Burlando o bloqueio criativo


Uma coisa que aprendi nos meus anos de escrita, é que não há como se livrar dos eventuais bloqueios criativos que possam vir a acontecer. E não há choro ou desespero nenhum no mundo que o faça ir embora. 
A primeira atitude a fazer é não culpá-lo por estar atrasando o seu projeto. Problemas eventuais em nossas vidas costumam nos travar, mas não é certo deixar de cumprir prazos e metas por causa de um bloqueio criativo. Você é um escritor, ora bolas! Seja criativo e o encare como um dragão impedindo o resgate do amado ou só como um amigo, que vez ou outra vai dar as caras, e que você precisa aprender a conviver com isso sem se tornar ocioso e ter pena de si mesmo por estar passando por uma fase ruim. Viver é uma merda! Aceite isso que fica mais fácil. 

Aqui vou mostrar para vocês as minhas técnicas para burlar essa sensação de que estou bloqueada. Se vocês procurarem enxergar como um desvio de rota, talvez fique mais fácil do que um enfrentamento cara a cara com o bloqueio. Comigo funciona. 

1- Se desligue de todos as redes sociais

Você escolheu ser escrito, então compreenda que esse é um trabalho solitário. No máximo você precisa de alguém para revisar ou avaliar seu texto, não alguém para bater papo enquanto o está criando. Então se desligar do mundo é sua primeira tarefa. Não dá para criar uma trama interessante para os seus protagonistas se você estiver vendo vídeos de gatinhos fofos no Facebook. 

2- Arranje um lugar todo seu

Esse tem muita ligação com o primeiro item. Se você desligou todos os aparelhos da casa, mas ainda está desconfortável, talvez seja hora de criar um canto para você enquanto escritor, ou adaptar algo que já exista no ambiente onde vive. 
Conheço pessoas que conseguem trabalhar tranquilamente em lugares públicos. Cafés ou praças. Pessoalmente não consigo. Eu preciso do máximo de silêncio possível para escutar as vozes que sopram em minha cabeça. Lugares públicos são muito informativos, seja de pessoas, cores, sons... É inevitável que eu vá me desconcentrar e passar a usar o lugar como laboratório, e não como lugar para criar. 
Isso vai muito de como você processa seu trabalho. Melhor com barulho? Ótimo! Precisa de silêncio? Compre fones de ouvido que abafe ruídos externos e procure aquele canto da casa que só você vai. Se possível, ponha uma placa bem grande "Proibido entrar sob pena de morte" na porta, e aproveite. 
Como tenho filhos pequenos, acabo adaptando todos os lugares da casa para conseguir escrever. Se minha filha dorme no quarto, eu vou para a cozinha. Se minha mãe está na cozinha vendo TV, eu corro para a sala. Juro que já sentei até na área descoberta do banheiro para escrever. O importante é você se sentir confortável com seu ambiente de trabalho. 

3- Busque o que te inspira 

Como citei acima, eu sou uma autora movida a observação. Quando estou passando por algum tipo de bloqueio, sinto que é a hora de pegar meu caderninho de ideias, me afastar da minha rotina diária e analisar pessoas diferentes em lugares diferentes. Se isso não me ajudar a voltar para a história que já estava trabalhando, no mínimo vai me dar ideias novas para personagens novos, ou linhas de tramas diferentes. 
Chamo esse ato de observar e anotar de laboratório. Se sento em uma praça que nunca fui e tem um senhor sozinho, jogando milho para pombos ao redor (mais clichê impossível), eu começo anotando como ele é fisicamente, e então passo para como está seu semblante naquele instante. Com isso em mãos, imagino um motivo para ele estar ali, e daí saiu criando toda uma historinha no caderno em formato de tópicos. Não uma narrativa propriamente, mas questionamentos pontuais acerca de questões que poderiam me ajudar numa narrativa, caso ela se desenvolvesse
Observar pessoas é uma das coisas mais ricas para escritores. 
4- Ouça música 

Não conheço uma única pessoa que não goste de ouvir música. Sério, nenhuma mesmo. 
Pode ser que você curta um estilo completamente diferente do meu, mas certamente gosta de alguma coisa. 
Acredito que música seja a única forma de arte que é emocionalmente universal. É mais provável que alguém não goste de esculturas e teatro do que de música, não é? 
Pois bem, sabendo disso eu sempre monto uma playlist para os livros que escrevo, mesmo que eles não envolvam música. Eu costumo me inspirar na emoção que ela está passando para mim e deixo que aquilo esparrame num capítulo. 
Lembro que uma vez tinha travado em uma cena pesada de Improváveis Deslizes. Estava me consumindo escrevê-la e eu percebi que precisava parar. Então peguei meu celular, fui até o quintal, sentei na escada e fiquei passeando nas músicas do cartão de memória do telefone. Foi quando ouvi "A MÚSICA". Aquela que salvou o capítulo para mim naquele momento, porque tinha o tom certo de tristeza, melancolia e sufocamento que eu precisava. Voltei correndo e o acabei em menos de duas horas.
Não é a letra - e as vezes até é - mas a emoção necessária naquele momento, e em algumas situações isso basta para sair de um bloqueio. 

