Promissor, mas ainda não foi dessa vez

Título: Cursed - A Lenda do Lago
Autor: Thomas Wheeler
Editora: Harper Collins
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Sinopse: Quem empunhar a Espada do Poder será o único e verdadeiro rei. Mas e se a espada do poder escolher uma rainha? Por toda a vida, Nimue foi excluída pela população de seu vilarejo druídico. Sua ligação com a magia maléfica a tornava assustadora para os vizinhos, e tudo que ela queria era partir. Um dia, porém, o vilarejo é massacrado pelos Paladinos Vermelhos, radicais religiosos inclementes com aqueles que consideram hereges, e o destino de Nimue muda para sempre. Encarregada por sua mãe no leito de morte de entregar uma antiga espada a um lendário feiticeiro, ela agora é a única esperança do povo feérico. Apesar de não haver espaço para vingança em sua busca, o poder mágico crescente na garota não pensa em outra coisa. Nimue se une a um charmoso mercenário chamado Arthur e a refugiados feéricos de toda a Inglaterra, portando a espada designada para o único e verdadeiro rei, enfrentando os Paladinos Vermelhos e o exército de um monarca corrupto. Ela luta para vingar a morte da família, manter seu povo unido e descobrir seu verdadeiro destino. E, talvez, a única coisa capaz de mudar o destino seja a lâmina de uma espada.

Sabe quando a gente está olhando para uma página em branco, sem saber como começar uma resenha? É como me encontro nesse momento. Uma mistura de decepção com tristeza que, senhor... Que droga! Como é que conseguem estragar lendas arturianas, gente? 

Eu peguei Cursed para ler sabendo que tinha um pé nas lendas de Arthur, mas eu achei que fosse bem de leve, afinal a sinopse não revela qualquer coisa sobre isso. Só que não era apenas um pé, e a gente só vai entender o tanto que há da lenda quando começamos a ler nomes que conhecemos de lugares como As Brumas de Avalon ou A Espada era a Lei (Sim, eu amava esse desenho quando era menina). E daí a ansiedade cresce, e morre drasticamente quando percebemos que o autor conseguiu pegar um dos melhores conjuntos de personagens que já conheci na vida (os da história de Arthur) e fazer uma muvuca maluca sem pé nem cabeça e com péssimas construções! 

Gente, Merlin tinha tudo para ser genial. Aquele estrategista incrível que move peças de xadrez sem que as peças percebam que estão sendo movidas. Mas o cara é um bêbado completo o livro inteiro.  A gente pensa que ele vai começar a fazer algo de útil além de ocupar espaço, mas é cheio de iniciativas, e nenhuma acabativa (como dizia minha mãe). Merlin entra e sai da história sem um pingo de relatividade sobre ela. 

E o que posso dizer de Arthur, além de que é um cara super indeciso sem qualquer senso de maturidade sobre as coisas? Nada. Isso é tudo o que é Arthur. E daí vocês me dizem que a história é sobre Nimue, e tudo bem, aceito isso, mas puta merda, trabalhar detalhes de personagens imperfeitos é o que faz com que eles ganhem credibilidade aos olhos do leitor, e o autor esqueceu completamente disso. 

E nem vou falar da própria Nimue. Ela é ótima, não me entendam mal, mas a construção dela foi rápida e rasa demais. A garota saiu de uma menina sem teto nem família para uma guerreira/líder em poucas páginas sem qualquer acontecimento forte o suficiente para segurar isso. Até os líderes precisam de tempo para virarem líderes como Nimue virou em poucas páginas. Isso não rolou comigo. Detesto personagens que crescem sem nos dar tempo de entender que ele esta crescendo. 

Também me abstenho de falar dos demais personagens. Apesar de ter gostado do aparecimento de Lancelot, e de ter curtido um pouco como ele se desenvolve, ele é o único que consigo curtir no meio de muitos nomes que eu costumo adorar. 

E as ilustrações? Porra, eu adoro o Frank Miller, mas ele cagou legal em Cursed. Meu filho de 11 anos faria melhor. Os desenhos são assustadores, de tão feios. Não parece mesmo que foi feito pela mesma pessoa que fez tanta HQ que adoro o traço. Um horror! 

Se tenho um elogio para esse livro é em relação as cenas brutais de ação. As mortes poderosas e sangrentas - eu adoro isso! O que o autor não soube desenvolver de personagem, ele compensou nas diversas cenas de luta. Amei todas elas, e acho mesmo que se forem bem feitas vão ficar incríveis na série. 

Também gosto de como descobri quem era Nimue nas Lendas de Arthur. Não conheço todos os detalhes, por isso fui pega de surpresa quando finalmente entendi onde ela se encaixava naquela história. Estalou algo em meu cérebro, e super curti isso. 

Pronto. Dois pontos positivos em um mar de coisas negativas sobre um livro. Espero de coração que a adaptação da Netflix seja melhor do que o livro, ou pelo menos que os personagens sejam mais trabalhados, porque certamente era um livro promissor e merecia isso. 


