Resenha de "O Quinto Evangelho" (Ian Caldwell)

Título: O Quinto Evangelho
Autor: Ian Caldwell
Editora: Record (Cedido em Parceria)
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Sinopse: Uma trama eletrizante sobre uma verdade que pode abalar o futuro da igreja. Nos últimos meses do pontificado de João Paulo II, uma misteriosa exposição é montada nos Museus do Vaticano. Seu curador, Ugo Nogara, alega ter descoberto um grande segredo sobre o Sudário de Turim, porém, uma semana antes da abertura da polêmica mostra, ele é encontrado morto nos jardins da residência de verão do papa. Na mesma noite, a casa dos padres Alex e Simon Andreou, amigos de Ugo e seus ajudantes na exposição, é invadida por um estranho. A polícia não consegue encontrar um suspeito, e Alex inicia sua própria investigação. Para encontrar o culpado, ele precisa descobrir o segredo mantido por Ugo a qualquer custo. Mas, à medida que começa a compreender a verdade, ele percebe que suas ações podem trazer consequências imprevisíveis para o futuro da Igreja Católica.

Ao acabar a leitura de O Quinto Evangelho, não há como negar o quão minucioso foi o trabalho do autor na questão do estudo teológico para compor as ideias do livro. Sabe-se que é um romance porque se enxerga claramente os componentes narrativos, mas pessoalmente enxerguei melhor como um estudo a essas duas vertentes do cristianismo do que me liguei na trama geral que se desenvolvia a historia. 

Tudo acontece ao redor dos irmãos Alex e Simon. Um padre da igreja católica apostólica romana (Simon), e o outro da igreja Ortodoxa, também chamada oriental (Alex). Quando um amigo de ambos, um curador chamado Ugo Nogara, é encontrado assassinado pouco antes do início de uma exposição que aparentemente iria ser muito reveladora sobre a igreja, os irmãos acabam se enroscando em um baita problema por estarem no lugar errado, na hora errada, e terem tido contato com Ugo em relação a essa "revelação" que ele queria fazer antes de sua morte. 

Esse livro me lembra bastante os plots dos livros do Brown. Tem aquele personagem carregado de significado, dentro de uma trama maior que envolve - para variar - a igreja. E do mesmo modo que os livros de Brown, esse também funciona melhor para mim como um estudo histórico, do que por essa jornada do herói. 

Confesso que curto bastante livros sobre a igreja. Sou apaixonada por teologia de maneira geral, e tudo relativo a fé e o quanto ela fez o mundo rodar - e ainda faz - é intrigante para mim. Portanto o tamanho do livro não me assustou quando ele apareceu aqui em casa, e apesar de lá pelo meio ele ter uma queda considerável de ritmo, minha leitura foi rápida e instrutiva. 

Não sabia que, por exemplo, existia essa divisão na igreja, e que ao lado oriental dela era permitido casamento antes dos votos. Para mim essa coisa de celibato não passa de usura da igreja em não permitir briga entre os filhos dos padres por heranças de terra, por exemplo, que de início era da igreja. Entenderam? Quando os padres morrem, aquele lugar que eles viveram em vida volta ao poder da igreja. Se eles tivessem filhos, imagina a dor de cabeça que isso iria ser! Viu? Até na igreja existe política. E muita! Então eu super dei valor a esses padres ortodoxos! Não gosto de nada ao extremo, e eles parecem ser mais maleáveis a muitas coisas. 

Esse livro foi um banho de conhecimento para mim. Caldwell levou anos para escrever, e entendo a razão. Ele além de um livro ficcional, queria um tratado sobre o catolicismo e do que a igreja é capaz de fazer para defender seus segredos eternos. Vamos combinar que ainda hoje aquilo não deixa de ser político. 

Os personagens são ótimos juntos! Eles tem aquela união familiar, ao mesmo tempo que tem seus embates de opinião por pertenceram a vertentes diferenciadas da igreja. E o fato de Alex ter um filho, o coloca em um questionamento constante sobre o "ser criado dentro dos muros da igreja", como ele e o irmão foram. De algum modo, isso acaba influenciando as decisões e oportunidades dos meninos. E foi uma das abordagens que o autor deu que achei genial: Crianças criadas dentro dos muros da igreja. 

