Um Cavalheiro a Bordo e porque diabos esse povo não sai do clichê

Título: Um Cavalheiro a bordo
Autor: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
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Sinopse: Ela estava no lugar errado…Durante um passeio pela costa, a independente e aventureira Poppy Bridgerton fica agradavelmente surpresa ao descobrir um esconderijo de contrabandistas dentro de uma caverna.
Mas seu deleite se transforma em desespero quando dois piratas a sequestram e a levam a bordo de seu navio, deixando-a amarrada e amordaçada na cama do capitão.
Ele a encontrou na hora errada…
Conhecido entre a alta sociedade como um cafajeste e um corsário inconsequente, o capitão Andrew James Rokesby na verdade transporta bens e documentos para o governo britânico.
No meio de uma viagem, ele fica assombrado ao encontrar uma mulher na sua cabine. Sem dúvida sua imaginação está lhe pregando peças. Mas, não, ela é bastante real – e sua missão para com a Coroa o deixa preso a ela.
Será que dois erros podem acabar no acerto mais maravilhoso de todos? Quando Andrew descobre que Poppy é uma Bridgerton, entende que provavelmente terá que se casar com ela para evitar um escândalo.
Em alto-mar, as disputas verbais entre os dois logo dão lugar a uma inebriante paixão. Mas depois que o segredo de Andrew for revelado, será que ele conseguirá conquistar o coração dela?

Ok, acho que finalmente estou exausta dos livros da Quinn. Não acho que seja uma posição definitiva, ainda assim depois de ler esse livro eu parei e pensei porque diabos ainda to insistindo, se os últimos quatro ou cinco dela eu tenho achado tudo tão mais do mesmo. 

Esse até que segue uma linha diferente. Se passa no mar com um capitão e uma mocinha que só estava no lugar errado e na hora errada e acabou sendo cativa do navio dele, por algum tempo. Poppy é boca quente, o que renderam risadas consideráveis no início, e Andrew é o típico mocinho de contos de fadas, o que foi o motivo de me irritar. 

Mocinho de conto de fadas? Sério? O cara era capitão de um navio! Era para ter mais palavrões, cuspidas e coisas do tipo. E quando achei que a autora não me poderia me irritar mais por causa dele, me coloca uma posição de prestígio na sociedade para o cara, o que me faz pensar naquela velha coisa de que "porque diabos mulheres tem que ficar com os ricos e importantes?" Barões, condes e outros títulos que, na boa? Acho super entediante. 

Vim em busca de aventura piratesca, e até que encontrei um pouco no percurso desses dois, mas poderiam ter mais. Porque a mocinha não poderia ter se apaixonado por um pirata e virado uma também, abandonando o título? Porque tem que um lorde, senhor? Argh!!!!

E isso me irritou tanto na leitura que estragou o resto dela para mim. Terminei com um bocejo e prometendo nem tão cedo ler outro livro dessa criatura. É romance de época, e eles tem a tendência de ser clichê, mas, gente, dá para ser clichê e ter uma história fenomenal. Dá para criar romances incríveis de coisas pequenas e personagens extraordinários sendo bandidos e mocinhos ao mesmo tempo. 

Uma palavra para definir isso livro como um todo? Tédio. Tédio puro. 

Nem tão cedo peço algo da autora. Já deu! 

Onde mora o amor e porque uma sinopse é tão significativo

Título: Onde mora o amor
Autor: Jill Mansell
Editora: Arqueiro (Cedido em parceria)
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Sinopse: Dexter Yates adora sua vida despreocupada em Londres. Além de lindo e rico, mora em um apartamento chique e está sempre acompanhado de belas mulheres. Mas tudo se transforma da noite para o dia quando a irmã morre, deixando a pequena Delphi, de apenas oito meses.
Sem a menor ideia de como cuidar sozinho de um bebê, ele resolve se afastar da correria da cidade grande e se muda para sua casa em Briarwood.
Dex não está acostumado ao ambiente intimista do vilarejo, em que todo mundo se conhece e todas as histórias se entrelaçam. Os moradores o recebem de braços abertos, sobretudo sua vizinha de porta, a talentosa quadrinista Molly, que se oferece para ajudar com Delphi. Ela tem um passado amoroso catastrófico e muita cautela, mas nasce entre os dois uma inegável conexão.
Se Dex vai conseguir se adaptar a essa nova vida e encontrar o amor de verdade, ele primeiro terá muito a aprender: sobre Molly, sobre Delphi, sobre os segredos dos outros e, principalmente, sobre si mesmo.

A primeira coisa que você precisa saber desse livro sobre Dex e Molly é que ele quase não é um livro sobre Dex e Molly. E isso não seria ruim num todo, se a sinopse do livro não o vendesse dessa forma. Sabe no que penso quando a leio? Em propaganda enganosa. 

