.


Resenha de "Sobre a Escrita" (Stephen King)

Título: Sobre a Escrita
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Adicionar: Skoob

Sinopse: Sobre a Escrita - O livro é considerado por muitos uma autobiografia do King e os leitores terão a oportunidade de mergulhar um pouco na vida pessoal dele (como, por exemplo, o acidente que quase o matou em 1999) e conhecer também como funciona seu processo de escrita.







Sei que é perigoso criar expectativas em cima de algo, e eu vinha criando em cima desse livro há um bom tempo. Por isso tive medo quando a Suma disse que estaria trazendo para o Brasil, e mais medo ainda quando finalmente o peguei para ler. E que maravilha quando suas expectativas são atendidas em graus extremos! Dizer que eu estou completamente apaixonada por esse livro é pouco.

Minha história com King é curta. Li uns dois livros dele na adolescência, e nem era dos melhores. Passei uma vida evitando o cara por achar que eu teria medo de seus livros, e tudo bem que existe uma certa lógica nessa ideia; afinal, o cara é mestre do horror literário! Contudo desde o início do ano que eu venho dando uma oportunidade para coisas que não costumo ler, e um delas é King. 

Comecei IT, mas a quantidade de livros que PRECISO ler vão sempre passando na frente, e eu vou adiando terminar essa leitura. E então ganhei o Sobre a Escrita de aniversário, e o comi como uma estudiosa da construção da literatura: anotando as informações que achava relevante para mim enquanto escritora, e colocando muitas de suas frases no meu mural motivacional. Sim, eu tenho um mural motivacional. 

Acho que todos vocês já sabem que Sobre a Escrita não é um romance ficcional. É uma mistura de uma biografia simplificada do autor com muitas dicas para escritores de qualquer gênero. Portanto não é o tipo de livro que vá te dar medo, como a maioria dos livros do autor - apesar de que eu tive meus momentos de desespero durante essa leitura. 

O livro é dividido em momentos. Começa contando um pouco sobre a infância do autor, pedaços da adolescência e fase adulta. Lembrando que é uma mini biografia, portanto só temos as partes que ele julgou importante para a construção do King escritor. São passagens engraçadas, tristes e as vezes até pouco críveis, mas que faz todo o sentido se olharmos quem é o cara. 

Disso pula para a fase que ele chama de "Caixa de Ferramentas". Um compilado de dicas de como se organizar para escrever. De como colocar na ordem o que deve ser feito primeiro, e o que pode adiar. Confesso que de início me vi meio perdida nessa parte. Nunca fui muito organizada, apesar de ser uma das poucas escritoras que conheço que tem uma linha do tempo antes mesmo de começar a escrever uma história. 

Daí vamos para um pedaço grande de gramática, e convenhamos que a gramática do inglês não é igual a nossa, e por isso bato palmas para a tradução, que teve que adaptar o que ele queria dizer a nossa realidade. E pode apostar quando digo que todas essas informações foram muito importantes para mim. Hoje me observo muito quanto a quantidade de advérbios que uso em um texto, e a construção das minhas orações e tempos verbais. Pode parecer chato, mas é um deleite para quem curte escrita, e bem necessário para um texto rico. 

Então passamos para a parte das ideias, e de como, do nada, ele tirou as fascinantes ideias para Carrie e muitos dos seus outros volumes. Foi nessa parte que percebi que um autor é acima de tudo, um observador da vida alheia. Não que seja fofoqueiro, mas que presta atenção em conversas e comportamentos muito mais do que algumas pessoas "normais". E não estou me referindo apenas a forma como alguém se veste ou segura um cigarro, mas em decifrar o que aquela pessoa estaria pensando enquanto fumava ou escolhia uma roupa bizarra para sair de casa. 

Não garanto que você terminará Sobre a Escrita com milhões de ideias e com um roteiro pronto de como escrever um livro. Isso não existe, meu camarada! Todo mundo pode escrever algo, mas nem todo mundo nasceu para escrever algo realmente bom. E mesmo com anos de esforço e exercício, se você não tem o dom, é melhor procurar em outro lugar. Pode parecer um desestímulo, não é? Pensei o mesmo quando li King dizendo isso. Mas acho que se fosse um amigo meu preferia que ele dissesse a verdade do que mentir que sou boa em algo que não sou. 

Leitor ou escritor, Sobre a Escrita é uma aula para qualquer um. Não concordo com tudo o que o autor diz aqui, mas de modo geral acho que ele tem tempo suficiente de carreira para deixar dicas e saber que as pessoas vão pegar aquelas que mais se adequarem aos seu perfis. 

Leia Sobre a Escrita, e depois conversamos sobre o gênio King e sua arte de ensinar a escrever arte. 

[PROMOÇÂO] Quadrilha Literária

Oi Oi Galera! O São João está chegando, e o blog A Prateleira se juntou com mais 48 blogs para presentear os leitores de plantão! Aperta o fole, sanfoneiro, e vamos começar a quadrilha!