Agenda de livros para 2020


Hello, people!
Depois de muita gente vir me perguntar o que podemos esperar de escritos meus para 2020, resolvi escrever esse post comentando o que vem por ai. 
Não esqueçam de seguir no Instagram @autoracarolteles. Sempre atualizo mais rápido as coisas por lá, e é mais fácil para fazer jogos e sorteios. 

Simbora...





Esse é um projeto que já comecei e anda sendo meu xodó dos últimos meses. Ele sai um bocado do que meus leitores estão acostumados com meus livros. Nesse vamos trabalhar um pouco de sobrenatural, terror e não posso esquecer o romance que vocês tanto gostam. 

Em Rua das Lágrimas Flutuantes vocês vão conhecer Fox, um personagem que já foi apresentado em Constelação de Gritos Mudos. Ele é um paranormal. Um tipo de demonologista nômade que vive pulando de cidade em cidade, usando seus talentos como trabalho. Livra pessoas e lugares de espíritos insistentes e ganha uma bolada com isso. 

Do outro lado temos Ava, uma americana que veio morar em Ouro Preto com o pai e a irmã, depois da morte da mãe. Elétrica e simpática, ela cuida da funerária da família, interpreta peças de Shakespeare no teatro da cidade e está trabalhando na restauração da casa antiga da família. 

Quando Ava começa a sofrer apagões e se envolver em situações sobrenaturais, ela pede ajuda a um amigo, que pede ajuda a outro amigo e eles acabam encontrando Fox. O que surpreende o paranormal, é que Ava é a mesma pessoa que aparece em todos os seus sonhos perturbadores desde que ele era criança. 

Dessa vez vamos viajar para Ouro Preto e toda a misticidade do lugar. O projeto está previsto para ser concluído em setembro, mas tenho esperanças de conseguir findar antes. 

Quem já está curioso? 



Carol escrevendo um chick-lit? Temos também! (Pelo menos vou tentar, ok?)

Não posso adiantar muito sobre essa história porque ela ainda está em construção, mas Lilly James é como aquela sua amiga desastrada que derruba e quebra tudo ao redor. A quem a sorte passa longe e coisas ruins parecem que a perseguem. 

Ela tem cabelos de um azul intenso, o que chama atenção por onde passa. É mãe de duas crianças que parecem mais adultas do que ela, e dona de uma livraria de bairro a qual ela tenta manter viva, apesar da modernidade de livros comprados na internet. Ela se recusa a vender o lugar para uma construtora que deseja fazer um condomínio de luxo no terreno. 

Quando parte da rua pega fogo em um incêndio suspeito e a polícia não dá a mínima para isso, Lilly contrata Gabriel, um detetive particular sério e de péssimo humor para descobrir o verdadeiro culpado do incêndio. 

Juntos esses dois vão se meter em muitas enrrascadas para desvendar o que aconteceu. E a cada pista que encontram, se aproximam mais um do outro. 

A previsão é que o livro saia até junho. 



Esse é um projeto que era para ter saído no natal de 2019, mas ele não estava maduro o suficiente para isso, então acabei adiando para o final de 2020.

Os Garotos do Natal vai falar sobre Rose, uma adolescente que simplesmente detesta o natal. Mesmo que toda a família dela seja apaixonada pela ideia e pendure até renas brilhantes no telhado da casa onde moram. Ela é a ovelha negra da família.

Quando a avó de Rose morre, deixa cinco bolas natalinas para ela, para serem penduradas na árvore daquele ano. É quando Rose descobre que dentro de cada bola tem uma tarefa a ser feita. Rose precisa revisitar cinco garotos que pertenceram em algum momento a sua vida e que estão precisando de ajuda naquele ano.

É quando ela, junto da irmã caçula e do melhor amigo, vai voltar ao passado e conhecer novamente pessoas que ela achava que conhecia, e entender que na verdade o natal não está realmente nos enfeites enormes no telhado de sua casa, mas no que ela pode fazer por outras pessoas, e o que essas outras pessoas podem fazer por ela.

Um jovem adulto delicinha que está para sair, logicamente, em dezembro.


E ai, gostaram dos projetos previstos para 2020? Estou super ansiosa por todos eles! Vamos do sobrenatural a comédia e depois a um jovem adulto levinho. <3

Não esqueçam de seguir pelo Instagram para ficar por dentro de tudo, ok? E abaixo segue minha página de autora na Amazon para que vocês possam ficar por dentro de todos os livros que já tenho lançados por lá.


Apenas um olhar e como você pode ficar confuso com o final de um livro

Título: Apenas um olhar
Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro (Cedido em parceria)
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Sinopse: Uma foto pode contar muitas mentiras...Ao buscar um filme que mandou revelar, Grace encontra, no meio das fotos, uma que não pertence ao rolo. É uma imagem de cinco pessoas, tirada no mínimo vinte anos atrás. Quatro delas não lhe são familiares, mas a quinta é muito parecida com seu marido, Jack.
Ao ver a foto, Jack nega ser ele. Só que, mais tarde, ele foge sem nenhuma explicação, levando a fotografia.
Sem saber por que ele se foi, Grace luta para proteger os filhos da ausência do pai. Cada dia que passa traz mais dúvidas sobre si mesma, sobre seu casamento e sobre Jack, assim como a compreensão de que há outras pessoas procurando por ele e pela fotografia – inclusive um violento e silencioso assassino.
Quando entende que não pode contar com a polícia, e que seus vizinhos e amigos têm os próprios objetivos secretos, Grace precisa enfrentar as partes sombrias de seu passado para descobrir a verdade que pode trazer seu marido de volta.


