A Chama de Ember e como autores podem ser criativos

Título: A chama de Ember
Autor: Colleen Houck
Editora: Arqueiro (Cedido em Parceria)
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Sinopse: Quinhentos anos atrás, Jack fez um pacto com um demônio e acabou condenado a uma eternidade de servidão. Como um lanterna, seu único dever é guardar um dos portais que levam ao reino imortal, garantindo que nenhuma alma se infiltre onde não é bem-vinda. Jack sempre fez um excelente trabalho... até conhecer a bela Ember O’Dare.Há tempos, a bruxa de 17 anos vem tentando enganar Jack para atravessar o portal. Insistente, sem temer os alertas dele, Ember enfim consegue adentrar a dimensão proibida com a ajuda de um vampiro afável e misterioso, e então tem início uma perseguição frenética através de um mundo deslumbrante e perigoso.
Agora Jack precisa resgatar Ember antes que os universos terreno e sobrenatural entrem em colapso e se tornem um caos.

Confesso que não sou uma fã da autora. Li o primeiro da série dos Tigres dela e achei um completo tédio. Gostei dos rapazes, mas tive um ranço eterno com a mocinha. É tanto que até hoje quando me perguntam qual mocinha eu menos gostei de um livro, eu vou responder que foi ela. Mas... a premissa de A chama de Ember era tão boa, que não deu para ignorar o livro. Não mesmo. Carolzinha aqui ama uma historinha com pé no terror, e ainda que não seja propriamente a ideia desse livro, ele baila bonito por mitos e lendas que amamos quando se trata do Halloween. 

A protagonista desse livro é Ember, uma bruxa bem atrevida que tomou como meta de vida descobrir um jeito de atravessar a ponte da cidade, que dá abertura para um mundo mágico que ela tem verdadeira paixão pela ideia de conhecer. Só que essa ponte é vigiada por um Lanterna, o Jack. Um ser mitológico que eu amava quando era criança, e que a autora até que retratou de um jeito bem bacana nesse livro. 

Jack vem observando Ember desde que era criança, e é fascinado pela garota. Mas não por isso ele a deixa atravessar a ponte. Sabe que do outro lado pode ser um perigo para a bruxinha, visto que os mundos mágicos são movimentados por luzes de bruxa, e ela anda escassa ultimamente. Só que Jack não contava que um vampiro carismático e muito amável (será?) ajudaria a menina a atravessar a ponte. Claro que ele tinha os motivos dele, que com o tempo caem por terra porque ele começa a gostar da menina. 

Temos triângulo amoroso? Temos, sim senhor! Estamos falando de Colleen Houck, e não seria ela se não tivesse o triângulo. Mas, olha, vou te dizer... Ele é tão sutil e sem peso na história, que dá para ler sem me irritar. E Ember, apesar de quase nada carismática, consegue ter um pouco mais de pulso quanto as suas decisões do que a protagonista da série dos Tigres tinha. Nessa garota eu realmente conseguia confiar. 

Toda a mitologia do livro é um deleite para quem curte fantasia do Halloween. Bicho papão, lobisomem, bruxas, vampiros, Jack Lanterna... Tudo isso conhecemos das nossas histórias infantis e a autora trabalha muito bem na trama. Claro que eu teria gostado mais se tivesse um pezinho na fantasia adulta, mas não dá para esperar muito de uma autora que escreve ficção para adolescentes, não é? Então a gente releva. 

O ritmo do livro também é um deleite. Tá, eu demorei a pegar gás. Na página 150 eu já estava em desespero porque não conseguia ler. Empaquei legal, mas depois disso a história flui bacana. Como disse, o tema também me fez agarrar nela com fervor. Eu tinha que terminar! Era uma questão de honra!

O livro também baila em cima de uma ideia Steampunk, outra coisa que amo. Em muitos momentos lembrou bastante outras séries no gênero que li, principalmente em termos tecnológicos, como Máquinas Mortais e o Protetorado da Sombrinha. Eu ainda gosto mais desse livro aqui da Colleen, mas não há como brigar contra monstros do Halloween, não é? Eles sempre vencerão para mim. 

Enfim, é um bom livro. Ainda não é genial, mas em se tratando de Colleen eu fico contente com o bom. Ele diverte bem e tem personagens delicinhas. 

