Por que escritores tem que estar nas redes sociais?

 


Vamos ser sinceros aqui, quem de vocês compra um produto ou contrata um serviço hoje em dia sem fuçar se a loja ou o prestador tem Instagram? Porque eu mesma olho tudo antes de comprar. E não só por uma questão de segurança, mas de autenticidade de marca. 

Vejo muitos escritores ainda se amarrando a estar presente no digital. Ou, quando estão por lá, fazem do seu perfil do Instagram e do Facebook uma vitrine de venda, quando o que funciona hoje em dia é relacionamento. 

Antigamente a gente comprava uma pomada Minâncora só com aquelas propagandas toscas da TV, que mostravam a pomada rodando em uma plataforma e alguém narrando os benefícios. Mas o marketing hoje em dia não é feito como há vinte anos. Existe uma questão de identificação do comprador com o vendedor, e isso só acontece quando humanizamos a marca, e fazemos essa humanização quando nos relacionamos através dela. 

A Coca-Cola faz isso todo final de ano, quando coloca uma mesa de natal e uma família feliz e aconchegante ao redor dela. A Natura faz isso quando mostra mulheres, dos mais variados estilos, usando os seus produtos e sorrindo por causa deles. Hoje não basta mostrar o produto, você precisa ser o rosto atrás dele. O sorriso na mesa de natal, a mulher com rugas usando um creme hidratante. 

Por isso condeno o perfil vitrine. Não é que você não possa encher de banner seu perfil, os banner são necessários, mas também precisa estar nele. Mostrar seu café da manhã, você trabalhando no computador, tomando banho de piscina, sorrindo com os filhos ou com seu cachorro.

O Big Brother faz sucesso porque o ser humano ama observar a vida do outro. Ama ser um stalker. Não entenda mal, não estou te chamando de fofoqueiro, mas é algo muito natural da gente. Amamos fofoca! E é por isso que seu rosto é tão importante para a sua marca como autor. Se observar as métricas de suas postagens do Instagram, vai ver que as fotos mais curtidas são aquelas em que seu rosto aparece, que fala sobre você. Deveria ser o suficiente para te convencer, não é? 

Os leitores querem saber o que seu autor predileto come de manhã, e o que ele gosta de fazer quando não está escrevendo. Que roupas usa e quais seus filmes prediletos. Hoje em dia é muito difícil que eu pergunte no meu Instagram qual o meu livro predileto e na hora não receba váriassss mensagens dizendo "O Senhor dos Anéis". As pessoas já sabem, de tanto que eu digo. 

Daí vocês pensam... mas, Carol, você não acha que é muita exposição da pessoa? E eu vou ser muito sincera, se você quer ser autor neste país, precisa se expor. Na verdade, se você quer ter autoridade em qualquer espaço hoje em dia, precisa disso. 

Não estou falando em mostrar o filho fazendo pirraça ou a briga com o marido. Existe um linha dividindo o que é saudável expor, e o que não é. Você vai determinar os seus limites sem que se sinta mal com a ideia. Mas, para criar essa autoridade, um pouco de exposição é necessária. 

Escolha duas redes sociais, pode ser o Instagram e o Facebook, e esteja sempre presente nelas. Monte um plano de postagens que consiga cumprir. Aqui faço uma postagem por dia no Instagram, e tento duas vezes por semana no Facebook. Além de aparecer nos stories SEMPRE. Chegou a hora de perder o medo e mostrar quem é você e para que veio. 

Imagina a seguinte situação... tem aquela autora que sempre está ali, mostrando que gosta de comer algo que você também ama, ou dizendo como é difícil ensinar ao filho a gostar de legumes, situação pela qual você também passa. Veja como as dores e os problemas dela geram identificação com você. Agora imagina outra autora que só aparece nas redes sociais para postar foto de banner do livro que escreveu. 

Seja sincera com você mesma e se pergunte de quem compraria. Da pessoa que já sabe que tem muito de você, ou da completa estranha que só pensa em vender? 

Com isso na cabeça, arregace as mangas e monte seu cronograma de postagens mensal. Não precisa postar todos os dias, mas crie uma constância. E use todas as ferramentas que as redes disponibilizam para você. Seja fazer Reels com dancinhas engraçadas, IGTV contando o processo do seu livro, uma live convidando amigos escritores, postagens no feed com dicas para leitores dentro do gênero que escreve... Ouse! O mundo é dos ousados, e você não quer ficar atrás. 