Coben é especialista em algumas coisas as quais dou muito valor. Primeiro ele sabe pegar ideias simples e transformar em verdadeiros roteiros de cinema, do tipo que te deixa roendo as unhas. Segundo que ele cria capítulos curtos e energéticos. A grande parte deles só com diálogos, o que agiliza ainda mais o ritmo da trama. E por último porque ele é mestre em criar personagens com quem a gente se identifica. Bom, em se tratando de Apenas um Olhar, essa última parte não rolou comigo. Sendo bem sincera aqui, dos últimos livros que li dele não consegui me identificar com ninguém de verdade. Ao ponto de torcer, sabe? 

Como em quase todos os livros do autor, esse aqui também tem aquele bate e volta em muitos personagens. É como se você tivesse em uma galeria de arte e pudesse enxergar vários quadros de uma vez só. Isso ajuda a criar mais teorias do que o necessário, e é uma técnica antiga para livros de suspense, coisa que nossa querida Agatha Christie já usava muito tempo atrás e que hoje em dia só foi aperfeiçoando com outros autores do mesmo gênero. Então é comum você sair de um capítulo da protagonista (se é que podemos chamar ela assim) para o de um vilão, e depois para o detetive, e um qualquer que tem uma participação pequena, porém significativa. Isso faz a gente criar as mais malucas teorias de "o que aconteceu de verdade?" e "de quem é a culpa?". 

Vou deixar vocês malucos porque nesse livro a gente fica literalmente até as últimas páginas para entender o que exatamente houve em relação a foto, ao marido, ao passado... E precisa da última folha, aquela que ninguém dá muita atenção, para entender onde exatamente se encaixa cada personagem nessa maluquice toda. E vou dizer... Coben se superou. 

Superar não é exatamente um elogio aqui. Ele fez um negócio genial, devo admitir. Tão genial que chega a ser maluco e pouco crível, inclusive. Mas exatamente por conta dessa descrença que a gente fica quando lê, é que penso muito como é um final confuso de livro. Era como se ele estivesse inspirado demais e invés de determinar um culpado, ele determinasse vários. "Então você acha que fulano é o assassino? Pode até ser, mas o outro lá fez aquela outra coisa, e o outro fez outra coisa pior". É um emaranhado tão louco que me deixou mega confusa e voltando páginas para entender. Todas as peças desse tabuleiro eram sujas e, cara, isso é tanto genial como pouco aceitável. 

No final das contas é um livro que eu curti bastante. Coben dificilmente me decepciona. Ainda é um livro que não me deixou ter empatia pelos personagens, e ficar meio perdida quando as culpas começaram a ser dadas, mas é um livro de peso do autor. 








A Luz através da janela e porque não curto muito os livros antigos de Lucinda Riley

Título: A Luz Através da Janela
Autor: Lucinda Riley
Editora: Novo Conceito
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Sinopse: Conhecer seu passado é a chave para libertar seu futuro.A Segunda Guerra Mundial na França, durante a Ocupação (1940-1944), deixou muitos destroços e segredos familiares, principalmente na família de Emilie, os De la Martinières: quando sua mãe faleceu, deixando para ela (como única herdeira do nome e dos bens da família - entre outras coisas) o legado do Château de la Martinères em Gassin, no Sul da França, Emilie fica devastada e quer vender tudo para que possa voltar à sua rotina comum de veterinária.
Entretanto, o misterioso Sebastian Carruthers aparece em sua vida para ajudá-la a cuidar de toda a documentação e a consola nos momentos mais difíceis. Emilie se apaixona pela sua gentileza e decide se casar com ele. Assim, ela se muda para a casa do marido, Blackmoor Hall, em Yorkshire (UK).
Contudo, a vida que ela, ingenuamente, pensa estar começando bem, trará a ela muitas surpresas e revelações - do presente e de um passado desconhecido que, ao ser desvendado, modificará a história pessoal de toda uma geração - carregando com os ventos da mudança, nova esperança de vida e amor...

As vezes quando a gente lê muito um autor, começa a ficar especialista nas fases dele. Começa a identificar o que veio antes e depois, fazendo sempre um comparativo da sua escrita. É inevitável, e isso é bom, porque quer dizer que você criou um apego a escrita dele de tal modo que sente quando ela esta mais evoluída ou mais simples.  No caso de A Luz através da janela, para mim, foi como ver uma Lucinda no começo de carreira, o que acredito de fato ter acontecido. Esse deve ser um dos primeiros livros da autora. 

A história segue aquela linha de raciocínio que todo mundo que já leu Lucinda alguma vez na vida já deve estar acostumado. Dois tempos históricos, duas personagens ligadas por algum tipo de vínculo familiar, e que na maioria das vezes nem entende exatamente o vínculo. Esse foi a exata problemática desse livro, com uma resolutiva que, para mim, foi bem preguiçosa. 