A Padaria dos Finais Felizes e porque adoro livros de romance em lugares incríveis

Título: A Padaria dos Finais Felizes
Autor: Jenny Colgan
Editora: Arqueiro
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Sinopse: Um balneário tranquilo, uma loja abandonada, um apartamento pequeno. É isso que espera Polly Waterford quando ela chega à Cornualha, na Inglaterra, fugindo de um relacionamento tóxico.Para manter os pensamentos longe dos problemas, Polly se dedica a seu passatempo favorito: fazer pão. Enquanto amassa, estica e esmurra a massa, extravasa todas as emoções e prepara fornadas cada vez mais gostosas.
Assim, o hobby se transforma em paixão e logo ela começa a operar sua magia usando frutos secos, sementes, chocolate e o mel local, cortesia de um lindo e charmoso apicultor.
A Padaria dos Finais Felizes é a emocionante e bem-humorada história de uma mulher que aprende que tanto a felicidade quanto um delicioso pão quentinho podem ser encontrados em qualquer lugar.


Sabe aquele tipo de livro que dá um calorzinho no peito? Esse é A Padaria dos Finais Felizes. E para quem leu o outro livro da autora, A Pequena Livraria dos Sonhos, vai se sentir em casa com essa narrativa. Uma vez lido algum livro da Jenny, é acolhedor ler qualquer outra coisa. Ela é o tipo de escritora que conquista mais com o estilo do que com a história em si, ainda que as histórias sejam lindinhas demais!

Nesse livro temos uma protagonista passando por um momento ruim da vida. Acabou de se separar do namorado e perder o emprego. Não tem dinheiro e precisa com urgência encontrar um lugar para morar. Como tudo na cidade está acima do que ela pode pagar, Polly acaba encontrando uma casinha em cima de uma antiga loja na Cornualha. Um lugar isolado do mundo na condicionante de ser acessado de acordo com o nível do mar. É lá que ela vai para se curar. 

Um adendo sobre Polly, é que ela ama fazer pão! Tinha isso como hobbie por muito tempo, e depois que chega a pequena vila e descobre que a única padaria da região produz um pão horrível, Polly começa a fazer com que isso vire mais do que uma paixão. E é por causa dele, e de um papagaio do mar, que ela começa a conhecer os habitantes da cidade, e a fazer parte da cidade como um morador de lá de fato. 

Os lugares que Jenny descreve em seus livros são todos de babar. Não seria diferente desse aqui. Não é só uma questão do ambiente ao redor, mas o ambiente que se constrói e molda um protagonista. É aquilo que sempre digo que dar vida ao lugar para torná-lo próximo ao leitor é essencial, e ela consegue isso magistralmente. Nunca quis conhecer muitos lugares da Europa, mas da minha curta lista acabei adicionando os dois cenários dos dois livros dela que li, tamanha paixão que fiquei por eles. 

Temos romance nessa história? Sim, temos! E temos tristeza também. Não achei que fosse ler um livro que soubesse pesar com delicadeza a dose de comédia, drama e e romance, mas esse conseguiu. Parecia que eu estava vivenciando a história, e não sendo apenas um observador dela. É mágica a maneira como essa autora escreve, e estou ainda tão encantada com tudo o que ela fez nos dois livros que li, que já a coloquei na minha lista de autores que não posso jamais esquecer. 

Indico com verdadeira idolatria! Qualquer um dos dois livros são incríveis! 



Mulher-Gato e porque toda garota deveria ser incrível assim

Título: Mulher-Gato: Ladra de Almas
Autor: Sarah J. Maas
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Sinopse: A Mulher-Gato da autora best-seller Sarah J. Maas é o que os fãs da personagem amam: forte, independente e única.No passado, Selina Kyle vivia no submundo de Gotham, cometendo pequenos delitos para sustentar a família. Quando a mãe a abandona, a jovem precisa tomar uma difícil decisão e entrega a irmã nas mãos de um casal que poderia cuidar bem melhor dela, longe da pobreza.
Dois anos depois, Selina retorna como a rica e misteriosa Holly Vanderhees. O que a trouxe de volta à cidade? E o que vai aprontar agora que tem como parceiras Arlequina e Hera Venenosa?
Com Batman fora em uma missão vital, Luke Fox quer provar que pode ajudar os habitantes de Gotham usando o disfarce de Batwing. Seu alvo é uma nova gatuna que se uniu às duas rainhas do crime. Juntas, as três instauram o caos.
Em meio a um jogo de segredos, mentiras e furtos, Selina se engalfinha à noite com Batwing, e se enrosca de dia com Luke Fox. Em uma trama que vai roubar o fôlego dos leitores, Sarah J. Maas mostra os primeiros momentos da ardilosa Mulher-Gato como uma das anti-heroínas mais ambíguas e amadas do mundo.

O nome de um autor pesa muito na hora de selecionar uma leitura. Só entendi isso quando acabei solicitando da editora Mulher-Gato. Apesar de amar loucamente todo o universo obscuro da DC, não tive qualquer vontade de ler os livros que estavam saindo pela editora, a série Lendas da DC. Mas esse... Ummmm... Sarah J Maas é dona de parte do meu coração, quando se trata de fantasia, então eu precisava ler para saber se meu affair com ela era só com as fantasias, ou com a escrita da autora de maneira geral. Descobri que é um pouco dos dois, mas a questão do gênero pesou muito para mim. 