Caldwell se redimiu comigo com esse livro. E principalmente por esse pano histórico fantástico que nos apresentou. Os personagens bem emaranhados na ideia central, e o desenvolvimento do mistério que envolvia a morte de Ugo de fundo. Tudo conduz para o mesmo caminho, e tudo tem uma função interessante na história. Mesmo que minha agonia tenha sido grande lá no meio pela lentidão de uma trama policial, que deveria ser bem mais ágil, o autor soube me agradar com a resolução e tudo ao redor dessa parte investigativa. 

Gostei e indico de verdade para quem gosta de histórias sobre a igreja. Mas vão de coração aberto, ok? Nada é tão preto no branco. Tem que aprender a ser maleável em tudo na vida. 


Star Wars, o Despertar da Força - E o porquê vilões tem que ser originais


Data de lançamento 17 de dezembro de 2015
Direção: J.J. Abrams
Elenco: Daisy Ridley, John Boyega, Adam Driver
Gêneros Aventura, Ação, Ficção científica
Nacionalidade Eua


Sinopse: Décadas após a queda de Darth Vader e do Império, surge uma nova ameaça: a Primeira Ordem, uma organização sombria que busca minar o poder da República e que tem Kylo Ren (Adam Driver), o General Hux (Domhnall Gleeson) e o Líder Supremo Snoke (Andy Serkis) como principais expoentes. Eles conseguem capturar Poe Dameron (Oscar Isaac), um dos principais pilotos da Resistência, que antes de ser preso envia através do pequeno robô BB-8 o mapa de onde vive o mitológico Luke Skywalker (Mark Hamill). Ao fugir pelo deserto, BB-8 encontra a jovem Rey (Daisy Ridley), que vive sozinha catando destroços de naves antigas. Paralelamente, Poe recebe a ajuda de Finn (John Boyega), um stormtrooper que decide abandonar o posto repentinamente. Juntos, eles escapam do domínio da Primeira Ordem.


Eu já devo ter comentado por aqui milhares de vezes sobre minha paixão eterna por Star Wars, né? Que eu cresci vendo os filmes antigos na TV, que quando lançaram os três novos eu fiquei radiante, e que quando soube que iriam sair mais, eu dancei Kuduro em casa. Pois é, vocês talvez não entendam o tamanho da emoção que é para os fãs mais antigos - e olhe que não sou da época da primeira trilogia - ver que aqueles lugares, personagens e ideias que encheram os olhos quando mais novos, voltaram, e agora com um arsenal tecnológico que chega a doer de tão maravilhoso. 

Contudo, apesar de eu rasgar seda para a ideia de Guerra nas Estrelas como um todo, eu também sei criticar quando sinto que produtores estão tentando ganhar dinheiro as custas do amor dos outros. Sim, porque ainda que tenha gostado da experiência de assistir O Despertar da Força, no fundo senti que faltou algo. Uma essência que existiu nos seis filmes anteriores, e que procurei por muitas vezes nesse filme e não achei. Talvez na última cena, com a aparição de um personagem específico, mas não com os outros dois que eram da mesma época. Engraçado, não? R2D2 me deixou mais emocionada do que Han Solo, e olhe que eu adoro o Solo!

Ainda que eu saiba que Star Wars tem infinitas possibilidades de continuação, vê-se nos tantos livros que já saíram e em arcos diversos da trama central, para o amante dos filmes é importante enxergar as ligações que nos fazem gostar tanto da história. E elas existem! No caso de O Despertar da Força, está nos personagens já conhecidos, e na ideia de que tudo isso é uma visão de como o universo ficou após Vader e a queda do Império. 

E ao mesmo tempo em que existem essas ligações, também existem as novidades, porque o mundo gira, e as coisas tem que andar para frente. 

