Os nacionais lidos no primeiro trimestre do ano

Hello, people!

Estava olhando minha lista de livros lidos até final de março e me peguei pensando como dificilmente eu falo desses livros por aqui, ou sequer escrevo resenhas. Acredite, tenho muita dificuldade de falar de nacionais porque a maioria deles eu desgosto e não quero prejudicar os autores com notas baixas, por isso simplesmente marco que li e sigo em frente.

Contudo achei que hoje eu podia fazer diferente. Vir contar um pouco para vocês sobre alguns que li esse começo de ano e o que achei deles (bem por alto, ok?).

Então vamos lá!

Sinopse: Até onde você iria por um sonho de princesa?Inglaterra, novembro de 2017
Sophia é uma jovem inglesa do interior que decide colocar seus sonhos na mochila e embarcar para Londres com uma missão: Fazer o príncipe Harry se apaixonar por ela e largar a tal atriz americana que quer roubar seus sonhos, afinal, Sophia tinha certeza, desde criança, que ela e Harry foram feitos um para o outro!
Sem grana, mas com muitos planos na cabeça e sabendo que o tempo está correndo contra ela, Sophia encontra em seu caminho o fotógrafo Henry Cavendish, que apesar de achá-la maluca, decide dar-lhe um teto e um emprego, sem saber que estará se enroscando cada vez mais nos planos mirabolantes de Sophia para entrar na família real.
Divertido, romântico e sexy “Um sonho de princesa” é o mais novo chick lit da autora de Uma noiva de natal e Um noivado nada discreto, que traz de volta uma protagonista adoravelmente insana e um mocinho maravilhoso tentando resistir a toda essa loucura.
Comecei o ano lendo Um sonho de princesa, porque queria um chick lit e me pareceu adequado ao momento em que me encontrava. Acabou não sendo tão legal para mim como imaginei. A personagem fazia coisas que ia além do normal, ao ponto e hospício, e no momento seguinte parecia ultra equilibrada. Se ela tivesse se mantido do início ao fim louca, ou equilibrada, eu acho que teria gostado mais.


Sinopse: Mia tinha apenas 17 anos quando foi obrigada a casar com Lukas Constantini para que ele pudesse receber uma herança. Seria um casamento de fachada com duração de cinco anos. Dois atores atuando em seus respectivos papéis, apenas duas assinaturas em um contrato.O que pode acontecer quando sentimentos não programados se tornam grandes demais para serem controlados?
“Eu havia entrado em seu escritório pensando que sabia onde estava me metendo. Não estava aceitando um pedido de casamento, estava selando um contrato. Então ele me deu aquele maldito anel. E sorriu lindamente pra mim, fazendo meu pequeno mundo de certezas e aceitação virar uma bagunça.”
Desse eu gostei um pouco mais. É um romance, com uma pegada mais séria e um desenvolvimento do relacionamento bemmm lento, mas isso foi um ponto positivo para o livro porque gosto dessa coisa mais lenta. Foi um livro ok. Nem grandioso, nem fraco.


Sinopse: Até onde o amor nos faz ser cúmplices das coisas mais terríveis?Vista de fora, a vida de Ana e Gael parecia muito próxima da ideal: a casa perfeita, em frente à praia, planejada com esmero por ele; os dias sossegados de uma família um tanto introspectiva, mas íntima.
A antiga atração irresistível que sentiam um pelo outro havia se transformado em algo muito diferente. Tão imprevisíveis quanto os humores do mar, as circunstâncias haviam exigido deles a maior das intimidades. Juntos, compartilhavam um grande segredo. Toda essa suposta tranquilidade foi imediatamente abalada com a chegada de misteriosos vizinhos.
Desde que Ana avistara aquela mulher desconhecida aos prantos na praia, o castelo de areia que havia construído para si começou a desmoronar. O mar revolto e impetuoso de que tinha tanto medo desde criança agora lhe cobrava que verdades assustadoras fossem reveladas. Não havia mais como fugir.
Esse eu achei excelente!
Postei uma avaliação dele no Instagram falando o quanto amei essa história. Essa é a minha cara. Um drama forte e bem trabalhado na lentidão de desenvolvimento de trama e personagens. Muitos leitores da Juliananão gostam tanto dessa história porque o foco dela não é o romance, pessoalmente eu amei muito.

Sinopse: Camila Coutinho é um fenômeno. Criadora de um dos blogs de moda mais influentes do mundo, o Garotas Estúpidas, hoje ela tem milhões de seguidores nas redes sociais, parcerias com grandes marcas globais, uma gama de produtos licenciados, é capa de revistas e presença garantida na primeira fila das mais importantes semanas de moda.Designer de moda por formação e empreendedora por destino, Camila teve a ideia de criar o blog durante uma madrugada insone para trocar informações com as amigas numa época em que o conteúdo criativo na internet ainda engatinhava. Dez anos depois, ela compartilha em Estúpida, eu? o que fez para transformar - com muita inteligência e jogo de cintura - o que era apenas um hobby em um grande negócio, além de compartilhar suas ideias sobre o que podemos esperar do futuro da moda em um mundo cada vez mais conectado.
Um livro fino que demorei horrores para acabar de ler. E não por ser não ficção, mas demorei muito a entrar no embalo da autora. Tive dificuldade de me conectar com o tema de moda, que é uma coisa que pessoalmente não curto, mas ela teve insights interessantes sobre ser blogueira e como chegou até onde está.