Se você é como eu e já viu todos os filmes e séries do Batman, conhece o nome Selina Kyle. Nesse livro vamos acompanhar um pedaço da adolescência dela, quando participava de lutas para ganhar dinheiro e sustentar a irmã, e depois que ela faz um treinamento para se tornar uma ladra profissional. 

O livro é narrado por dois pontos de vista. Momentos por Selina, outros por Luke, um ex militar que trabalha junto do Batman, e assume os problemas de Gotham quando o vingador mascarado não esta na cidade, como é o caso no momento em que essa história está se desenvolvendo. 

Coisas valiosas começam a ser roubadas por um profissional que Luke não consegue pegar. Ao mesmo tempo ele começa uma amizade com a vizinha e charmosa que chegou na cidade, sem saber que possivelmente as duas são a mesma pessoa. 

O livro tem todo o clima de Gotham. Aquela coisa negra e melancólica que exala pelas páginas do livro com facilidade. Seja pela narração do clima ou sentimentos dos personagens. É fácil ler e se enxergar nas ruas do lugar onde sabemos que Batman combateu os vilões mais loucos e maravilhosos já criados pelas histórias em quadrinho. 

Selina é o tipo de personagem que certamente Sarah J Maas criaria: uma garota badass que não tem problema algum em ser independente do mundo ao redor dela. E Luke é o herói mocinho que todo mundo suspira. Juntos eles formam uma dupla arretada (usando uma expressão totalmente sertaneja para dizer que eles são incríveis). 

O desenvolver da história é gradativo e instigante. A gente fica querendo que eles se encontrem e se descubram quem são o tempo inteiro. Sem contar que, mesmo individualmente, são personagens que seguram bem qualquer história. 

Não dá para vir aqui e esperar uma Sarah J Maas como vimos em Corte ou Trono. Tirando pelas meninas incríveis, não há nada em comum nas histórias, e nem era de fato para existir. São contextos diferentes e sentimentos diferentes. Mas com certeza é um livro que diverte a beça, principalmente se você for fã do universo DC, como eu sou, e tem uma certa queda por Selina Kyle, como eu sempre tive. 

Resenha de "Uma Loucura e Nada Mais"(Mary Balough)

Título: Uma Loucura e Nada Mais
Autor: Mary Balough
Editora: Arqueiro (Cedido em Parceria)
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Sinopse: Mary Balogh já vendeu mais de 100 mil exemplares pela Arqueiro e é presença constante na lista de mais vendidos do The New York Times. Depois de sobreviver às guerras napoleônicas, Sir Benedict Harper está lutando para seguir em frente e retomar as rédeas de sua vida. O que ele nunca imaginou era que essa esperança viesse na forma de uma bela mulher, que também já teve sua parcela de sofrimento.
Após a morte do marido, Samantha McKay está à mercê dos sogros opressores, até que planeja uma fuga para o distante País de Gales para reivindicar uma casa que herdou. Como o cavalheiro que é, Ben insiste em acompanhá-la em sua jornada.
Ben deseja Samantha tanto quanto ela o deseja, mas tenta ser prudente. Afinal, o que uma alma ferida pode oferecer a uma mulher? Já Samantha está disposta a ir aonde o destino a levar, a deixar para trás o convívio com a alta sociedade e até mesmo a propriedade que é sua por direito, por esse...



Acho que depois do primeiro livro que li dessa série, sempre espero mais dos outros. Aquela maturidade que vi no primeiro e que tanto me encantou, afinal estávamos falando de ex combatentes de guerra, é o que provavelmente move toda a série. Ou pelo menos eu esperava que fosse. 

O segundo volume passou longe de ser tão incrível quanto o primeiro, mas esse terceiro se redimiu um pouco. Não sei se porque o achei mais dinâmico do que o livro de Vincent, mas ele funcionou para mim. 

Ben foi o Sobrevivente que ficou com limitação na perna. Ele não consegue andar muito bem, e esta em um momento da vida em que se enxerga bastante deslocado. Não se sente realmente um lorde, porque o título foi lhe dado após a morte do irmão mais velho, e tampouco consegue se sentir senhor das terras, já que o irmão caçula ficou tomando conta quando ele estava na guerra e agora não se acha no direito de pegar de volta. Então Ben resolve fazer uma viagem, e é nessa viagem que conhece Samantha. 

A mocinha é uma viúva de guerra que está no período de luto. Morando com uma cunhada que a mantem em rédeas curtas, Samantha também esta se sentindo oprimida. Passou anos tomando conta de um marido convalescente e agora com a família dele, ela quer se libertar. 