Temos esse vilão, que tecnicamente é um parente de Vader, que em absoluto funcionou para mim. Não gosto da ideia dessa adoração que ele tem pelo parente, até porque se alguém vive no lado escuro da força, não é para ter adoração por absolutamente nada além dele mesmo. E não é o caso desse cara. Existe muito de emocional nele, e isso foge completamente dos vilões obscuros de Star Wars. E ainda que ele tenha feito uma puta fuleragem lá pro fim do filme, eu ainda não o senti como vilão. Para mim soou mais como um garoto mimado e que precisa de uma surra. 

Cópia de Vader em imagem e uma tentativa frustrada - do personagem ou dos roteiristas - em criar alguém ambíguo quanto ao lado bom e mal da força, que faz as coisas sem pensar direito e que pareceu mais um moleque. Não combinou com o lado escuro da força. Não mesmo. 

Em compensação os protagonistas são ótimos e funcionam juntos de um jeito que duvidei que funcionaria. Rey e Finn são engraçados, coisa que era inexistente nos seis filmes anteriores, com exceção de C3PO e Jar Jar Binks. E também tem uma amizade que, embora ligeira demais, me pareceu boa pela solidão em que ambos viviam antes de se encontrarem. 

Eu poderia passar o dia aqui divagando sobre os pontos positivos e negativos desse filme, mas penso ser desnecessário. 

Como uma introdução de uma nova leva de filmes, O Despertar funcionou para mim. Talvez não do jeito que gostaria, mas funcionou. Ainda senti o arrepio com as músicas, e  com as máquinas que cresci vendo de forma tão artesanal. Elementos simbólicos que criam espécies de easter eggs na mente dos eternos fãs e fazem com que o desagrado de modo geral, suma pelas delícias e nostalgias de se assistir novamente um Star Wars. 

Vamos esperar para ver o que vai ser feito da continuação. E que Deus ajude que seja melhor do que o primeiro, ou cabeças vão rolar! 


Se organizando com Thais Godinho


Olá, gente!
Essa semana fiquei pensando por um bom tempo que tipo de postagem da editora Gente eu poderia fazer por aqui e que vocês pudessem se agradar. A editora não teve lançamentos esse mês, e eu gosto de - no mínimo- fazer uma postagem por mês sobre cada editora. Portanto, aqui estamos. 

A Thais eu já conhecia muito antes de ter livros lançados dela. Sigo muitas de suas dicas de organização e acho todas excelentes! Então achei que vocês poderiam gostar de saber mais um pouco sobre seus livros lançados pela Gente. 

Apesar de não ter lido nenhum deles, ambos são super bem falados pela maioria das pessoas que leram, e acho que isso conta muitos pontos a favor da autora. Sem contar que o trabalho gráfico da editora com esses livros de organização é simplesmente divo. 

E ainda que não tinha lido os livros, sou uma leitora assídua do site, e os livros só são um pouco mais organizados e compilados em relação ao trabalho incrível que ela faz por lá. Vocês conhecem o site Vida Organizada já, né? Não? \o/ Corre la, gente! AQUI




Sinopse: Uma casa deve nos servir – e não o contrário! Este livro veio para desmitificar a ideia de que é preciso investir muito tempo na casa para deixá-la organizada. Thais Godinho defende que a organização da casa não precisa – nem deve – ser uma tarefa desgastante. Você também se sente frustrado por ver seu tempo perdido em arrumações que logo serão perdidas? Sua casa vira uma bagunça pouco tempo depois de você colocar tudo no lugar? Aqui você verá que organizar a casa é fazer dela um lugar que funcione para você. É transformar o lugar no qual você mora em um refúgio para aproveitar os dias e que faça você ter vontade de voltar. Aqui você verá que é possível ajustar as expectativas em relação à casa de acordo com o seu estilo de vida sem deixar de lado a satisfação de ter um lugar com a sua cara. Depois de ler este livro, você terá a certeza de que é possível ter uma casa organizada mesmo com uma rotina cheia de compromissos e sem precisar contratar alguém para ajudar. Aprenda a manter sua casa organizada por meio de simples ações diárias; Crie um sistema de organização em que todos participem; Saiba como aliar cuidados com a casa ao trabalho e aos estudos; Tenha, de uma vez por todas, a casa que sempre sonhou.





