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Crônica de uma mãe escritora

 




Todo mundo diz que ser escritor é uma das profissões mais solitárias do mundo. E eu concordo muito com isso. É só você, suas pesquisas em papéis, rabiscos bagunçados e um computador. O resto do mundo pode explodir, que você vai continuar concentrado no seu mundinho de faz de conta. Bom, isso é em teoria.

Em Sobre a Escrita, um dos meus livros não ficcionais prediletos, o autor Stephen King fala sobre o seu processo de escrever ao longo dos anos. Que as vezes ele se trancava em um escritório a base de café, álcool e outras drogas muito loucas, e só saia de lá quando o primeiro rascunho do livro ficasse finalmente pronto. E não estamos falando de livrinhos de cem páginas. É Stephen King, gente! O rei dos calhamaços!

Toda vez que eu via ele falando disso, pensava logo que esse cara não devia ter filhos. Claro que eu sabia que ele tinha, inclusive sou grande fã dos filhos dele escrevendo, mas também sei que se não fosse a esposa do King, a mãe dos guris, talvez a gente nunca fosse ler O Iluminado ou It. Vamos combinar, que quando se tem que tomar conta dos filhos o dia todo você não pode se dar ao luxo de se trancar em um quarto com bebidas e maconha e esperar a inspiração vir até atingir o clímax, ou o final da história. Talvez consumir moderadamente álcool e maconha, mas nunca em um quarto trancado! Ou quando você sair de lá os pivetes terão comido o reboco das paredes e enfiado o dedo em uma tomada elétrica. E se tiver mais de uma criança, eles certamente se matariam ao estilo vikings, com machadinhas e gritos de guerra. Esses pequenos são selvagens.

Sei que depois que li essa dica do King, resolvi experimentar algo semelhante. Não dava para ficar o dia inteiro, mas algumas horas de intensivo de escrita sem interrupções ajuda bastante.

Acordei um dia inspirada e sabia que aquele seria um bom dia. O pai das crianças estava em casa e era um sábado glorioso em que ele já tinha previsto levar os meninos ao parquinho ou a praia. Maravilha, aquilo me daria umas duas horas. E se juntar a preparação que aquilo demanda, coloque mais umas duas nisso. Fiquei empolgada.

Depois do almoço os meninos foram para o quarto, assistir, e a pia já estava limpa. Minha mãe fazendo crochê na poltrona dela e Lucas lá dentro, fazendo sei lá o que! Silêncio total. Resolvi começar o meu plano.

Peguei meu computador e um travesseiro e fui na ponta dos pés para o andar de cima da casa. Ele ainda está em construção, mas tem um banco de madeira grande e é super ventilado. Além de que os meninos não me achariam ali. Eles têm medo de subir as escadas. Bom, pelo menos o mais velho tem, a pequena comeria a escada, se pudesse.

Acomodei meu travesseiro no encosto do banco, liguei o computador e desci para pegar um copo grande de refrigerante com gelo. Poderia ser uma xícara de café, escritores combinam com xícaras de café, mas eu sou uma porcaria para isso: detesto café! Então poderia dar uma de Hemingway e tomar dezesseis daiquiris de uma vez, na intenção de escrever um livro. Contudo, sendo bem sincera, se eu tomar meio copo de qualquer coisa com álcool que seja, eu estaria dançando la bamba em cima do sofá ou dormindo feito uma louca de qualquer jeito embaixo da mesa. Também não rola né? Produtividade zero!

Então me contento que sou péssima em ter os maus hábitos que os escritores têm, e decido só acabar com meu estômago, tomando refrigerante.

Voltemos ao ocorrido.

Retornei para cima com meu copo de guaraná e sentei confortavelmente no banco, que não é nem um pouco confortável, mas era o melhor que tinha. Tomei um gole do refrigerante gelado, energizando meu corpo, e abri um arquivo do Word, energizando meu cérebro.

Com um sorriso no rosto, escrevi “capítulo 25”, e logo em seguida coloquei o nome do POV, que é o ponto de vista de quem ele seria escrita. Foi quando ouvi o primeiro grito.

— Mãe?

Merda, eu havia sido descoberta!

Era a voz de Rafael. Tentei ignorar, fechando minhas mãos com força, para evitar responder. Haviam dois adultos além de mim na casa, eles poderiam resolver. Só que não demorou e o ouvi ainda mais perto de mim.

— Mãe, tá aí em cima?

Ele estava no pé da escada. Suspirei sentindo derrota.

— Estou, meu filho. O que foi?

— Eliz fez cocô.

— E daí?

— Você tem que vir limpar ela, ué!

Parecia tão óbvio!

— E cadê o seu pai?

— Foi tirar o cochilo de depois do almoço.

Claro! Porque tirar cochilos depois do almoço é comprovadamente saudável para a vida do ser humano. Só eu parecia não ter um tempo livre depois do almoço.

Resignada, coloquei o computador de lado e desci as escadas com dificuldade. Para quem não sabe, ela foi feita por um pedreiro e meu padrasto seguindo um tutorial do Youtube. O que não se aprende com o Youtube hoje em dia? Nada! Talvez eu devesse mandar Eliz assistir um tutorial ensinando como limpar a própria bunda. Seria bem produtivo para mim.

Passei pelo quarto e vi Lucas tirando o cochilo deitado no chão, com um travesseiro na cabeça e um cachorro de pelúcia gigante entre as pernas. Queria acordar e dar uns gritos nele, mas segui para o banheiro e limpei Eliz, ouvindo ela cantar a música irritante do Luccas Neto. Testando mais um pouco minha capacidade de resistência.

Puta que pariu, as vezes eu queria matar aquele cara! Eu conheci muitas músicas irritantes, meu irmão assistia os Teletubbies, mas as músicas do Luccas Neto me fazem estremecer.

Depois de limpar a pequena, mandei-a de volta para o quarto da avó e chamei Rafael.