Conhecemos Emilie, uma francesa que acabou de perder a unica família que tinha e herdou uma casa de campo que está há gerações com eles. Cheia de segredos e muito remorso. Emilie sente-se pressionada pelas lembranças do lugar, e fica em dúvida se deve ou não vender a casa. É quando conhece Sebastian, um vendedor de obras de arte. Eles se apaixonam e se casam, e Emilie acaba se mudando para a Inglaterra, terra do marido, e conhecendo o irmão paraplégico dele, Alex. 

Do outro lado temos Constance, uma inglesa que durante a segunda guerra é treinada e enviada como espiã para a França. Enfrentando muitos problemas, depois de ter chegado ao país, ela acaba sendo acolhida no lar dos La Martineres, uma família importante francesa. O chefe da família faz parte de uma organização de resistência contra a Alemanha, mesmo que receba em sua casa para jantares e charutos muitos oficiais nazistas. 

Pela primeira vez lendo um livro da Lucinda, eu não me apeguei nem ao passado nem ao presente da história. Na verdade morri de impaciência pela lerdeza de pensamento de Emilie e de Constance. A primeira bem mais do que a segunda. Enquanto Constance estava sempre pisando em ovos para não revelar sua verdadeira identidade, Emilie aceitava absurdos em nome sei lá de que! Meu problema não era a personagem ser uma imbecil, mas ser uma imbecil sem qualquer motivo aparente para isso, ou pelo menos o motivo não foi trabalhado o suficiente na história para se tornar importante aos meus olhos. 

Quanto aos mocinhos, também deixaram bastante a desejar. Queria um pouco mais de repercussão pelas atitudes de um, mais pulso pela do outro, e um tanto de contexto do que se passava na época da guerra. Na verdade, mesmo que Constance seja nossa visão na guerra, não é ela quem se envolve em um romance trágico, e sim outra personagem tão apática que me dava nos nervos. Não consegui acreditar naquele romance, tampouco conseguia enxergar muita relevância literária de Constance naquele recorte. Acho que eu teria gostado muito mais se quem contasse aquilo tivesse sido Sophie, apática ou não.  

A história deixa muitas pontas desgovernadas. Não que fiquem exatamente soltas, mas que poderiam ter sido melhor amarradas. Como Sebastian, as decisões de Alex, a grande descoberta do livro (que não fez diferença alguma para mim. Não fedeu nem cheirou), a paixão sem desenvolvimento de Jean, a indiferença do pai de Emilie (sério, aquilo não era motivo para o homem ser quem era), a mãe omissa... Porra, tinha tanta coisa para trabalhar que daria peso na história, mas conhecemos a história de uma espiã que por acaso caiu de paraquedas nessa família e que não exatamente sabe me ensinar muito sobre ela. 

Na real? Achei o livro bem decepcionante em se tratando dos livros da Lucinda. Ainda que o que menos goste seja O Segredo de Helena, ele pelo menos amarrou pontas importantes, coisa que esse aqui não fez. Uma pena. Pena mesmo. 


O Café da Praia e porque preciso conhecer a Inglaterra

Título: O Café da Praia
Autor: Lucy Diamond
Editora: Arqueiro (Cedido em parceria) 
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Sinopse: Em uma praia paradisíaca, Evie Flynn tem a chance de começar do zero…Evie sempre foi a ovelha negra da família: sonhadora e impulsiva, o oposto das irmãs mais velhas bem-sucedidas. Tentou fazer carreira como atriz, fotógrafa e cantora, mas nada deu muito certo. Às vezes, ao pular de um trabalho para outro, ela tem a sensação de que lhe falta um propósito.
Quando sua tia preferida morre em um acidente de carro, Evie recebe uma herança inesperada, um café na beira da praia na Cornualha. Empolgada com a oportunidade de mudar de vida, ela decide se mudar para lá, mas logo descobre que nem tudo são flores: os funcionários não são dos melhores e o local está caindo aos pedaços. Tudo bem diferente dos tempos em que passava as férias de verão com a tia.
Apesar das dificuldades, pela primeira vez Evie está determinada a ter sucesso. Ao lutar pelo café, ela busca secretamente dar um novo rumo à sua vida e, assim, pode acabar conquistando bem mais do que esperava no trabalho... e também no amor.

 Pense em um livro que tinha tudo para ter sido incrível, e não foi só por conta das últimas 30 páginas. Isso me deixou mega triste, porque estava amando de coração essa história. Ela é leve, despreocupada e carrega até um pouco do cheirinho do mar frio da Inglaterra, mas o final dela deixa bastante a desejar. 

Comecei Café da Praia em uma noite, perto da hora de dormir. No outro dia antes do meio dia tinha acabado, e isso sem comprometer meu sono da noite. O que quero dizer com isso? Simplesmente que a escrita da autora é fluida nessa história ao ponto da gente não querer parar, na intenção de saber como essa história vai se desenrolar. 

Sabemos que a protagonista tem problemas substanciais para resolver. Afinal de contas, tem um emprego, um namorado com quem mora junto, uma família meio maluca e toda uma vida orquestrada em Londres. Isso até que aparece o Café, a herança de sua tia predileta, a tirando dos eixos e da cidade grande, fazendo com que tenha que ir para a Cornualha tomar conta do patrimônio.  