Sinopse: Muito se fala em organização. São muitos os métodos e conceitos que transformam o desejo de ser organizado em algo quase inalcançável, como se precisássemos ser perfeitos e deixar a casa com cara de revista de decoração todos os dias. Mas quem tem tempo para isso quando a rotina é tão insana que não sabemos se cuidamos da casa, da família, do trabalho ou dos nossos sonhos primeiro? Thais Godinho tem um caminho. Ela acredita que a organização é o segredo para que possamos viver uma vida coerente com o que somos e, para isso, criou a máxima definitiva para o método que pode, sim, permitir que você alcance seus objetivos: tenha o sistema que funciona para você.
Neste livro, a autora mostra diversas possibilidades para que você consiga fazer o que deve fazer em todas as áreas da sua vida: casa, trabalho, família, de modo que você nunca perca de vista o que realmente importa.
Pare de se afogar em uma rotina que não lhe traz satisfação e que parece ser uma sucessão infinita de metas que você não consegue cumprir. Chegou o momento de respirar fundo e tomar uma decisão muito importante: ser uma pessoa organizada a partir de hoje!

Links da página do Skoob com resenhas de Vida Organizada:

VIDA ORGANIZADA

 Como Casa Organizada foi lançado há pouco tempo, a galera ainda está lendo para fazer resenha.

Passem lá no site da Thais e confiram tudo o que tem de bom. Garanto que vocês encontram algumas coisas- ou muitas - que vão te ajudar a organizar o dia a dia.


Lojinha "Hey, Ladybug!"


Olá, bonitinhos!
Hoje vamos falar dessa lojinha que é tão fofa, mas tão fofa que achei que deveria aparecer por aqui. Vocês bem sabem que quando a dica é boa, eu não guardo só para mim. <3

Conheci a Gabi realmente sem querer enquanto procurava um vídeo sobre poções de Alice no País das Maravilhas pelo Youtube. Estava fazendo o ensaio de Eliz, e precisava de dicas para montar algumas coisas, e eis que achei o INCRÍVEL canal dela, que vocês podem conferir AQUI. Ela faz um monte de tutoriais que vocês, amantes de livros, ficarão loucos. Além de itens lindos, super fáceis de fazer e baratos. 

E a Gabi também tem a lojinha dela, onde vende os produtos que fabrica. Sério, queria ter esse talento que a garota tem para fazer trabalhos manuais. Sou péssima para tudo o que envolva minhas mãos e um pouco de paciência. 

Trouxe alguns dos produtinhos aqui para vocês conferirem, mas o link da loja estará logo embaixo. Não deixem de conferir tudo. Os preços são ótimos, e os produtos lindos! Super, super, super indico!!

Resenha de "Azeitona" (Bruno Miranda)

Título: Azeitona
Autor: Bruno Miranda
Editora: Outro Planeta (Cedido em Parceria)
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Sinopse: Ian e Emília não trocaram mais que duas palavras desde que começaram a estudar juntos, mas é o nome dela que vem à mente dele quando precisa de uma parceira para um plano mirabolante: participar de um reality show sobre casais adolescentes que vão ser pais. Isso em troca de um cachê capaz de resolver todos os seus problemas. Ian tem dezesseis anos e foi criado pela irmã, Iris, que precisou abrir mão de oportunidades na vida para cuidar dele. Agora, quando ela finalmente vai conseguir se formar na faculdade, ele se sente na obrigação de retribuir de alguma maneira.
Emília, aos dezessete anos, não quer retribuir nada a ninguém – pelo contrário, seu sonho é sair de casa o quanto antes para não discutir mais com a mãe, com quem sempre teve uma relação conturbada.
O fato de que eles não são um casal nem têm planos de ter um bebê de verdade parece apenas um detalhe. Mas a vida reserva surpresas, nem sempre boas, para quem acredita que é fácil inventar a própria história.
O romance de estreia de Bruno Miranda, criador do canal Bubarim, no Youtube, é uma história divertida e tocante sobre relacionamentos familiares.

Acompanho o Bruno mais ou menos desde a época em que ele começou a falar de livros no Youtube. Sempre o achei divertido e criativo, e isso fica evidente ao ler Azeitona. É o tipo de livro que se torna interessante ler justamente porque conheço o escritor, e essa comparação entre o Bruno antes de Azeitona, e o Bruno em Azeitona, é inevitável, e gostosa!  