— Meu filho, eu vou trabalhar lá em cima. Qualquer coisa chame sua avó ou seu pai.

Ele respondeu com um aceno de cabeça distraído. Eu sabia que o safado estava mais interessado no Gato Galactico no telefone do que no que eu dizia. Segurei seu rosto e repeti a informação, e ele só revirou os olhos para mim e disse em um tom monótono:

— Eu ouvi, mãe. Não sou surdo.

Eu já disse que pré adolescentes são piores que crianças? Eles são.

Voltei para meu banco duro e para o capítulo começado. Senti os deuses da inspiração surgindo pelas minhas mãos, que se posicionaram para começar a escrever. Mas de repente ouvi um barulho e alguém gritando na casa do vizinho. Algo sobre o cara estar bebado e não querer tomar banho. Achei tão divertido, a interação da mulher “Vai tomar banho, seu idiota!” e o cara rindo alto e cantando Borbulhas de Amor, que simplesmente parei e fiquei ouvindo. De alguma forma, aquilo me lembrou meu rio Rogério, que protagonizava cenas homéricas e divertidas regadas a álcool, quando eu era criança. Era uma lembrança deveras calorosa.

Antes mesmo de Borbulhas de Amor chegar ao fim, ouvi outro grito na escada. Dessa vez de Eliz.

— Mãe, eu posso comer biscoito de salgado?

Eram umas torradinhas temperadas que ela adorava e eu sempre guardava para a escola, por serem caras.

— Não, vá comer outra coisa.

Não deu um minuto e ela voltou.

— Posso comer banana amassada com leite?

— Pode.

Menos de um minuto dessa vez.

— Minha avó disse que você viesse colocar, porque ela está com dor na perna.

Óbvio que estava! Quando ela não tinha dor nas pernas? A mulher era tão fodida que se ela tivesse, que Deus me livre, uma morte cerebral prematura, nada se salvaria para doar. Talvez os rins. É… os rins. Ela tomava muita água. Ah, espera, cerveja acaba com os rins ou só com o fígado? Se acabar com os rins também, esquece a doação!

Desci para amassar a banana com leite, ainda ouvindo Borbulhas de Amor, agora misturada ao Luccas Neto e ao Dr. House, o seriado que minha mãe via na TV. Porque não bastava todas as 127 vezes que minha mãe havia assistido Dr. House ao longo daquele ano. House é sempre House.

Entreguei o prato para Eliz e retornei correndo para a escada. Antes de chegar lá em cima, ouvi Rafael falar.

— Mãe, posso comer banana também?

Puta merda!

— Pode, mas vai fazer sozinho!

Ele saiu correndo e assim que me sentei no banco, e coloquei o computador no colo, ouvi o baque de coisa caindo e minha mãe falando alto logo em seguida.

— Carol, seu filho derrubou o leite no chão!

Cocei a testa, prendendo um palavrão na garganta, e voltei a descer. O safado estava lá com a maior cara de deslocado, tentando equilibrar a vassoura e a pá para pegar o leite.

— Como merda você derrubou isso? — Falei pegando a vassoura, deixando ele com a pá.

— Caiu. Eu não tive culpa.

— Já ouviu falar de inércia? — Perguntei o que minha mãe sempre me perguntava, quando eu fazia algo de errado e dizia que não havia sido eu.

Rafael bufou e anuiu com o antigo tédio comum a ele.

— Já sei esse lance de inércia. E ela não me impressiona.

Que ousadia!

Depois que limpamos o chão de leite, e passamos água sanitária para não dar formiga, olhei ele colocar a banana e levar para comer junto da irmã. Só depois voltei ao andar de cima.

Mas a merda da inspiração estava me deixando. Só conseguia olhar para a página em branco e pensar em comer banana com leite.

Ai,que inferno! Praguejei antes de descer as escadas de novo e preparar um prato para mim. Foi quando Lucas levantou com o rosto inchado e veio se arrastando para a cozinha. Movido pelo sono e mormaço do calor da minha cidade, que fazia curva com o inferno, ele desabou na cadeira e começou um jogo no celular. Fiz que não tinha visto e retornei para cima com minha tigelinha de banana e o capítulo começado.

Borbulhas de Amor já tinha acabado, então achei que poderia voltar a me concentrar assim que terminasse a banana. Coloquei para rolar Friends no celular, enquanto comia, e quando dei por mim uma hora tinha se passado e nada de capítulo. Sentindo-me mal por isso, fechei o Friends e fui escrever.

A primeira linha saiu, antes que Lucas gritasse.

— Carol, onde está o shampoo da Eliz?

Bom, existem muitos lugares diferentes para procurar um shampoo, ainda assim gritei de volta.

— No banheiro. Se não estiver, tente o jardim. Ela tomou banho lá ontem.

Ele não voltou mais por aquilo, então imaginei que tinha achado, e escrevi mais algumas linhas da história, até que o homem retornasse.

— Viu a escova de cabelo dela?

Puta merda, qual a dificuldade dele em procurar as coisas? Homens parecem ter um tipo de viseira nos olhos constantemente. A essa altura eu já estava abusada e pronta para dar uma resposta feia e agressiva.

— Não. Se não encontrar a dela, use outra.

— Não estou achando nenhuma.

— Então deixe sem pentear!

Fui irônica, mas já estava de saco cheio daquilo. Ele saiu praguejando, e não retornou mais. Contudo logo Eliz começou a chorar e meu lado materno idiota não conseguiu ignorar o choro. Levantei e voltei a descer.

— O que foi, agora? — Perguntei irritada.

— O pai quer vestir uma roupa feia em mim. — Ela respondeu entre soluços, se jogando no chão do corredor. — Eu não quero.

— Então vista o que você quiser.

— Ele disse que não posso ir de roupa de piscina.

Roupa de piscina era como ela chamava o maiô.