Temos, sim, esses personagens, mas o foco do livro não é exatamente eles. Brinca um pouco com o fato de Dex ter se tornado um pai de supetão e não ter ideia de como fazer isso funcionar, e também flerta com o personagem de Molly, suas aulas de desenho e a solidão interna. Mas isso é uma pontinha, e nem é das principais, visto que os personagens secundários ganham mais voz do que os protagonistas aqui. 

Não me entendam mal. Gosto de livros com múltiplas perspectivas e coisas diferentes acontecem com pessoas diferentes. O mundo é assim e acompanhar esse caminho encharcado de vivências é bom. Acho que pode ser de uma riqueza ímpar. Mas quando se vende um livro como um romance entre duas pessoas e elas quase não aparecem, nem mesmo são os personagens mais carismáticos da história, toda a ideia vendida do livro cai por terra. Interessei-me muito mais pela garota cujo pai tinha um segredo e pela dona do bar divertida e boca quente. 

Quando se vai escrever esse tipo de livro com múltiplos olhares, é importante que se defina se é isso o que se quer, e se for levar todos com a mesma consistência. E se a importância passa a ser pessoas específicas, fazer com que esses personagens ao redor girem em cima delas, e não fiquem jogados aleatórios, sendo conhecidos simplesmente por proximidade geográfica. No fim da história a autora termina conexões que eram para ter sido formadas muito antes. 

Então sim, a proposta do livro é deliciosa, e a escrita da autora é fluida e de bom gosto, mas acho que ela precisava ter trabalhado melhor no briefing desse livro. Entendo que amor existe de muitas formas, e que era isso o que queria dizer, mas se perdeu vendendo unicamente uma história de um casal, porque cria uma expectativa em quem compra por causa disso, e não é em cima deles que a história se desenvolve. 

Não gosto muito de Marian Keyes, mas tenho um perfeito exemplo do que estou falando sobre vender livros de maneira correta. Olhem só essa sinopse: 

Existe um misterioso espírito que paira sobre o edifício número 66 da Star Street, em Dublin, Irlanda. E esse espírito está em uma missão para mudar a vida de alguém. Em A estrela mais brilhante do céu, Marian Keyes demonstra mais uma vez sua técnica como uma dos grandes contadores de histórias da atualidade e sua vontade de ultrapassar limites na literatura.
Os inquilinos do prédio 66 formam certamente um grupo excêntrico. Na cobertura mora Katie, uma mulher de 39 anos que trabalha como relações públicas de cantores e que só se preocupa com o tamanho de suas coxas e se seu namorado irá propor casamento. No apartamento abaixo, dividem o espaço dois poloneses mais a engraçada Lydia. No primeiro andar está Jéssica, a octogenária que vive com seu malvado cachorro e o filho adotivo. Já no térreo estão os recém-casados Maeve e Matt, que por mais que tentem esquecer o passado, não conseguirão.

Viram que a sinopse vende histórias de diversas pessoas, e que o fato de estarmos falando de um edifício abre possibilidades para ainda mais delas? Isso é uma sinopse genérica para uma história sobre um tema ou um lugar, e não pessoas específicas. Esse tipo de sinopse deveria ter sido o caminho escolhido para o livro de Onde mora o amor. Ele venderia uma proposta mais aberta e com muitas possibilidades. 

Enfim, Onde mora o amor é um bom livro, mas passa longe de ser meu romance levinho predileto, dessa leva de romances de hoje da Arqueiro. 






Tempo de Regresso e porque amo minha irmã

Título: Tempo de Regresso
Autor: Kristin Hannah
Editora: Arqueiro
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Sinopse: Meghann Dontess é uma mulher atormentada pela tristeza e pela solidão, e não consegue lidar com a difícil decisão que tomou na adolescência e que a fez perder tudo, inclusive o amor da irmã. Advogada de sucesso, trabalhando com divórcios, ela não acredita em relacionamentos – até que conhece o único homem capaz de fazê-la mudar de ideia.Claire Cavenaugh está apaixonada pela primeira vez na vida. Conforme seu casamento se aproxima, ela se prepara para encarar a irmã mais velha, sempre tão dura e arrogante. Reunidas após duas décadas, essas duas mulheres que pensam não ter nada em comum vão tentar se tornar algo que nunca foram: uma família.
Sensível e divertido,Tempo de Regresso fala sobre os erros que cometemos por amor e as dores e as delícias que apenas irmãs podem compartilhar.

Ler Kristin Hannah é sempre um soco no estômago. Mesmo que a gente saiba o que esperar da escrita dela, e se blinde emocionalmente para o que está por vir, é inevitável se emocionar mais do que deveríamos. E olhe que Tempo de Regresso não é o melhor livro dela, ainda que tenha sido tão bom de muitas maneiras. 