Regras:
- Os Kits 1, 2, 3, 4, terão 2 vencedores, e o 5, apenas 1.
- O primeiro ganhador de cada kit (1, 2, 3, e 4) terá o direito de escolher 5 livros dos disponibilizados, e o segundo ganhador ficará com os outros 5.
- A promoção inicia dia 01/06 e os sorteios ocorrerão no dia 26/07.
- Após o aviso do resultado os vencedores terão 72 horas para retornar o contato. Caso não haja resposta dentro do período, será feito um novo sorteio.
- Os blogs e editoras tem 45 dias para o envio dos livros, após a confirmação do e-mail pelo vencedor.
- Nenhum blog ou editora é responsável em caso de extravio por parte dos Correios.
- Cumprir todas as regras obrigatórias.
- Nas opções onde diz "Visit .... on Facebook", é obrigatório curtir a página correspondente.


KIT 1- Maçã do Amor
A Culpa é Das Estrelas- Pensamentos e Opiniões
Maria Wilker- Flor Roxa
Diário de um Adolescente Apaixonado– Minha Velha Estante
Bem Mais Perto- Da Imaginação à Escrita
Menina Mulher- Livros, Vamos Devorá-los
Segredo de um Pecador– Irreparável
Nove Plantas do Desejo e a Flor de Estufa- Sonhos em Paris
Princesa Adormecida– Asas Secretas
O Retrato– Histórias sem Fim
Amigo Secreto– Palavras Encantadas

(2 Ganhadores- 5 Livros para cada)




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KIT 2- Pula a Fogueira!
Noiva de Traição- Coisas que Eu Sei que Eu Sei
Beijada Por Um Anjo 6- De Livro em Livro
O Diamante- Papos Literários
O Bom Ladrão- Cheirei um Livro
Primeiro Amor- Lendo & Apreciando
Tão mais Bonita- Dialética Proposital
O Segredo de Jasper Jones- Livros, Leituras & Afins
Voo da Estirpe- Saleta de Leitura
Fingindo ter 19 anos– Entre Aspas
Livro Surpresa- Letícia Larossi
(2 Ganhadores- 5 Livros para cada)



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KIT 3- Perdi o chapéu, e a cabeça
Tudo o Que Ela Sempre Quis- Era Uma Vez o Livro
Por Trás dos Edifícios, o Sol- Cia do Leitor
Diário de um Adolescente Apaixonado- Ler para Divertir 
Mundo Cão- Minhas Escrituras
A Estrada da Noite- Vivemos em Livros
O Alquimista- Fantasiando com os Livros 
Crônicas e Absinto- Mais Um Livro Na Estante
Belle- Fascinada por Histórias
Socorro Meu Filho Come Mal- Dona Maricota Feliz
Pollyanna- Infinito Particular dos Livros
(2 Ganhadores- 5 Livros para cada)




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KIT 4- O E.T Entrou na Roda
Infinity Drake- Every Little Book
O Encantador de Flechas- Leitura Vip
Jardim de Inverno– Pausa Para um Livro
O Atlas Esmeralda- Fun's Hunter
A Cabana- Studio de Clichês
Quando Tudo Volta- Books And Much More
Alta Tensão– LeCry
Os Herdeiros da Terra de Mour W. Albuquerque- Memórias de Leitura 
Sabores Mortais- Sonhos de Leitor
A Grande Rainha- Isaac Zedecc
(2 Ganhadores- 5 Livros para cada)




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KIT 5- Ô Santo Sortudo!
As Estranhas e Belas Mágoas de Ava Lavender- Mon Petit Poison
Morte Súbita- Tudo que Motiva
Geek Love- Notinhas de Rodapé
Insana: Meu Mês de Loucura- Eu Insisto
Extraordinário- Thousand Lives to Live
A Mais Pura Verdade- Livro Lab
A Ruiva Misteriosa- La Oliphant
Um mais Um- Leitora It
O Retorno do Jovem Príncipe- A Prateleira
(1 Ganhador- 9 Livros)




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[Evento] Romance de época da Arqueiro em Maceió 2.0


Oi pessoal!
Ando sumida, não é?
Meu computador quebrou novamente e estou dependendo do da minha mãe nas madrugadas para organizar qualquer coisa por aqui. Por isso meu sumiço.
Não sei quando poderia ajeitar, portanto por algum tempo as coisas estarão lentas no blog e no canal.
Mas não pararei de postar, só vai demorar um pouco.  
Vamos ao que interessa.

Sábado passado aconteceu o segundo encontro que eu e Felipe organizamos sobre romances de época pela editora Arqueiro aqui em Maceió. Esse mesmo tipo de evento foi feito por nós ano passado, assim que a editora começou a trabalhar com esses livros. E agora eles repetiram para apresentar novos autores e séries que virão.

Como sempre o evento foi muito bacana, como todos os outros que organizamos desde o ano passado. Eles são realizados na Livraria Leitura, e pelo menos uma vez por mês temos um com tema diferente e várias editoras parceiras. 