Lá no Canva para autores eu ensino como montar esse cronograma de postagens e como fazer posts em menos de cinco minutos. Se essa é sua dificuldade, chega mais que a gente trabalha junto. 


canva para autores

                                                       Saiba mais em: https://bit.ly/3kqFxn0

Um lugar bem longe daqui e porque não se deve seguir modinhas

 

Título: Um lugar bem longe daqui
Autor: Delia Owens
Editora: Intrínseca
Amazon: Link AQUI

Sinopse: Por anos, boatos sobre Kya Clark, a “Menina do Brejo”, assombraram Barkley Cove, uma calma cidade costeira da Carolina do Norte. Ela, no entanto, não é o que todos dizem. Sensata e inteligente, Kya sobreviveu por anos sozinha no pântano que chama de lar, tendo as gaivotas como amigas e a areia como professora. Abandonada pela mãe, que não conseguiu suportar o marido abusivo e alcoólatra, e depois pelos irmãos, a menina viveu algum tempo na companhia negligente e por vezes brutal do pai, que acabou também por deixá-la.
Anos depois, quando dois jovens da cidade ficam intrigados com sua beleza selvagem, Kya se permite experimentar uma nova vida — até que o impensável acontece e um deles é encontrado morto.
Ao mesmo tempo uma ode à natureza, um emocionante romance de formação e uma surpreendente história de mistério, Um lugar bem longe daqui relembra que somos moldados pela criança que fomos um dia e que estamos todos sujeitos à beleza e à violência dos segredos que a natureza guarda.

 


Fiquei tamborilando os dedos no teclado por um bom tempo, pensando o que poderia escrever sobre esse livro. Não sei se vou me fazer eficiente nessa resenha, visto que meus sentimentos estão embaralhados em relação a ele no momento. Fez-se um barulho tão grande em cima dessa história, sendo inclusive escolhido como melhor do ano para muitos leitores, que eu acho que criei uma expectativa muito grande em torno dele, e me decepcionei um pouco. 

Poucas páginas, era o que eu poderia dizer em um primeiro momento. Realmente acho que se a autora tivesse dedicado mais páginas para reconstruir alguns relacionamentos, e destroçar outros, a história teria funcionado melhor para mim. O final é corrido e deixa a gente com uma sensação enorme de engano. 

Não dá para explicar muito sobre essa história sem soltar coisas demais, mas entendam que essa menina, Kya, foi criada em um brejo. Depois que a mãe vai embora, todos os irmãos também vão e fica ela sozinha e tão pequena só com o pai, que em algum momento também vai embora, deixando Kya pela própria conta. 

É, então, sobre a vida dessa garota selvagem no brejo e a ligação dela com a natureza e alguns outros personagens que aparecem no caminho. Por isso devo alertar que o livro tem muito mais passagens descritivas dos lugares e das percepções de Kya sobre as coisas do que diálogos, o que é uma coisa que já me irrita em abundância. Entendo a escolha narrativa, faz todo o sentido, mas não gosto muito desse tipo de história. 

Como se sabendo que se não fizesse algo para prender o leitor, eles abandonariam a história, a autora insere um crime logo no inicio, e a gente meio que fica preso literalmente até as últimas páginas para saber quem cometeu. E vou dizer, viu... como essas páginas demoram a passar com descrições de um brejo sem fim e dos sentimentos de Kya! 

A garota não é uma personagem carismática, e tudo bem, também é compreensível. Mas alguém deveria ser na história, e não me senti ligada a nenhum personagem. Veja bem, nenhum! Isso, sim, é um belo problema, quando ninguém se conecta ao leitor. Nem mesmo Tate, que tinha tudo para me ganhar, conseguiu porque em certo momento a autora some com ele deixando uma indignação em quem esta lendo. E quando aparece, já não tem o meu apresso. O que ele faz não combina com o garoto, e até agora não entendi o que raios foi aquilo. 

O mesmo acontece com Chase. Ela tinha tudo para desenvolver o personagem mais incrível com esse cara. O típico anti-herói. Com momentos de decência e outros de maldade. Mas até Chase é desperdiçado aqui, e foi outra coisa que me chateou. 

A história tem passagens bonitas. A escrita da autora é bela e ela sabe conduzir com maestria a sensação de se estar em um brejo. Os sentimentos, e até os cheiros, parecem próximos, de tão boa detalhista que ela é. Só que talvez tenha se perdido tanto nisso, que não soube trabalhar com elegância nas outras coisas. Em encorpar os personagens, por exemplo. Ou dar um final que quando você lesse pensasse... vou levar esse livro para o resto da vida. 

Talvez o fato seja que eu tenha lido não como um leitor, mas como uma escritora, e como escritora ele é cheio de falhas consideráveis. Sei que ele impactou muita gente, e entendo o motivo, mas as falhas técnicas não permitiram que eu gostasse mais da história. 

Mas não é um livro ruim, ok? Só não foi para mim. 