Nesse livro a gente conhece a história de Meg e Claire, duas irmãs que foram separadas na juventude e que desde então vivem suas vidas sem muito contato uma com a outra, e sem saber como lidar quanto os vagos encontros acontecem. 

Um acontecimento une novamente essas irmãs, e elas vão ter que aprender a dizer o que esta entalado em suas gargantas há anos, e a conviver com o que fizeram e o que são hoje em dia. 

Kristin Hannah é especialista em construção de personagens. Em criar pessoas que você sente que poderia de fato conhecer, de tão verdadeiras que são. E não foi diferente com essas irmãs e com o relacionamento delas. Ainda assim, acho que esse livro merecia mais páginas voltadas a resolução de algumas problemáticas entre elas. Tipo... Meg tinha uma ideia fixa sobre casamento, mas quando isso surge na vida dela através de Claire e ela vai decidida a botar pontos nos "is", a mulher simplesmente esquece disso rápido demais. E também acho que Claire precisava passar por um tipo de mudança de personalidade, mesmo que por algo bem específico, mas isso não aconteceu. Enfim, dessa vez acredito que mais páginas teriam ajudado. 

De modo geral o livro é bom. Ele pesa bastante no drama, coisa comum na escrita da autora, e é inevitável que se derrame algumas lágrimas com ele. Sem contar que é um livro bastante rápido. Para quem andava numa ressaca horrível de leitura, comecei pela noite e acabei no outro dia pela manhã, respeitando total o meu sono. 

Ainda amo mais o As Coisas que Fazemos por amor, principalmente por ter um tema que sempre me toca bastante, mas Tempo de Regresso não fica muito atrás no quesito qualidade. Kristin Hannah em sua essência. 

A Chama de Ember e como autores podem ser criativos

Título: A chama de Ember
Autor: Colleen Houck
Editora: Arqueiro (Cedido em Parceria)
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Sinopse: Quinhentos anos atrás, Jack fez um pacto com um demônio e acabou condenado a uma eternidade de servidão. Como um lanterna, seu único dever é guardar um dos portais que levam ao reino imortal, garantindo que nenhuma alma se infiltre onde não é bem-vinda. Jack sempre fez um excelente trabalho... até conhecer a bela Ember O’Dare.Há tempos, a bruxa de 17 anos vem tentando enganar Jack para atravessar o portal. Insistente, sem temer os alertas dele, Ember enfim consegue adentrar a dimensão proibida com a ajuda de um vampiro afável e misterioso, e então tem início uma perseguição frenética através de um mundo deslumbrante e perigoso.
Agora Jack precisa resgatar Ember antes que os universos terreno e sobrenatural entrem em colapso e se tornem um caos.

Confesso que não sou uma fã da autora. Li o primeiro da série dos Tigres dela e achei um completo tédio. Gostei dos rapazes, mas tive um ranço eterno com a mocinha. É tanto que até hoje quando me perguntam qual mocinha eu menos gostei de um livro, eu vou responder que foi ela. Mas... a premissa de A chama de Ember era tão boa, que não deu para ignorar o livro. Não mesmo. Carolzinha aqui ama uma historinha com pé no terror, e ainda que não seja propriamente a ideia desse livro, ele baila bonito por mitos e lendas que amamos quando se trata do Halloween. 

A protagonista desse livro é Ember, uma bruxa bem atrevida que tomou como meta de vida descobrir um jeito de atravessar a ponte da cidade, que dá abertura para um mundo mágico que ela tem verdadeira paixão pela ideia de conhecer. Só que essa ponte é vigiada por um Lanterna, o Jack. Um ser mitológico que eu amava quando era criança, e que a autora até que retratou de um jeito bem bacana nesse livro. 

Jack vem observando Ember desde que era criança, e é fascinado pela garota. Mas não por isso ele a deixa atravessar a ponte. Sabe que do outro lado pode ser um perigo para a bruxinha, visto que os mundos mágicos são movimentados por luzes de bruxa, e ela anda escassa ultimamente. Só que Jack não contava que um vampiro carismático e muito amável (será?) ajudaria a menina a atravessar a ponte. Claro que ele tinha os motivos dele, que com o tempo caem por terra porque ele começa a gostar da menina. 

Temos triângulo amoroso? Temos, sim senhor! Estamos falando de Colleen Houck, e não seria ela se não tivesse o triângulo. Mas, olha, vou te dizer... Ele é tão sutil e sem peso na história, que dá para ler sem me irritar. E Ember, apesar de quase nada carismática, consegue ter um pouco mais de pulso quanto as suas decisões do que a protagonista da série dos Tigres tinha. Nessa garota eu realmente conseguia confiar. 