Sinopse: A cidade no interior de Minas Gerais para onde Vanessa se mudou é o tipo de lugar onde anunciam os horários do cinema e os obituários com o mesmo carro de som. Nada de muito interessante acontece por lá, a não ser para Binho, que, segundo ele mesmo, tem várias namoradas e conhece um monte de cantores sertanejos famosos.
A verdade é que Binho é um mentiroso contumaz e agora passou dos limites: inventou que tem uma capivara de estimação. Cansados das histórias cada vez mais mirabolantes do garoto, Vanessa se junta aos amigos ― Léo, Nick e Zé Luís ― para desmascará-lo. E eles estão decididos a ir até as últimas consequências.
Narrado durante as doze horas de uma noite regada a álcool, salgadinhos, segredos e romances mal resolvidos, Enfim, capivaras explora, através de diferentes pontos de vista, os relacionamentos entre um grupo de adolescentes em busca de uma capivara ― ou muito mais do que isso.
Pessoalmente não gostei muito desse livro. Também falei sobre ele no Instagram em uma resenha de Minuto. Ele tem uma construção interessante, mas um final muito ruim. Te leva para um climax inexistente e isso me deixou muito injuriada. Não curti.


Sinopse: Sarah é uma garota inteligente que nunca se envolveu com ninguém.Antes de ir para a faculdade, ela fez um acordo com seu melhor amigo Leo: se em um ano nada mudasse, eles perderiam a virgindade um com o outro quando ela voltasse para casa.
Com a aproximação das férias, Sarah percebe que Leo está muito ansioso esperando sua volta, a fazendo desconfiar que o amigo pode ter mais sentimentos por ela do que seria permitido. Com medo de estragar a amizade, Sarah decide perder a virgindade antes de reencontrar Leo.
O estudante de astronomia Nathan Cole é rico, bonito e de uma família importante. Porém, é um total mistério porque ele nunca se envolve com ninguém. Até Sarah James entrar em seu caminho, lhe pedindo que tire sua virgindade.
E para a surpresa de Sarah, Nathan não só aceita, como lhe propõe que fiquem juntos por dois meses em um acordo de sexo sem compromisso.
Porém, a vida é feita de infinitas possibilidades, mesmo quando o acordo é nunca se apaixonar.

Vocês vão perguntar se sou embaixadora de Juliana Dantas (rsrs). Leio bastante os livros dela sempre que posso. Acho que seja a autora nacional que mais li até hoje. No caso de Infinitas Possibilidades a gente tem uma história delicinha para passar o tempo.  Não é incrível, mas passa longe de ser um livro ruim. Indico esse.


A Sala das Borboletas e como os segredos de família podem ser bizarros

Título: A Sala das Borboletas
Autor: Lucinda Riley
Editora: Arqueiro (Cedido em Parceria)
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Sinopse: Posy Montague está prestes a completar 70 anos. Ela ainda vive na Admiral House, a mansão da família onde passou uma infância idílica caçando borboletas com o pai e onde criou os próprios filhos. Porém, a casa está caindo aos pedaços e Posy sabe que chegou a hora de vendê-la.Em meio a essa angustiante decisão, ela precisa lidar com os dois filhos, tão diferentes entre si. Sam é um fracasso nos negócios e, a cada empresa falida, se torna um homem mais amargo. Já Nick, o mais novo, retorna de repente à Inglaterra depois de dez anos morando na Austrália, fugido de uma decepção amorosa.
Para completar, Posy reencontra Freddie, seu primeiro amor, que agora deseja explicar por que a abandonou cinquenta anos atrás. Ela reluta em acreditar nessa súbita afeição, percebendo que ele tem um segredo devastador para revelar.
Mesclando narrativas do presente e do passado, A sala das borboletas mais uma vez mostra a habilidade de Lucinda para criar uma saga familiar inesquecível.

Esse não é o primeiro livro da Lucinda que leio. Provavelmente o décimo ou algo acima disso. Ela é uma das autoras que mais li histórias, e sou muito grata a isso. Costumo dizer que Lucinda é a autora que SEMPRE me tira das ressacas literárias. A danada tem além do dom de contar histórias, de te deixar preso nela até que o livro acabe. 

A Sala das Borboletas tem um certo diferencial, em se tratando dos livros de Lucinda. Apesar de ter visivelmente uma mescla do passado e presente, que é uma característica da autora, nesse livro o passado fica um tanto apagado em comparação ao presente, e acho que seja porque aqui temos muitas visões do presente, o que para mim não conseguiu estragar a história. Chegou um ponto em que o passado deixou de ser importante para mim e deu vez totalmente ao presente. 

No núcleo do presente a gente tem além de Posy, uma senhora para lá de maravilhosa, os filhos dela, Sam e Nick. Sam é péssimo marido, péssimo pai, péssimo negociante e acha que é o bam bam bam. Adoro como Posy encarna a mãe verossímil e tem momentos de achar que aquele não pode ser o seu filho de verdade, como também tem momentos mais duros em que ela entende como é Sam e que tem coisas que fogem da sua ossada resolver. 

Já Nick é um brilhante negociante de arte que aparece na história conhecendo uma grande mulher, e com uma outra voltando do passado para assombrá-lo. Confesso que gostaria de ter visto mais de Nick. É um personagem brilhante com uma história ótima que meio que se perde no meio das outras. Não é exatamente uma reclamação, mas achei importante mencionar. 

Daí também temos pontos de vista da namorada nova de Nick, da namorada antiga, da esposa de Sam e até de um escritor que está hospedado na cidade para concluir um trabalho. Além do primeiro grande amor de Posy. 