A vida de Evie vira de pernas para ar, mas provavelmente era isso o que ela estava precisando para sacudir a vida pacata demais. Começou a perceber que o relacionamento em que vivia não era tão bom, que detestava o emprego e a intromissão da família em tudo o que fazia. Então escapar para a Cornualha e trabalhar por lá passou a ser sua salvação. 

Olha, vou dizer, o outro livro dessa autora que li eu não curti tanto. Achei ele um tanto parado, apesar da estrutura de enredo semelhante a esse. Talvez tenha sido uma questão de identificação com a personagem e a ideia de ganhar de herança um café na praia para administrar. Quero para ontem! 

O ritmo do livro é maravilhoso, os personagens (Evie e todos os coadjuvantes) são ótimos e sim, temos um romance, ainda que ele não seja de fato o foco aqui. Como todos os livros de Romance de Hoje, o importante é a reconstrução dessas mulheres que estão passando por momentos difíceis, e Evie se saiu muito bem nisso. Ela cresceu muito na história, e já era uma personagem grandiosa. 

Se tivesse que tecer uma crítica seria ao fim. Sabe quando você sente que o autor apressou o final de uma história? Pois é, foi exatamente o que houve aqui. O motivo ainda é um mistério para mim, mas eu senti essa presa para desenvolver o final de Evie. Acho que merecia mais e que precisava de mais algumas páginas ali. Talvez fosse um livro que funcionasse melhor com o ritmo de cinema, ou eu que me apeguei tanto a história que não queria dizer adeus a ela. 

Enfim, é um livro delicinha. Poderia ser melhor? Sim! Poderia ter sido incrível, mas ele funciona ao propósito dele. 

Um Cavalheiro a Bordo e porque diabos esse povo não sai do clichê

Título: Um Cavalheiro a bordo
Autor: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
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Sinopse: Ela estava no lugar errado…Durante um passeio pela costa, a independente e aventureira Poppy Bridgerton fica agradavelmente surpresa ao descobrir um esconderijo de contrabandistas dentro de uma caverna.
Mas seu deleite se transforma em desespero quando dois piratas a sequestram e a levam a bordo de seu navio, deixando-a amarrada e amordaçada na cama do capitão.
Ele a encontrou na hora errada…
Conhecido entre a alta sociedade como um cafajeste e um corsário inconsequente, o capitão Andrew James Rokesby na verdade transporta bens e documentos para o governo britânico.
No meio de uma viagem, ele fica assombrado ao encontrar uma mulher na sua cabine. Sem dúvida sua imaginação está lhe pregando peças. Mas, não, ela é bastante real – e sua missão para com a Coroa o deixa preso a ela.
Será que dois erros podem acabar no acerto mais maravilhoso de todos? Quando Andrew descobre que Poppy é uma Bridgerton, entende que provavelmente terá que se casar com ela para evitar um escândalo.
Em alto-mar, as disputas verbais entre os dois logo dão lugar a uma inebriante paixão. Mas depois que o segredo de Andrew for revelado, será que ele conseguirá conquistar o coração dela?

Ok, acho que finalmente estou exausta dos livros da Quinn. Não acho que seja uma posição definitiva, ainda assim depois de ler esse livro eu parei e pensei porque diabos ainda to insistindo, se os últimos quatro ou cinco dela eu tenho achado tudo tão mais do mesmo. 

Esse até que segue uma linha diferente. Se passa no mar com um capitão e uma mocinha que só estava no lugar errado e na hora errada e acabou sendo cativa do navio dele, por algum tempo. Poppy é boca quente, o que renderam risadas consideráveis no início, e Andrew é o típico mocinho de contos de fadas, o que foi o motivo de me irritar. 

Mocinho de conto de fadas? Sério? O cara era capitão de um navio! Era para ter mais palavrões, cuspidas e coisas do tipo. E quando achei que a autora não me poderia me irritar mais por causa dele, me coloca uma posição de prestígio na sociedade para o cara, o que me faz pensar naquela velha coisa de que "porque diabos mulheres tem que ficar com os ricos e importantes?" Barões, condes e outros títulos que, na boa? Acho super entediante. 

Vim em busca de aventura piratesca, e até que encontrei um pouco no percurso desses dois, mas poderiam ter mais. Porque a mocinha não poderia ter se apaixonado por um pirata e virado uma também, abandonando o título? Porque tem que um lorde, senhor? Argh!!!!

E isso me irritou tanto na leitura que estragou o resto dela para mim. Terminei com um bocejo e prometendo nem tão cedo ler outro livro dessa criatura. É romance de época, e eles tem a tendência de ser clichê, mas, gente, dá para ser clichê e ter uma história fenomenal. Dá para criar romances incríveis de coisas pequenas e personagens extraordinários sendo bandidos e mocinhos ao mesmo tempo. 

Uma palavra para definir isso livro como um todo? Tédio. Tédio puro. 

Nem tão cedo peço algo da autora. Já deu! 