5- Não se prenda a detalhes

Vejo muita gente que quer ser escritor, mas que não consegue começar porque acha que precisa estudar milhões de livros de teorias antes de dar o primeiro passo. Acredite quando digo que a escrita é um dom. 
É possível que você estude muito e que se torne um escritor mediano que se apega a detalhes de técnica e gramáticas; mas se você realmente tiver talento, esses estudos vão ser apenas o complemento de um cerne que já está lá. Não dá para ser um puta escritor se não houver talento para isso, mesmo com toda técnica do mundo. E também não dá para ser um puta escritor se não estudar a escrita, mesmo com talento. 
Não estou dizendo que não é preciso trabalhar duro. Sim, escrever é acima de tudo para quem é leitor e rala para cacete nisso. É inevitável que você leia bem para escrever bem, e quando falo em ler bem me refiro a qualidade do que se lê, não a quantidade. 
Se você ler vinte livros de teoria, quando for para a prática, vai tentar se firmar em todas as 500 teorias que viu antes mesmo que acabe o primeiro parágrafo. Gente, vocês não vão para lugar nenhum fazendo isso, ok? Tem que sentar e escrever, apenas isso. Escreva merda, escreva merda errada. Muita merda errada. Porque quando você for parar para lapidar o teu texto, 80% dele vai ser modificado, mas a base inteira vai estar lá, e com as ideias genuínas que estavam na sua cabeça sem estar preso as regras. 
Eu só fui ler livros de teoria depois de dois livros escritos. Não por achar que precisava delas para escrever alguma coisa, mas porque queria crescer, e só se cresce em algo com estudo. Então recomendo começar, e só depois pensar se aquela concordância está de acordo com a gramática, tudo bem? 

6 - Toda e qualquer leitura é válida

Você quer escrever um romance de época, mas é um leitor essencialmente de fantasia? Vai encontrar alguma dificuldade, e isso é um fato. 
Eu sou uma escritora essencialmente de romances, mas eles são o que menos leio, porque apesar de amar escrever, não gosto muito de ler sobre eles. Vai entender!
Preciso estar sempre renovando minhas ideias, mas não ler tanto que possa sentir estar copiando o que vejo outras autoras falando. Por isso, cuidado! 
Coma o gênero que você escreve por alguns meses. Espere a ideia assentar na sua cabeça, e daí escreva teu livro enquanto lê outras coisas. Isso vai enriquecer sua história e a você, como pessoa. Saia sempre da sua zona de conforto, ou será só mais um cara com uma história escrita e engavetada numa estante velha. 


7- Esse caminho não está legal? Pare e tente por outro 

Se você travou em uma cena da história que deveria ser um diálogo forte de uma briga entre pai e filho, e seu POV é o do filho, então talvez seja a hora de você abrir um arquivo diferente do computador e tentar narrar aquela cena pelo ponto de vista do pai. Ou do carteiro que viu a briga pela janela, ou do cachorro que lambia a pata e olhava tudo do canto da sala. Só como um teste, não precisa mudar sua história inteira, beleza? 
Ser escritor é sempre experimentar. 
Finja que você é um diretor de arte de cinema levando a câmera nas costas em uma cena desse tipo. Colocar ela na cara do filho seria o lógico, mas pense em quão rico ficaria o texto colocando-a como se fosse os olhos do cachorro - querendo carinho do menino, e que o pai fosse embora e parasse de berrar; ou do carteiro - se perguntando se deveria chamar a polícia ou bater na porta para entregar a conta de luz invés de enfiar na caixa do correio. 
O que vai engrandecer uma cena, é a densidade de detalhes que você acrescenta a ela. E se está difícil seguindo um padrão, então mude-o! Se a gente de entedia pegando o mesmo caminho para trabalhar todos os dias, nossas histórias se entediam de receber o mesmo angulo também. 

8- Tempestade de ideias (Brainstorming)

Brainstorming é uma técnica bem conhecida por equipes de publicidade na intenção de criar ideias novas e diferentes para gerar conteúdos inovadores. 
Como uso ativamente o Brainstorming? Simples, promovendo encontros com meus leitores. 
Quando comecei a escrever A Mais Bela Melodia, eu tinha uma leve ideia do que fazer com os protagonistas até o fim do livro. Mas tudo mudou quando passei a postar no Wattpad, porque os leitores criavam suas próprias teorias, amores e raivas pelos personagens, e isso ia me dando outros pontos de vista que possivelmente não havia parado para pensar antes desses debates. 
Geravam discussões, e de todas elas eu tirava as coisas que eu sabia que podia aproveitar sem perder a essência dos personagens. O final foi completamente modificado, e não tenho vergonha em dizer que foi movido aos leitores, porque eu quem escrevi o livro, e se escrevi daquele modo, foi porque achei que fazia sentido. Usei das tempestades de ideias deles para melhorar as minhas ideias empacadas e rasas. 
É como se fosse um grande jogo de RPG. Um escritor é Deus com uma vida em uma balança, pensando se ferra com ela de vez ou a melhora. Os leitores são o juri justo e ponderado - ou não. hehe. O fato é que essa é uma boa técnica para sair do marasmo da escrita solitária. 