Como sempre, temos um clima maravilhoso em uma casa que deixa qualquer leitor ávido por conhecer (Lucinda tem muitas casas dessas), além de um cenário de babar. Até procurei a cidade no mapa para ver como de fato é (Agradecendo ao Google por isso). 

Dificilmente eu erro lendo Lucinda. Acho que até hoje apenas um dos livros dela eu li e não gostei muito, que foi Os Segredos de Helena. Todos os demais foram maravilhosos e estão mais do que aprovados para indicação para quem curte romance. E se esse for o seu caso, arrisque-se em ler! Eu sei que os livros são grandes e as vezes dá uma certa preguiça de começar, mas depois de dez páginas vocês vão ver que vai ser difícil parar de ler. 

Clube dos Sobreviventes voltando com tudo

Título: Uma paixão e nada mais
Autor: Mary Balogh
Editora: Arqueiro (Cedido em parceria)
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Sinopse: Ao voltar para casa depois das Guerras Napoleônicas, Flavian, o visconde de Ponsonby, ficou arrasado ao ser abandonado pela noiva.
Agora a mulher que partiu seu coração está de volta, e todos estão ansiosos para que eles reatem o noivado. Exceto Flavian, que, em pânico, corre para os braços de uma jovem sensível e encantadora.
Apesar de ter sido casada por quase cinco anos, a viúva Agnes Keeping nunca se apaixonou, nem quer se apaixonar. Aos 26 anos, ela prefere manter o controle de suas emoções e de sua vida. Porém, ao conhecer o carismático Flavian, fica tão arrebatada que acaba aceitando seu impetuoso pedido de casamento.
Quando descobre que Flavian pediu sua mão apenas para se vingar da antiga paixão, Agnes decide fugir. Mas Flavian não tem a menor intenção de deixar a esposa partir, principalmente após descobrir que, para sua própria surpresa, está completamente apaixonado por ela.

A minha paixão com essa série começou com um grande sentimento de pertencimento. A tristeza e o drama nela me fizeram sentir ligada de um jeito absurda as histórias dos personagens do clube. Sem contar que tenho um tombo enorme por grupos. Vocês bem sabem. 

O primeiro livro eu amei loucamente. Se tornou meu romance de época predileto. Já o segundo eu não curti, e o terceiro ficou entre uma coisa e outra. Então quando vim para o quarto, vim sem expectativa alguma, o que talvez tenha sido a salvação dele para mim. 

Flavian é o sobrevivente que ficou gago. Mas, sinceramente? Não é nada que eu ache que atrapalha o personagem de maneira irritante. Só uma gagueira em poucos momentos, o que seria aceitável até para quem não sofre disso. 

Ele está longe de casa e longe da família, visitando Vince, um dos integrantes do grupo que acabou de virar pai. Todos eles estão na residência dele, para passarem as costumeiras semanas comuns ao sobreviventes no ano. É lá que ele reencontra Agnes, alguém que ele conheceu algum tempo atrás, em um baile dado pelo amigo. 

Ela, uma viúva com seu passado também pesado, vive com a irmã nas redondezas da casa de Vince. A irmã é professora de música dele, e Agnes é melhor amiga da esposa. Então está sempre por perto, o que fica difícil controlar quando ela começa a se sentir atraída por Flavian, e ele por ela. 

Aparentemente é mais um dos romances de época da Mary. E, tudo bem, de fato é, mas tem um tempero a mais que me fez curtir bastante. Ainda não superou o primeiro, mas chegou bem perto dele. Aquele sentimento de tristeza e pesar estava muito presente em todas as páginas, o que me ligou bastante a Flavian. Ele tem os problemas físicos oriundos da guerra, mas também traumas do passado por causa dela. Deixou duas rupturas dentro do homem que me fez querer colocar embaixo dos braços e cuidar com total amor. 

O desenvolvimento do livro segue esse rio depressivo, o que condiz com todos os protagonistas da série dos sobreviventes - inclusive seus parceiros. Não tem como ter um clima de alegria eterna quando carregam tantas coisas pesadas, e isso ficou bem visível nessa história. Ela te diz exatamente isso... olha, você vai ter momentos bons, mas quando deitar de noite aquela dorzinha vai estar lá, incomodando seus sentidos. 

Resumindo, eu AMEI esse livro! Ele me fisgou muito mais do que os dois últimos, motivos pelo qual agradeço imensamente. Gosto demais da ideia dessa série para ela se perder para mim. 

Uma Herdeira Apaixonada, mas West merecia um livro melhor

Título: Uma Herdeira Apaixonada
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro (Cedido em Parceria) 
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Sinopse: Embora a bela jovem viúva Phoebe, Lady Clare, nunca tenha conhecido West Ravenel, ela sabe uma coisa com certeza: ele é mau e um valentão podre. Quando estava no colégio interno, ele fez da vida de seu falecido marido uma desgraça, e ela nunca o perdoará por isso. Mas quando Phoebe participa de um casamento de família, encontra um estranho arrojado e impossivelmente charmoso, que a abala com um choque de atração de fogo e gelo. E então ele se apresenta ... como ninguém menos que West Ravenel.
West é um homem com um passado manchado. Sem perdão, sem desculpas. No entanto, a partir do momento em que conhece Phoebe, West é consumido por um desejo irresistível ... sem mencionar a amarga consciência de que uma mulher como ela está fora de seu alcance. O que West não negocia é que Phoebe não é uma dama aristocrática. Ela é filha de uma Wallflower obstinada que há muito tempo fugiu com Sebastian, lorde St. Vincent - o libertino mais diabolicamente perverso da Inglaterra.
Em pouco tempo, Phoebe começa a seduzir o homem que despertou sua natureza ardente e demonstrou um prazer inimaginável. Sua paixão avassaladora será suficiente para superar os obstáculos do passado?
Só a filha do diabo sabe ...