Toda a mitologia do livro é um deleite para quem curte fantasia do Halloween. Bicho papão, lobisomem, bruxas, vampiros, Jack Lanterna... Tudo isso conhecemos das nossas histórias infantis e a autora trabalha muito bem na trama. Claro que eu teria gostado mais se tivesse um pezinho na fantasia adulta, mas não dá para esperar muito de uma autora que escreve ficção para adolescentes, não é? Então a gente releva. 

O ritmo do livro também é um deleite. Tá, eu demorei a pegar gás. Na página 150 eu já estava em desespero porque não conseguia ler. Empaquei legal, mas depois disso a história flui bacana. Como disse, o tema também me fez agarrar nela com fervor. Eu tinha que terminar! Era uma questão de honra!

O livro também baila em cima de uma ideia Steampunk, outra coisa que amo. Em muitos momentos lembrou bastante outras séries no gênero que li, principalmente em termos tecnológicos, como Máquinas Mortais e o Protetorado da Sombrinha. Eu ainda gosto mais desse livro aqui da Colleen, mas não há como brigar contra monstros do Halloween, não é? Eles sempre vencerão para mim. 

Enfim, é um bom livro. Ainda não é genial, mas em se tratando de Colleen eu fico contente com o bom. Ele diverte bem e tem personagens delicinhas. 

A Padaria dos Finais Felizes e porque adoro livros de romance em lugares incríveis

Título: A Padaria dos Finais Felizes
Autor: Jenny Colgan
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Sinopse: Um balneário tranquilo, uma loja abandonada, um apartamento pequeno. É isso que espera Polly Waterford quando ela chega à Cornualha, na Inglaterra, fugindo de um relacionamento tóxico.Para manter os pensamentos longe dos problemas, Polly se dedica a seu passatempo favorito: fazer pão. Enquanto amassa, estica e esmurra a massa, extravasa todas as emoções e prepara fornadas cada vez mais gostosas.
Assim, o hobby se transforma em paixão e logo ela começa a operar sua magia usando frutos secos, sementes, chocolate e o mel local, cortesia de um lindo e charmoso apicultor.
A Padaria dos Finais Felizes é a emocionante e bem-humorada história de uma mulher que aprende que tanto a felicidade quanto um delicioso pão quentinho podem ser encontrados em qualquer lugar.


Sabe aquele tipo de livro que dá um calorzinho no peito? Esse é A Padaria dos Finais Felizes. E para quem leu o outro livro da autora, A Pequena Livraria dos Sonhos, vai se sentir em casa com essa narrativa. Uma vez lido algum livro da Jenny, é acolhedor ler qualquer outra coisa. Ela é o tipo de escritora que conquista mais com o estilo do que com a história em si, ainda que as histórias sejam lindinhas demais!

Nesse livro temos uma protagonista passando por um momento ruim da vida. Acabou de se separar do namorado e perder o emprego. Não tem dinheiro e precisa com urgência encontrar um lugar para morar. Como tudo na cidade está acima do que ela pode pagar, Polly acaba encontrando uma casinha em cima de uma antiga loja na Cornualha. Um lugar isolado do mundo na condicionante de ser acessado de acordo com o nível do mar. É lá que ela vai para se curar. 

Um adendo sobre Polly, é que ela ama fazer pão! Tinha isso como hobbie por muito tempo, e depois que chega a pequena vila e descobre que a única padaria da região produz um pão horrível, Polly começa a fazer com que isso vire mais do que uma paixão. E é por causa dele, e de um papagaio do mar, que ela começa a conhecer os habitantes da cidade, e a fazer parte da cidade como um morador de lá de fato. 

Os lugares que Jenny descreve em seus livros são todos de babar. Não seria diferente desse aqui. Não é só uma questão do ambiente ao redor, mas o ambiente que se constrói e molda um protagonista. É aquilo que sempre digo que dar vida ao lugar para torná-lo próximo ao leitor é essencial, e ela consegue isso magistralmente. Nunca quis conhecer muitos lugares da Europa, mas da minha curta lista acabei adicionando os dois cenários dos dois livros dela que li, tamanha paixão que fiquei por eles. 

Temos romance nessa história? Sim, temos! E temos tristeza também. Não achei que fosse ler um livro que soubesse pesar com delicadeza a dose de comédia, drama e e romance, mas esse conseguiu. Parecia que eu estava vivenciando a história, e não sendo apenas um observador dela. É mágica a maneira como essa autora escreve, e estou ainda tão encantada com tudo o que ela fez nos dois livros que li, que já a coloquei na minha lista de autores que não posso jamais esquecer. 

Indico com verdadeira idolatria! Qualquer um dos dois livros são incríveis! 