 

A Garota do Penhasco e porque não se deve ficar perto de um precipício

 

Título: A Garota do Penhasco
Autor: Lucinda Riley
Editora: Arqueiro (Cedido em Parceria)
Amazon: Link Aqui


Sinopse: Tentando superar um coração partido, Grania Ryan deixa Nova York e volta para a casa dos pais, na costa da Irlanda. Lá, na beira de um penhasco, em meio a uma tempestade, ela conhece Aurora Lisle, uma garotinha de 8 anos que mudará sua vida para sempre.
Apesar dos avisos da mãe para ter cuidado com os Lisles, Grania e Aurora ficam cada vez mais próximas, e ela passa a cuidar da menina sempre que Alexander, o belo e misterioso pai, precisa viajar a trabalho. O que Grania ainda não sabe é que há mais de cem anos o destino das famílias Ryan e Lisle se entrelaçam inexoravelmente, nunca com um final feliz.
Através de cartas antigas, Grania descobre a história de Mary, sua bisavó, e começa a perceber quão profundamente conectadas as duas famílias estão. Os horrores da guerra, o destino de uma criança, a atração irresistível pelo balé e amores trágicos vão deixando sua marca através das gerações. E agora Grania precisa escolher entre seguir em frente ou repetir o passado.
Alternando entre romance histórico e contemporâneo, A garota do penhasco é um livro sobre mulheres fortes, grandes sacrifícios e a capacidade do amor de triunfar sobre tudo.

                                 

Vamos de Lucinda Riley mais uma vez, porque não me canso dessa criatura. Nesse livro iremos para a belíssima Irlanda. Cenário de tantos filmes lindos e de histórias sangrenta e tristes. Essa não é lá muito sangrenta, mas certamente é triste como só um livro da Lucinda é capaz de ser. 

Começamos a história conhecendo a protagonista do tempo presente, Grania, e a ligação que ela tem com uma menininha chamada Aurora, que mora em uma grande mansão no topo de um penhasco na Irlanda, onde Grania está passando umas temporadas com os pais para se curar de uma grande perda que passou. 

A princípio Grania entende que a família dela não quer que tenha uma ligação muito forte com a família do penhasco, porque todos ali são amaldiçoados. Só que enfeitiçada pela menina, Grania acaba ficando mais tempo do que deveria na mansão, ajudando a cuidar da garota e do pai dela, um empresário debilitado e importante que é um tanto nostálgico. 

Para explicar essa rinha da mãe de Grania com a família Lisles, a matriarca mostra para a filha algumas cartas de uma ancestral delas, que diz o motivo pelo qual Grania deve manter distância da menina, e de tudo o que saia daquela casa. 

A partir daí a história viaja em tempos históricos diferentes, mostrando a ancestral que começa a contar a história assumindo um cargo de empregada na mansão dos Lisles enquanto o noivo vai para a guerra, e tudo o que se desenvolve a partir dai. 

Algumas gerações da família, tanto da de Grania, como a de Aurora, são mostradas, e entendemos como elas se conectam com o tempo. 

Sempre com aquele brilhantismo de brincar com presente e passado, a autora entrega mais um livro emocionalmente pesado com personagens muito próximos da gente. 

Confesso que me irritava um pouco com as passagens dos Estados Unidos, estava pouco me lixando para a criatura que ficou por lá, mas era necessário para a trama, então seguimos. Como quase sempre acontece com os livros de Lucinda, eu acabo gostando mais do personagens no passado do que os do presente, mas isso não é exatamente um problema. 

O único problema que tive com esse livro foi em relação ao tema. Não foi uma falha de enredo, ou da autora, mas uma negação de minha parte em querer livros com a pegada que ela coloca aqui. Não gosto de ler histórias sobre maternidade perdida e pessoas doentes, e aqui temos em doses cavalares as duas coisas. 

Contudo, de modo geral, é mais um belo livro de uma autora que vem se mostrando mais e mais como uma exímia contadora de histórias. E eu sigo fã, ainda que não ame loucamente todos os livros dela, sei admitir quando um bom autor é um bom autor, e Lucinda é maravilhosa. 


Listas do que ver no natal

 


Quem aí aproveita o natal para ver tudo relacionado ao tema? Filmes natalinos, livros natalinos e séries natalinas? 

Duas mãos levantadas para mim. 



Quando vai chegando essa época do ano eu saio feito louca fazendo listas de novidades no tema. Tenho uma conexão enorme com o natal e adoro entra no clima já em novembro. 

Pensando nisso eu preparei uma super lista das produções natalinas que mais gosto, junto com um planner que vocês podem ir anotando tudo o que forem assistindo ou lendo no tema. 

Basta clicar no link abaixo e ter acesso ao arquivo. E se usar, me marca no Instagram! Vou ficar feliz demais em ver que fui útil para vocês. 