Com esse título tão incomum, o livro vai contar a história de Ian, um adolescentes que por puro destino, acaba sendo convocado para participar de um programa de reality show chamado Novos Pais. A recrutadora o vê na sala de espera de um consultório obstétrico e acha que ele é o futuro pai de um futuro bebê de adolescentes. Só que não.

Sabendo da grana que irá ganhar só em participar, e precisando muito dela, Ian não desmente a mulher, e ainda acha uma amiga para fingir que serão pais, e assim garantir o dinheiro da participação. Tá, Emília não é bem uma amiga... tá mais para uma conhecida de sala de aula. Ainda assim ele a chama, e a garota topa. Podem imaginar o nível de encrenca, não é? 

Ok, é importante dizer que esse se trata do primeiro livro de um autor ainda jovem. Então, claro que muitas pessoas encontrarão problemas nele, principalmente as pessoas de mais idade e que são mais críticas quando o assunto é livro. Eu encontrei, e olhe que sou das mais relaxadas quanto a isso. 

A ideia que o Bruno tem é legal. Vai tocar em assuntos interessantes para o público que ele tem. Gravidez na adolescência é coisa séria, e ele soube trabalhar isso sem todo o dramalhão que as vezes afasta os jovens de livros sobre o assunto. Inseridos a isso ele inclui coisas como estupro e assédio; outras duas coisas sérias em qualquer fase. 

Os personagens são carismáticos, e os coadjuvantes convencem na maioria das cenas. O conjunto da obra é divertido, e é claro enxergar a mão de Bruno nas cenas que são engraçadas, e elas são muitas. E daí entra um dos meus grandes problemas com esse livro: Não consegui identificar em que categoria ele se enquadra. 

É um para adolescentes? Ok! Deveria ser um ensinamento? Não foi. Deveria passar uma mensagem? Não identifiquei. Deveria só ser leve? Definitivamente não foi o que me mostrou. 

Entendem onde quero chegar? Azeitona fica em cima de muro em muitos quesitos. Fiquei imaginando se isso não foi proposital do autor. Medo de arriscar, talvez? Não sei. Só não senti o que provavelmente ele queria que eu sentisse. 

Apesar dos personagens carismáticos, não me senti ligada a nenhum deles. Para mim era absurdamente improvável toda aquela situação a qual ambos estavam inseridos. Quer dizer... um programa de TV é coisa séria, e produtores não deixariam isso só nas mãos de adolescentes, que aparentemente vão ter um bebê e que não tem psicológico para decidir se querem suas vidas explodindo no horário nobre, saca? E a forma com a qual o livro foi estruturado, não pareceu verossímil para mim. Inclusive o relacionamento de Emília e Ian. Cá para nós, se um cara que eu só conheço de "oi", aparece para me pedir para fingir que estou grávida em um programa de Tv, de um bebê dele, eu iria rir em sua cara e ligar para a SAMU. E Emília parecia ser sensata demais para ir nessa, por mais fortes que fossem suas motivações. 

Eu sei que estamos falando de ficção, e que no mundo da ficção cabe tudo, mas vamos combinar que na minha idade esse "tudo" é bastante limitado no funcional, e acho que nisso o livro poderia ter sido melhor trabalhado. As motivações dos personagens não eram suficientemente fortes para arriscar tanto, com tão poucos recursos e planos para que aquilo desse certo. 

Também tive dificuldade com as resoluções das problemáticas apresentadas. Terminei o livro achando que todas elas tiveram cortes bruscos, e que no final das contas não quiseram dizer nada. E, cara, tinham muitas problemáticas interessantes ali. As conclusões delas que não pareceram fazer sentido para mim. Tipo... cadê a realidade da coisa? Nada, repito, NADA se resolve dessa maneira - tão simples - quando o assunto é sério desse modo. Acabou que não existiu um aprofundamento maior nem da gravidez na adolescência, nem do estupro, nem do relacionamento de Ian com a irmã ...