Mulher-Gato e porque toda garota deveria ser incrível assim

Título: Mulher-Gato: Ladra de Almas
Autor: Sarah J. Maas
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Sinopse: A Mulher-Gato da autora best-seller Sarah J. Maas é o que os fãs da personagem amam: forte, independente e única.No passado, Selina Kyle vivia no submundo de Gotham, cometendo pequenos delitos para sustentar a família. Quando a mãe a abandona, a jovem precisa tomar uma difícil decisão e entrega a irmã nas mãos de um casal que poderia cuidar bem melhor dela, longe da pobreza.
Dois anos depois, Selina retorna como a rica e misteriosa Holly Vanderhees. O que a trouxe de volta à cidade? E o que vai aprontar agora que tem como parceiras Arlequina e Hera Venenosa?
Com Batman fora em uma missão vital, Luke Fox quer provar que pode ajudar os habitantes de Gotham usando o disfarce de Batwing. Seu alvo é uma nova gatuna que se uniu às duas rainhas do crime. Juntas, as três instauram o caos.
Em meio a um jogo de segredos, mentiras e furtos, Selina se engalfinha à noite com Batwing, e se enrosca de dia com Luke Fox. Em uma trama que vai roubar o fôlego dos leitores, Sarah J. Maas mostra os primeiros momentos da ardilosa Mulher-Gato como uma das anti-heroínas mais ambíguas e amadas do mundo.

O nome de um autor pesa muito na hora de selecionar uma leitura. Só entendi isso quando acabei solicitando da editora Mulher-Gato. Apesar de amar loucamente todo o universo obscuro da DC, não tive qualquer vontade de ler os livros que estavam saindo pela editora, a série Lendas da DC. Mas esse... Ummmm... Sarah J Maas é dona de parte do meu coração, quando se trata de fantasia, então eu precisava ler para saber se meu affair com ela era só com as fantasias, ou com a escrita da autora de maneira geral. Descobri que é um pouco dos dois, mas a questão do gênero pesou muito para mim. 

Se você é como eu e já viu todos os filmes e séries do Batman, conhece o nome Selina Kyle. Nesse livro vamos acompanhar um pedaço da adolescência dela, quando participava de lutas para ganhar dinheiro e sustentar a irmã, e depois que ela faz um treinamento para se tornar uma ladra profissional. 

O livro é narrado por dois pontos de vista. Momentos por Selina, outros por Luke, um ex militar que trabalha junto do Batman, e assume os problemas de Gotham quando o vingador mascarado não esta na cidade, como é o caso no momento em que essa história está se desenvolvendo. 

Coisas valiosas começam a ser roubadas por um profissional que Luke não consegue pegar. Ao mesmo tempo ele começa uma amizade com a vizinha e charmosa que chegou na cidade, sem saber que possivelmente as duas são a mesma pessoa. 

O livro tem todo o clima de Gotham. Aquela coisa negra e melancólica que exala pelas páginas do livro com facilidade. Seja pela narração do clima ou sentimentos dos personagens. É fácil ler e se enxergar nas ruas do lugar onde sabemos que Batman combateu os vilões mais loucos e maravilhosos já criados pelas histórias em quadrinho. 

Selina é o tipo de personagem que certamente Sarah J Maas criaria: uma garota badass que não tem problema algum em ser independente do mundo ao redor dela. E Luke é o herói mocinho que todo mundo suspira. Juntos eles formam uma dupla arretada (usando uma expressão totalmente sertaneja para dizer que eles são incríveis). 

O desenvolver da história é gradativo e instigante. A gente fica querendo que eles se encontrem e se descubram quem são o tempo inteiro. Sem contar que, mesmo individualmente, são personagens que seguram bem qualquer história. 

Não dá para vir aqui e esperar uma Sarah J Maas como vimos em Corte ou Trono. Tirando pelas meninas incríveis, não há nada em comum nas histórias, e nem era de fato para existir. São contextos diferentes e sentimentos diferentes. Mas com certeza é um livro que diverte a beça, principalmente se você for fã do universo DC, como eu sou, e tem uma certa queda por Selina Kyle, como eu sempre tive. 

Resenha de "Uma Loucura e Nada Mais"(Mary Balough)

Título: Uma Loucura e Nada Mais
Autor: Mary Balough
Editora: Arqueiro (Cedido em Parceria)
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Sinopse: Mary Balogh já vendeu mais de 100 mil exemplares pela Arqueiro e é presença constante na lista de mais vendidos do The New York Times. Depois de sobreviver às guerras napoleônicas, Sir Benedict Harper está lutando para seguir em frente e retomar as rédeas de sua vida. O que ele nunca imaginou era que essa esperança viesse na forma de uma bela mulher, que também já teve sua parcela de sofrimento.
Após a morte do marido, Samantha McKay está à mercê dos sogros opressores, até que planeja uma fuga para o distante País de Gales para reivindicar uma casa que herdou. Como o cavalheiro que é, Ben insiste em acompanhá-la em sua jornada.
Ben deseja Samantha tanto quanto ela o deseja, mas tenta ser prudente. Afinal, o que uma alma ferida pode oferecer a uma mulher? Já Samantha está disposta a ir aonde o destino a levar, a deixar para trás o convívio com a alta sociedade e até mesmo a propriedade que é sua por direito, por esse...