Esses de romance são sempre apreciados pelo pessoal que vem participar. Debatemos os enredos dos livros, fazemos brincadeiras e sorteamos os exemplares e materiais promocionais que as editoras mandam. É uma delícia!









O próximo será pelo Grupo Editorial Record, falando dos livros New Adult. Se você for de Maceió pode confirmar presença no Evento do Facebook. 

Resenha de "Primavera de Cão" (Patrick Modiano)

Título: Primavera de Cão
Autor: Patrick Modiano
Editora: Record (Cedido em parceria)
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Sinopse: Primavera de Cão - Aos dezenove anos, numa manhã da primavera de 1964, o narrador encontra o fotógrafo Francis Jansen. Ele trabalha em Paris para uma revista norte-americana, foi amigo de Robert Capa, encontrava-se com uma mulher chamada Colette Laurent que agora o procura incessantemente, guarda todas as suas fotos em três maletas, e desaparece sem deixar vestígios.
Homem evasivo e misterioso, Jansen faz parte da galeria de tipos que, como só Patrick Modiano é capaz de descrever, prefere o silêncio e as reticências às palavras. O narrador retorna a bairros afastados, tenta reencontrar pessoas perdidas, e busca romper a camada de silêncio e de amnésia ao seu redor. As silhuetas lhe escapam; depois de trinta anos, os rostos já não estão nítidos. Ele deseja recuperar o passado, para que se torne algo além de fragmentos distantes e ausentes. Tudo lhe causa uma sensação de irrealidade. E é na busca do passado, de Francis Jansen e de tantos outros, que sua identidade é rememorada.

Eis um daqueles livros pequenos que podem ser encarados como obras de arte complexa ou uma viagem da cabeça do autor. Isso vai depender de quem estiver lendo, e de que momento da vida estiver lendo. Para mim Primavera de Cão foi um pouco dos dois, mas confesso que esperei mais de um autor que ganhou um prêmio Nobel de Literatura. Ou talvez minha mente seja tacanha demais para entender a grandiosidade que poderia ter sido esse livro. 

A maioria das resenhas que li sobre ele foram complexas e profundas. Então vou tentar uma linha diferente e um pouco mais simples. A começar pelo enredo, que gira em torno do narrador quando conhece o fotógrafo Francis Jansen, em Paris. Tal narrador, ainda novo, acaba sendo produto de um trabalho qualquer do fotógrafo, e isso gera uma aproximação dele para com o artista.  

Logo de cara sabemos que duas pessoas foram importantes para a vida de Jansen. Um amigo e mentor chamado Robert Capa, e uma tal de Collete Laurent. Não que o próprio tenha falado da vida dele para o narrador, mas é um livro onde o visual conta bastante, e quando as fotografias de ambos são reveladas, são elas que contam a história que o narrador cria para ambas figuras. 

Jansen é taciturno e discreto. É um mistério durante o livro inteiro. Acompanhamos o narrador sendo seu ajudante. Organizando o acervo de fotos de Jansen em um catálogo. Mas pouco se vê do próprio fotógrafo. Alguns mistérios permeiam a leitura em relação a ele, mas nada que se possa explicar, e por isso desanimei quando cheguei ao fim. 

É um livro curto. Duas horas com ele e você termina numa boa. O problema é a reflexão que fica quando termina. Como comentei, ela vai de cada leitor e da época em que se está lendo. Para mim funcionou mais como um livro de memórias sobre um garoto que conheceu um grande artista recluso, que nada sabe sobre ele, mas que fica vidrado pelo cara. Que vai em busca de uma história que não quer ser revelada, e que de fato não é até mesmo ao final do livro. 

E daí você pensa... é um livro bom porque deixa milhões de possibilidades e aberturas para todos os lados da trama? Ou é um livro ruim justamente por isso? O que os críticos veem como fabuloso pelo estilo da narrativa do autor - que de fato é divina - e pelo tanto uso de metalinguagem, algumas pessoas vão achar enfadonho e certamente pensar que foram enganadas no fim. 

Eu fiquei em cima do muro. Acho que ainda estou em dúvida quanto ao que achei. Vou ler os outros dois volumes que fazem parte dessa trilogia de livros meio biográficos e independentes, e tomar uma decisão final sobre o que significou para mim ter lido os livros de Modiano. Até então estou naquela zona neutra, procurando absorver os pontos positivos de maneira a me envolver com eles, mas sem muito sucesso. Gosto de imaginar coisas sobre livros, mas também curto ser conduzida até elas. 

[Lançamentos] Única e Gente

Essa postagem demorou, mas chegou.
Meu computador deu problema mais uma vez e estou a mercê do da minha mãe quando ela não está grudada no dela. Ou seja, de madrugada. Por isso as postagens estão demorando a sair por aqui.
Contudo não tenho intenção de deixar vocês na mão, principalmente com os lançamentos das editoras.
Confiram o que teve em Maio da Única e Gente.