Um livro tem que ser construído de uma forma que se conclua um pensamento. Ele pode ter milhões de situações bizarras e que o leitor não vá acreditar, mas elas devem ser concluídas, mesmo que não da melhor forma, ou da mais visível. Entendem o que quero dizer? Espero que sim. 

Bruno é excelente com as comédias, e acho de verdade que seus próximos livros deveriam seguir essa linha. Ele tem uma escrita que promete, e umas tiradas de pensamento que são excelentes. Só acho que para misturar dois estilos de estrutura de enredo (o engraçado, e o trágico) exige um amadurecimento estúpido por parte de quem escreve, para que não caia na síndrome do final incompleto e/ou sem sentido. 

Para os jovens, eu recomendo. Algumas risadas garantidas. Para os com mais idade, recomendo uma leitura para passar algumas horas, super despretensiosa. Para um primeiro livro de um autor jovem, Azeitona é aceitável. Acho que Bruno tem futuro. Muito. 

P.s. A explicação do título do livro é uma delicinha. :)


Trecho de Terça [Six Of Crowns]



"Eu negocio informações, Geels, as coisas que os homens fazem quando pensam que ninguém está olhando. A vergonha tem mais valor do que as moedas podem ter."

Six Of Crowns


Semana no Instagram #1


Olá, gente!
Hoje começo uma coluna que há bastante tempo tenho vontade de fazer por aqui.
Sei que muita gente que acompanha o site não tem conta no Instagram e nem tem vontade de fazer. Foi pensando nesse pessoal que resolvi trazer para cá, uma vez por semana, as fotos que publico por lá. Acho que assim consigo agradar a todos, não?
Essa semana meu Instagram estava morno. Me foquei no canal, e quando tiro para focar nos vídeos, não trabalho tanto com as fotos. Mas tem algumas coisas bacanas.
Simbora!



SEGUNDA: Como estava em processo da arrumação da estante, não tive muito tempo - ou espaço - para pensar em uma foto bacana. Portanto aproveitei o cenário lindo que tinha pela janela, ativei o HDR do celular, e meti bronca! Adorei o resultado! Pouco literário, mas dramático exatamente como gosto.

TERÇA: Terça divulguei o vídeo que fiz para o canal, falando sobre minha aparência, e se de algum modo ela ofende alguém. Foi um vídeo bem reflexivo e que gerou comentários incríveis! Adorei ter colocado aquilo para fora e o apoio de todos.

QUARTA: Nesse dia eu trabalhei! Deu um trabalho de uma dia inteiro para montar cenário para Traços. Pessoalmente gostei bastante de como a foto ficou. Tirei duas bacanas, e acabei gostando mais dessa.

QUINTA: Pronto. Arrumação finalizada, hora de tirar uma foto do meu trabalho da semana inteira! Tirei todos os livros que estavam no andar de cima, e que estavam servindo de cativeiro para traças, e acabei entulhando nessa estante da minha sala. Pode não ter ficado um visual incrível, mas ao menos estão protegidos.

SEXTA: Sexta foi dia da fotografia, e como estava cansada pra burro, resolvi fazer uma foto mais simples, aproveitando parte do vídeo que fiz sobre "como tirar cheiro de mofo de livros". Curti o resultado. 

SÁBADO: E sábado foi dia de atualizar para vocês minhas leituras do momento. Estou completamente amando ambos os livros! Principalmente Six of Crowns, que convenhamos... QUE LIVRO DA PORRA!

Quem quiser me acompanhar por lá, fique a vontade!

[Bibliotecando] Como tirar o cheiro de mofo dos livros


Olá, gente!
Fiz um vídeo para o canal e achei que vocês pudessem gostar por aqui.
De tanto que me perguntam um modo de tirar o cheiro de livros com mofo, resolvi explicar a forma que eu uso para me livrar daquele odor chato de alguns volumes antigos que vem de sebo.
Espero que gostem.