Suspirei e fui até o quarto, tentando restaurar a paz, mas foi só olhar para o Lucas e entendi que não adiantaria. Ele não era muito fã de sair com os meninos, principalmente se cobravam isso dele. Resolvi que estava cansada demais para argumentar.

— Filha, veste o que seu pai mandar. — Falei e antes que ela abrisse a boca para chorar, eu emendei. — Se você vestir eu te dou um docinho.

Foi a melhor estratégia? Não, mas eu estava em desespero e estressada. Se tivesse que dar uma bomboniere inteira, eu teria dado.

Quando cheguei até a escada, para subir de novo, olhei para ela e gemi baixinho. Já estava cansada de tanto sobe e desce, e em uma escada toda assimétrica, era um trabalho muito mais hercúleo do que o normal. Então fiquei sentada no degrau, brincando com o passarinho e esperando que a turma saísse e o silêncio imperasse, o que não demorou muito.

Escutei o Rafa dizendo ao pai que não queria ir, e Lucas o deixou ficar sem insistência. Sendo bem sincera, de todo mundo, Rafael é o que menos trabalho me dá. Tanto que ele voltou com sua prancheta de desenho para o quarto e não me chamou em momento algum.

Quando não ouvi mais a voz de Eliz, olhei novamente para a escada, tentando resgatar a vontade, mas ela parecia ter me abandonado. E piorou quando minha mãe, dando uma de coitada, veio me pedir para comprar cigarro para ela do outro lado da rua.

Comprar cigarro era uma coisa difícil na venda aqui da frente. A dona, uma senhora de mais de sessenta anos, se vangloria de nunca ter fofocado sobre ninguém na vida, mas se você pisar lá, ela reclama do vizinho do lado, do da frente e da galera da esquina que você nem sabe quem é. Uma compra que demoraria cinco minutos dura meia hora entra a fofoca e ela te indicando remédios santos para curar ansiedade e depressão.

Quando volto para casa, meu nível de irritação já está no espaço. Entrego o cigarro, volto determinada para a escada, e desisto no meio do caminho, descobrindo que quero tomar um longo banho, deitar na cama e ver um filme de terror antigo. Provavelmente Sobrenatural.

E finalmente minha inspiração foi embora.

Talvez por isso Stephen King usava drogas, para se manter concentrado. Talvez por isso Hemingway se enchesse de daiquiris, para não ouvir sua família chamando por atenção. E talvez por isso se escuta falar muito mais de homens escrevendo um livro atrás do outro do que mulheres com filhos. A não ser que seja a Nora Roberts, mas eu ainda acho que ela é uma empresa de pelo menos cinco escritoras, de ghost writer, e não faz tudo sozinha. Tá, estou exagerando e tem ótimas exceções, mas estou irritada e preciso descontar em alguma coisa, e foi no fato de ser mulher e mãe.

Essa necessidade de ser sempre chamada para resolver os problemas dos filhos, e me sentir impelida a fazer isso, mesmo quando não me chamam, é cultural. Obra de anos de patriarcado estrutural que ainda não saiu das mulheres, mesmo que a gente lute tanto para descolar dele.

Talvez em outra vida eu tenha sido um escritor homem. Que deixava minha mulher se ferrar com a casa e os meninos enquanto trabalhava. Ser chamada a cada cinco minutos para remediar um conflito parental parece ser meu carma.

E a inspiração? Ela adivinha chuva e só vem quando o mundo parece conspirar para que eu não sente e trabalhe. Uma merda, né?

Enquanto isso estou deitada, de banho tomado, comendo pipoca e assistindo It, a coisa. Porque ficar lembrando de Stephen King me dizendo que faz um livro de mil páginas ao mês era uma ofensa pessoal, quando eu raramente conseguia acabar a primeira.



Ah… dane-se King e suas dicas babacas!

Canva para autores (Link Personalizado)

 


Olá, pessoal! 

Hoje vamos conversar um pouquinho sobre o Canva como uma ferramenta para auxiliar autores independentes. 

Todo mundo sabe que autor independente nacional tem que ser um pouco de todo. De escritor, de antropólogo, de psicólogo, de publicitário e, claro, de designer. 

Quem nunca precisou ficar até tarde mexendo em aplicativos de imagens pelo celular, ou programas online para conseguir fazer um banner do lançamento de um livro? Porque tenho duas mãos levantadas para mim. Tem dias que é basicamente só o que faço. 

Então o Canva caiu de paraquedas nas nossas vidas para salvar a todos, inclusive essa leva de autores que precisam desenrolar sozinhos para fazer as artes digitais. 

Como tinha um pouco de dificuldade de início, me inscrevi em três cursos, e devo confessar que eles salvaram minha vida em relação as minhas artes. Meu trabalho ficou muito mais profissional com eles, além de que virou uma fonte de renda fixa para mim. 

Então resolvi que de tempos em tempos vou compartilhar aqui com vocês pedaços do que faço por lá. Começou para uso pessoal, mas hoje já faço artes personalizadas para outros autores, e assim a gente faz o bonde andar. 

Nesse vídeo de hoje compartilho de modo rápido como faço para criar um link para minha bio do Instagram de maneira otimizada e personalizada. 

Sabemos que hoje existem ferramentas capazes de hospedar os nossos links, não é? Acontece que na versão gratuita ela nãos nos permite personalizar tanto o espaço, o que pessoalmente detesto. Além de que o Instagram não é lá muito fã de quando a gente usa esses links que nos levem a sites como o Linktree. Então, pensando nisso, e usando uma aula maravilhosa que tive no Curso Design Canva, fiz um link super personalizado dos meus produtos. 

Esse é o meu link, onde coloquei todas as fotos dos meus livros e embaixo os links que queria que ficassem fáceis, como o do Whatsapp e do site: 

https://www.canva.com/design/DAEGUpqr0Zc/GKfTm-ojUfXUrlRcd28iXg/view?website#2

E esse é o link de uma escritora super maravilhosa:  

https://www.canva.com/design/DAEGYKGkAeY/n8vdgQChjyjCPaJtF6Ym5g/view?website#2

Perceba que cada elemento do link é clicável. Ou seja, através deles eu posso levar a pessoa para qualquer site da internet. 