Onde mora o amor e porque uma sinopse é tão significativo

Título: Onde mora o amor
Autor: Jill Mansell
Editora: Arqueiro (Cedido em parceria)
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Sinopse: Dexter Yates adora sua vida despreocupada em Londres. Além de lindo e rico, mora em um apartamento chique e está sempre acompanhado de belas mulheres. Mas tudo se transforma da noite para o dia quando a irmã morre, deixando a pequena Delphi, de apenas oito meses.
Sem a menor ideia de como cuidar sozinho de um bebê, ele resolve se afastar da correria da cidade grande e se muda para sua casa em Briarwood.
Dex não está acostumado ao ambiente intimista do vilarejo, em que todo mundo se conhece e todas as histórias se entrelaçam. Os moradores o recebem de braços abertos, sobretudo sua vizinha de porta, a talentosa quadrinista Molly, que se oferece para ajudar com Delphi. Ela tem um passado amoroso catastrófico e muita cautela, mas nasce entre os dois uma inegável conexão.
Se Dex vai conseguir se adaptar a essa nova vida e encontrar o amor de verdade, ele primeiro terá muito a aprender: sobre Molly, sobre Delphi, sobre os segredos dos outros e, principalmente, sobre si mesmo.

A primeira coisa que você precisa saber desse livro sobre Dex e Molly é que ele quase não é um livro sobre Dex e Molly. E isso não seria ruim num todo, se a sinopse do livro não o vendesse dessa forma. Sabe no que penso quando a leio? Em propaganda enganosa. 

Temos, sim, esses personagens, mas o foco do livro não é exatamente eles. Brinca um pouco com o fato de Dex ter se tornado um pai de supetão e não ter ideia de como fazer isso funcionar, e também flerta com o personagem de Molly, suas aulas de desenho e a solidão interna. Mas isso é uma pontinha, e nem é das principais, visto que os personagens secundários ganham mais voz do que os protagonistas aqui. 

Não me entendam mal. Gosto de livros com múltiplas perspectivas e coisas diferentes acontecem com pessoas diferentes. O mundo é assim e acompanhar esse caminho encharcado de vivências é bom. Acho que pode ser de uma riqueza ímpar. Mas quando se vende um livro como um romance entre duas pessoas e elas quase não aparecem, nem mesmo são os personagens mais carismáticos da história, toda a ideia vendida do livro cai por terra. Interessei-me muito mais pela garota cujo pai tinha um segredo e pela dona do bar divertida e boca quente. 

Quando se vai escrever esse tipo de livro com múltiplos olhares, é importante que se defina se é isso o que se quer, e se for levar todos com a mesma consistência. E se a importância passa a ser pessoas específicas, fazer com que esses personagens ao redor girem em cima delas, e não fiquem jogados aleatórios, sendo conhecidos simplesmente por proximidade geográfica. No fim da história a autora termina conexões que eram para ter sido formadas muito antes. 

Então sim, a proposta do livro é deliciosa, e a escrita da autora é fluida e de bom gosto, mas acho que ela precisava ter trabalhado melhor no briefing desse livro. Entendo que amor existe de muitas formas, e que era isso o que queria dizer, mas se perdeu vendendo unicamente uma história de um casal, porque cria uma expectativa em quem compra por causa disso, e não é em cima deles que a história se desenvolve. 

Não gosto muito de Marian Keyes, mas tenho um perfeito exemplo do que estou falando sobre vender livros de maneira correta. Olhem só essa sinopse: 

Existe um misterioso espírito que paira sobre o edifício número 66 da Star Street, em Dublin, Irlanda. E esse espírito está em uma missão para mudar a vida de alguém. Em A estrela mais brilhante do céu, Marian Keyes demonstra mais uma vez sua técnica como uma dos grandes contadores de histórias da atualidade e sua vontade de ultrapassar limites na literatura.
Os inquilinos do prédio 66 formam certamente um grupo excêntrico. Na cobertura mora Katie, uma mulher de 39 anos que trabalha como relações públicas de cantores e que só se preocupa com o tamanho de suas coxas e se seu namorado irá propor casamento. No apartamento abaixo, dividem o espaço dois poloneses mais a engraçada Lydia. No primeiro andar está Jéssica, a octogenária que vive com seu malvado cachorro e o filho adotivo. Já no térreo estão os recém-casados Maeve e Matt, que por mais que tentem esquecer o passado, não conseguirão.

Viram que a sinopse vende histórias de diversas pessoas, e que o fato de estarmos falando de um edifício abre possibilidades para ainda mais delas? Isso é uma sinopse genérica para uma história sobre um tema ou um lugar, e não pessoas específicas. Esse tipo de sinopse deveria ter sido o caminho escolhido para o livro de Onde mora o amor. Ele venderia uma proposta mais aberta e com muitas possibilidades. 

Enfim, Onde mora o amor é um bom livro, mas passa longe de ser meu romance levinho predileto, dessa leva de romances de hoje da Arqueiro. 