Acesse ao arquivo através do LINK

planner de natal


O caminho do leitor financeiramente consciente

 


Você é um consumidor consciente de livros? 

Sendo bem sincera com vocês, eu não sou muito. 

Já fui pior. Tive meses de comprar uma enxurrada de livros porque estavam com preços fabulosos. Livros que até hoje, quase dez anos depois, nunca toquei. Descobri muito tarde que vale a pena pagar um pouco mais por um que quero de fato, do que investir meu suado dinheirinho em vários que ficarão forever encostados até que finalmente eu coloque para doação. 

Hoje em dia tenho mais consciência financeira em relação a minha cota de livros. Primeiro porque tenho uma estante abarrotada e para colocar um eu preciso tirar um, e depois porque comecei a dar mais valor ao meu bolso. 

Comecei minha estratégia de mudança fazendo lista de desejados, para que na hora do surto de compras com limite no cartão de crédito eu não perca o foco e compre o que não quero ou preciso. Depois ia caçando as promoções nos sites da Amazon e Submarino, por exemplo. Dias como Black Friday ficam piscando em letras neon na minha frente. 

Então descobri o Cupom Válido, e foi a minha salvação para economizar e controlar o vício. Com os cupons de desconto que tem no site, o valor que pagaria em um livro, posso comprar quase dois. E não dois que não quero, mas dois ultra desejados. Claro que pirei com isso, não é? 

Fiz um infográfico bem legal que vocês podem guardar para não esquecer as dicas. O meu eu imprimi e colei na parede, para sempre me manter focada no assunto de ser uma leitora, mas uma leitora consciente e esperta. 

Alguém aí usa as técnicas abaixo? 



Canva para autores (Link Personalizado)

 


Olá, pessoal! 

Hoje vamos conversar um pouquinho sobre o Canva como uma ferramenta para auxiliar autores independentes. 

Todo mundo sabe que autor independente nacional tem que ser um pouco de todo. De escritor, de antropólogo, de psicólogo, de publicitário e, claro, de designer. 

Quem nunca precisou ficar até tarde mexendo em aplicativos de imagens pelo celular, ou programas online para conseguir fazer um banner do lançamento de um livro? Porque tenho duas mãos levantadas para mim. Tem dias que é basicamente só o que faço. 

Então o Canva caiu de paraquedas nas nossas vidas para salvar a todos, inclusive essa leva de autores que precisam desenrolar sozinhos para fazer as artes digitais. 

Como tinha um pouco de dificuldade de início, me inscrevi em três cursos, e devo confessar que eles salvaram minha vida em relação as minhas artes. Meu trabalho ficou muito mais profissional com eles, além de que virou uma fonte de renda fixa para mim. 

Então resolvi que de tempos em tempos vou compartilhar aqui com vocês pedaços do que faço por lá. Começou para uso pessoal, mas hoje já faço artes personalizadas para outros autores, e assim a gente faz o bonde andar. 

Nesse vídeo de hoje compartilho de modo rápido como faço para criar um link para minha bio do Instagram de maneira otimizada e personalizada. 

Sabemos que hoje existem ferramentas capazes de hospedar os nossos links, não é? Acontece que na versão gratuita ela nãos nos permite personalizar tanto o espaço, o que pessoalmente detesto. Além de que o Instagram não é lá muito fã de quando a gente usa esses links que nos levem a sites como o Linktree. Então, pensando nisso, e usando uma aula maravilhosa que tive no Curso Design Canva, fiz um link super personalizado dos meus produtos. 

Esse é o meu link, onde coloquei todas as fotos dos meus livros e embaixo os links que queria que ficassem fáceis, como o do Whatsapp e do site: 

https://www.canva.com/design/DAEGUpqr0Zc/GKfTm-ojUfXUrlRcd28iXg/view?website#2

E esse é o link de uma escritora super maravilhosa:  

https://www.canva.com/design/DAEGYKGkAeY/n8vdgQChjyjCPaJtF6Ym5g/view?website#2

Perceba que cada elemento do link é clicável. Ou seja, através deles eu posso levar a pessoa para qualquer site da internet. 

É ou não é maravilhoso? E viram como fica belo? Eu estou simplesmente apaixonada! 

Hoje em dia eu disponibilizo esse serviço, então se vocês tiverem interesse podem me procurar por email (lohannahunter@gmail.com) ou chama no Whatsapp que está no primeiro link que mostrei a vocês. 

Mas também indico que vocês deem uma olhada com carinho no curso Design Canva, que foi o mais completo dos que já fiz, e deixo uma aula rápida e simplificada de como monto um link personalizado desses. 




Saiba mais sobre o Canva para autores






Segunda temporada de Umbrella Academy e como uma série pode ser ainda melhor

 

umbrella academy
Sabe quando a gente espera que a continuação de uma série seja boa, mas não imagina em que nível ela chega a ser boa? Foi o meu caso com a segunda temporada de Umbrella Academy. Fui totalmente pega de surpresa. 