9 - Mostre as pessoas a sua história

Como falei, essa interação é bem importante para o escritor. Tanto pelas ideias que surgem, como pela cobrança para que você não pare. 
Quando eu me comprometo em lançar um capítulo por semana no Wattpad, por exemplo, eu tento cumprir isso. Vou trabalhar a semana inteira, lutando contra os bloqueios, e trato de escrever de pouco em pouco até completar o capítulo. Eu me comprometi com aquelas pessoas. E se isso for a única forma de fazer com que meu livro seja escrito em 5 meses invés de 2 anos, então acho uma ideia válida. 
A unica coisa negativa - para mim - nessas plataformas é unicamente a impossibilidade de escrever seu livro em concursos literários pelo Brasil, por perder o inédito, mas se você está seguro quanto a isso, e garanto que é um ótimo recursos de conquistar leitores e amigos escritores, então siga firme. Entenda qual o teu público e o que pode fazer por ele. 

10 - Prazos e metas

Essa é a parte complicada porque exige que você seja uma pessoa um tanto quanto organizada. 
Todo mundo que me conhece sabe que trabalho com roteiro. Escrevo o roteiro daquele livro inteiro antes de começar, como se fosse um roteiro de cinema, e a partir disso divido pelas semanas que vou  precisar para concluir. 
Se o livro tem 40 capítulos, em média preciso de 40 semanas para fazer. Pode ser que faça em mais, ou em menos, mas essa é minha meta. Sei quando um capitulo vai comer mais tempo, e quando não vai ter tanta coisa assim e posso fazer dois na semana. Também levo em conta uma semana tribulada, como festas ou vésperas de prova do filho. É necessário um calendário e paciência para construir esse gráfico e mapa menta. 
Claro que a história muda muito do início até o fim em relação ao roteiro, mas a base dele está lá. Só trabalho com o tempo que tenho em cima dela. 
Mas se você não trabalha com roteiros na hora de escrever, pode tentar por em meta um capítulo por semana e seguir daí. Não poderá dizer quando vai começar, mas pelo menos tem uma meta para se guiar. 

Mas olha, se você aplicou todas essas técnicas e ainda se sente bloqueado, talvez seja a hora de parar por algumas semanas e se ocupar com outras coisas. Uma viagem, uma maratona de séries no Netflix (Stranger Things, cof! cof!) ou ver os filmes do Woody Allen. Muda a sua rotina e deixa a história decantar. Vocês vão ver que ela vai te guiar para onde parou. É belo e natural esse processo. Não se desespere! 

Até a próxima! 

XOXO

Resenha de "O Beijo Traiçoeiro" (Erin Beaty)

Título: O Beijo Traiçoeiro
Autor: Erin Beaty
Editora: Seguinte
Skoob: Adicionar
Comprar: Amazon

Sinopse: Com sua língua afiada e seu temperamento rebelde, Sage Fowler está longe de ser considerada uma dama — e não dá a mínima para isso. Depois de ser julgada inapta para o casamento, Sage acaba se tornando aprendiz de casamenteira e logo recebe uma tarefa importante: acompanhar a comitiva de jovens damas da nobreza a caminho do Concordium, um evento na capital do reino, onde uniões entre grandes famílias são firmadas. Para formar bons pares, Sage anota em um livro tudo o que consegue descobrir sobre as garotas e seus pretendentes — inclusive os oficiais de alta patente encarregados de proteger o grupo durante essa longa jornada. Conforme a escolta militar percebe uma conspiração se formando, Sage é recrutada por um belo soldado para conseguir informações. Quanto mais descobre em sua espionagem, mais ela se envolve numa teia de disfarces, intrigas e identidades secretas. E, com o destino do reino em jogo, a última coisa que esperava era viver um romance de tirar o fôlego.

Quando eu comecei a ler esse livro, não imaginei que em hipótese nenhuma ele fosse me agradar tanto quanto ele me agradou. Achei que o acharia bobinho, ou no máximo um estilo de romance de época com personagens mais jovens. Mas o que encontrei aqui me agradou em tantos sentidos, que dificilmente saberia dizer para vocês todos eles. Mas vou tentar.