É ou não é maravilhoso? E viram como fica belo? Eu estou simplesmente apaixonada! 

Hoje em dia eu disponibilizo esse serviço, então se vocês tiverem interesse podem me procurar por email (lohannahunter@gmail.com) ou chama no Whatsapp que está no primeiro link que mostrei a vocês. 

Mas também indico que vocês deem uma olhada com carinho no curso Design Canva, que foi o mais completo dos que já fiz, e deixo uma aula rápida e simplificada de como monto um link personalizado desses. 




Saiba mais sobre o Canva para autores






Agenda de livros para 2020


Hello, people!
Depois de muita gente vir me perguntar o que podemos esperar de escritos meus para 2020, resolvi escrever esse post comentando o que vem por ai. 
Não esqueçam de seguir no Instagram @autoracarolteles. Sempre atualizo mais rápido as coisas por lá, e é mais fácil para fazer jogos e sorteios. 

Simbora...





Esse é um projeto que já comecei e anda sendo meu xodó dos últimos meses. Ele sai um bocado do que meus leitores estão acostumados com meus livros. Nesse vamos trabalhar um pouco de sobrenatural, terror e não posso esquecer o romance que vocês tanto gostam. 

Em Rua das Lágrimas Flutuantes vocês vão conhecer Fox, um personagem que já foi apresentado em Constelação de Gritos Mudos. Ele é um paranormal. Um tipo de demonologista nômade que vive pulando de cidade em cidade, usando seus talentos como trabalho. Livra pessoas e lugares de espíritos insistentes e ganha uma bolada com isso. 

Do outro lado temos Ava, uma americana que veio morar em Ouro Preto com o pai e a irmã, depois da morte da mãe. Elétrica e simpática, ela cuida da funerária da família, interpreta peças de Shakespeare no teatro da cidade e está trabalhando na restauração da casa antiga da família. 

Quando Ava começa a sofrer apagões e se envolver em situações sobrenaturais, ela pede ajuda a um amigo, que pede ajuda a outro amigo e eles acabam encontrando Fox. O que surpreende o paranormal, é que Ava é a mesma pessoa que aparece em todos os seus sonhos perturbadores desde que ele era criança. 

Dessa vez vamos viajar para Ouro Preto e toda a misticidade do lugar. O projeto está previsto para ser concluído em setembro, mas tenho esperanças de conseguir findar antes. 

Quem já está curioso? 



Carol escrevendo um chick-lit? Temos também! (Pelo menos vou tentar, ok?)

Não posso adiantar muito sobre essa história porque ela ainda está em construção, mas Lilly James é como aquela sua amiga desastrada que derruba e quebra tudo ao redor. A quem a sorte passa longe e coisas ruins parecem que a perseguem. 

Ela tem cabelos de um azul intenso, o que chama atenção por onde passa. É mãe de duas crianças que parecem mais adultas do que ela, e dona de uma livraria de bairro a qual ela tenta manter viva, apesar da modernidade de livros comprados na internet. Ela se recusa a vender o lugar para uma construtora que deseja fazer um condomínio de luxo no terreno. 

Quando parte da rua pega fogo em um incêndio suspeito e a polícia não dá a mínima para isso, Lilly contrata Gabriel, um detetive particular sério e de péssimo humor para descobrir o verdadeiro culpado do incêndio. 

Juntos esses dois vão se meter em muitas enrrascadas para desvendar o que aconteceu. E a cada pista que encontram, se aproximam mais um do outro. 

A previsão é que o livro saia até junho. 



Esse é um projeto que era para ter saído no natal de 2019, mas ele não estava maduro o suficiente para isso, então acabei adiando para o final de 2020.

Os Garotos do Natal vai falar sobre Rose, uma adolescente que simplesmente detesta o natal. Mesmo que toda a família dela seja apaixonada pela ideia e pendure até renas brilhantes no telhado da casa onde moram. Ela é a ovelha negra da família.

Quando a avó de Rose morre, deixa cinco bolas natalinas para ela, para serem penduradas na árvore daquele ano. É quando Rose descobre que dentro de cada bola tem uma tarefa a ser feita. Rose precisa revisitar cinco garotos que pertenceram em algum momento a sua vida e que estão precisando de ajuda naquele ano.

É quando ela, junto da irmã caçula e do melhor amigo, vai voltar ao passado e conhecer novamente pessoas que ela achava que conhecia, e entender que na verdade o natal não está realmente nos enfeites enormes no telhado de sua casa, mas no que ela pode fazer por outras pessoas, e o que essas outras pessoas podem fazer por ela.

Um jovem adulto delicinha que está para sair, logicamente, em dezembro.


E ai, gostaram dos projetos previstos para 2020? Estou super ansiosa por todos eles! Vamos do sobrenatural a comédia e depois a um jovem adulto levinho. <3

Não esqueçam de seguir pelo Instagram para ficar por dentro de tudo, ok? E abaixo segue minha página de autora na Amazon para que vocês possam ficar por dentro de todos os livros que já tenho lançados por lá.


10 filmes para escritores ou aspirantes


Hello, peopl!


Vocês sabem o quanto sou alucinada por cinema - embora assista muito menos filmes agora, com Eliz ainda pequena, do que via antes. Mas todas as vezes que alguém indica  filmes de roteiros incríveis e que lembram escritores, eu vou correndo ver. Não só por ser uma escritora, mas porque adoro um roteiro bem elaborado. Por isso sempre dou vez em assistir os filmes do Oscar que concorrem a melhor roteiro. 

Então preparei uma lista minha com indicações de filmes que sempre me lembram minha função como escritora, e também adoradora de roteiros. 

Vamos lá!