Título: Você pode mais
Autor: Marcos Scaldelai
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Comprar: Livraria Saraiva

Sinopse: Você Pode Mais – 99% Não É 100% - Ser O cara é o maior sonho de qualquer pessoa que busca o sucesso. Seja você empresário, funcionário de carreira, artista ou autônomo. Deixar uma marca por onde passar, se tornar sinônimo de liderança e resultado – e isso tudo mantendo ótimos contatos, grandes amizades e cultivando a admiração de quem lhe conhece. É um sonho para a maioria das pessoas, porém uma realidade para Marcos Scaldelai. Scaldelai surpreendeu a todos ao assumir a presidência da Bombril, uma das empresas mais tradicionais e respeitadas do Brasil, com apenas 36 anos, mas ele garante e comprova neste livro: nunca queimou nenhuma etapa. Apresentando as quatro competências globais para se destacar e brilhar em qualquer negócio, Scaldelai mostra ao leitor que ser 100% depende de você. Enquanto muitos se satisfazem ao atingir 99,9% dos resultados, quem realmente se destaca não se conforma. Não deixe por menos, comece a nova era da sua carreira agora.


Título: A Ciência da cura
Autor: Dr. Luís Carlos Silveira
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Sinopse: A Ciência Da Cura - Inicie um processo transformador em sua vida, olhando o todo e identificando as atitudes e ações que pode tomar para construir um estilo de vida mais feliz e saudável A modernidade parece ter se tornado o tempo não apenas das revoluções tecnológicas como também da falta de qualidade de vida. Rotinas exaustivas, cada vez mais problemas emocionais e, em consequência, recorrência de problemas físicos como desequilíbrio alimentar, dores, vícios, doenças graves. Sentimos que o corpo chega à beira de verdadeiros precipícios enquanto tentamos sobreviver neste mundo selvagem. Onde está a cura, esta que pode ser total – elimina todos os sintomas e recupera nosso estilo de vida? E se você soubesse quais doenças ainda terá, que dores ainda podem lhe afligir, a tempo de poder impedi-los? A proposta dessa obra é objetiva e poderosa: buscar não apenas a recuperação, mas, principalmente, a prevenção. Este não é apenas o relato da experiência de quem ajudou mais de 20 mil pessoas que estiveram no Kurotel, pelo contrário, é a partilha de conhecimentos que lhe ajudarão a trilhar um novo caminho de saúde para você e sua família. Mergulhe nas páginas desse livro e descubra como nasceu o Kurotel, seu método e sua filosofia. Com orientações práticas, receitas e informações confiáveis, nele você perceberá que viver melhor é um sonho que pode ser realizado a partir de hoje.


Título: Audácia
Autor: John Baldoni
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Sinopse: Audácia: o que os líderes precisam para superar os desafios Os líderes têm diante de si um grande desafio, mas também uma grande oportunidade: usar o poder de decisão e as responsabilidades que tal posição oferece de modo que não percam a fé e a confiança de seus colaboradores, e exerçam influência em todos os níveis do meio organizacional. Para isso, John Baldoni, consultor e coach de liderança reconhecido internacionalmente, nos brinda com um roteiro para líderes corajosos, determinados e comprometidos a fazer de sua missão uma trajetória de sucesso. Com histórias reais, pesquisas e entrevistas com CEOs de empresas renomadas, a obra explora a fibra e os conceitos essenciais para líderes de espírito inovador que buscam crescimento contínuo. E mais, você entende como desenvolver: • Capacidade para realizar mudanças positivas ao seu redor. • Impulso para buscar oportunidades. • Alta performance a partir de suas habilidades únicas. • Coragem para assumir riscos. • Aptidão para engajar os talentos da organização. • Resiliência para não desviar de seus objetivos. Oriente-se para atingir resultados inovadores com Audácia: o segredo da liderança corajosa.


Título: A Canção de Alanna
Autor: Tamora Pierce
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Comprar: Livraria Saraiva


Sinopse: A Canção de Alanna: A Primeira Grande Aventura - A coisa que Alanna mais quer no mundo é ser uma guerreira extraordinária, que vença batalhas e consiga ajudar as pessoas. Ela só tem um problema: no reino de Tortall, meninas não lutam, ou melhor, não fazem quase nada. Então, para realizar seu sonho, ela deve arriscar a própria vida tornando-se Alan de Trebond. Esta é sua primeira aventura, e pode ser a última caso ela não seja forte o bastante para superar as próprias limitações e controlar sua magia, que é mais poderosa do que a maioria das pessoas pode suportar. Para piorar, Alanna é a única capaz de combater o mal que se abateu sobre o reino de Tortall. Está em suas mãos salvar o herdeiro do trono e derrotar os seres milenares que habitam a terrível e amaldiçoada Cidade Negra. O fracasso não é uma opção. Sua grande batalha já começou. Ela pode morrer, ou pior: perder a própria alma para sempre! “Ela estava apavorada: seu rosto parecia quente, as mãos tremiam. Se fracassasse, teria de deixar a corte. Aquele era o dia. Ela nunca se sentira tão forte e tão preparada.” Argumentos de venda: Esse é o primeiro livro da série A canção de Alanna, obra que fala com o mesmo público de séries como Harry Potter. Tamora Pierce recebeu em 2013 um prêmio da American Library Association, que anualmente reconhece um escritor por “uma contribuição significante e duradoura à literatura infantojuvenil”. Obra best-seller do New York Times na categoria séries infantis.