Começamos o livro conhecendo Sage, uma órfã que mora com os tios e está em idade de arranjar um marido, pelo menos é isso o que o tio dela acha quando contrata a melhor casamenteira da região para lhe arrumar o par ideal. O grande problema é que Sage é daquelas mocinhas atrevidas e que tem sérios problemas em aceitar ser obediente e educada quando não acha que deveria ser. E por causa disso a casamenteira a dispensa como cliente, mas a contrata como aprendiz, o que para Sage é mil vezes melhor do que um casamento.

Do outro lado da história temos o Capitão Alexander Quinn, um oficial de alta patente que está na cola de alguns invasores inoportunos que andam atravessando a fronteira do reino na espreita. Então recebe a incumbência de pegar seus soldados e escoltar o grupo de noivas para a cidade onde é realizado o encontro e os casamentos arranjados com os maridos, ele acha que o general está usando mal os talentos do seu grupo, mas obedece. Sem saber que estando longe do problema é exatamente quando ele começa a se aproximar dele.

É nesse comboio que ele encontra Sage, sem saber quem ela é, mas percebendo que tem uma enorme capacidade de observação. Quinn se aproxima da menina para tentar descobrir um "espião" no grupo. Também não imaginou que fosse começar a gostar dela, e que gostar dela poderia ser o começo de milhões de problemas que fugiam da sua ossada. 

Gente, eu juro que esperava um romance de época bobo e adolescente. E tá, ele não é exatamente adulto, mas é tão bem escrito que dá para relevar fácil os problemas "juvenis" dos personagens. Até porque nem Sage nem Quinn se comportam exatamente como meninos. Passam longe disso em muitos momentos.

A história é absolutamente deliciosa e bem amarradinha. O casal funciona bem juntos e não sofrem de instalove - o que super me agradou. Sem contar que Quinn não tem essa coisa irritante de macho alfa em ficar tratando Sage como uma jovem indefesa, o que certamente é um grande ponto a seu favor. Eles são realmente uma graça, e tem uma construção de romance absolutamente agradável. 

A história em si não gira em torno desse romance, o que é um deleite em se tratando de livros com romance e de época. Tem aquela coisa histórica bem feita, de uma história que não é exatamente a nossa verdadeira, mas de um mundo irreal que super funciona. Sem contar a parte investigativa e de ação. Sério, eu roí as unhas lá pro final do livro. Não sabia se ria ou chorava. Muito, muito legal!

Se tivesse algo que eu criticaria levemente seria a capa. Não me entendam mal, eu adorei a capa, mas depois de ter lido o livro eu acredito que ela passa a sensação juvenil que na verdade não existe nesse livro, se excluir o fato de que ele tem personagens um pouco mais jovens. Ele merecia uma capa melhor. A americana não é tão decente, mas pelo menos passa a ideia mais adulta, o que certamente o livro mais chamativo. 

O livro é uma delícia em cada parte dele. Fiquei procurando o que mais criticar e não achei . Não sei se foi o momento que li que estava propício, mas eu curti de verdade. Dentro da categoria dele, foi um dos melhores do ano, se não o melhor. Indico para quem ama romances de época, e espionagem, que tem de monte por aqui. E a melhor parte? É que é uma trilogia (sim, as vezes isso é positivo) e que provavelmente a continuação ainda vá focar em Sage e Quinn ainda (espero que seja). 

Enfim, indico de olhos fechados. 

Promoções do dia na Amazon


Olá, gente!
Passando para compartilhar aquelas promoções deliciosas que a gente tanto ama da Amazon.



Clica no link e vamos ser felizes!

Resenha de "O Voo da Vespa" (Ken Follet)

Título: O Voo da Vespa
Autor: Ken Follet
Editora: Arqueiro
Skoob: Adicionar

Sinopse: Freya é o nome da deusa nórdica do amor. Também é o codinome da mais recente invenção nazista, de acordo com uma mensagem interceptada pelas forças aliadas. A inteligência britânica desconfia que é graças a ela que os alemães estão conseguindo abater os bombardeiros ingleses a uma velocidade tão alarmante. Hermia Mount, uma analista do MI6, é recrutada para ajudar a descobrir qual é essa nova arma. Tendo morado a vida inteira na Dinamarca, ela possui contatos valiosos que poderão auxiliá-la em sua missão. Do outro lado do mar do Norte, numa ilha dinamarquesa ocupada pelos alemães, o estudante Harald Olufsen descobre uma instalação estranha dentro da base militar nazista. Ele não sabe o que é, mas não se parece com nada que já tenha visto, e ele precisa contar para alguém. Em Copenhague, o detetive Peter Flemming colabora com os alemães para desvendar quem está repassando informações de dentro do país nórdico para os aliados britânicos. Numa Europa praticamente dominada pela Alemanha, a vida dessas três pessoas se entrelaça de forma irreversível, e quando um decrépito avião bimotor se transforma no único meio de fazer a verdade chegar até as forças aliadas, o destino delas poderá mudar o rumo da guerra - e da história.