Quando Samantha fica sabendo que tem uma casa que foi deixada para ela em herança por familiares distantes, ela logo resolve fugir. E quem vai com ela para não deixar a donzela sozinha? Ben. O lorde intrigante que quase a atropelou com um cavalo e que esta passando uns tempos na casa da irmã, que por acaso é vizinha de Samantha. 

Então vamos acompanhar a viagem desses dois, com toda a tensão existente dentro de uma carruagem, até chegarem na linda casa dela na costa de uma praia bela na Grã Bretanha. 

Como falei, não foi um livro que superou o primeiro para mim. Tem personagens ótimos, o ritmo dele é melhor do que o do segundo, já que boa parte é uma viagem, e os acontecimentos também são gradativamente eficientes. As coisas acontecem de maneira a não deixar o leitor entediado. Tem até uma ou duas cenas bem emocionantes perto do fim. É um relacionamento que cresce bem, que desenvolve legal, e não senti hora alguma que a autora estava acelerando as coisas. 

E o lugar? Nossa!! Eu realmente podia sentir a casa de Samantha. Moraria tranquila naquele lugar. Amo livros que se passam em lugares assim, que a gente quase pode senti-los.

Gostei bastante do livro. Como disse, não se assemelha ao primeiro, mas esse tem toda uma logística que me agradou bastante como romance de época. 

"Esperança" e como um épico consegue ser cansativo

Título: Esperança
Autor: Lesley Pearse
Editora: Arqueiro (Cedido em Parceria) 
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Sinopse: Inglaterra, 1836. O nascimento de Hope pode ser o prelúdio de um escândalo. Prova do adultério da aristocrata lady Harvey, a menina é entregue a uma das empregadas e cresce sem saber de sua verdadeira origem.
Porém, quando completa 14 anos e vai trabalhar na mansão dos Harveys, ela vê algo que não deveria e é forçada a fugir para os cortiços de Bristol, em meio à miséria e à doença.
Durante uma epidemia de cólera, a coragem e a gentileza de Hope provocam uma reviravolta em sua vida e ela se vê envolvida em uma guerra, cuidando dos doentes. Mas o destino parece ter outros planos para Hope, e logo a jovem precisará enfrentar os segredos por trás de seu nascimento.
Esperança é um romance impactante sobre uma mulher que, apesar de todos os empecilhos, mantém em seu coração o desejo de um dia encontrar a felicidade que tanto merece. 

Eu sou o tipo de leitora que costuma gostar bastante de longos romances. Épicos ao estilo E o Vento Levou me agradam em demasia, e por isso quando surge a oportunidade de conhecer novos livros desse tipo, eu me jogo sem medo. 

Gostaria de dizer que Esperança me conquistou como eu gostaria. Que eu simpatizei com a personagem e que torci por ela a todo instante, mas não foi bem assim. Em poucas páginas eu já estava de saco cheio de tanto sofrimento e tanto choro. Sério, curto drama, mas aqui o nível de desespero era alarmante. Eu revirava os olhos a todo instante. Entendo as pessoas terem vida difícil, mas quando elas só são difíceis nos livros me dá nervosismo. A vida do lado de cá já é desgraçada o suficiente. 

Entendo o contexto histórico e a trajetória da personagem ser tão longa e dolorosa. Hope, nossa protagonista, não é bem a protagonista, já que a história flerta com outros personagens o tempo inteiro, dando-lhes importância do mesmo modo que dá a Hope. Então não temos só a carga dramática de uma pessoa dentro desse meio, mas de várias delas, o que torna tudo mais trágico e difícil. É como se Esperança, o nome do livro, não fosse exatamente o nome da menina, mas tudo o que aquelas pessoas precisam para continuar. Foi um joguete interessante com a palavra, e não tiro o mérito da autora por isso. Na verdade não tiro o mérito dela por nada. 

Pearse é conhecida por ser uma ótima historiadora, e de fato é. A todo momento ela brinca com os acontecimentos reais, como o surto de cólera na Inglaterra, e a linha de trama dos personagens do livro. Acho isso de uma genialidade sem tamanho, e ganha vários pontos comigo por causa disso. Contudo, ainda que tenha diversos pontos positivos no livro, ele não me pegou. Eu sentia a todo momento que estava assistindo a um capítulo de uma novela mexicana, sabe? No estilo Maria do Bairro, o que deixou o livro extremamente cansativo para mim, ainda que eu tenha percebido de cara que o ritmo dele não é ruim, eu que provavelmente estava em dia ruim para ler um romance épico. 

Esperança tem o seu charme. Acho que a maioria das leitores de romance vai curtir. É longo, um pequeno tijolinho de mais de 500 páginas, mas tem muita coisa interessante e uma trajetória daquelas sofridas. Então se você for daquelas adeptas a esse tipo de livro, certamente vai gostar. Ele não se conectou comigo, mas sou mega chata, vocês sabem disso. Por isso, tratem de ignorar e arriscar. 