Vocês devem lembrar que o final da primeira temporada é desesperador, não é? Pois bem, aqui a gente vê exatamente a continuação daquele momento final, quando o Cinco leva os irmãos para outro tempo, tentando salvar todos do apocalipse. 

Só que o plano do Cinco não dá totalmente certo, e os irmãos são jogados em momentos diferentes do tempo. Klaus em 1960, Alisson em 1962, Luther em 1963, Vanya e Diego caem em meses diferentes de 1963. 
umbrella academy

Os irmãos se desencontram na história, até que o próprio Cinco caia e veja que eles continuam sendo responsáveis pelo apocalipse, agora antecipado para 1963. Então Cinco precisa reunir os irmãos e impedir (novamente) o apocalipse. 

A gente pensa a princípio que a ideia possa ficar muito repetitiva, apocalipse de novo, mas isso não acontece. Talvez porque os personagens estejam em um momento diferente da história e para eles existem coisas maiores do que o apocalipse em si. Afinal, eles passaram por um e sobreviveram, e o roteiro explica muito bem que eles não ligam muito para isso, em um primeiro momento. 

Mas eu penso que a máxima dessa temporada tenha sido o crescimento individual dos personagens. Naquilo que a série errou na temporada anterior, ela acerta majestosamente nessa. Os ritmos dos personagens estão igualados, o que causa alvoroço em quem assiste, e não o desconforto que tive com a primeira temporada, com aqueles momentos introspectivos entre cenas de ação. 
umbrella academy

Ainda que o drama exista em grau elevado na segunda temporada, ele consegue se mesclar a comédia e ação normal em Umbrella. Então quando vemos o drama de Alysson com o novo personagem que integra a série ao lado dela, também vemos como Klaus quer mudar a vida de um outro personagem e não consegue (aliás, os coadjuvantes que se entrelaçam aos irmãos nessa temporada são sublimes!). E no momento seguinte começa uma sequência de cenas mais leves, até que o ciclo se complete e volte. Entendem o que quero dizer? Os níveis estão iguais! Achei isso excelente! 

Existe um crescimento pessoal muito evidente em todos os personagens. Se eu tinha birra com comportamentos de Diego na primeira, por exemplo, ele caiu por terra nessa segunda. Todos tiveram crescimentos fantásticos, mas o de Diego foi o que mais me tocou. Saiu de um personagem Ok para mim para se colocar no meu TOP 3 de irmãos. 

Posso dizer com felicidade que Klaus e Cinco mantiveram o pódio de amor no meu coração. Eu simplesmente ADORO os dois personagens!!! O jeito revoltado e maduro demais de Cinco, que beira a loucura da idade sexagenária que de fato tem (que a propósito, o ator segura com perfeição), e como Klaus é sempre leve e paz e amor e deixa uma atmosfera cômica em todos os lugares que vai. 
umbrella academy

Aliás, comicidade é o que não falta aqui. Existiam cenas engraçadas na primeira temporada, mas não chegam aos pés do que acontece nessa. Parece que o roteiro decidiu que isso era um elemento muito importante na trama e trabalhou com essa ideia do começo ao fim. Vou confessar que precisei correr para fazer xixi duas vezes, de tanto que ri com algumas cenas. Então se você nunca se aventurou em Umbrella achando que era apenas ficção científica, venha simbora com vontade! Garanto choro e risada na mesma proporção. 

umbrella academy

Achei excelente como o roteiro incluiu dados históricos na construção de toda trama. De lugares, pessoas e situações. Até o fato de como os negros eram tratados de maneira desprezível em 1963 eles souberam trabalhar aqui. Poxa, sem críticas! 

Preciso avisar que o final da temporada deixa a gente de cabelo em pé, exatamente como o final da primeira. Entendi que coisas que eles mexeram no passado acabaram mudando o que seria o futuro deles, e estou ansiosa para comprovar se minhas ideias fazem sentido. Fiquei com várias na cabeça! 

Agora é esperar a próxima temporada e torcer para que se mantenha tão excelente quanto essa. Ah e, claro, com a melhor trilha sonora. Vou dizer... quem seleciona as trilhas de Umbrella merece um prêmio. 

Pelo amor de Deus, corram para ver um dos meus xodós da Netflix! 





Melhores amigos na literatura


Hello, people!!

Não é segredo para ninguém o quanto eu amo a relação de amizade nas histórias. Tanto que repliquei esse amor em todos os meus livros. Para mim é uma relação melhor do que o romance entre o casal principal, porque romances vem e vão, e a amizade pode morrer com você, mesmo com todos os percalços.