  • Meia Noite em Paris


Sinopse: Gil (Owen Wilson) é um escritor e roteirista americano que vai com a noiva Inez e a família dela à Paris, cidade que idolatra. Ele realiza vários passeios noturnos sozinho e descobre que, surpreendentemente, ao badalar da meia-noite, é transportado para a Paris de 1920, época e lugar que considera os melhores de todos. Nessas "viagens", Gil vai a várias festas onde conhece inúmeros intelectuais e artistas que admira e que frequentavam a cidade-luz naquela época, como F. Scott FitzgeraldGertrude SteinErnest HemingwaySalvador Dali, e outros, até que tenta acabar o seu romance com Inez, pois se apaixonou por Adriana (Marion Cotillard), uma bela moça do passado, e é forçado a confrontar a ilusão de que uma vida diferente (a "época de ouro" francesa) é melhor do que a atualidade.

Minhas considerações: Além de ser um filme plasticamente belo, Meia Noite em Paris tem uma estrutura de roteiro muito bem elaborada e firme que segura o espectador do começo ao fim pelo simples fato de nos deixar curiosos para saber como diabos o filme vai acabar. Como se o personagem principal estivesse passando por um tipo de indecisão a lá Escolha de Sofia, e essa espécie de emaranhado no enredo é uma delícia de ser estudado, porque ainda que não seja novo, sempre tem público. Principalmente quando o pano de fundo é tão complexo como o de Meia Noite em Paris. 



  • Sociedade dos Poetas Mortos




Sinopse: Conta a história de um professor de poesia nada ortodoxo, de nome John Keating, em uma escola preparatória para jovens, a Academia Welton, na qual predominavam valores tradicionais . Esses valores traduziam-se em quatro grandes pilares: tradição, honra, disciplina e excelência.
Com o seu talento e sabedoria, Keating inspira os seus alunos a perseguir as suas paixões individuais e tornar as suas vidas extraordinárias.
O filme mostra também que em certa altura da vida, as pessoas, em especial os jovens, deveriam opor-se, contestar, gritar e sobretudo ser "livres pensadores", e não deixar que ninguém condicione a sua maneira de pensar, mas também ensina esses mesmos jovens a usarem o bom-senso.
A Sociedade dos Poetas Mortos é formada por Todd A. Anderson (Ethan Hawke), Neil Perry (Robert Sean Leonard), Steven K. C. Meeks Jr. (Allelon Ruggiero), Charlie Dalton (Gale Hansen), Knox T. Overstreet (Josh Charles), Richard S. Cameron (Dylan Kussman e Gerard J. Pitts (James Waterston).
Repleta de citações de grandes nomes da literatura de língua inglesa, como Henry David Thoreau, Walt Whitman e Byron, e de belas imagens metafóricas, Sociedade dos poetas mortos deixa uma profunda mensagem de vida sintetizada na expressão latina Carpe diem ("aproveite o dia"), cujo sentido é: aproveite, goze a vida, ela dura pouco, é muito breve. Uma das fontes originais do roteiro é certamente O Despertar da Primavera de Frank Wedekind, que enfoca jovens vivendo numa escola alemã no final do século XIX.

Minhas considerações: Não tem como não elogiar esse filme. Não há possibilidade de deixar de derramar milhões de elogios para ele. Senhor dos Anéis tem o pódio de primeiro lugar no meu coração, mas Sociedade dos Poetas Mortos conseguiu sozinho o segundo lugar, quando o Senhor dos Anéis precisou de três filmes juntos para desbancar esse, que é meu xodó desde que tinha 12 anos e vi pela primeira vez. 
Minha indicação desse filme nem é por ter um roteiro complexo, ainda que ele tenha méritos incríveis construídos em pilares comuns, mas pelo sentimento que transmite. De que posso mais. Sempre mais do que já faço. Foi depois de ver esse filme que tive certeza que queria trabalhar com livros, sendo escritora ou educadora, não importava muito. Só sabia que seria com livros. E sempre recomendo quando vejo um escritor desmotivado com a função de escrever. 


  • As Horas


Sinopse: Com a exceção da cena de abertura e da cena de encerramento, que retratam o suicídio de Virginia Woolf no Rio Ouse, em 1941, a ação do filme se passa durante o período de um único dia em três anos diferentes, que se alternam ao longo da narrativa. Em 1923, Virginia começa a escrever o romance Mrs. Dalloway em sua casa na cidade de Richmond, no interior da Inglaterra. Em 1951, a dona de casa Laura Brown vê na leitura de Mrs. Dalloway uma oportunidade para escapar da rotina convencional que leva com o marido e o filho em Los Angeles. Em 2001, a nova-iorquina Clarissa Vaughn personifica a personagem-título do romance ao passar o dia preparando uma festa em homenagem ao seu amigo e ex-namorado Richard, um escritor que há anos vive com AIDS e que está prestes a receber um renomado premio literário. Richard frequentemente se refere a Clarissa como "Mrs. Dalloway", porque, assim como a personagem descrita por Woolf, ela está sempre procurando se distrair preocupações menores para evitar encarar a própria vida.

Minhas considerações: Além do brilhantismo da atuação de Kidman fazendo uma Virginia Woolf impecavelmente deprimente, esse filme é trabalhado em cima da obra principal da autora, Mrs. Dalloway, que é uma maravilha de construção de roteiro. No início do filme a gente fica meio perdida com as três protagonistas, mas com o tempo vemos como foi incrível essa construção de momentos diferentes e de como dar para sentir nitidamente o que se sente ao ler o livro, mesmo que nem todo o filme seja inspirado fielmente nele. A personagem de Kidman, por exemplo, interpreta a própria autora. 


  • O Iluminado


Sinopse: Jack Torrance, um escritor e um alcoólatra em recuperação, aceita um emprego como zelador fora de época de um hotel isolado chamado Hotel Overlook. Seu filho possui habilidades psíquicas e é capaz de ver coisas do passado e do futuro, como os fantasmas que habitam o hotel. Logo depois de se instalarem, a família fica presa no hotel por uma tempestade de neve e Jack torna-se gradualmente influenciado por uma presença sobrenatural; ele desaba na loucura e tenta assassinar sua esposa e filho.