Acho que depois do primeiro livro que li dessa série, sempre espero mais dos outros. Aquela maturidade que vi no primeiro e que tanto me encantou, afinal estávamos falando de ex combatentes de guerra, é o que provavelmente move toda a série. Ou pelo menos eu esperava que fosse. 

O segundo volume passou longe de ser tão incrível quanto o primeiro, mas esse terceiro se redimiu um pouco. Não sei se porque o achei mais dinâmico do que o livro de Vincent, mas ele funcionou para mim. 

Ben foi o Sobrevivente que ficou com limitação na perna. Ele não consegue andar muito bem, e esta em um momento da vida em que se enxerga bastante deslocado. Não se sente realmente um lorde, porque o título foi lhe dado após a morte do irmão mais velho, e tampouco consegue se sentir senhor das terras, já que o irmão caçula ficou tomando conta quando ele estava na guerra e agora não se acha no direito de pegar de volta. Então Ben resolve fazer uma viagem, e é nessa viagem que conhece Samantha. 

A mocinha é uma viúva de guerra que está no período de luto. Morando com uma cunhada que a mantem em rédeas curtas, Samantha também esta se sentindo oprimida. Passou anos tomando conta de um marido convalescente e agora com a família dele, ela quer se libertar. 

Quando Samantha fica sabendo que tem uma casa que foi deixada para ela em herança por familiares distantes, ela logo resolve fugir. E quem vai com ela para não deixar a donzela sozinha? Ben. O lorde intrigante que quase a atropelou com um cavalo e que esta passando uns tempos na casa da irmã, que por acaso é vizinha de Samantha. 

Então vamos acompanhar a viagem desses dois, com toda a tensão existente dentro de uma carruagem, até chegarem na linda casa dela na costa de uma praia bela na Grã Bretanha. 

Como falei, não foi um livro que superou o primeiro para mim. Tem personagens ótimos, o ritmo dele é melhor do que o do segundo, já que boa parte é uma viagem, e os acontecimentos também são gradativamente eficientes. As coisas acontecem de maneira a não deixar o leitor entediado. Tem até uma ou duas cenas bem emocionantes perto do fim. É um relacionamento que cresce bem, que desenvolve legal, e não senti hora alguma que a autora estava acelerando as coisas. 

E o lugar? Nossa!! Eu realmente podia sentir a casa de Samantha. Moraria tranquila naquele lugar. Amo livros que se passam em lugares assim, que a gente quase pode senti-los.

Gostei bastante do livro. Como disse, não se assemelha ao primeiro, mas esse tem toda uma logística que me agradou bastante como romance de época. 

"Esperança" e como um épico consegue ser cansativo

Título: Esperança
Autor: Lesley Pearse
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Sinopse: Inglaterra, 1836. O nascimento de Hope pode ser o prelúdio de um escândalo. Prova do adultério da aristocrata lady Harvey, a menina é entregue a uma das empregadas e cresce sem saber de sua verdadeira origem.
Porém, quando completa 14 anos e vai trabalhar na mansão dos Harveys, ela vê algo que não deveria e é forçada a fugir para os cortiços de Bristol, em meio à miséria e à doença.
Durante uma epidemia de cólera, a coragem e a gentileza de Hope provocam uma reviravolta em sua vida e ela se vê envolvida em uma guerra, cuidando dos doentes. Mas o destino parece ter outros planos para Hope, e logo a jovem precisará enfrentar os segredos por trás de seu nascimento.
Esperança é um romance impactante sobre uma mulher que, apesar de todos os empecilhos, mantém em seu coração o desejo de um dia encontrar a felicidade que tanto merece. 

Eu sou o tipo de leitora que costuma gostar bastante de longos romances. Épicos ao estilo E o Vento Levou me agradam em demasia, e por isso quando surge a oportunidade de conhecer novos livros desse tipo, eu me jogo sem medo. 

Gostaria de dizer que Esperança me conquistou como eu gostaria. Que eu simpatizei com a personagem e que torci por ela a todo instante, mas não foi bem assim. Em poucas páginas eu já estava de saco cheio de tanto sofrimento e tanto choro. Sério, curto drama, mas aqui o nível de desespero era alarmante. Eu revirava os olhos a todo instante. Entendo as pessoas terem vida difícil, mas quando elas só são difíceis nos livros me dá nervosismo. A vida do lado de cá já é desgraçada o suficiente. 