Título: Minha vida dava um livro
Autor: Guilherme Cepeda/ Larissa Azevedo
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Comprar: Livraria Saraiva

Sinopse: Minha Vida Dava Um Livro - Ei, aqui! Isso mesmo, estou falando com você. Você que anda pela livraria e muitas vezes perde a noção do tempo. Você, que distraidamente passa os olhos por pilhas de livros e lombadas coloridas e sempre compra mais edições do que pode ler no espaço de uma vida. Você, que agora parou para analisar esta capa entre tantas outras. Este livro é para você. A vida muitas vezes é tão maluca que chegamos a nos questionar se o que vivemos é realidade ou ficção. Experimentamos momentos e construímos enredos com tanta frequência que não surpreende pensarmos que nossa vida dava um livro. E dava mesmo! Que tal, então, escrevê-lo aqui? Se você é louco por livros tanto quanto nós, se perde o ponto e dorme tarde porque simplesmente não consegue deixar de terminar pelo menos mais um capítulo ou se já não sabe mais quantos livros leu e quantas vezes teve a vida salva por uma história, aqui estão as páginas que o aceitam e compreendem. Transforme seus sonhos, citações, lembranças e, principalmente, palavras na narrativa mais empolgante e emocionante que existe: a sua vida! E, claro, não se esqueça de compartilhar.
Acompanhe a #SerieMinhaVida e divida conosco sua história. Sua vida dava um livro, é só virar a primeira página. Comece.

Resenha de "As Pontes de Madison" (Robert James Waller)

Título: As Pontes de Madison
Autor: Robert James Waller
Editora: Única (Cedido em Parceria)
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Sinopse: As Pontes de Madison - O ano é 1965, e a cidade de Iowa, interior dos Estados Unidos, parece estar ainda mais quente nesse verão. Francesca Johnson, uma mãe de família que vive uma vida pacata do campo, não espera nada além dessa temporada do que o retorno dos filhos e do marido, que viajaram. Sua tranquilidade, porém, será interrompida com a chegada de Robert Kincaid, um fotógrafo de espírito aventureiro que recebeu a missão de registrar as belíssimas pontes de Madison County.Francesca e Robert comprovaram para o mundo que o valor das coisas está realmente na intensidade que elas carregam e não no tempo que duram. Casada, mãe, Francesca não deveria ter sentimentos tão fortes por esse fotógrafo. Assim como ele, um homem tão livre, nunca se viu tão preso a alguém que acabou de conhecer. E é justamente assim que as paixões intensas funcionam: é como ser atingido por um raio quando menos se espera, e, de repente, seu corpo e sua existência estão preenchidos de energia, sem ter como voltar atrás para o estado anterior. E perdemos todo e qualquer pudor ao ver que é possível, uma vez mais, encontrar espaço para dançar.
As pontes de Madison dá voz aos anseios de homens e mulheres de todo mundo e mostra, por meio desse encontro fortuito e avassalador, o que é amar e ser amado de forma tão ardente que a vida nunca mais será a mesma.

Foi com muita desconfiança que comecei a ler As Pontes de Madison. Na verdade eu já estava receosa antes mesmo de pedir o livro para leitura. Tenho lembranças recentes e deliciosas do filme, graças a indicação de uma amiga linda que me mostrou a maravilha que ficou essa adaptação. Mas lendo o Sobre a Escrita, do King, fiquei realmente com medo de ler o livro do qual o filme se baseou. King não vê As Pontes de Madison com bons olhos. Na verdade, ele tem uma ideia bem fraca do que é esse livro. 

Contudo foi depois de finalmente ter lido o livro e derramado muitas lágrimas sinceras, que pensei como essa questão de gosto é singular para cada um. Não sou dada a romances românticos em demasia, e exatamente por isso gostei tanto de As Pontes de Madison. Também não me liguei na parte técnica da escrita, como o próprio King pareceu atentar. É um livro, e comigo ele cumpriu exatamente o que deveria: Me emocionou e me fez pensar em algumas coisas da minha própria vida. 

Não vou me atentar a sinopse porque ela é bem simples, e provavelmente vocês já viram o filme - se não viram, tratem de ver! Conta a história de um fotógrafo que esta fazendo um trabalho para a National Geografic, fotografando pontes em Madison. Só que ele se perde na busca de uma delas, e acaba parando para pedir ajuda em uma fazenda, onde conhece Francesca, que está sozinha porque o marido e os dois filhos foram para um festival de algo relacionado a bichos em outra cidade e vão passar a semana por lá. 