Hoje trago algumas amizades na literatura que eu sou apaixonada.



Sherlock e Watson (Sherlock Holmes)



É elementar o tanto que essa dobradinha é bem conhecida, não é? O que talvez não seja elementar para vocês, é o quanto eu a amo. 

Sherlock e Watson tem um tipo de conexão que por muitas vezes é confundido com homossexualidade entre os espectadores, o que acho uma completa babaquice, categorizar o tipo de conexão que eles tem. Simplesmente vivem em simbiose desde o primeiro momento em que o doutor Watson chegou em Sherlock precisando de alguém para dividir um apartamento. 

Muito amor por essas coisinhas inteligentes!

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Harry, Rony e Hermione (Harry Potter)



E esse trio, heim??? É a prova viva de que amizades podem ser formadas por tripés.

Harry não existe sem a leveza de Rony e a inteligência de Hermione. Funcionam exatamente como uma espécie de tripé que se faz necessário todos para ficarem de pé. 

Foi a primeira coisa que me encantou na história, e ainda encanta hoje em dia, vinte anos depois da primeira página. 

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Myron e Win (Série Myron Bolitar)



Myron e Win são fabulosos!!!!!!

Se tem um detalhe que amo nos livros do Coben, é a amizade desses dois, que na imagem estão representados como uns malucos, mas que são uns durões pé quente que eu pessoalmente jamais me atreveria a incomodar. São imbatíveis e perigosos.

Win aparece sempre nos livros da série do Myron, e os livros que ele aparece pouco me deixam depressiva. Ele é o alicerce de Myron.

Na boa, não vejo um sem o outro. 

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Ben, Chon e O (Selvagens)


Vou morrer indicando esse livro para vocês, e um dos motivos, pode apostar, é como se estrutura a amizade de Ben, Chon e O. 

Eles são malucos, ok? Todos os três muito malucos que vivem a base de álcool, drogas e sexo um com o outro. Mas especialmente por causa disso, eles funcionam tão bem. 

Quando se faz necessário ser selvagem, ninguém é melhor em sê-lo do que esses três. Em todos os sentidos. É um dos meus triângulos prediletos. 

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Kirk e Spock (Star Trek)



Tá, vou roubar um pouco aqui, porque Kirk e Spock são inicialmente personagens do cinema, mas eu já li três livros com esses dois, e o amor pela amizade deles só ampliou com a leitura. 

Sabe aquelas amizades que se passam anos e anos, erros e erros, e ela só aumenta e fortifica? Essa é a de Spock e Kirk. 

Engana-se quem acredita que por Spock ser sempre mente e Kirk sempre espírito, eles iriam desencontrar. Pelo contrário. Isso só serviu para juntá-los mais ainda.  


Olha... muitos corações aqui, heim!

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Todd e Viola (Mundo em Caos)


Acho que temos aqui a única amizade que beira bem de leve ao romance, no final das contas. 

Eis Todd e Viola! Os protagonistas incríveis da série do Mundo em Caos, que em algum momento teremos adaptação. 

O roteiro do livro em si já é incrível e torna incrível qualquer personagem na história, e o que Patrick Ness consegue fazer aqui, só fez aumentar meu grau de admiração por esses dois. 

Ainda são novos, e não achem que vão ver um tipo de amor com luxúria aqui, porque não tem. É aquele tipo de amor puro e infantil sabe? Que se constrói pela necessidade e amadurece pela perseverança. 

Amo!!

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Will e Jem (Peças Infernais) 


Caramba, como falar de amizade sem citar Will e Jem? Seria o mesmo de falar sobre o assunto e não citar Klaus e Adônis. Um completo absurdo! 


Em algum momento na história deles a gente chega a acreditar que se tornariam inimigos, por ambos estarem interessados no "mesma questão", por assim dizer. Mas isso não acontece. A amizade de Will e Jem permanece inteira do início ao fim. Uma corda que fica cada dia mais forte, ligando-os além do lance do Parabatai. É um lance de amor. 


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Garotos Corvos (Garotos Corvos)


Se vocês não conhecem os Garotos Corvos, façam o favor de conhecer, porque raramente vejo grupos que funcionam de modo uniforme em livros, e a autora consegue fazer isso aqui com primor. 

Eles são incríveis separadamente, e são incríveis em conjunto. 

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Os Seis Ladrões (Six Of Crows)


Pois é, olha eu indicando grupos aqui novamente. 

Vocês precisam ler esse livro e não só porque o protagonista é um dos meus personagens masculinos prediletos, mas porque ele em conjunto com esses bandidos e ladrões são simplesmente sublimes. 

E vamos combinar que um grupo de ladrões e bandidos tem o seu valor. 