Minhas considerações: Aqui vai para aqueles que querem trabalhar suspense e terror sem cair na pieguice, o que é difícil hoje em dia. É preciso doses extras de Stephen King para pegar uma coisa banal, como um hotel depressivo no meio de um inverno rigoroso e uma família aparentemente sem atrativo algum, e fazer uma obra imortal de gelar os pelos dos braços, ao ponto do próprio hotel ganhar vida no nosso imaginário como terror. Quer construir algo no gênero? Assista os filmes inspirados nos livros do King. Nem todos são incríveis, temos algumas bombas, mas de modo geral são maravilhosos para pensar em roteiros. 


  • Dogville


Sinopse: Anos 30, Dogville, um lugarejo nas Montanhas Rochosas. Grace (Nicole Kidman), uma bela desconhecida, aparece no lugar ao tentar fugir de gângsters. Com o apoio de Tom Edison (Paul Bettany), o auto-designado porta-voz da pequena comunidade, Grace é escondida pela pequena cidade e, em troca, trabalhará para eles. Fica acertado que após duas semanas ocorrerá uma votação para decidir se ela fica. Após este "período de testes" Grace é aprovada por unanimidade, mas quando a procura por ela se intensifica os moradores exigem algo mais em troca do risco de escondê-la. É quando ela descobre de modo duro que nesta cidade a bondade é algo bem relativo, pois Dogville começa a mostrar seus dentes. No entanto Grace carrega um segredo, que pode ser muito perigoso para a cidade.

Minhas considerações: Ahhh, os filmes do Lars Von Trier! Todos eles são um verdadeiro banho de roteiro bem delineado e o tipo de filme que pira a cabeça de quem assiste. São bizarros e as vezes incompreendidos, mas na boa? Sempre vi uma arte incrível e uma inteligência impressionante no que assisti dele até hoje, e inevitavelmente penso em algumas de suas histórias quando quero fazer algo incomum. Assistam Dogville. É um espetáculo! 


  • Escritores da Liberdade


Sinopse: No filme, a professora Erin Gruwell assume uma turma de alunos problemáticos de uma escola que não está nem um pouco disposta a investir ou mesmo acreditar naqueles garotos. No começo a relação da professora com os alunos não é muito boa. A professora é vista como representante do domínio dos brancos nos Estados Unidos. Suas iniciativas para conseguir quebrar as barreiras encontradas na sala de aula vão aos poucos resultando em frustrações.
Apesar de muitas vezes apresentar desânimos nas chances de um resultado positivo no trabalho com aquele grupo, Erin não desiste, levanta a cabeça e segue em frente.
Mesmo não contando com o apoio da direção da escola e das demais professoras, ela acredita que há possibilidades de superar as mazelas sociais e étnicas ali existentes. Para isso cria um projeto de leitura e escrita, iniciada com o livro " O diário de Anne Frank" em que os alunos poderão registrar em cadernos personalizados o que quiserem sobre suas vidas.
Ao criar um elo de contato com o mundo Erin fornece aos alunos um elemento real de comunicação que lhes permite se libertarem de seus medos, anseios, aflições e inseguranças.
Erin consegue mostrar aos alunos que os impedimentos e situações de exclusão e preconceito podem afetar a todos independente da cor, da pele, da origem étnica, da religião etc.

Minhas considerações: Esse é um filme bem mais com a cara dos educadores do que dos escritores, ainda assim penso na escrita sempre que o assisto. Como a professora do filme lança a ideia de diários para esses meninos contarem suas próprias histórias, imagino a quantidade de ideias que iriam surgir na cabeça de alguém que escreve com um material como esse. Não há nada melhor do que histórias reais para cria ficções tão críves que toquem fundo os leitores. 


  • Onde os fracos não tem vez



Sinopse: Texas, década de 80. Um traficante de drogas é encontrado no deserto por um caçador pouco esperto, Llewelyn Moss (Josh Brolin), que pega uma valise cheia de dinheiro mesmo sabendo que em breve alguém irá procurá-lo devido a isso. Logo Anton Chigurh (Javier Bardem), um assassino psicótico sem senso de humor e piedade, é enviado em seu encalço. Porém para alcançar Moss ele precisará passar pelo xerife local, Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones).

Minhas considerações: Sou apaixonada na atuação dos atores desse filme (Tenho um fraco pelo Bardem atuando), mas sobretudo sou apaixonada em como o roteiro desse filme se constrói, e de como sou pega de surpresa constantemente em todo ele. 


  • Forrest Gump



Sinopse: Quarenta anos da história dos Estados Unidos, vistos pelos olhos de Forrest Gump (Tom Hanks), um rapaz com QI abaixo da média e boas intenções. Por obra do acaso, ele consegue participar de momentos cruciais, como a Guerra do Vietnã e Watergate, mas continua pensando no seu amor de infância, Jenny Curran.

Minhas considerações: Quem nunca viu esse? Pelo amor de Deus, vá ver agorinha! Aposto que esse foi um roteiro dificílimo de ser escrito, porque ele passeia por diversos acontecimentos reais da história americana usando o protagonista como participantes deles também. Amo como tudo foi trabalhado nesse filme, e penso com frequência nele quando acho que meu livro esta indo por um caminho difícil e acho que não vou dar conta. 