"Artemis" e uma grandiosa volta na lua

Título: Artemis
Autor: Andy Weir
Editora: Arqueiro (Cedido em parceria)
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Sinopse: ANDY WEIR, AUTOR DO BEST-SELLER PERDIDO EM MARTE, RETORNA COM UM THRILLER IRRESISTÍVEL - UMA HISTÓRIA DE ASSALTO NA LUA!Jazz Bashara nunca desejou ser uma heroína. na verdade, ela é uma criminosa, uma pequena contrabandista.
A vida em Artemis, a primeira e única cidade na lua, é difícil se você não for um turista ou um empresário rico, ainda mais se está com dívidas e seu trabalho mal cobre o aluguel.
Por isso, quando surge a oportunidade de ganhar uma enorme quantia cometendo o crime perfeito, Jazz não consegue recusar. A questão é que esse delito é apenas o começo de seus problemas, pois a fará cair no meio de uma conspiração pelo controle de artemis.
Impulsionada pela narrativa sarcástica da protagonista, ambientada em uma cidade imaginária, mas extremamente familiar, Artemis é outra mistura irresistível de ciência, suspense e humor de Andy Weir, o autor de Perdido em Marte

Tem quase quatro anos que li Perdido em Marte, e pela minha resenha vocês irão notar o quão sou apaixonada por aquele livro! O quanto ele me conquistou, mesmo com as muitas referencias técnicas sobre coisas que não compreendia. Ele é simplesmente DIVINO! Então era isso o que eu estava esperando de Artemis, e ainda que a essência de Andy Weir esteja presente na história, a maestria que vi no outro livro não está. 

Como a sinopse diz, vamos acompanhar a história de Jazz, uma contrabandista que mora na Lua e arranjou uma empreitada que pode salvar sua pele por muitos anos, já que tudo é muito contadinho por lá em relação ao financeiro. Ela não hesita em aceitar o serviço, mesmo que ele seja difícil e perigoso, e é ai que o ritmo da história se desenvolve. 

Uma das características marcantes do autor é a explicação para tudo o que seja científico. Ele sabe expor com louvor o ar da Lua, as condições respiratórias e biológicas de quem vive por lá, como sobre o mecanismo de motores de máquinas agrícolas imensas, tudo sem perder o salto. Se bem que ele poderia estar me xingando ali e eu não iria saber, porque são coisas das quais não entendo. Mas o fato dele se arriscar em explica-las tem o seu mérito, porque é certo que alguém vai entender, e deixa o texto mais rico, embora também cansativo. 

Algo que admirava em demasia em Perdido em Marte era o protagonista. O cara tinha um humor maravilhoso para alguém perdido em outro planeta, prestes a morrer. O humor dele foi responsável pelo ritmo ligeiro do livro. Mark foi o melhor protagonista que li em 2015, tamanho o grau de brilhantismo do cara, e não só pelo bom humor, mas pela construção de sua personalidade como um todo e da trajetória de vida. Então eu esperava que Jazz, protagonista de Artemis, tivesse ao menos metade dessa simpatia, e não foi o que aconteceu. E nem venham me dizer que é por ela ser uma contrabandista e ele um herói americano. Meus personagens prediletos costumam ser bandidos e ladroes, então não tenho problema algum com esse tipo de gente. Só que ela merecia mais, e poderia ser muito mais do que foi. Fiquei esperando isso, e me decepcionei um pouco com o resultado. Ela passa longe de ser tão carismática. Uma pena. 

O conjunto do livro num todo é bem eficiente. O cenário é incrível (uma cidade na LUA!!!) e o ritmo agradável. Ainda assim eu esperei mais. Esse é o mal de se criar expectativas com histórias, as vezes elas não se assemelham ao que se espera delas. Ainda assim, super recomendo os livros do Weir, principalmente se você gosta de ficção científica interplanetária. 

"Não conte a ninguém" e a corrida pelo final perfeito.

Título: Não Conte a Niguém
Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro (Cedido em Parceria)
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Sinopse: RELANÇAMENTO COM NOVA IDENTIDADE VISUAL PARA CELEBRAR OS DEZ ANOS DE HARLAN COBEN NA ARQUEIRO.
Há oito anos, enquanto comemoravam o aniversário de seu primeiro beijo, o Dr. David Beck e sua esposa, Elizabeth, sofreram um terrível ataque. Ele foi golpeado e caiu no lago, inconsciente. Ela foi raptada e brutalmente assassinada por um serial killer.
O caso volta à tona quando a polícia encontra dois corpos enterrados perto do local do crime, junto com o taco de beisebol usado para nocautear David. Ao mesmo tempo, o médico recebe um misterioso e-mail que aparentemente só pode ter sido enviado por sua esposa.
Esses acontecimentos fazem ressurgir inúmeras perguntas sem resposta: como David conseguiu sair do lago? Elizabeth está viva? Por que ela demorou tanto para entrar em contato com o marido?
Na mira do FBI como principal suspeito da morte da esposa e caçado por um perigosíssimo assassino de aluguel, David contará apenas com o apoio de sua melhor amiga, da sua advogada e de um traficante de drogas para descobrir toda a verdade e provar sua inocência.