Resenha de "Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática" (Thalita Rebouças)

Título: Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática
Autor: Thalita Rebouças
Editora: Arqueiro (Cedido em Parceria)
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Sinopse: Tetê acaba de se mudar com a família toda para Copacabana, no Rio de Janeiro, para a casa dos avós. O lindo e espaçoso apartamento da Barra da Tijuca em que morava teve que ser vendido, pois com a crise o pai foi demitido, e o resultado é que a vida dela virou de cabeça para baixo. Além de perder a privacidade, tendo que dividir o espaço com cinco parentes malucos que brigam o tempo todo, ela perdeu todas as suas referências. A única coisa que a deixa feliz é cozinhar. E, claro, comer as delícias que faz.O lado bom foi se livrar do antigo colégio, no qual sofria bullying por causa de seu jeito peculiar. Sem contar sua desilusão amorosa... O problema é que ela está apavorada, porque agora tudo será novo e estranho, com o ensino médio, com a nova escola, e sem conhecer ninguém. E morre de medo de ser excluída ou de sofrer bullying novamente. Ela está bem mal, para dizer a verdade. Ou talvez seja um pouco de drama, porque já no primeiro dia as coisas parecem ser um pouco diferentes... Pelo jeito, tudo vai mudar, e para melhor.

Não é meu tipo de leitura, fato. Contudo não posso negar que me diverti pra caramba lendo esse livro, que tem o nome tão grande que vou me ater a chamar de "esse livro". 

Eu curto livros YA. Curto MUITO! Mas prefiro quando os livros são mais pesados. Tipo com aqueles adolescentes ferrados, saca? De um jeito ou de outro, são os livros que me inspiram, e que lembram um pouco a minha adolescência. Fui mais do tipo Holden - de Apanhador no Campo de Centeio, do que Tetê, protagonista desse livro. Mas devo admitir que gostaria muito que eu tivesse um tico dessa "leveza" da garota. 

Aqui a gente vai acompanhar a história dessa menina que está passando por uma mudança meio brusca na vida dela. É uma garota pouco convencional - não gosta da maioria das coisas que as outras meninas gostam,- e nisso eu me assemelho muito a ela. E por conta disso acaba sendo criticada pela mãe - o que também me lembra um pouco de mim-  que acaba levando ela ao terapeuta, tentando "consertar" a filha. 

Além disso temos o fato de que Tetê está indo morar com os avós, e por isso tem que mudar de escola. Imagina uma menina cheia das neuras, com mais neuras na família, tendo que enfrentar uma escola nova. Pois é, Tetê está com problemas. 

Graças ao poder divino, ela acaba fazendo um grupo seleto de amigos. Cada um com uma coisa para doar, e todos sendo importantes para Tetê de modos diversos. E isso também me lembrou o meu segundo grau. Pensando bem,,, tem muito de mim nessa história tão despretensiosa! Que coisa, não!?

O livro é leve. Uma menina numa escola nova, sofrendo com os problemas que toda garota na idade dela tem. Tetê é engraçada e se mete em muitas encrencas por conta da língua felina. As vezes pode parecer mais jovem do que é, mas é uma idade onde muitos jovens tem problemas em entender se são jovens o suficiente, ou velhos o bastante, então achei plausível. 

Acho que nunca li outro livro da Thalita. Pelo menos, não que eu lembre. Não sei se os outros livros dela são dessa leveza, mas confesso que gostei. Ele tinha momentos jovens, mas também um significado de fundo em coisas que a maioria das pessoas não dão relevância. Vamos combinar, quando se trata de adultos em relação a adolescentes, eles tendem a ser relapsos sobre o que os jovens estão sentindo. Como eles tendem a exagerar, a gente tende a fingir que não está vendo, e as vezes é importante ver. 

Os personagens são uma delicinha e funcionam de um jeito bacana nessa história. Se tirei estrela do livro foi única e exclusivamente porque ele não funciona comigo como funciona, provavelmente, para pessoas mais jovens. Contudo não é culpa da obra, e sim da leitora, que insiste na síndrome eterna de Peter Pan dela. rsrs

Mas eu recomendo de verdade para quem está de ressaca literária e precisa de um livro leve para passar o tempo. Supri legal essa categoria de leitores. 