Francesca oferece acompanhar Robert até  a tal ponte, e esse é marco divisório entre um estranho pedindo uma informação, e um estranho tomando todo o corpo e alma dela. Não é preciso ser gênio para adivinhar o que vem em seguida, não é? 

É muito difícil falar de um livro que a gente acaba gostando muito. Eu me identifico absurdamente com essa história desde que vi o filme, e com o livro esse amor só aumentou. É nele que conhecemos os pensamentos dos dois protagonistas e que entendemos o que esse amor repentino e forte deles foi capaz de fazer. 

Talvez o autor tenha pecado em algo muito sutil, que foi as sensações que um causou no outro desde o primeiro momento. Ficou aquela impressão de amor a primeira vista, com direito a choques ao encostar e brilhos inexistentes. De algum modo isso me fez lembrar esses livros mais recentes onde os autores transformam o primeiro encontro dos protagonistas em uma explosão digna de clipe da Katy Perry, quando a vida é muito mais pé no chão do que isso. 

Contudo se encararmos pelo lado mais animal da coisa, até que não incomoda tanto. Uma mulher sexualmente frustrada, e um casamento cheio de rotinas que ela odeia. Um homem que vive na estrada e que só quer um pouco de lar. Robert dá a aventura que Francesca sempre quis, e em troca ela lhe mostra o que é ter um lar. Um lugar para onde voltar. 

O problema é que a mulher é casada e tem dois filhos adolescentes. E ela se coloca naquele impasse que qualquer mulher se colocaria: Ficar no casamento enfadonho e infeliz, mas continuar com sua família, ou ir atrás da paixão surreal e maravilhosa que é Robert Kincaid e conhecer os confins do mundo que ela tanto quer? Pois é, decisão difícil. Muito. 

Francesca diz algo durante esse dilema que eu penso igual. Robert se apaixonou por aquela mulher de uma semana, mas quem garantiria que ele continuaria a amando depois de um ano? E quem garantiria que eles não se odiariam pela culpa por ela ter abandonado um homem que lhe deu filhos e teto por alguém que conheceu em uma semana? 

A briga interna dos personagens é o melhor dessa história. Ela é real e sincera, e aposto que muitas mulheres já passaram por situações parecidas. Pessoalmente não julgo nenhuma delas, e Deus me livre de ter que passar por algo parecido. É como se me perguntassem: "Você quer algo seguro e sem empolgação para o resto da vida ou arriscar viver intensamente, mesmo que seja só por um mês? Talvez se você tiver na casa dos vinte, vai querer a emoção. Mas depois que se tem filhos e uma certa idade, a estabilidade pesa muito mais. Essa é a situação da nossa personagem. 

King pode dizer que o livro não o tocou, e eu entendo isso numa boa. Ele pode dizer que a narrativa é fraca e que o livro é pouco desenvolvido. Eu lhes garanto que ele me fez chorar em pelo menos três trechos, e não sou de chorar com livros. Não funcionou para King, mas me tocou de forma absurda, exatamente como o filme. 

Nostalgia e uma agonia sufocante. Foi assim que fiquei ao terminar a leitura. Uma sensação de que nada podemos fazer em certas situações de nossas vidas, e uma outra bem forte de que nossa escolha faz toda a diferença. O importante é pensar que nossas escolhas não mudam apenas o nosso destino, mas o de todos os que nos cercam. 

Um belo livro. Realmente um belo livro. 


[Bibliotecando] Vlog: Limpando meus livros


Oi gente!
Esse era um post que vocês já tinham me pedido há algum tempo, e finalmente tomei vergonha na cara para gravar. Foi provavelmente o vídeo mais difícil de editar do blog, mas valeu a pena o resultado.
Se ficarem com alguma dúvida sobre qualquer coisa, pode me perguntar. E se quiserem que eu faça mais algum vídeo sobre algo desse tipo, é só me pedir.
Espero que gostem.


Resenha de "O Evangelho Segundo Hitler" (Marcos Peres)

Título: O Evangelho Segundo Hitler
Autor: Marcos Peres
Editora: Record
Adicionar: Skoob

Sinopse: O Evangelho Segundo Hitler - Este é um romance notável de um leitor obcecado por Jorge Luis Borges a ponto de imputar-lhe uma infâmia que nem o próprio teria inventado: a de ter engendrado, com sua imaginação infernal, o fermento profético que possibilitou Adolf Hitler e o nazismo. O evangelho segundo Hitler faz aquilo que o borgiano Pierre Ménard fez com o Quixote de Cervantes: reescreve produzindo diferença.




Esse é o tipo de livro difícil de resenhar justamente por ser difícil de ser compreendido. Quando eu pedi emprestado a um amigo não imaginei que iria embaralhar minha cabeça para tentar entender o que o autor quis dizer com as loucuras que empregou para montar esse enredo. De fato minha vontade era me sentar de frente para o cara e perguntar: "Meu amigo, de onde você tirou essa ideia?"