Sabe quando você esta lendo um livro e pensa… caramba, está tudo rápido demais!? E não estou falando por ser um romance de época, onde as coisas de fato acontecem em uma velocidade acelerada, mas por sentir que esse livro merecia um desenvolvimento mais tranquilo. Tanto por conta da birra que Phoebe tinha por West, quanto pelo próprio West ser quem é. 

Tudo aqui foi muito ligeiro. O “tcham” entre os dois personagens surgiu no mesmo dia em que se conheceram, mesmo a mulher odiando o cara desde criança. E dele para com ela também achei sem sentido, visto que a mulher era um completo porre com ele, e West é um homem prático demais para isso. 

West possivelmente é um dos meus personagens masculinos prediletos em romance de época porque ele foge do tradicional no sentido trabalho. Ele mete a mão na massa de fato, e acho isso de uma dignidade sem tamanho. E quando chegamos ao final dessa história eu não sei exatamente o que aconteceu com ele. Ficou nas terras do irmão, com o que o irmão deu a ele? Foi viver nas terras de Phoebe? E a família do marido dela, como aceitou esse enlace? 

O final, para mim, foi tão apressado quanto o começo. Eu não sei o que aconteceu com esses dois, depois de West lutar tanto para se afastar e no fim terminar ao lado dela numa facilidade absurda (oi?). 

Enfim, para mim esse foi o livro mais fraco da série. O que deixou mais pontas soltas. Sério, ando com um ranço sem fim por romances de época. Alguém, por Cristo, indica alguma coisa que engrandeça minha vida de leitora nesse gênero. 

Promissor, mas ainda não foi dessa vez

Título: Cursed - A Lenda do Lago
Autor: Thomas Wheeler
Editora: Harper Collins
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Sinopse: Quem empunhar a Espada do Poder será o único e verdadeiro rei. Mas e se a espada do poder escolher uma rainha? Por toda a vida, Nimue foi excluída pela população de seu vilarejo druídico. Sua ligação com a magia maléfica a tornava assustadora para os vizinhos, e tudo que ela queria era partir. Um dia, porém, o vilarejo é massacrado pelos Paladinos Vermelhos, radicais religiosos inclementes com aqueles que consideram hereges, e o destino de Nimue muda para sempre. Encarregada por sua mãe no leito de morte de entregar uma antiga espada a um lendário feiticeiro, ela agora é a única esperança do povo feérico. Apesar de não haver espaço para vingança em sua busca, o poder mágico crescente na garota não pensa em outra coisa. Nimue se une a um charmoso mercenário chamado Arthur e a refugiados feéricos de toda a Inglaterra, portando a espada designada para o único e verdadeiro rei, enfrentando os Paladinos Vermelhos e o exército de um monarca corrupto. Ela luta para vingar a morte da família, manter seu povo unido e descobrir seu verdadeiro destino. E, talvez, a única coisa capaz de mudar o destino seja a lâmina de uma espada.

Sabe quando a gente está olhando para uma página em branco, sem saber como começar uma resenha? É como me encontro nesse momento. Uma mistura de decepção com tristeza que, senhor... Que droga! Como é que conseguem estragar lendas arturianas, gente? 

Eu peguei Cursed para ler sabendo que tinha um pé nas lendas de Arthur, mas eu achei que fosse bem de leve, afinal a sinopse não revela qualquer coisa sobre isso. Só que não era apenas um pé, e a gente só vai entender o tanto que há da lenda quando começamos a ler nomes que conhecemos de lugares como As Brumas de Avalon ou A Espada era a Lei (Sim, eu amava esse desenho quando era menina). E daí a ansiedade cresce, e morre drasticamente quando percebemos que o autor conseguiu pegar um dos melhores conjuntos de personagens que já conheci na vida (os da história de Arthur) e fazer uma muvuca maluca sem pé nem cabeça e com péssimas construções! 

Gente, Merlin tinha tudo para ser genial. Aquele estrategista incrível que move peças de xadrez sem que as peças percebam que estão sendo movidas. Mas o cara é um bêbado completo o livro inteiro.  A gente pensa que ele vai começar a fazer algo de útil além de ocupar espaço, mas é cheio de iniciativas, e nenhuma acabativa (como dizia minha mãe). Merlin entra e sai da história sem um pingo de relatividade sobre ela. 

E o que posso dizer de Arthur, além de que é um cara super indeciso sem qualquer senso de maturidade sobre as coisas? Nada. Isso é tudo o que é Arthur. E daí vocês me dizem que a história é sobre Nimue, e tudo bem, aceito isso, mas puta merda, trabalhar detalhes de personagens imperfeitos é o que faz com que eles ganhem credibilidade aos olhos do leitor, e o autor esqueceu completamente disso. 

E nem vou falar da própria Nimue. Ela é ótima, não me entendam mal, mas a construção dela foi rápida e rasa demais. A garota saiu de uma menina sem teto nem família para uma guerreira/líder em poucas páginas sem qualquer acontecimento forte o suficiente para segurar isso. Até os líderes precisam de tempo para virarem líderes como Nimue virou em poucas páginas. Isso não rolou comigo. Detesto personagens que crescem sem nos dar tempo de entender que ele esta crescendo. 