Entendo o contexto histórico e a trajetória da personagem ser tão longa e dolorosa. Hope, nossa protagonista, não é bem a protagonista, já que a história flerta com outros personagens o tempo inteiro, dando-lhes importância do mesmo modo que dá a Hope. Então não temos só a carga dramática de uma pessoa dentro desse meio, mas de várias delas, o que torna tudo mais trágico e difícil. É como se Esperança, o nome do livro, não fosse exatamente o nome da menina, mas tudo o que aquelas pessoas precisam para continuar. Foi um joguete interessante com a palavra, e não tiro o mérito da autora por isso. Na verdade não tiro o mérito dela por nada. 

Pearse é conhecida por ser uma ótima historiadora, e de fato é. A todo momento ela brinca com os acontecimentos reais, como o surto de cólera na Inglaterra, e a linha de trama dos personagens do livro. Acho isso de uma genialidade sem tamanho, e ganha vários pontos comigo por causa disso. Contudo, ainda que tenha diversos pontos positivos no livro, ele não me pegou. Eu sentia a todo momento que estava assistindo a um capítulo de uma novela mexicana, sabe? No estilo Maria do Bairro, o que deixou o livro extremamente cansativo para mim, ainda que eu tenha percebido de cara que o ritmo dele não é ruim, eu que provavelmente estava em dia ruim para ler um romance épico. 

Esperança tem o seu charme. Acho que a maioria das leitores de romance vai curtir. É longo, um pequeno tijolinho de mais de 500 páginas, mas tem muita coisa interessante e uma trajetória daquelas sofridas. Então se você for daquelas adeptas a esse tipo de livro, certamente vai gostar. Ele não se conectou comigo, mas sou mega chata, vocês sabem disso. Por isso, tratem de ignorar e arriscar. 

"Artemis" e uma grandiosa volta na lua

Título: Artemis
Autor: Andy Weir
Editora: Arqueiro (Cedido em parceria)
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Sinopse: ANDY WEIR, AUTOR DO BEST-SELLER PERDIDO EM MARTE, RETORNA COM UM THRILLER IRRESISTÍVEL - UMA HISTÓRIA DE ASSALTO NA LUA!Jazz Bashara nunca desejou ser uma heroína. na verdade, ela é uma criminosa, uma pequena contrabandista.
A vida em Artemis, a primeira e única cidade na lua, é difícil se você não for um turista ou um empresário rico, ainda mais se está com dívidas e seu trabalho mal cobre o aluguel.
Por isso, quando surge a oportunidade de ganhar uma enorme quantia cometendo o crime perfeito, Jazz não consegue recusar. A questão é que esse delito é apenas o começo de seus problemas, pois a fará cair no meio de uma conspiração pelo controle de artemis.
Impulsionada pela narrativa sarcástica da protagonista, ambientada em uma cidade imaginária, mas extremamente familiar, Artemis é outra mistura irresistível de ciência, suspense e humor de Andy Weir, o autor de Perdido em Marte

Tem quase quatro anos que li Perdido em Marte, e pela minha resenha vocês irão notar o quão sou apaixonada por aquele livro! O quanto ele me conquistou, mesmo com as muitas referencias técnicas sobre coisas que não compreendia. Ele é simplesmente DIVINO! Então era isso o que eu estava esperando de Artemis, e ainda que a essência de Andy Weir esteja presente na história, a maestria que vi no outro livro não está. 

Como a sinopse diz, vamos acompanhar a história de Jazz, uma contrabandista que mora na Lua e arranjou uma empreitada que pode salvar sua pele por muitos anos, já que tudo é muito contadinho por lá em relação ao financeiro. Ela não hesita em aceitar o serviço, mesmo que ele seja difícil e perigoso, e é ai que o ritmo da história se desenvolve. 

Uma das características marcantes do autor é a explicação para tudo o que seja científico. Ele sabe expor com louvor o ar da Lua, as condições respiratórias e biológicas de quem vive por lá, como sobre o mecanismo de motores de máquinas agrícolas imensas, tudo sem perder o salto. Se bem que ele poderia estar me xingando ali e eu não iria saber, porque são coisas das quais não entendo. Mas o fato dele se arriscar em explica-las tem o seu mérito, porque é certo que alguém vai entender, e deixa o texto mais rico, embora também cansativo. 