Coben é sempre aquele autor que me tira da ressaca. Os livros são rápidos e fluidos de um jeito sem igual. Nunca li nenhum autor policial que tenha o mérito de ter feito o que essa cara faz com os dele, e isso é um supor ponto positivo para mim, que sempre sei o que ler quando me afundo em um período pós livro complicado. 

Não sei se vocês sabem, mas os livros do Harlan estão sendo relançados pela Arqueiro. Aleatoriamente, estão saindo os da serie do Myron e os independentes, o que fico feliz porque vários já estão fora de catalogo ha um bom tempo. Foi dessa forma que o Não conte a ninguém veio parar em minhas mãos. 

Contando a historia de um medico que havia perdido a esposa alguns anos atrás, sequestrada e assassinada por um maniaco, e muito depois recebe um email que apenas ela poderia ter enviado, o livro vai mostrar a trajetória de David, o médico e marido, na investigação da morte da esposa e na descoberta dos diversos segredos que ela guardava dele no passado. 

Como disse, os livros do autor são maravilhosos para quem esta travado em alguma coisa. O ritmo é sempre bom e o desenvolvimento é ótimo. Mas se tem uma coisa que me irrita nos livros independentes dele, é que os finais deixam muito a desejar, coisa que não acontece com os da serie do Myron Bolitar. 

Veja bem, quando falo de final eu digo realmente as ultimas folhas da historia. A resolutiva da problemática está lá, mas nesses últimos três livros que li elas foram tao corridas que me deu agonia. E no caso de Não conte a ninguém ele joga uma big bomba no ultimo paragrafo, o que seria logico que ele refizesse alguns dos passos que não tinham sentido com aquela informação final. Eu fiquei lendo e vendo uma informação sendo jogada atras da outra e minha cabeça sem conseguir processar a a tempo de outra aparecer. A ultima delas foi o estopim para mim. Deixou-me realmente nervosa e frustrada. Como assim o livro termina daquele jeito? Como assim ele não vai me dizer mais nada? 

Pontos positivos são sempre o ritmo, os personagens que são bons e o desenvolvimento que é espetacular. O condutor até o final é sempre incrível. Jamais deixaria de ler um livro do Coben, mas depois desse vou começar a avaliar se minha vontade de ler os livros independentes é tanta assim. Talvez seja mais seguro ficar com os do Myron que são os meus xodós. 

"Até o Fim" e como um livro tinha tudo para ser o melhor do autor e não foi

Título: Até o Fim
Autor: Harlan Coben
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Sinopse: NOVO LIVRO DE HARLAN COBEN, AUTOR COM MAIS DE 70 MILHÕES DE LIVROS VENDIDOS NO MUNDO.Coben é conhecido como “o mestre das noites em claro" e é o único escritor a ter recebido a trinca de ases da literatura policial americana: o Anthony, o Shamus e o Edgar Allan Poe.
O detetive Nap Dumas nunca mais foi o mesmo após o último ano do colégio, quando seu irmão Leo e a namorada, Diana, foram encontrados mortos nos trilhos da ferrovia. Além disso, Maura, o amor da vida de Nap, terminou com ele e desapareceu sem justificativa.
Por quinze anos, o detetive procurou pela ex-namorada e buscou a verdadeira razão por trás da morte do irmão. Agora, parece que finalmente há uma pista.
As digitais de Maura surgem no carro de um suposto assassino e Nap embarca em uma jornada por explicações, que apenas levam a mais perguntas: sobre a mulher que amava, os amigos de infância que pensava conhecer, a base militar próxima a sua antiga casa.
Em meio às investigações, Nap percebe que as mortes de Leo e Diana são ainda mais sombrias e sinistras do que ele ousava imaginar.

 Dificilmente eu erro quando pego um livro do Coben para ler. Ele sempre é minha escolha quando quero algo com mais velocidade, e sempre esta nos pedidos com a editora quando aparece como lançamento, o que foi o caso de Até o Fim. E o que começou maravilhosamente bem, caminhando para se tornar meu livro predileto do autor, errou bonito no fim, o que me fez ter uma raiva maluca. Afinal, é Coben, e é sério quando digo que ele raramente erra. 