  • Mary Shelley




Sinopse: Filme de época baseado na história verídica de Mary Wollstonecraft Godwin, mais conhecida com Mary Shelley, e na sua relação com o poeta romântico Percy Bysshe Shelley.
No início de século XIX, Mary Godwin conhece um amigo do pai, Percy Shelley, um homem casado por quem se apaixona. Acabam por fugir os dois para viajar pela Europa e Mary engravida. De volta a Inglaterra, são ostracizados pela relação e pelas ideias progressistas que passam a defender. Em 1918, após dois anos e a morte prematura da filha de ambos, para escapar à crescente marginalização e opressão de que vão sendo vítimas, decidem fugir para a casa de Lord Byron, no Lago Genebra. Durante a estadia, este poeta lança o desafio aos hóspedes para que escrevam contos de terror. Surgiria assim o célebre romance gótico "Frankenstein".
Mais do que a história de um amor e da génese de um dos clássicos da literatura, "Mary Shelley" apresenta-nos o retrato de uma sociedade e reflecte sobre o papel da mulher e das suas lutas, como escritora em busca de reconhecimento.
Um filme realizado pela saudita Haifaa al-Mansour ("O Sonho de Wadjda") e escrito por Emma Jensen, com Elle Fanning no papel de Mary Shelley, Douglas Booth como Percy Blysshe Shelley e Tom Sturridge como Lord Byron.

Minhas considerações: Um livro de uma escritora incrível e que me deu mais vontade de ler o livro dela do que as adaptações de cinema que vi do mesmo. Se o jeito como a história dela foi retratada aqui foi real, então tem todo o meu respeito e admiração pela forma como o livro foi montado. Não é um filme sobre roteiros, mas de como era difícil para uma mulher ser artista  no século XIX, e amo tramas assim. Jane Austen, as irmãs Bronte e agora Mary Shelley tem o meu amor. 

  • Misery


Sinopse: Após sofrer um acidente em uma região isolada, um escritor é salvo por uma ex-enfermeira que é grande  de seus livros. Entretanto, após saber que ele matou sua personagem mais famosa em seu próximo livro, ela passa a torturá-lo na intenção de fazer com que ele desista da decisão. Ela queima o livro anterior e o faz recomeçar outro. Logo, ele descobre o lado obscuro e obsessivo de sua cuidadora, e passa a querer fugir dali.

Minhas considerações: Para aqueles que querem se aventurar por suspense e criar vilões que ficam na cabeça. Ninguém melhor que a protagonista de Misery para isso. A mulher é o cão chupando manga, mas é inesquecível como personagem. E sempre digo que ter um vilão assim é importantíssimo para construção de um bom antagonismo na história. É interessante que o leitor cogite a possibilidade de concordar com o vilão, nem que seja por um mísero momento. Gosto mais deles assim, quando são palpáveis do que as criaturas sempre más que tanto vejo por ai. 


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Porque ter uma assessoria literária?


Hello, people! 
Algum tempo atrás comecei a receber na minha página do Wattpad Brasil dúvidas dos autores sobre o que fazer depois que termina de escrever um livro, ou como sair de bloqueio criativo, e outras tantas dúvidas que me davam muitas ideias de planejar conteúdo por lá, como no meu Instagram de autora. 

Com o tempo essa coisa de tirar dúvidas deles começou a pesar porque eu lia o material que me mandavam e ficava sem tempo para as minhas próprias coisas. Acreditem, o volume de material era bem grande.  Foi daí que uma amiga sugeriu que eu poderia tornar isso um trabalho para mim, que já tinha conquistado experiência com os autores que trabalhei durante aqueles anos. 

Eis que surgiu Carol assessora literária. 

No momento acredito que vocês estejam se perguntando diversas coisas sobre o que exatamente eu faço, e vou responder a maioria delas por aqui.

Para quem serve essa assessoria? 

A assessoria serve principalmente para aqueles autores que começaram e não estão conseguindo acabar, que não conseguem criar títulos, que precisam de um beta para opinar sobre o que estão escrevendo, que terminou de escrever e não sabem como enviar para uma editora, que não sabem montar uma campanha publicitária para aquele livro, caso seja autor independente; que não entenda como publicar na Amazon ou mandar um livro para registro na Biblioteca Nacional. Ou seja, para todo aquele que estão com problemas em qualquer um dos processos de escrever. 

Então o que faz um assessor?


  • Funciona como beta reader, apontando problemáticas de continuidade na história. 
  • Auxilia na linha do tempo do livro, como na organização de um cronograma de escrita e roteiro. 
  • Monta junto do autor uma campanha de marketing para autores independentes, escolhendo produtores de conteúdo adequados para o público a que se destina o livro. 
  • Procura junto ao autor os melhores revisores, diagramadores e capistas. 
  • Ensina como registrar o livro na Biblioteca Nacional e publicar na Amazon
  • Mostra os caminhos mais fáceis de conseguir uma editora que tenha interesse na história. 


Como funciona a assessoria? 


  • Encontros semanais em vídeo para explanação de conteúdo passado na semana
  • Contato direto com o assessor via Whatsapp para tirar dúvidas
  • Apostilas em PDF para estudo
  • Análise de texto já pronto por parte do Beta/Assessor
  • Apontamento das problemáticas que podem ser modificadas e de possíveis problemas de continuidade com a história. 


Porque me escolher como assessora? 

Sou escritora da trilogia A Mais Bela Melodia, dos livro Improváveis Deslizes, A Margem Vazia do Rio, Ainda que não reste nada e do conto O Jantar. Já escrevi também o livro "O Segredo do Livro Perfeito: Da ideia até a publicação na Biblioteca Nacional", o qual você encontra AQUI e tem acesso com ele a boa parte do material que eu disponibilizo na assessoria. 
Sou quase formada em Letras e em Biblioteconomia. 
Sou uma leitora e escritora exigente que não se contenta facilmente com tudo o que lê, o que é um ponto positivo para quem busca  um beta crítico. Além de ser blogueira literária há oito anos e estar sempre por dentro de tudo o que se passa no mercado. 
Trabalho com muitos autores na minha página que me buscam procurando ajuda. 
Sou confiável e tenho um grau de conhecimento elevado acerca de construção da literatura


E se quiserem mais detalhes, podem me procurar através do telefone:  82 98886-9517 ou no meu Instagram como autora. Lá dou muitas dicas para quem está nesse ramo. 

https://instagram.com/autoracarolteles?r=nametag


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Mapa Mental para Escritores


Bom dia, pessoal!
Hoje trago para vocês um vídeo que gravei falando como funciona a primeira parte do meu processo como escritora depois que tenho a ideia de um livro, que é o temível mapa mental.