Ler Follet é sempre uma experiência agradável, sem contar que é uma puta aula de história. Não tenho uma vasta experiência com o autor, mas nunca me decepciono quando sento para ler algum dos seus livros. Na verdade, ele constantemente aparece na lista das melhores leituras do ano. 

Em O Voo da Vespa temos como o pano de fundo a 2ª Guerra Mundial, que é um dos períodos históricos que mais gosto de estudar. Dentro desse contexto o autor foca em uma invenção nazista que está fazendo os aviões ingleses caírem antes mesmo de começarem a atacar, e aqui o livro me lembrou bastante o filme O Jogo da Imitação, que tem uma estrutura semelhante. 

E como todo livro do autor, entendemos a história por várias perspectivas. O de Harald, que meio sem querer descobre um aparelho intrigante em uma base nazista da Dinamarca; o de Hermia, noiva do irmão de Harald, que é inglesa da resistência e que foi designada para tentar descobrir porque os aviões deles estão caindo, e o de Peter, um detetive nazista que está em busca de quem está passando informações para os ingleses. Essas três pessoas vão se cruzar continuamente na história, e elas darão o panorama histórico e social incrível desse livro. 

Gente, é um livro sobre uma situação específica dentro de uma guerra que foi estúpida de grande e importante. O que Ken Follet fez foi pegar 1% do que aconteceu e criar uma ficção que em absoluto parece ficção. Por muitas vezes enquanto estava lendo pensava naquelas pessoas passando por aquelas situações e imaginando o quão somos heróis diariamente, com coisas cotidianas. 

O livro não é monótono, passa beeeemmmm longe de ser, ok? Quis fazer a comparação dos heróis apenas porque existiram tantos que nunca nem ouvimos falar, e esse livro me fez pensar bastante nisso. Nos anônimos que mudaram o rumo de guerras, e as vezes com uma ação minúscula. 

O Voo da Vespa tem um roteiro estupidamente bem amarrado. Tanto em relação aos personagens, quanto a história real na qual são inseridos. Já me perguntei diversas vezes se Follet não é um viajante do tempo, porque estou para ver um autor mesclar história e realidade tão bem quanto ele. Não fica parecendo uma aula maçante, tão pouco algo que saiu da cabeça de um escritor. Os livros dele tem vida, e essa é o melhor elogio que posso dar. 

Engraçado também é nossa capacidade de sentir as mais diversas coisas durante a leitura. Seja o amor pela inteligência de Harald, ou o desprezo velado por Peter. Os personagens são palpáveis, de tão bem construídos. E apesar da história focar nessas três pessoas principalmente, abro espaço para Arne, o irmão de Harald e noivo de Hermia (um puta espaço, na verdade. O cara brilha!), e para Karen, que também não fica um milésimo de segundo atrás de Arne. Na verdade, eu amo ela e Harald juntos! Tão novos e tão cheios de decisões difíceis... 

Apesar de ser um livro sobre guerra, e isso tender a deixar o livro mais dramático, ainda é um do Ken Follet, e ele foge longe de qualquer drama exacerbado na narrativa. É direto, e ainda assim não é frio, entendem? Passa a mensagem de maneira maravilhosa e vai te deixar tenso em muitos momentos, principalmente perto do fim. Aliás, um últimos capítulos são de roer as unhas. Super bem desenhados e estruturados. Parece um roteiro do tipo de filme que leva um Oscar. 

É uma história maravilha, escrita por um maravilhoso escritor e com maravilhosos personagens. Follet apareceu aqui um outro ano como um dos livros favoritos, e acho bem possível que apareça nesse ano também. Não há como você ser um amante de história e não curtir os livros do cara. São DIVINOS!

Tag: Feitiços de Harry Potter


Olá, pessoal!
Gravei um vídeo de uma tag que estava acumulada por aqui. Amei gravar, e espero que vocês gostem de assistir.
Na descrição dele tem as informações sobre quem criou a tag.




Resenha de "A História do Futuro de Glory O'Brien" (A. S. King)

Título: A História do Futuro de Glory O'Brien
Autor: A. S. King
Editora: Gutenberg
Skoob: Adicionar