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Darrow e Sevro (Fúria Vermelha)



Existem muitas relações complexas e maravilhosas em Fúria Vermelha, mas a de Darrow e Sevro é, de longe, a minha predileta. 

Existe uma relação de subserviência entre o pequeno e Darrow, e ainda assim ele é o único que quando precisa gritar umas verdades para o grandão, Darrow escuta de orelha caída. 

Acho linda a lealdade que esses dois tem um para com o outro. Como ela deu início, e como fortifica com os anos. 

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Garotos Perdidos (Constelação dos Gritos Mudos) 



Como falar de grupos sem citar meus Garotos Perdidos maravilhosos de Constelação? 

Sabe aquela simbiose que existe entre Sherlock e Watson? Ela existe aqui também, ligando cada uma dessas almas distorcidas em uma linha única e resistente. 

Na necessidade, na felicidade, existe uma união invejável entre esses guris. Ao ponto de causar gastura em quem lê as histórias deles. 

Meninos errados e tão certos... conquistaram meu coração desde o início. 

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Sociedade do Anel (Senhor dos Anéis) 


Ai, ai... como citar relação de amizade sem falar dessa "Sociedade do Anel"? 

Caraca, eu fico emocionada a cada detalhe que lembro de como eles funcionam. E nem estou falando só dos Hobbits, que por si são incríveis nessa relação de amizade, mas de quando esses quatro se juntam aos outros cinco e formam a coisa mais grandiosa da literatura. 

O meu grupo predileto. O que me faz chorar só em ler duas linhas sobre eles. 

Vou morrer amando o poder do amor que existe na amizade desses nove. 

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Por que ter um blog em eras de mídia social?

blog em época de mídia social

Hello, people!!

Semana passada participei de um curso onde o assunto "blog em tempos de mídia social", foi um dos temas trabalhados no cronograma, e achei tão importante a aplicabilidade do que o orientador falou, que resolvi trazer para cá de um modo resumido. 

Sabemos que estamos em um momento onde as pessoas perdem horas em mídias sociais. Isso não é nada novo. Já existia na época que meu filho era pequeno, com o Orkut, e isso tem bem uns sete anos. 

Porém hoje em dia temos mais delas. Entre Whatsapp, Facebook, Twitter, Youtube, Instagram, Tik Tok, entre outras, as pessoas passam horas do dia! As vezes o mesmo tanto de tempo que levamos no trabalho. Seis, oito horas. 

Pode não parecer muito quando a gente entende que isso não é de uma única vez, mas fracionado. Contudo, pessoalmente, me sinto mal quando pego meu telefone e ele me diz quantas horas eu passei com ele na mão naquele dia. Porque se eu juntar esse tempo, o tempo de trabalho e o tempo de sono, vou perceber que sobra muito pouco para viver as coisas ao redor. 

Claro que coisas ao redor andam inexistentes, nos últimos tempos. Ninguém está podendo sair nem sociabilizar fora de casa, então nos agarramos a isso aqui. A nos manter inteiros através da vida confinada dos outros, entendendo dessa forma que não somos os únicos prestes a pirar. Então, não se preocupe que não estou aqui para condenar esse tempo que você passa usando uma rede social, mas comunicando que existe uma opção extra, principalmente se você usa as mídias como uma forma de trabalho. 

blog em época de mídia social

Pense comigo... Vai que dá a doida e alguém um dia resolve fechar o Facebook, como fizeram com o Orkut. Se você é um produtor de conteúdo para Facebook, e vive financeiramente disso, o seu negócio vai para o ralo, não é? 

O mesmo se repete com nas outras redes sociais. Por isso as pessoas dizem tanto que é bom ter perfil em todas elas. Não é nada que me agrade, arrumar mais sarna para me coçar e mais trabalho. É tanto que invés de criar um Tik Tok, que está na moda, eu desisti do meu canal do Youtube. Dava trabalho demais e retorno de menos, e no momento estou zelando por minha saúde mental. 

Então hoje eu posso dizer que, profissionalmente, mantenho o Facebook, com a página e o grupo e o Instagram (que é minha paixão). Pronto. Finite. Isso é tudo o que você vai encontrar meu com movimento nas mídias hoje em dia. Até tenho um Twitter e um canal no Youtube, mas nada que eu gere conteúdo relevante nesse momento. Contudo se tem uma coisa da qual não abro mão, é o blog. 


Passo períodos de longos hiatos, não vou mentir. Que fico triste pela quantidade baixa de visualizações em matérias que deram muito trabalho para serem pesquisadas e escritas. Mas quando estou mal, sentindo que preciso desabafar, este é o meu lugar. Meu canto mágico. O diário que não tinha pretensões de criar, e criei mesmo assim. 