Algo que admirava em demasia em Perdido em Marte era o protagonista. O cara tinha um humor maravilhoso para alguém perdido em outro planeta, prestes a morrer. O humor dele foi responsável pelo ritmo ligeiro do livro. Mark foi o melhor protagonista que li em 2015, tamanho o grau de brilhantismo do cara, e não só pelo bom humor, mas pela construção de sua personalidade como um todo e da trajetória de vida. Então eu esperava que Jazz, protagonista de Artemis, tivesse ao menos metade dessa simpatia, e não foi o que aconteceu. E nem venham me dizer que é por ela ser uma contrabandista e ele um herói americano. Meus personagens prediletos costumam ser bandidos e ladroes, então não tenho problema algum com esse tipo de gente. Só que ela merecia mais, e poderia ser muito mais do que foi. Fiquei esperando isso, e me decepcionei um pouco com o resultado. Ela passa longe de ser tão carismática. Uma pena. 

O conjunto do livro num todo é bem eficiente. O cenário é incrível (uma cidade na LUA!!!) e o ritmo agradável. Ainda assim eu esperei mais. Esse é o mal de se criar expectativas com histórias, as vezes elas não se assemelham ao que se espera delas. Ainda assim, super recomendo os livros do Weir, principalmente se você gosta de ficção científica interplanetária. 

"Não conte a ninguém" e a corrida pelo final perfeito.

Título: Não Conte a Niguém
Autor: Harlan Coben
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Sinopse: RELANÇAMENTO COM NOVA IDENTIDADE VISUAL PARA CELEBRAR OS DEZ ANOS DE HARLAN COBEN NA ARQUEIRO.
Há oito anos, enquanto comemoravam o aniversário de seu primeiro beijo, o Dr. David Beck e sua esposa, Elizabeth, sofreram um terrível ataque. Ele foi golpeado e caiu no lago, inconsciente. Ela foi raptada e brutalmente assassinada por um serial killer.
O caso volta à tona quando a polícia encontra dois corpos enterrados perto do local do crime, junto com o taco de beisebol usado para nocautear David. Ao mesmo tempo, o médico recebe um misterioso e-mail que aparentemente só pode ter sido enviado por sua esposa.
Esses acontecimentos fazem ressurgir inúmeras perguntas sem resposta: como David conseguiu sair do lago? Elizabeth está viva? Por que ela demorou tanto para entrar em contato com o marido?
Na mira do FBI como principal suspeito da morte da esposa e caçado por um perigosíssimo assassino de aluguel, David contará apenas com o apoio de sua melhor amiga, da sua advogada e de um traficante de drogas para descobrir toda a verdade e provar sua inocência.

Coben é sempre aquele autor que me tira da ressaca. Os livros são rápidos e fluidos de um jeito sem igual. Nunca li nenhum autor policial que tenha o mérito de ter feito o que essa cara faz com os dele, e isso é um supor ponto positivo para mim, que sempre sei o que ler quando me afundo em um período pós livro complicado. 

Não sei se vocês sabem, mas os livros do Harlan estão sendo relançados pela Arqueiro. Aleatoriamente, estão saindo os da serie do Myron e os independentes, o que fico feliz porque vários já estão fora de catalogo ha um bom tempo. Foi dessa forma que o Não conte a ninguém veio parar em minhas mãos. 

Contando a historia de um medico que havia perdido a esposa alguns anos atrás, sequestrada e assassinada por um maniaco, e muito depois recebe um email que apenas ela poderia ter enviado, o livro vai mostrar a trajetória de David, o médico e marido, na investigação da morte da esposa e na descoberta dos diversos segredos que ela guardava dele no passado. 

Como disse, os livros do autor são maravilhosos para quem esta travado em alguma coisa. O ritmo é sempre bom e o desenvolvimento é ótimo. Mas se tem uma coisa que me irrita nos livros independentes dele, é que os finais deixam muito a desejar, coisa que não acontece com os da serie do Myron Bolitar. 

Veja bem, quando falo de final eu digo realmente as ultimas folhas da historia. A resolutiva da problemática está lá, mas nesses últimos três livros que li elas foram tao corridas que me deu agonia. E no caso de Não conte a ninguém ele joga uma big bomba no ultimo paragrafo, o que seria logico que ele refizesse alguns dos passos que não tinham sentido com aquela informação final. Eu fiquei lendo e vendo uma informação sendo jogada atras da outra e minha cabeça sem conseguir processar a a tempo de outra aparecer. A ultima delas foi o estopim para mim. Deixou-me realmente nervosa e frustrada. Como assim o livro termina daquele jeito? Como assim ele não vai me dizer mais nada? 

Pontos positivos são sempre o ritmo, os personagens que são bons e o desenvolvimento que é espetacular. O condutor até o final é sempre incrível. Jamais deixaria de ler um livro do Coben, mas depois desse vou começar a avaliar se minha vontade de ler os livros independentes é tanta assim. Talvez seja mais seguro ficar com os do Myron que são os meus xodós.