Sinopse: O fim do ensino médio é uma época de possibilidades infinitas – mas não para Glory O’Brien, uma jovem norte-americana que não tem nenhum plano para o futuro. Sua mãe cometeu suicídio quando Glory tinha apenas 4 anos, e ela nunca parou de se perguntar se seguiria o mesmo caminho… Até que numa noite transformadora ela começa a experimentar um novo e surpreendente poder que lhe permite enxergar o passado e o futuro das pessoas.De antepassados a muitas gerações futuras, a jovem é bombardeada com visões – e o que ela vê pela frente é aterrorizante: um novo líder tirânico toma o poder e levanta um exército. Os direitos das mulheres desaparecem. Uma violenta segunda guerra civil explode. Jovens garotas somem diariamente, vendidas ou confinadas em campos de concentração.
Sem saber o que fazer, Glory decide registrar todas as suas visões, na esperança de que a sua História do Futuro sirva de alerta e evite o que vem por aí.
Mas será que as pessoas vão acreditar nela? Será que estarão dispostas a fazer o que é necessário para impedir a concretização daquele destino medonho?
Nesta obra-prima sobre feminismo, liberdade e escolhas, A. S. King mais uma vez nos brinda com seu realismo fantástico para contar a história de uma garota que tenta lidar com uma perda devastadora. 

Definitivamente eu acho que comecei a ler a autora pelo livro errado. Não é possível que tanta gente que tenha o gosto semelhante ao meu tenha dito que esse é o melhor livro dela, e isso sendo um grande elogio, quando eu sofria para ler dez páginas de uma única vez sem cair no sono. 

Glory mora com o pai. A mãe se matou quando ela era menina e desde então Glory procura descobrir se os pensamentos perigosos que tem são provenientes de algo que herdou da genitora, ou loucuras adolescentes mesmo. 

Junto a sua melhor amiga, Glory acaba fumando um morcego. Sim, a frase parece estranha, e a situação é tão bizarra quanto a frase. E depois disso elas passam a ter flashs do passado das diversas gerações das pessoas que veem, como também os descendentes delas. E isso vai fazer com que ambas passem a analisar quem são num contexto geral de mundo, e entender como as pessoas funcionam quando não estão sendo observadas. 

Esse livro leva o nome de realismo fantástico, mas não sei até que ponto isso é correto. Num realismo fantástico as pessoas encaram com naturalidade o fantástico, o que não é o caso desse livro. Elas se surpreendem e se assustam com as coisas estranhas ao redor delas. Também não me sinto confortável colocando na categoria de sobrenatural, porque vejo essas visões das meninas mais como uma filosofia sobre a humanidade como um todo. É um livro confuso de catalogar em gênero, e possivelmente seja esse o motivo de terem colocado ele em cima do muro. 

A ideia do livro é bem legal, e acho que ele cumpre com a proposta ideológica que sugere. Coloca o leitor para pensar da mesma maneira que coloca Glory. A gente se enxerga pelos olhos da menina quando ela vê alguns passados terríveis e futuros igualmente ruins. Ainda assim, passei mais da metade do livro querendo enforcar a protagonista. Ela era omissa, um tanto falsa e lerda de um modo que me deixava agoniada. Nada em Glory me agradou, e acredito que esse seja o motivo de eu não ter curtido tanto assim o livro. 

Não vou negar que tem passagens maravilhosas. Pensamentos dignos de palmas, mas eu posso achar isso em um livro de frases, e não preciso ler um YA/Sobrenatural/Realismo Fantástico/Drama estranho para ter tais pensamentos. Quero dizer com isso, que num contexto geral o livro foi bem fraco para mim. Não tinha nada mais forte que levasse a trama adiante, até porque não tem trama alguma. Só uma menina olhando o passado e futuro das pessoas e pensando sobre aquilo. Sério, gente, o livro me deu um puta sono. Lia cinco páginas e já estava cochilando. 

Infelizmente não foi um livro para mim. Vou voltar a tentar ler algo da autora, mas não vai ser nem tão cedo. Traumatizei, não vou mentir. 

Leituras de Setembro (Mega Atrasada)


Olá, pessoal!
Passando hoje para trazer o vídeo - mega atrasado - das leituras que fiz no mês de setembro.
Espero que curtam.

P.s. Esse tem a participação especial de uma menina marota. haha


Resenha de "Como se casar com um marquês"(Julia Quinn)

Título: Como se casar com um marquês
Autor: Julia Quinn
Editora: Arqueiro (Cedido em Parceria)
Skoob: Adicionar

Sinopse: Considerada “a rainha dos romances de época” pela Goodreads, os livros de Julia Quinn atingiram a marca de 10 milhões de exemplares vendidos no mundo.Elizabeth Hotchkiss precisa se casar com um homem rico, e bem rápido. Com três irmãos mais novos para sustentar, ela sabe que não lhe resta outra alternativa.
Então, quando encontra o livro Como se casar com um marquês na biblioteca de lady Danbury, para quem trabalha como dama de companhia, ela não pensa duas vezes: coloca o exemplar na bolsa e leva para casa.
Incentivada por uma das irmãs, Elizabeth decide encontrar um homem qualquer para praticar as técnicas ensinadas no pequeno manual.
É quando surge James Siddons, marquês de Riverdale e sobrinho de lady Danbury, que o convocou para salvá-la de um chantagista. Para realizar a investigação, ele finge ser outra pessoa. E o primeiro nome na sua lista de suspeitos é justamente... Elizabeth Hotchkiss.
Intrigado pela atraente jovem com o curioso livrinho de regras, James galantemente se oferece para ajudá-la a conseguir um marido, deixando-a praticar as técnicas com ele. Afinal, quanto mais tempo passar na companhia de Elizabeth, mais perto estará de descobrir se ela é culpada.
Mas quando o treinamento se torna perfeito demais, James decide que só há uma regra que vale a pena seguir: que Elizabeth se case com seu marquês.