Também me abstenho de falar dos demais personagens. Apesar de ter gostado do aparecimento de Lancelot, e de ter curtido um pouco como ele se desenvolve, ele é o único que consigo curtir no meio de muitos nomes que eu costumo adorar. 

E as ilustrações? Porra, eu adoro o Frank Miller, mas ele cagou legal em Cursed. Meu filho de 11 anos faria melhor. Os desenhos são assustadores, de tão feios. Não parece mesmo que foi feito pela mesma pessoa que fez tanta HQ que adoro o traço. Um horror! 

Se tenho um elogio para esse livro é em relação as cenas brutais de ação. As mortes poderosas e sangrentas - eu adoro isso! O que o autor não soube desenvolver de personagem, ele compensou nas diversas cenas de luta. Amei todas elas, e acho mesmo que se forem bem feitas vão ficar incríveis na série. 

Também gosto de como descobri quem era Nimue nas Lendas de Arthur. Não conheço todos os detalhes, por isso fui pega de surpresa quando finalmente entendi onde ela se encaixava naquela história. Estalou algo em meu cérebro, e super curti isso. 

Pronto. Dois pontos positivos em um mar de coisas negativas sobre um livro. Espero de coração que a adaptação da Netflix seja melhor do que o livro, ou pelo menos que os personagens sejam mais trabalhados, porque certamente era um livro promissor e merecia isso. 


Agenda de livros para 2020


Hello, people!
Depois de muita gente vir me perguntar o que podemos esperar de escritos meus para 2020, resolvi escrever esse post comentando o que vem por ai. 
Não esqueçam de seguir no Instagram @autoracarolteles. Sempre atualizo mais rápido as coisas por lá, e é mais fácil para fazer jogos e sorteios. 

Simbora...





Esse é um projeto que já comecei e anda sendo meu xodó dos últimos meses. Ele sai um bocado do que meus leitores estão acostumados com meus livros. Nesse vamos trabalhar um pouco de sobrenatural, terror e não posso esquecer o romance que vocês tanto gostam. 

Em Rua das Lágrimas Flutuantes vocês vão conhecer Fox, um personagem que já foi apresentado em Constelação de Gritos Mudos. Ele é um paranormal. Um tipo de demonologista nômade que vive pulando de cidade em cidade, usando seus talentos como trabalho. Livra pessoas e lugares de espíritos insistentes e ganha uma bolada com isso. 

Do outro lado temos Ava, uma americana que veio morar em Ouro Preto com o pai e a irmã, depois da morte da mãe. Elétrica e simpática, ela cuida da funerária da família, interpreta peças de Shakespeare no teatro da cidade e está trabalhando na restauração da casa antiga da família. 

Quando Ava começa a sofrer apagões e se envolver em situações sobrenaturais, ela pede ajuda a um amigo, que pede ajuda a outro amigo e eles acabam encontrando Fox. O que surpreende o paranormal, é que Ava é a mesma pessoa que aparece em todos os seus sonhos perturbadores desde que ele era criança. 

Dessa vez vamos viajar para Ouro Preto e toda a misticidade do lugar. O projeto está previsto para ser concluído em setembro, mas tenho esperanças de conseguir findar antes. 

Quem já está curioso? 



Carol escrevendo um chick-lit? Temos também! (Pelo menos vou tentar, ok?)

Não posso adiantar muito sobre essa história porque ela ainda está em construção, mas Lilly James é como aquela sua amiga desastrada que derruba e quebra tudo ao redor. A quem a sorte passa longe e coisas ruins parecem que a perseguem. 

Ela tem cabelos de um azul intenso, o que chama atenção por onde passa. É mãe de duas crianças que parecem mais adultas do que ela, e dona de uma livraria de bairro a qual ela tenta manter viva, apesar da modernidade de livros comprados na internet. Ela se recusa a vender o lugar para uma construtora que deseja fazer um condomínio de luxo no terreno. 

Quando parte da rua pega fogo em um incêndio suspeito e a polícia não dá a mínima para isso, Lilly contrata Gabriel, um detetive particular sério e de péssimo humor para descobrir o verdadeiro culpado do incêndio. 

Juntos esses dois vão se meter em muitas enrrascadas para desvendar o que aconteceu. E a cada pista que encontram, se aproximam mais um do outro. 

A previsão é que o livro saia até junho. 



Esse é um projeto que era para ter saído no natal de 2019, mas ele não estava maduro o suficiente para isso, então acabei adiando para o final de 2020.

Os Garotos do Natal vai falar sobre Rose, uma adolescente que simplesmente detesta o natal. Mesmo que toda a família dela seja apaixonada pela ideia e pendure até renas brilhantes no telhado da casa onde moram. Ela é a ovelha negra da família.

Quando a avó de Rose morre, deixa cinco bolas natalinas para ela, para serem penduradas na árvore daquele ano. É quando Rose descobre que dentro de cada bola tem uma tarefa a ser feita. Rose precisa revisitar cinco garotos que pertenceram em algum momento a sua vida e que estão precisando de ajuda naquele ano.

É quando ela, junto da irmã caçula e do melhor amigo, vai voltar ao passado e conhecer novamente pessoas que ela achava que conhecia, e entender que na verdade o natal não está realmente nos enfeites enormes no telhado de sua casa, mas no que ela pode fazer por outras pessoas, e o que essas outras pessoas podem fazer por ela.

Um jovem adulto delicinha que está para sair, logicamente, em dezembro.