Em Até o Fim vamos conhecer um pedaço da história de Nap, um policial que tem uma tragédia familiar no passado, e que vive solitário na casa que seu pai deixou para ele quando morreu, fazendo de Nap o último remanescente da família, e um homem solitário que fez de projetos sociais e a família de sua melhor amiga como a sua própria. 

O livro já começa mostrando quem é o Nap e o que ele é capaz de fazer, e logo em seguida nos mostra que as impressões digitais da ex namorada, que sumiu na adolescência, apareceu em uma cena de crime, e mais, o assassinado era um ex amigo de escola dos dois. Era muita coincidência para ignorar. 

A partir disso Nap começa a investigar a morte do amigo e a aparição repentina da ex namorada, o que o leva a entrelaçar também à morte do irmão, que foi atropelado por um trem quando era adolescente. Todos os acontecimentos pareciam convergir para o mesmo lugar, e Nap não descansará até descobrir que lugar é esse. 

Sabe Stranger Things? O seriado? Bem, eu sou completamente apaixonada por ele, e acho que esse foi um dos motivos que me fez gostar tanto do caminho que a história estava tomando. Ela tinha uma nostalgia do passado, de adolescentes achando que eram donos do mundo em cidades pequenas. Da época da Guerra Fria, e aquele clima de conspiração norte americana no quesito experiências para estar à frente dos russos. Tudo era uma delicia de se ler.  

Contudo, apesar desse super ponto positivo, o livro ferrou com o final. Apressou as coisas, deu uma solução que o autor quis fazer com que fosse genial, mas para que mim soou como preguiça, e colocou um"remember crush"do passado do Nap que me fez revirar os olhos de agonia. Entenda, não possuo problemas nenhum com paixões repentinas e até acredito nelas, mas acho que Coben poderia ter feito melhor do que fez ali. Não combinava com a história, saca? Não combinava com o ritmo dela, e com quem Nap se tornou ao longo dos anos em relação as pessoas. Ele era desconfiado demais para isso. 

Enfim, não engoli o final do livro. Mas foi o finalzinho mesmo, as ultimas 20 páginas. Até então estava maravilhoso e caminhando mesmo para se tornar o melhor livro que li do autor. Uma pena. Mesmo. 


"O Destino das Terras Altas" e porque nem sempre uma capa linda é sinônimo de um livro bom

Título: O Destino das Terras Altas
Autor: Hannah Howell 
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Sinopse: Em O Destino das Terras Altas, primeiro livro da série Os Murrays, Hannah Howell nos apresenta o esplendor da Escócia medieval com uma saga de guerra entre clãs, lealdades divididas e amor proibido.Quando o destino coloca Maldie Kirkcaldy na mesma estrada que sir Balfour Murray e seu irmão ferido, ela lhes oferece seus serviços como curandeira. Ao saber que tem em comum com sir Balfour um juramento de vingança, decide seguir com ele para cumprir a sua missão.
Mas ela não pode lhe revelar sua verdadeira identidade, sob o risco de ser acusada como espiã. Enquanto luta para negar o desejo que a dominou assim que viu o belo cavaleiro de olhos negros pela primeira vez, Maldie tenta a todo custo conservar o aliado.
Balfour, por sua vez, sabe que não pode confiar nela, mas também não consegue ignorar a atração que nasceu entre os dois. E, ao mesmo tempo que persegue seu objetivo de destruir Beaton de Dubhlinn, promete descobrir os segredos mais profundos dela e conquistar o seu amor. Para isso, não deixará que nada se interponha em seu caminho.


Saca aquele livro que a gente compra porque a capa e o título são maravilhosos? Esse é o caso de O Destino das Terras Altas. E é um daqueles episódios que a gente leva um toco dos grandes de decepção com a história. 

Balfour é o senhor de um grande clã, que tem um dos irmãos sequestrados pelo seu inimigo. Ao tentar resgatar o garoto, ele conhece Maldie, que é uma curandeira e que se tornou muito necessária quando o irmão do meio é ferido em combate. Só que ele não sabe nada sobre Maldie, e isso vai fazer muitas pessoas do clã erguerem a sobrancelha para ela, em desconfiança, enquanto a convidada está nas terras deles esperando Nigel, o irmão adoentado, melhorar. 

Esse livro teve muitas coisas que me irritaram, mas acho que a principal delas foi o insta love que acontece entre os protagonistas. O irmão do cara ta ali morrendo, no meio da estrada, e tudo o que ele consegue fazer é olhar para a mulher que brota do nada e notar como ela é linda e como ele a deseja. Sério? Tipo, sério mesmo? 

E depois disso é um relacionamento absurdamente mal construído e em cima de base alguma que seja estável. Hora Balfour é um grosso ridículo, e na outra cortês que passa dos limites, de tão enjoativo. Eu não engoli por um segundo o romance dos dois. Maldie se acha a forte que vai resistir a todos os homens porque não quer repetir os erros da mãe, mas tá ali na cama de um senhor que mal conhece e que tem um temperamento para lá de suspeito e imaturo. 