Como sempre, Júlia salva as séries dela de uma forma esplendorosa. Essa é a segunda que começa com o pé esquerdo e passa a ser - magicamente - um puta pé direito no segundo livro. Então, sim, esse é um romance infinitamente melhor do que o primeiro da duologia dos Agentes da Coroa, apesar de um pequeno probleminha que vou contar a vocês já já. 

Elizabeth é a tutora dos irmãos. Vive com os três em uma casa no campo depois da morte dos pais. Seriam uma família totalmente feliz se não fosse a pobreza que se aproxima deles à medida que a herança que o pai deixou vai acabando. E mesmo com o emprego de dama de companhia de Lady Danbury, a situação para a família esta cada vez pior. 

Então Elizabeth decide que precisa se casar, e tem que ser com um homem rico para poder manter o padrão de vida que sabe que os irmãos merecem. Principalmente Lucas, que é um baronete que deveria estar indo estudar em Eton, o que se torna um plano distante visto a condição atual deles. 


Nessa de procurar um marido de posses, Elizabeth encontra um livro na biblioteca de Lady Danbury intitulado "Como se casar com um marquês", que é tipo um compilado de dicas para arranjar um bom marido. Instruída por ele, a menina começa a usar seus ensinamentos no novo administrador das terras de Lady Danbury, como teste para saber se funciona. O problema é que aquele se passando por administrador, era nada menos que Simon Siddons, o marquês de Riverdale, que em busca da pessoa que anda ameaçando sua tia, Lady Danbury, se disfarça para investigar. Pode imaginar que isso vai dar muito problema, não? 

Olha, eu gosto muito de Elizabeth. Não tanto quanto curto Caroline, a protagonista do livro anterior, mas ela também é bem satisfatória nesse papel. Sem contar que combina demasiadamente com Simon, que é muito melhor do que Blake, o par de Caroline. Desde o livro anterior eu já gostava mais de Simon. 

Quanto a evolução do romance, também não tem comparações. As coisas evoluem da maneira correta e natural para um romance de época típico, e deixa você ansioso por mais a cada página. Para vocês terem uma ideia, terminei esse livro em algumas horas, de tanto que estava envolvida. 

A questão do humor da autora está em alta aqui também. Principalmente nos diálogos entre a família, sem contar que Lady Danbury é a velhinha mais hilária da literatura. Então aposte em altas risadas nesse livro. 

As cenas mais quentes do casal realmente são quentes. Quentes de uma maneira fofa. Tipo, você lê as coisas que Simon diz e pensa que quer um Simon para você também. Ele é extremamente encantador em todos os quesitos. 

Mas Carol, o que foi que você não gostou aqui? Bem, simplesmente uma coisa que no outro livro foi bem trabalhado: a ação. Ou melhor, a falta dela. 

Em Como agarrar uma herdeira temos toda uma tensão que se desenvolve porque Blake é um dos agentes da Coroa, e isso ficou bem legal. Muito mesmo. Já nesse livro quase que não dá para perceber que Simon também é um dos agentes da Coroa, e dos bons. A exceção de uma cena bem perversa entre ele um carinha que faz uma merda com Elizabeth. 

No frigir dos ovos, achei a Julia aqui muito melhor do que no livro anterior, apesar da problemática de esquecer dos "agentes da coroa", que é o que dá nome a série. Acho um lugar maravilhoso para se começar a ler Júlia. Curta e bastante simpática em muitos quesitos. 

Enfim, fica a dica!




Sorteio coleção COMPLETA de Rosemary Beach


O LiteRata está fazendo aniversário e - como sempre - quem ganha com isso são vocês!!!
E esse ano vamos comemorar sorteando a série completa dos livros de Rosemary Beach que saíram aqui no Brasil.
Simbora?