Não sei se vou conseguir explicar bem, mas vamos lá. O livro vai falar de Jorge Luís Borges. Não, não aquele que conhecemos pelas críticas e literatura de alto nível. Mas por outro cara que por acaso do destino acabou com o mesmo nome do escritor famoso. E nosso Borges, personagem, também era escritor como o outro. Então vocês podem apostar a confusão que isso deu dentro da história. Na verdade, confusão é a palavra do meio desse livro. 

O início vai nos mostrar um protagonista muitos anos no futuro, já velho, indo matar o Borges verdadeiro - isso não é spoiler - por acreditar que ele foi o responsável por algumas catástrofes da humanidade. Sim, tudo muito louco e subjetivo. Você não sabe do que diabos ele está falando até que voltamos ao passado e entendemos a origem de seu nome, e quando o Borges - escritor - entrou na vida dele como uma sombra, para jamais deixar de ser até a sua velhice. 

Acontece que o amor é uma merda que nos faz cometer muitas outras merdas. E por isso o protagonista acaba dizendo para uma mulher, a qual ele é apaixonado, que ele é o famoso Borges, quando ele não é famoso coisíssima nenhuma. Ela fica encantada e diz que o namorado é um grande fã do seu trabalho. Borges odiou saber que a mulher tinha namorado, mas se amarraria ao trilho de trem se ela pedisse, e por isso acabou indo conhecer o tal cara com quem ela morava. 

E daí conhecemos nosso nazista e responsável por inserir o coitado do protagonista numa bagunça sem tamanho achando que ele é o Profeta que irá revelar o próximo Messias, porque o Borges - escritor - escreveu um conto sobre Judas que supostamente fundamentou o pensamento nazista sobre o massacre aos Judeus na segunda guerra mundial. 

Parece confuso, né? Até para mim que li as vezes é um pouco, mas não desanime. O que tem de confuso tem de genial. 

A leitura é sim arrastada em muitos momentos, mas em outros ela chega a ser frenética. Teve um capítulo em específico do livro em que o Borges protagonista tenta criar uma continuação da ideia do conto sobre Judas que o Borges - escritor - fez. O capítulo é insano, mas a explicação dele, por mais sem sentido que seja, me pareceu ter todo o sentido do mundo. Não tenho como explicar para vocês sem soltar spoilers ou fazer minha cabeça explodir, mas é fato que o negócio é bem amarrado. Tão amarrado que não consegui lembrar porque tinha achado estranho no princípio que um livro juntasse Borges, Hitler e um Evangelho no meio. Acredite, tudo vai clarear depois da leitura. 

O Borges - protagonista- é um dos personagens mais ferrados que já conheci. Quando o coitado pensa estar livre da sombra do outro, eis que se envolve em mais confusão por ter o mesmo nome. Basicamente a ideia é de que para conquistar uma mulher, ele ajudou a implantar a ideia de um genocídio na cabeça dos nazistas. Crê em algo assim? Se pensarmos que Helena foi responsável pela Guerra de Troia, até dá para entender o quão forte é o poder de uma mulher na guerra. 

É um livro que brinca a todo momento com a religião. Os católicos fervorosos certamente se revirarão ao ler certos trechos desse livro por tratar Jesus de uma maneira bastante humana, e um Judas que é quase um membro de um partido político bem esquematizado. É uma ideia forte para algumas mentes, mas é possível. 

Sempre fui uma mulher altamente adapta a possibilidades, e esse livro abre um leque deles sobre os últimos dias da vida de Cristo e os motivos pelos quais Judas fez o que fez. E que talvez  Pedro - aquele que fundou a igreja católica - seja muito mais culpado e vilão do que o homem que até hoje dá nome as pessoas falsas do mundo. Pois é... explodindo a cabeça novamente. 

Perguntaram-me se era necessário conhecer a obra de Borges para ler esse livro. Eu não sou uma entendedora do autor. Li pouca coisa dele, mas não me perdi na história por isso. Claro que o autor cita alguns livros dele, e saber do que se trata deixa o entendimento mais rico. Contudo não saber não o deixa pobre. Quando acabei cheguei a ler o tal conto que bagunçou a vida do coitado do protagonista, mas só. Não senti necessidade de parar de ler para ir atrás de livros de Borges. Temos que lembrar que aqui é uma ficção. Usando dois personagens fortes e destintos - Hitler e Borges, mas envoltos em um trabalho ficcional de um escritor bastante criativo. 

Pode ser um livro muito estranho de ideias, mas ele faz sentido em vários momentos. Eu recomendaria de olhos fechados. Mas devo lembrar que não é fácil ou rápido, e que se você vier, venha despido de preconceitos religiosos e de peito aberto para manter uma relação de pena, amor e ódio com um personagem. 