E ai, gostaram dos projetos previstos para 2020? Estou super ansiosa por todos eles! Vamos do sobrenatural a comédia e depois a um jovem adulto levinho. <3

Não esqueçam de seguir pelo Instagram para ficar por dentro de tudo, ok? E abaixo segue minha página de autora na Amazon para que vocês possam ficar por dentro de todos os livros que já tenho lançados por lá.


Apenas um olhar e como você pode ficar confuso com o final de um livro

Título: Apenas um olhar
Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro (Cedido em parceria)
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Sinopse: Uma foto pode contar muitas mentiras...Ao buscar um filme que mandou revelar, Grace encontra, no meio das fotos, uma que não pertence ao rolo. É uma imagem de cinco pessoas, tirada no mínimo vinte anos atrás. Quatro delas não lhe são familiares, mas a quinta é muito parecida com seu marido, Jack.
Ao ver a foto, Jack nega ser ele. Só que, mais tarde, ele foge sem nenhuma explicação, levando a fotografia.
Sem saber por que ele se foi, Grace luta para proteger os filhos da ausência do pai. Cada dia que passa traz mais dúvidas sobre si mesma, sobre seu casamento e sobre Jack, assim como a compreensão de que há outras pessoas procurando por ele e pela fotografia – inclusive um violento e silencioso assassino.
Quando entende que não pode contar com a polícia, e que seus vizinhos e amigos têm os próprios objetivos secretos, Grace precisa enfrentar as partes sombrias de seu passado para descobrir a verdade que pode trazer seu marido de volta.


Coben é especialista em algumas coisas as quais dou muito valor. Primeiro ele sabe pegar ideias simples e transformar em verdadeiros roteiros de cinema, do tipo que te deixa roendo as unhas. Segundo que ele cria capítulos curtos e energéticos. A grande parte deles só com diálogos, o que agiliza ainda mais o ritmo da trama. E por último porque ele é mestre em criar personagens com quem a gente se identifica. Bom, em se tratando de Apenas um Olhar, essa última parte não rolou comigo. Sendo bem sincera aqui, dos últimos livros que li dele não consegui me identificar com ninguém de verdade. Ao ponto de torcer, sabe? 

Como em quase todos os livros do autor, esse aqui também tem aquele bate e volta em muitos personagens. É como se você tivesse em uma galeria de arte e pudesse enxergar vários quadros de uma vez só. Isso ajuda a criar mais teorias do que o necessário, e é uma técnica antiga para livros de suspense, coisa que nossa querida Agatha Christie já usava muito tempo atrás e que hoje em dia só foi aperfeiçoando com outros autores do mesmo gênero. Então é comum você sair de um capítulo da protagonista (se é que podemos chamar ela assim) para o de um vilão, e depois para o detetive, e um qualquer que tem uma participação pequena, porém significativa. Isso faz a gente criar as mais malucas teorias de "o que aconteceu de verdade?" e "de quem é a culpa?". 

Vou deixar vocês malucos porque nesse livro a gente fica literalmente até as últimas páginas para entender o que exatamente houve em relação a foto, ao marido, ao passado... E precisa da última folha, aquela que ninguém dá muita atenção, para entender onde exatamente se encaixa cada personagem nessa maluquice toda. E vou dizer... Coben se superou. 

Superar não é exatamente um elogio aqui. Ele fez um negócio genial, devo admitir. Tão genial que chega a ser maluco e pouco crível, inclusive. Mas exatamente por conta dessa descrença que a gente fica quando lê, é que penso muito como é um final confuso de livro. Era como se ele estivesse inspirado demais e invés de determinar um culpado, ele determinasse vários. "Então você acha que fulano é o assassino? Pode até ser, mas o outro lá fez aquela outra coisa, e o outro fez outra coisa pior". É um emaranhado tão louco que me deixou mega confusa e voltando páginas para entender. Todas as peças desse tabuleiro eram sujas e, cara, isso é tanto genial como pouco aceitável. 

No final das contas é um livro que eu curti bastante. Coben dificilmente me decepciona. Ainda é um livro que não me deixou ter empatia pelos personagens, e ficar meio perdida quando as culpas começaram a ser dadas, mas é um livro de peso do autor. 








A Luz através da janela e porque não curto muito os livros antigos de Lucinda Riley

Título: A Luz Através da Janela
Autor: Lucinda Riley
Editora: Novo Conceito
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Sinopse: Conhecer seu passado é a chave para libertar seu futuro.A Segunda Guerra Mundial na França, durante a Ocupação (1940-1944), deixou muitos destroços e segredos familiares, principalmente na família de Emilie, os De la Martinières: quando sua mãe faleceu, deixando para ela (como única herdeira do nome e dos bens da família - entre outras coisas) o legado do Château de la Martinères em Gassin, no Sul da França, Emilie fica devastada e quer vender tudo para que possa voltar à sua rotina comum de veterinária.
Entretanto, o misterioso Sebastian Carruthers aparece em sua vida para ajudá-la a cuidar de toda a documentação e a consola nos momentos mais difíceis. Emilie se apaixona pela sua gentileza e decide se casar com ele. Assim, ela se muda para a casa do marido, Blackmoor Hall, em Yorkshire (UK).
Contudo, a vida que ela, ingenuamente, pensa estar começando bem, trará a ela muitas surpresas e revelações - do presente e de um passado desconhecido que, ao ser desvendado, modificará a história pessoal de toda uma geração - carregando com os ventos da mudança, nova esperança de vida e amor...