E foi disso que o orientador do curso falou quando se referiu a ter um site ou um blog: Sentimento de casa, de afago e cuidado. 

blog em época de mídia social

Não é que você deixe de encontrar isso nas mídias sociais, mas como tudo nelas funciona em velocidade diferente, há uma necessidade de se adequar ao movimento constante. A criar coisas que girem rápido e de maneira eficiente para prender o espectador. E se tem uma coisa que sou, é prolixa. Não quero três segundos para prender alguém ao que vou explicar, não sei conversar em três segundos. Mas eu sei escrever, e quero fazer isso sem uma limitação de caracteres ou pensando se meu SEO está eficiente. Entende que isso é muito puxado e péssimo para a cabeça? 

Sim, usamos esses cantinhos para trabalhar e temos que nos adequar a necessidade. Então o meu Instagram é rápido e meu Facebook tende a ter matérias de entrada chamativas. Mas aqui? Aqui é meu mundo. Eu paguei pelo domínio para torná-lo meu, e isso é muito forte. É realmente como se fosse a minha casa e aqui eu pudesse tudo. Escrever sem limites. Usar a imagem que quiser sem tanta preocupação com retensão porque a preocupação por aqui não é essa.  

Óbvio que preciso ter um cuidado com o SEO do que desenvolvo aqui, mas passa muito longe da necessidade de rapidez que as mídias pedem. Então se pudesse dar uma dica especial seria... Use as mídias porque você precisa delas para ganhar o seu pão, mas não deixe de ter um site ou blog para chamar de seu. As mídias tem donos grandes que um dia podem fechar as portas, esse espacinho que você comprou é seu. Além de que, vamos combinar, é muito mais profissional ter um site, não é? 



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O Perfume das Folhas de Chá e porque segredos são perigosos. Ou não.


o perfume da folha de chá
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Título: O Perfume da folha de chá
Autor: Dinah Jefferies
Editora: Paralela
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Sinopse: Em 1925, a jovem Gwendolyn Hooper parte de navio da Escócia para se encontrar com seu marido, Laurence, no exótico Ceilão, do outro lado do mundo. Recém-casados e apaixonados, eles são a definição do casal aristocrático perfeito: a bela dama britânica e o proprietário de uma das fazendas de chás mais prósperas do império.Mas ao chegar à mansão na paradisíaca propriedade Hooper, nada é como Gwendolyn imaginava: os funcionários parecem rancorosos e calados, e os vizinhos, traiçoeiros. Seu marido, apesar de afetuoso, demonstra guardar segredos sombrios do passado e recusa-se a conversar sobre certos assuntos.
Ao descobrir que está grávida, a jovem sente-se feliz pela primeira vez desde que chegou ao Ceilão. Mas, no dia de dar à luz, algo inesperado se revela. Agora, é ela quem se vê obrigada a manter em sigilo algo terrível, sob o preço de ver sua família desfeita.


 Peguei esse livro para ler no Kindle porque estou começando a fazer pesquisa para o meu próximo livro, que se passa na década de 20. Além de referências de tecidos e roupas da época, não tirei muita coisa que pudesse aproveitar. A cultura é indiana, e minha história não poderia ser mais diferente disso, se passando em São Paulo. 

Ainda assim continuei a leitura. Parecia intrigante. Uma inglesa jovem que se casa e vai morar no Ceilão com o marido, saindo de perto da família e da cultura ao qual esta acostumada. Um novo lugar, uma nova vida. Um novo tudo. 

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O casamento de início é estranho, com o distanciamento incomum do marido, e começa a melhorar quando ela finalmente engravida. E tudo volta a desmoronar quando ela tem o bebê. Gwen começa a guardar um grande segredo, o maior deles, e isso vai deteriorando o emocional da personagem à medida que o tempo passa a cobrar dela uma posição sobre as coisas que colocou embaixo do tapete. 

Ao meu ver, é um livro que poderia ter sido melhor aproveitado se algumas questões tivessem ficado de fora. Existe um acúmulo de informações e coisas acontecendo, e a principal delas fica meio tímida no meio da narrativa. Não sei se isso foi proposital da autora, para que o leitor entenda as diversas cargas que Gwen suporta, mas para mim foi só um pincelar nos problemas que acabaram com resoluções razoáveis ou fracas. 

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Ainda assim, enxerguei o potencial da escrita da autora. Não me apeguei aos personagens, mesmo que tenha tido um chamego por Gwen como mãe. Eles entraram e saíram da trama sem provocar grandes explosões de sentimentos, talvez um pouco a irmã de Lawrence (o marido). A mulher era insuportável e deu para sentir raiva dela em muitos momentos. 

Lerei outros livros de Dinah, porque para mim a escrita dela foi o melhor do livro. O roteiro tinha falhas, mas possuía uma ideia excelente em um país lindo que me conquistou totalmente. Quero voltar a esse lugar bem em breve.