A 5ª Onda - E o porquê esse filme poderia ter sido grande

Data de lançamento 21 de janeiro de 2016 (1h 52min)
Direção: J Blakeson
Elenco: Chloë Grace Moretz, Nick Robinson, Alex Roe
Gêneros Ficção científica, Aventura
Nacionalidade Eua

Sinopse: A Terra repentinamente sofre uma série de ataques alienígenas. Na primeira onda de ataques, um pulso eletromagnético retira a eletricidade do planeta. Na segunda onda, um tsunami gigantesco mata 40% da população. Na terceira onda, os pássaros passam a transmitir um vírus que mata 97% das pessoas que resistiram aos ataques anteriores. Na quarta onda, os próprios alienígenas se infiltram entre os humanos restantes, espalhando a dúvida entre todos. Com a proximidade cada vez maior da quinta onda, que promete exterminar de vez a raça humana, a adolescente Cassie Sullivan (Chloe Grace Moretz) precisa proteger seu irmão mais novo e descobrir em quem pode confiar.

 A 5ª Onda é um bom livro. Mas as coisas nas adaptações costumam ser tão toscas. que não se espera muito delas. No caso desse filme em específico, ele ficou uma completa porcaria, e poderia ter sido grande. Ah, se poderia! 

O começo é muito legal e ajuda a criar expectativa de que o filme possa ser uma boa adaptação. A cena inicial é bastante similar a do livro. Ouso dizer que idêntica. Mas as coisas boas param por ai. O que começa com uma grande cena, se perde na mesmice do que anda sendo esses filmes baseados em livros bacanas. 


Como no livro, o meu personagem predileto é o Ben. O problema é que se no livro o personagem tinha grandes cenas, o que ajudava o leitor a se entrosar com ele e entender suas ações e consequências, no filme isso não acontece. Uma cena ou outra jogada no meio de duas horas de filme não ajudou em nada a quem não leu a construir um perfil legal do Ben e das pessoas que estão juntas a ele em treinamento. O que gerou um estranhamento e uma preferência pelas cenas de Cassie e Evan - e que no livro eram super chatas, para mim. 


Já Cassie, que no livro era até uma personagem interessante, ficou uma chata total com a Chloe interpretando. E veja que não estou culpando a atriz, e sim o roteiro. Sei do que ela pode ser capaz. Assisti Kickass, ora bolas! 

Volto a dizer que o grande problema de A 5ª Onda foi o roteiro. Na verdade sempre comentei que não achava que ele renderia um bom filme. Apesar do livro ser interessante, ele é muito mais reflexivo do que de ação, e no cinema distópico essa ação é o que vende. E, a não ser que os roteiristas sejam muito bons para transmitir os dramas pessoais dos personagens, ele cairia no mais do mesmo. 

Se temos a ideia de um embate entre o que é bom e ruim. Quem é o mocinho e quem é o bandido, isso se perdeu totalmente nas cenas aleatórias que os roteiristas usaram para explicar o lance "alienígena" nesse filme. 


Lembrou-me um pouco do que fizeram com A Hospedeira, que tinha uma ideia semelhante. E exatamente como no outro caso, o livro funciona melhor do que o filme pelo entendimento das questões culturais internas e psicológicas dos personagens. Não é fácil transmitir certas coisas no cinema. Acaba que a produtora do filme opta ou por um diretor que trabalhe bem as ações, ou bem os dramas internos dos personagens. E no caso desse filme, o diretor não soube muito bem o que fazer com nenhum dos casos. 

Até tem cenas interessantes acerca das "ondas". O que poderia ter sido um puta filme focado na sobrevivência dessas poucas pessoas restantes das terríveis ondas alienígenas, se perde em mais um drama adolescente com ênfase nas relações de Cassie com Evan e Ben. E aí eu entorto a boca e desisto dele. 


Fico triste. Sério mesmo. Porque há uma grande chance de termos mais um filme sem continuação no cinema por falta de planejamento de quem o faz. Pensam em algumas coisas e não em outras. 

Se o cinema de adaptações está ajudando a criar novos leitores, isso já é um puta lucro. Afinal, dificilmente um filme será tão bom quanto um livro. Mas se for para começar, vá até o fim! Não acho justo com quem não lê que uma produtora se jogue numa proposta e desista dela porque fizeram um péssimo trabalho.