As vezes quando a gente lê muito um autor, começa a ficar especialista nas fases dele. Começa a identificar o que veio antes e depois, fazendo sempre um comparativo da sua escrita. É inevitável, e isso é bom, porque quer dizer que você criou um apego a escrita dele de tal modo que sente quando ela esta mais evoluída ou mais simples.  No caso de A Luz através da janela, para mim, foi como ver uma Lucinda no começo de carreira, o que acredito de fato ter acontecido. Esse deve ser um dos primeiros livros da autora. 

A história segue aquela linha de raciocínio que todo mundo que já leu Lucinda alguma vez na vida já deve estar acostumado. Dois tempos históricos, duas personagens ligadas por algum tipo de vínculo familiar, e que na maioria das vezes nem entende exatamente o vínculo. Esse foi a exata problemática desse livro, com uma resolutiva que, para mim, foi bem preguiçosa. 

Conhecemos Emilie, uma francesa que acabou de perder a unica família que tinha e herdou uma casa de campo que está há gerações com eles. Cheia de segredos e muito remorso. Emilie sente-se pressionada pelas lembranças do lugar, e fica em dúvida se deve ou não vender a casa. É quando conhece Sebastian, um vendedor de obras de arte. Eles se apaixonam e se casam, e Emilie acaba se mudando para a Inglaterra, terra do marido, e conhecendo o irmão paraplégico dele, Alex. 

Do outro lado temos Constance, uma inglesa que durante a segunda guerra é treinada e enviada como espiã para a França. Enfrentando muitos problemas, depois de ter chegado ao país, ela acaba sendo acolhida no lar dos La Martineres, uma família importante francesa. O chefe da família faz parte de uma organização de resistência contra a Alemanha, mesmo que receba em sua casa para jantares e charutos muitos oficiais nazistas. 

Pela primeira vez lendo um livro da Lucinda, eu não me apeguei nem ao passado nem ao presente da história. Na verdade morri de impaciência pela lerdeza de pensamento de Emilie e de Constance. A primeira bem mais do que a segunda. Enquanto Constance estava sempre pisando em ovos para não revelar sua verdadeira identidade, Emilie aceitava absurdos em nome sei lá de que! Meu problema não era a personagem ser uma imbecil, mas ser uma imbecil sem qualquer motivo aparente para isso, ou pelo menos o motivo não foi trabalhado o suficiente na história para se tornar importante aos meus olhos. 

Quanto aos mocinhos, também deixaram bastante a desejar. Queria um pouco mais de repercussão pelas atitudes de um, mais pulso pela do outro, e um tanto de contexto do que se passava na época da guerra. Na verdade, mesmo que Constance seja nossa visão na guerra, não é ela quem se envolve em um romance trágico, e sim outra personagem tão apática que me dava nos nervos. Não consegui acreditar naquele romance, tampouco conseguia enxergar muita relevância literária de Constance naquele recorte. Acho que eu teria gostado muito mais se quem contasse aquilo tivesse sido Sophie, apática ou não.  

A história deixa muitas pontas desgovernadas. Não que fiquem exatamente soltas, mas que poderiam ter sido melhor amarradas. Como Sebastian, as decisões de Alex, a grande descoberta do livro (que não fez diferença alguma para mim. Não fedeu nem cheirou), a paixão sem desenvolvimento de Jean, a indiferença do pai de Emilie (sério, aquilo não era motivo para o homem ser quem era), a mãe omissa... Porra, tinha tanta coisa para trabalhar que daria peso na história, mas conhecemos a história de uma espiã que por acaso caiu de paraquedas nessa família e que não exatamente sabe me ensinar muito sobre ela. 

Na real? Achei o livro bem decepcionante em se tratando dos livros da Lucinda. Ainda que o que menos goste seja O Segredo de Helena, ele pelo menos amarrou pontas importantes, coisa que esse aqui não fez. Uma pena. Pena mesmo. 


O Café da Praia e porque preciso conhecer a Inglaterra

Título: O Café da Praia
Autor: Lucy Diamond
Editora: Arqueiro (Cedido em parceria) 
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Sinopse: Em uma praia paradisíaca, Evie Flynn tem a chance de começar do zero…Evie sempre foi a ovelha negra da família: sonhadora e impulsiva, o oposto das irmãs mais velhas bem-sucedidas. Tentou fazer carreira como atriz, fotógrafa e cantora, mas nada deu muito certo. Às vezes, ao pular de um trabalho para outro, ela tem a sensação de que lhe falta um propósito.
Quando sua tia preferida morre em um acidente de carro, Evie recebe uma herança inesperada, um café na beira da praia na Cornualha. Empolgada com a oportunidade de mudar de vida, ela decide se mudar para lá, mas logo descobre que nem tudo são flores: os funcionários não são dos melhores e o local está caindo aos pedaços. Tudo bem diferente dos tempos em que passava as férias de verão com a tia.
Apesar das dificuldades, pela primeira vez Evie está determinada a ter sucesso. Ao lutar pelo café, ela busca secretamente dar um novo rumo à sua vida e, assim, pode acabar conquistando bem mais do que esperava no trabalho... e também no amor.

 Pense em um livro que tinha tudo para ter sido incrível, e não foi só por conta das últimas 30 páginas. Isso me deixou mega triste, porque estava amando de coração essa história. Ela é leve, despreocupada e carrega até um pouco do cheirinho do mar frio da Inglaterra, mas o final dela deixa bastante a desejar. 