Basta seguir as regras obrigatórias do formulário abaixo.
Ah, não esquecer que o endereço de entrega ter que ser do Brasil, ok?


a Rafflecopter giveaway

Resenha de "Coração de Aço" (Brandon Sanderson)

Título: Coração de Aço
Autor: Brandon Sanderson
Editora: Aleph
Skoob: Adicionar

Sinopse: Tudo começou com Calamidade, que surgiu nos céus como uma estrela de fogo, e que ninguém sabe o que é realmente: seria algo alienígena, ou então um experimento do exército norte-americano? Seus efeitos, entretanto, podem ser sentidos algum tempo após seu surgimento: pessoas comuns passam a ter poderes que desafiam as leis da física e da lógica. Parece que uma nova era está para surgir. E surge: os nomeados Épicos não apenas se tornam poderosos, mas também ganham uma sede insaciável de poder e parecem perder toda sua humanidade no processo, deixando o resto da população à mercê de suas vontades e caprichos. Dentre eles o mais poderoso é Coração de Aço, um ser invulnerável a qualquer tipo de ataque e com capacidade de manipular e transformar objetos inorgânicos em metal, que decide tomar a cidade de Chicago e ali estabelecer seu império.Dez anos se passam e os Épicos governam com poder absoluto, com todos os direitos e nenhum dever, se apossando de tudo o que querem a seu bel-prazer, e matando aqueles que ousam desafiá-los. Não existe nada e ninguém que possa impedi-los. A exceção a essa regra são os Executores, humanos normais, munidos de tecnologia de ponta que se utilizam de táticas de guerrilha para derrubar e matar o maior número possível de Épicos. O sonho de David, um jovem criado em um orfanato/fábrica de Nova Chicago é juntar-se aos Executores e destruir Coração de Aço, o homem que matou seu pai e mudou sua vida para sempre.

Esse é aquele tipo de livro que antes mesmo que eu tivesse um conhecimento maior sobre ele, eu tinha certeza de que iria gostar. Não sabia se porque a sinopse era incrível, ou porque eu amo a capa dele em inglês, ou ainda porque é Brandon Sanderson, e existe algo nas resenhas dos livros desse homem que me encanta. O fato é que ele já apareceu por aqui naquela lista de "Livros que deveriam vir para Brasil", e agora que temos Coração de Aço, fico feliz de dizer - de peito cheio - que é um livro incrível. 

Podemos dizer que o livro tem muito de fantasia, e tem muito de distopia também. Uma cidade governada por um tirano com poderes sobrenaturais em um mundo pós Calamidade, que foi uma espécie de "situação espacial" seguida por explosões de super poderosos em todos os lugares. Só que invés disso criar também heróis, tecnicamente só criou vilões, o que acredito que seja uma crítica do escritor ao ser humano de maneira geral. Tipo... Dê poder ao homem e veja ele sendo corrompido. É exatamente isso! 

Nesse cenário opressor, temos a figura do protagonista, David, um garoto que quando criança viu o pai ser assassinado por Coração de Aço, o tirano que tomou conta da sua cidade. Naquele dia David viu Coração de Aço sangrar, e sabe que o vilão tem alguma fraqueza, e precisa descobrir qual é. Desde aquele dia ele estuda os Épicos - esses super poderosos - com afinco. É praticamente um dicionário ambulante sobre eles. Buscando uma forma de combatê-los, David se une aos Executores, que são um grupo de elite rebelde contra esses Épicos. 

Estou olhando para o computador tem mais de hora tentando esquematizar o que falar sobre esse livro. Ele tem tantas nuances e possibilidades futuras - sim, é uma série - que fico confusa sobre o que posso e o que devo dizer a vocês. Ler Coração de Aço é uma experiência indescritível, e estou aqui puta da vida por ter demorado tanto a tirar esse livro da estante. Por ter demorado a me sentir pasma pelas passagens incríveis dele. Pelas críticas sociais escondidas nas figuras de Épicos poderosos, e pelo tanto que amei os personagens. 

David, o protagonista, se tornou um dos meus favoritos do ano. Tem aquela coisa nerd que acho fofa, junto com uma perseverança e determinação que exala sensualidade. Ele é divertido, forte, inteligente e nenhuma dessas coisas são forçadas. Acho bárbaro quando encontro um protagonista assim, que não precisa de muito para ser incrível. Que não se esforça para isso. 

As cenas de ação também são ÉPICAS! Tipo, incríveis de verdade! Eu daria 10 estrelas só para elas, se isso fosse possível por aqui. Não perde em nada para as grandes cenas de filmes dos Vingadores, por exemplo. Saca aquele plano sequência incrível no primeiro filme da série? Pois bem, em Coração de Aço eu puder ver isso lendo. E olha, criar um plano sequência na leitura é um feito e tanto. Não só para mim, mas para o autor que cria um ambiente favorável à imaginação. 

A ideia do livro é toda genial. As críticas também são. Na verdade, estou aqui tentando pensar em algo que não seja genial nele e não acho. Simplesmente porque não tem. O livro é foda e fim de papo! Sinto-me realmente uma idiota de não ter lido nada do Sanderson até agora. Estou maravilhada por tudo o que ele criou. Por toda galeria de personagens, estratégias das cenas de ação, as ideias por trás dos Épicos... Em resumo... Leiam esse livro! E Leiam ontem, porque hoje pode ser tarde demais.