Tempo de Regresso e porque amo minha irmã

Título: Tempo de Regresso
Autor: Kristin Hannah
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Sinopse: Meghann Dontess é uma mulher atormentada pela tristeza e pela solidão, e não consegue lidar com a difícil decisão que tomou na adolescência e que a fez perder tudo, inclusive o amor da irmã. Advogada de sucesso, trabalhando com divórcios, ela não acredita em relacionamentos – até que conhece o único homem capaz de fazê-la mudar de ideia.Claire Cavenaugh está apaixonada pela primeira vez na vida. Conforme seu casamento se aproxima, ela se prepara para encarar a irmã mais velha, sempre tão dura e arrogante. Reunidas após duas décadas, essas duas mulheres que pensam não ter nada em comum vão tentar se tornar algo que nunca foram: uma família.
Sensível e divertido,Tempo de Regresso fala sobre os erros que cometemos por amor e as dores e as delícias que apenas irmãs podem compartilhar.

Ler Kristin Hannah é sempre um soco no estômago. Mesmo que a gente saiba o que esperar da escrita dela, e se blinde emocionalmente para o que está por vir, é inevitável se emocionar mais do que deveríamos. E olhe que Tempo de Regresso não é o melhor livro dela, ainda que tenha sido tão bom de muitas maneiras. 

Nesse livro a gente conhece a história de Meg e Claire, duas irmãs que foram separadas na juventude e que desde então vivem suas vidas sem muito contato uma com a outra, e sem saber como lidar quanto os vagos encontros acontecem. 

Um acontecimento une novamente essas irmãs, e elas vão ter que aprender a dizer o que esta entalado em suas gargantas há anos, e a conviver com o que fizeram e o que são hoje em dia. 

Kristin Hannah é especialista em construção de personagens. Em criar pessoas que você sente que poderia de fato conhecer, de tão verdadeiras que são. E não foi diferente com essas irmãs e com o relacionamento delas. Ainda assim, acho que esse livro merecia mais páginas voltadas a resolução de algumas problemáticas entre elas. Tipo... Meg tinha uma ideia fixa sobre casamento, mas quando isso surge na vida dela através de Claire e ela vai decidida a botar pontos nos "is", a mulher simplesmente esquece disso rápido demais. E também acho que Claire precisava passar por um tipo de mudança de personalidade, mesmo que por algo bem específico, mas isso não aconteceu. Enfim, dessa vez acredito que mais páginas teriam ajudado. 

De modo geral o livro é bom. Ele pesa bastante no drama, coisa comum na escrita da autora, e é inevitável que se derrame algumas lágrimas com ele. Sem contar que é um livro bastante rápido. Para quem andava numa ressaca horrível de leitura, comecei pela noite e acabei no outro dia pela manhã, respeitando total o meu sono. 

Ainda amo mais o As Coisas que Fazemos por amor, principalmente por ter um tema que sempre me toca bastante, mas Tempo de Regresso não fica muito atrás no quesito qualidade. Kristin Hannah em sua essência. 

A Chama de Ember e como autores podem ser criativos

Título: A chama de Ember
Autor: Colleen Houck
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Sinopse: Quinhentos anos atrás, Jack fez um pacto com um demônio e acabou condenado a uma eternidade de servidão. Como um lanterna, seu único dever é guardar um dos portais que levam ao reino imortal, garantindo que nenhuma alma se infiltre onde não é bem-vinda. Jack sempre fez um excelente trabalho... até conhecer a bela Ember O’Dare.Há tempos, a bruxa de 17 anos vem tentando enganar Jack para atravessar o portal. Insistente, sem temer os alertas dele, Ember enfim consegue adentrar a dimensão proibida com a ajuda de um vampiro afável e misterioso, e então tem início uma perseguição frenética através de um mundo deslumbrante e perigoso.
Agora Jack precisa resgatar Ember antes que os universos terreno e sobrenatural entrem em colapso e se tornem um caos.

Confesso que não sou uma fã da autora. Li o primeiro da série dos Tigres dela e achei um completo tédio. Gostei dos rapazes, mas tive um ranço eterno com a mocinha. É tanto que até hoje quando me perguntam qual mocinha eu menos gostei de um livro, eu vou responder que foi ela. Mas... a premissa de A chama de Ember era tão boa, que não deu para ignorar o livro. Não mesmo. Carolzinha aqui ama uma historinha com pé no terror, e ainda que não seja propriamente a ideia desse livro, ele baila bonito por mitos e lendas que amamos quando se trata do Halloween. 

A protagonista desse livro é Ember, uma bruxa bem atrevida que tomou como meta de vida descobrir um jeito de atravessar a ponte da cidade, que dá abertura para um mundo mágico que ela tem verdadeira paixão pela ideia de conhecer. Só que essa ponte é vigiada por um Lanterna, o Jack. Um ser mitológico que eu amava quando era criança, e que a autora até que retratou de um jeito bem bacana nesse livro. 

Jack vem observando Ember desde que era criança, e é fascinado pela garota. Mas não por isso ele a deixa atravessar a ponte. Sabe que do outro lado pode ser um perigo para a bruxinha, visto que os mundos mágicos são movimentados por luzes de bruxa, e ela anda escassa ultimamente. Só que Jack não contava que um vampiro carismático e muito amável (será?) ajudaria a menina a atravessar a ponte. Claro que ele tinha os motivos dele, que com o tempo caem por terra porque ele começa a gostar da menina. 