Comecei Café da Praia em uma noite, perto da hora de dormir. No outro dia antes do meio dia tinha acabado, e isso sem comprometer meu sono da noite. O que quero dizer com isso? Simplesmente que a escrita da autora é fluida nessa história ao ponto da gente não querer parar, na intenção de saber como essa história vai se desenrolar. 

Sabemos que a protagonista tem problemas substanciais para resolver. Afinal de contas, tem um emprego, um namorado com quem mora junto, uma família meio maluca e toda uma vida orquestrada em Londres. Isso até que aparece o Café, a herança de sua tia predileta, a tirando dos eixos e da cidade grande, fazendo com que tenha que ir para a Cornualha tomar conta do patrimônio.  

A vida de Evie vira de pernas para ar, mas provavelmente era isso o que ela estava precisando para sacudir a vida pacata demais. Começou a perceber que o relacionamento em que vivia não era tão bom, que detestava o emprego e a intromissão da família em tudo o que fazia. Então escapar para a Cornualha e trabalhar por lá passou a ser sua salvação. 

Olha, vou dizer, o outro livro dessa autora que li eu não curti tanto. Achei ele um tanto parado, apesar da estrutura de enredo semelhante a esse. Talvez tenha sido uma questão de identificação com a personagem e a ideia de ganhar de herança um café na praia para administrar. Quero para ontem! 

O ritmo do livro é maravilhoso, os personagens (Evie e todos os coadjuvantes) são ótimos e sim, temos um romance, ainda que ele não seja de fato o foco aqui. Como todos os livros de Romance de Hoje, o importante é a reconstrução dessas mulheres que estão passando por momentos difíceis, e Evie se saiu muito bem nisso. Ela cresceu muito na história, e já era uma personagem grandiosa. 

Se tivesse que tecer uma crítica seria ao fim. Sabe quando você sente que o autor apressou o final de uma história? Pois é, foi exatamente o que houve aqui. O motivo ainda é um mistério para mim, mas eu senti essa presa para desenvolver o final de Evie. Acho que merecia mais e que precisava de mais algumas páginas ali. Talvez fosse um livro que funcionasse melhor com o ritmo de cinema, ou eu que me apeguei tanto a história que não queria dizer adeus a ela. 

Enfim, é um livro delicinha. Poderia ser melhor? Sim! Poderia ter sido incrível, mas ele funciona ao propósito dele. 

Um Cavalheiro a Bordo e porque diabos esse povo não sai do clichê

Título: Um Cavalheiro a bordo
Autor: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
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Sinopse: Ela estava no lugar errado…Durante um passeio pela costa, a independente e aventureira Poppy Bridgerton fica agradavelmente surpresa ao descobrir um esconderijo de contrabandistas dentro de uma caverna.
Mas seu deleite se transforma em desespero quando dois piratas a sequestram e a levam a bordo de seu navio, deixando-a amarrada e amordaçada na cama do capitão.
Ele a encontrou na hora errada…
Conhecido entre a alta sociedade como um cafajeste e um corsário inconsequente, o capitão Andrew James Rokesby na verdade transporta bens e documentos para o governo britânico.
No meio de uma viagem, ele fica assombrado ao encontrar uma mulher na sua cabine. Sem dúvida sua imaginação está lhe pregando peças. Mas, não, ela é bastante real – e sua missão para com a Coroa o deixa preso a ela.
Será que dois erros podem acabar no acerto mais maravilhoso de todos? Quando Andrew descobre que Poppy é uma Bridgerton, entende que provavelmente terá que se casar com ela para evitar um escândalo.
Em alto-mar, as disputas verbais entre os dois logo dão lugar a uma inebriante paixão. Mas depois que o segredo de Andrew for revelado, será que ele conseguirá conquistar o coração dela?

Ok, acho que finalmente estou exausta dos livros da Quinn. Não acho que seja uma posição definitiva, ainda assim depois de ler esse livro eu parei e pensei porque diabos ainda to insistindo, se os últimos quatro ou cinco dela eu tenho achado tudo tão mais do mesmo. 

Esse até que segue uma linha diferente. Se passa no mar com um capitão e uma mocinha que só estava no lugar errado e na hora errada e acabou sendo cativa do navio dele, por algum tempo. Poppy é boca quente, o que renderam risadas consideráveis no início, e Andrew é o típico mocinho de contos de fadas, o que foi o motivo de me irritar. 

Mocinho de conto de fadas? Sério? O cara era capitão de um navio! Era para ter mais palavrões, cuspidas e coisas do tipo. E quando achei que a autora não me poderia me irritar mais por causa dele, me coloca uma posição de prestígio na sociedade para o cara, o que me faz pensar naquela velha coisa de que "porque diabos mulheres tem que ficar com os ricos e importantes?" Barões, condes e outros títulos que, na boa? Acho super entediante. 

Vim em busca de aventura piratesca, e até que encontrei um pouco no percurso desses dois, mas poderiam ter mais. Porque a mocinha não poderia ter se apaixonado por um pirata e virado uma também, abandonando o título? Porque tem que um lorde, senhor? Argh!!!!

E isso me irritou tanto na leitura que estragou o resto dela para mim. Terminei com um bocejo e prometendo nem tão cedo ler outro livro dessa criatura. É romance de época, e eles tem a tendência de ser clichê, mas, gente, dá para ser clichê e ter uma história fenomenal. Dá para criar romances incríveis de coisas pequenas e personagens extraordinários sendo bandidos e mocinhos ao mesmo tempo. 

Uma palavra para definir isso livro como um todo? Tédio. Tédio puro. 

Nem tão cedo peço algo da autora. Já deu!