Resenha de "Agência de Investigações Holísticas Dirk Gently" (Douglas Adams)

Título: Agência de Investigações Holísticas Dirk Gently
Autor: Douglas Adams
Editora: Arqueiro (Cedido em Parceria)
Adicionar: Skoob

Sinopse: A série O MOCHILEIRO das Galáxias consagrou Douglas Adams por sua fina ironia e sua capacidade de elaborar histórias hilárias e inusitadas. Porém, essa não foi sua única obra-prima. Também na década de 1980, ele criou o personagem Dirk Gently, cujos elementos principais surgiram quando escrevia episódios para Doctor Who, outro ícone britânico da ficção científica.
Adams morreu em 2001, deixando dois volumes sobre as aventuras do detetive carismático e arrogante. Agora, finalmente, o primeiro livro é publicado no Brasil.
Richard MacDuff é um engenheiro de computação perfeitamente normal que sempre se comportou muito bem, obrigado, até o dia em que deixa uma mensagem equivocada na secretária eletrônica de sua namorada, Susan Way. Arrependido, toma a decisão mais natural possível: escalar o prédio dela e invadir seu apartamento para roubar a fita com a gravação.
Na vizinhança, Dirk Gently bisbilhota os arredores com seu binóculo quando presencia o ato tresloucado do antigo colega de faculdade e decide entrar em contato para lhe oferecer seus serviços investigativos. Depois de uma série de acontecimentos bizarros, o detetive percebe uma interconexão obscura entre a atitude estapafúrdia do amigo e o assassinato de Gordon Way – irmão de Susan e chefe de Richard, que passa a ser suspeito do crime.
De uma hora para outra, os dois veem-se envolvidos num caso incrivelmente estranho, com elementos díspares e desconexos que, no final, conseguem se encaixar de forma perfeita e construir uma trama típica de Douglas Adams.

Sempre comentei que Douglas Adams é o tipo de autor que eu sentaria para bater um papo, se isso não significasse ter que ir ao além para tomar um chá. O cara era super insano e tinha umas tiradas inteligentíssimas envoltas em narrativas de ficção científica bizarras. É aquele autor que ou as pessoas amam pela excentricidade em seus livros ou odeia justamente por isso. 

Ao contrário do que eu imaginei e que provavelmente a maioria de vocês também imaginaria, o protagonista desse livro é Richard MacDuff, um cara que trabalha em uma empresa de computadores e que se envolve em uma baita enrascada depois de um jantar com um professor da antiga faculdade e de deixar uma mensagem equivocada para a namorada. 

Em paralelo vemos algumas cenas do Monge Eletrônico, Gordon, irmão na namorada de Richard; Susan e muito depois, quando você acha que não vai mais ver o cara, eis que aparece Dirk Gently, numa das cenas mais cômicas que me lembro ter lido desde que li os livros da Sophie Kinsella. 

É uma história bastante confusa para ser explicada, como qualquer livro do Adams. Todos esses personagens tem uma linha de trama, e que em algum momento elas se cruzam da forma mais inusitada possível. Confesso que por um momento achei que não fosse provável cruzar todas as histórias, mas não é que o autor consegue e com uma simplicidade que chega a ser bizarra de tão fácil?! Ele é mestre de transformar em logicamente possível o totalmente improvável. 

Sim, de fato é um livro com fantasmas, viagens no tempo, monge eletrônico montado em uma égua e um detetive pra lá de maluco! Como isso se encaixa? Vocês terão que ler para descobrir. 

Dirk entrou fácil na minha lista de personagens fantásticos simplesmente por ser maluco de pedra, ao mesmo tempo em que é um gênio. A forma como ele explica para os clientes o que seria uma agência de investigações holísticas é hilária. Até eu me convenci da charlatanice dele, e não sou fácil de cair em papo de vigário. É um homem presunçoso, prepotente, mas que tem um certo fascínio justamente por ser assim. Nada do esteriótipo de investigadores de livros que você já leu até o momento, e ainda assim cheio de coisas que Poirot ou Sherlock teriam. Não tenho outra palavra para usar para esse cara além de excêntrico. 

Eu demorei um pouco para terminar de ler e a justificativa é  porque ele insere tantos pontos malucos dentro de um mesmo contexto que eu fiquei confusa, e continuei até perto do fim. Entenda que tudo é muito simples, mas é um simples de Douglas Adams, e isso é quase ser o simples de um gênio. Portanto está justificado minha demora. 

Não garanto que todos gostarão. É confuso, é bizarro e é difícil de criar algum tipo de ligação com os personagens dele. Mas é fantástico! Uma obra maluca de um cara maluco que tinha um jeito irreverente de contar histórias. 

Talvez eu recomende com mais fervor para os "nerds" que gostam de ficção. A identificação existirá justamente por ser um nerd que gosta de ficção. Agora se você não curte ficção, não recomendo mesmo ler Douglas Adams. Mesmo que ele trate de problemas socialmente inquietantes, ele o faz da maneira dele, e nem todo mundo gosta. Pessoalmente? Adoro o maluco!