Temos triângulo amoroso? Temos, sim senhor! Estamos falando de Colleen Houck, e não seria ela se não tivesse o triângulo. Mas, olha, vou te dizer... Ele é tão sutil e sem peso na história, que dá para ler sem me irritar. E Ember, apesar de quase nada carismática, consegue ter um pouco mais de pulso quanto as suas decisões do que a protagonista da série dos Tigres tinha. Nessa garota eu realmente conseguia confiar. 

Toda a mitologia do livro é um deleite para quem curte fantasia do Halloween. Bicho papão, lobisomem, bruxas, vampiros, Jack Lanterna... Tudo isso conhecemos das nossas histórias infantis e a autora trabalha muito bem na trama. Claro que eu teria gostado mais se tivesse um pezinho na fantasia adulta, mas não dá para esperar muito de uma autora que escreve ficção para adolescentes, não é? Então a gente releva. 

O ritmo do livro também é um deleite. Tá, eu demorei a pegar gás. Na página 150 eu já estava em desespero porque não conseguia ler. Empaquei legal, mas depois disso a história flui bacana. Como disse, o tema também me fez agarrar nela com fervor. Eu tinha que terminar! Era uma questão de honra!

O livro também baila em cima de uma ideia Steampunk, outra coisa que amo. Em muitos momentos lembrou bastante outras séries no gênero que li, principalmente em termos tecnológicos, como Máquinas Mortais e o Protetorado da Sombrinha. Eu ainda gosto mais desse livro aqui da Colleen, mas não há como brigar contra monstros do Halloween, não é? Eles sempre vencerão para mim. 

Enfim, é um bom livro. Ainda não é genial, mas em se tratando de Colleen eu fico contente com o bom. Ele diverte bem e tem personagens delicinhas. 

A Padaria dos Finais Felizes e porque adoro livros de romance em lugares incríveis

Título: A Padaria dos Finais Felizes
Autor: Jenny Colgan
Editora: Arqueiro
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Sinopse: Um balneário tranquilo, uma loja abandonada, um apartamento pequeno. É isso que espera Polly Waterford quando ela chega à Cornualha, na Inglaterra, fugindo de um relacionamento tóxico.Para manter os pensamentos longe dos problemas, Polly se dedica a seu passatempo favorito: fazer pão. Enquanto amassa, estica e esmurra a massa, extravasa todas as emoções e prepara fornadas cada vez mais gostosas.
Assim, o hobby se transforma em paixão e logo ela começa a operar sua magia usando frutos secos, sementes, chocolate e o mel local, cortesia de um lindo e charmoso apicultor.
A Padaria dos Finais Felizes é a emocionante e bem-humorada história de uma mulher que aprende que tanto a felicidade quanto um delicioso pão quentinho podem ser encontrados em qualquer lugar.


Sabe aquele tipo de livro que dá um calorzinho no peito? Esse é A Padaria dos Finais Felizes. E para quem leu o outro livro da autora, A Pequena Livraria dos Sonhos, vai se sentir em casa com essa narrativa. Uma vez lido algum livro da Jenny, é acolhedor ler qualquer outra coisa. Ela é o tipo de escritora que conquista mais com o estilo do que com a história em si, ainda que as histórias sejam lindinhas demais!

Nesse livro temos uma protagonista passando por um momento ruim da vida. Acabou de se separar do namorado e perder o emprego. Não tem dinheiro e precisa com urgência encontrar um lugar para morar. Como tudo na cidade está acima do que ela pode pagar, Polly acaba encontrando uma casinha em cima de uma antiga loja na Cornualha. Um lugar isolado do mundo na condicionante de ser acessado de acordo com o nível do mar. É lá que ela vai para se curar. 

Um adendo sobre Polly, é que ela ama fazer pão! Tinha isso como hobbie por muito tempo, e depois que chega a pequena vila e descobre que a única padaria da região produz um pão horrível, Polly começa a fazer com que isso vire mais do que uma paixão. E é por causa dele, e de um papagaio do mar, que ela começa a conhecer os habitantes da cidade, e a fazer parte da cidade como um morador de lá de fato. 

Os lugares que Jenny descreve em seus livros são todos de babar. Não seria diferente desse aqui. Não é só uma questão do ambiente ao redor, mas o ambiente que se constrói e molda um protagonista. É aquilo que sempre digo que dar vida ao lugar para torná-lo próximo ao leitor é essencial, e ela consegue isso magistralmente. Nunca quis conhecer muitos lugares da Europa, mas da minha curta lista acabei adicionando os dois cenários dos dois livros dela que li, tamanha paixão que fiquei por eles. 

Temos romance nessa história? Sim, temos! E temos tristeza também. Não achei que fosse ler um livro que soubesse pesar com delicadeza a dose de comédia, drama e e romance, mas esse conseguiu. Parecia que eu estava vivenciando a história, e não sendo apenas um observador dela. É mágica a maneira como essa autora escreve, e estou ainda tão encantada com tudo o que ela fez nos dois livros que li, que já a coloquei na minha lista de autores que não posso jamais esquecer. 

Indico com verdadeira idolatria! Qualquer um dos dois livros são incríveis!