Insegurança é a palavra principal quando se trata de Balfour. Um senhor de clã, poderoso que só a porra, mas cheio de medos infantis acerca de coração e romance. Claro que as pessoas tem as suas fraquezas, mas como as ele dava agonia. Tenha dó, criatura! 

Para um romance de época, a melhor coisa foi sem dúvida as brigas entre os clãs. O mecanismo entre eles é uma maravilha de ler. Talvez se a autora tivesse tirado o foco de romance e colocado nas tramas entre os clãs, no estilo Game Of Thrones, as coisas teriam sido melhores. Nesse caso, ela trabalhou melhor isso do que qualquer outro segmento. 

Os protagonistas não tem qualquer carisma, o desenvolvimento do relacionamento é ridículo e o ritmo foi lento demais para mim. Então como romance de época, não rolou. Uma pena. 

Ainda planejo ler o segundo, porque gosto muito do Nigel e é dele que o livro vai falar. Mas esse primeiro, ao meu ver, foi um verdadeiro fiasco. 

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"Um Estranho Irresistível" e os melhores personagens de romance de época

Título: Um Estranho Irresistível
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro (Cedido em Parceria)
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Sinopse: A autora de best-sellers do The New York Times, Lisa Kleypas, lança o conto de uma jovem de beleza não convencional que encontra em um espião uma irresistível paixão.Uma mulher que desafia seu tempo.
Dr. Garret Gibson, a única médica mulher na Inglaterra, é tão ousada e independente quanto qualquer homem – por que não lidar com os próprios desejos como se fosse um? No entanto, ela nunca ficou tentada a se envolver com alguém, até agora. Ethan Ransom, um ex-detetive da Scotland Yard, é tão galante quanto secreto, e sua lealdade é um verdadeiro mistério. Em uma noite emocionante, eles cedem a uma poderosa atração mútua antes de se tornarem estranhos novamente.
Um homem que quebra todas as regras.
Ethan tem pouco interesse pela alta sociedade, mas é cativado pela preciosa e bela Garrett. Apesar da promessa de resistir um ao outro depois daquela noite sublime, ela logo será atraída para sua tarefa mais perigosa. Quando a missão dá errado, Garret usa toda a sua habilidade e coragem para se salvar. À medida que enfrentam a ameaça de uma traição do governo, Ethan fica disposto a assumir qualquer risco pelo amor da mulher mais extraordinária que já conheceu.

Um Estranho Irresistível vai contar a história de Ethan, um ex-detetive que hoje em dia faz alguns trabalhos escusos e misteriosos, e Garrett, a única melhor médica de toda a Inglaterra. Daí vocês podem me perguntar como isso se encaixa em uma série da família Ravenel, e vou precisar te responder que precisam ler para entender onde qualquer um dos dois se encaixam nisso. 

Tanto Garrett como Ethan aparecem em volumes anteriores da série, em momentos bem importantes dela, então se você leu os outros provavelmente deve saber de quem estou falando e deve ter algumas teorias acerca deles. 

Esse foi o livro da série com melhor construção, ao meu ver. Acredito que estou bem cansada da estrutura dos romances de época que leio, e esse veio como um fôlego para os demais. A mulher trabalha, é independente em algo além do controle da própria lingua. O carinha é irlandês, tem um passado misterioso e faz serviços estranhos para pessoas diversas. Ele em si é um completo mistério, e tirou toda aquela coisa de que estava acostumada de condes e duques e por ai vai. 

A condução do relacionamento deles é uma delicinha. Sexy na medida certa, e tensa quando precisa ser. Além de que, por ter um ex detetive na jogada, a gente sabe que o livro vai ter um pouquinho de ação, o que achei um verdadeiro deleite. 

Mas se teve algo que me deixou estressada aqui foi a reviravolta financeira que a autora dá a Ethan. De um homem pobre morando em um quartinho velho para... bom, vocês vão ter que ler. Mas já digo que isso me chateou o bastante. Dá a entender que toda e qualquer mocinha só pode ser feliz se for com um carinha endinheirado, e não é bem assim. Esses padrões me irritam absurdamente, e foi o motivo de ter tirado uma estrela do livro. 

Contudo eu digo e repito que ele vale a leitura. É diferente em coisas geniais, tem os melhores personagens de romance de época e a ação necessária para não te deixar cair no sono. Irritei-me apenas com a mudança de status de Ethan, mas nada que irrite as pessoas de maneira geral. Estou em um momento feminista, e talvez ler romances de época me deixam irritada num todo. Mocinhas seguindo regras ridículas de homens machistas. Argh! 

Mas, como disse, é um dos melhores que já li. 


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