Mapa mental, ou mapa da mente é o nome dado para um tipo de diagrama, sistematizado pelo psicólogo inglês Tony Buzan, voltado para a gestão de informações, de conhecimento e de capital intelectual; para a compreensão e solução de problemas; na memorização e aprendizado; na criação de manuais, livros e palestras; como ferramenta de brainstorming (tempestade de ideias); e no auxílio da gestão estratégica de uma empresa ou negócio.Os mapas mentais procuram representar, com o máximo de detalhes possíveis, o relacionamento conceitual existente entre informações que normalmente estão fragmentadas, difusas e pulverizadas no ambiente operacional ou corporativo. Trata-se de uma ferramenta para ilustrar ideias e conceitos, dar-lhes forma e contexto, traçar os relacionamentos de causa, efeito, simetria e/ou similaridade que existem entre elas e torná-las mais palpáveis e mensuráveis, sobre os quais se possa planejar ações e estratégias para alcançar objetivos específicos.

Usado inicialmente em empresas e nos estudos, o mapa mental auxilia ao leitor a sintetizar as ideias de forma melhor absorvida pelo cérebro, que torna visual o conteúdo que até então era decoreba, fazendo com que sua absorção fique mais fácil e didática. 
O mapa mental é uma técnica muito útil não só para estudar, mas para resenhar livros - uso bastante com livros mais complexos - e para escritores que querem montar uma espinha de suas histórias. Isso foi interessante para mim, então resolvi mostrar a vocês como começo. 
Lembrando que o mapa mental é minha primeira ação depois que tenho uma ideia sobre um livro. 



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Burlando o bloqueio criativo


Uma coisa que aprendi nos meus anos de escrita, é que não há como se livrar dos eventuais bloqueios criativos que possam vir a acontecer. E não há choro ou desespero nenhum no mundo que o faça ir embora. 
A primeira atitude a fazer é não culpá-lo por estar atrasando o seu projeto. Problemas eventuais em nossas vidas costumam nos travar, mas não é certo deixar de cumprir prazos e metas por causa de um bloqueio criativo. Você é um escritor, ora bolas! Seja criativo e o encare como um dragão impedindo o resgate do amado ou só como um amigo, que vez ou outra vai dar as caras, e que você precisa aprender a conviver com isso sem se tornar ocioso e ter pena de si mesmo por estar passando por uma fase ruim. Viver é uma merda! Aceite isso que fica mais fácil. 

Aqui vou mostrar para vocês as minhas técnicas para burlar essa sensação de que estou bloqueada. Se vocês procurarem enxergar como um desvio de rota, talvez fique mais fácil do que um enfrentamento cara a cara com o bloqueio. Comigo funciona. 

1- Se desligue de todos as redes sociais

Você escolheu ser escrito, então compreenda que esse é um trabalho solitário. No máximo você precisa de alguém para revisar ou avaliar seu texto, não alguém para bater papo enquanto o está criando. Então se desligar do mundo é sua primeira tarefa. Não dá para criar uma trama interessante para os seus protagonistas se você estiver vendo vídeos de gatinhos fofos no Facebook. 

2- Arranje um lugar todo seu

Esse tem muita ligação com o primeiro item. Se você desligou todos os aparelhos da casa, mas ainda está desconfortável, talvez seja hora de criar um canto para você enquanto escritor, ou adaptar algo que já exista no ambiente onde vive. 
Conheço pessoas que conseguem trabalhar tranquilamente em lugares públicos. Cafés ou praças. Pessoalmente não consigo. Eu preciso do máximo de silêncio possível para escutar as vozes que sopram em minha cabeça. Lugares públicos são muito informativos, seja de pessoas, cores, sons... É inevitável que eu vá me desconcentrar e passar a usar o lugar como laboratório, e não como lugar para criar. 
Isso vai muito de como você processa seu trabalho. Melhor com barulho? Ótimo! Precisa de silêncio? Compre fones de ouvido que abafe ruídos externos e procure aquele canto da casa que só você vai. Se possível, ponha uma placa bem grande "Proibido entrar sob pena de morte" na porta, e aproveite. 
Como tenho filhos pequenos, acabo adaptando todos os lugares da casa para conseguir escrever. Se minha filha dorme no quarto, eu vou para a cozinha. Se minha mãe está na cozinha vendo TV, eu corro para a sala. Juro que já sentei até na área descoberta do banheiro para escrever. O importante é você se sentir confortável com seu ambiente de trabalho. 

3- Busque o que te inspira 

Como citei acima, eu sou uma autora movida a observação. Quando estou passando por algum tipo de bloqueio, sinto que é a hora de pegar meu caderninho de ideias, me afastar da minha rotina diária e analisar pessoas diferentes em lugares diferentes. Se isso não me ajudar a voltar para a história que já estava trabalhando, no mínimo vai me dar ideias novas para personagens novos, ou linhas de tramas diferentes. 
Chamo esse ato de observar e anotar de laboratório. Se sento em uma praça que nunca fui e tem um senhor sozinho, jogando milho para pombos ao redor (mais clichê impossível), eu começo anotando como ele é fisicamente, e então passo para como está seu semblante naquele instante. Com isso em mãos, imagino um motivo para ele estar ali, e daí saiu criando toda uma historinha no caderno em formato de tópicos. Não uma narrativa propriamente, mas questionamentos pontuais acerca de questões que poderiam me ajudar numa narrativa, caso ela se desenvolvesse
Observar pessoas é uma das coisas mais ricas para escritores. 
4- Ouça música 

Não conheço uma única pessoa que não goste de ouvir música. Sério, nenhuma mesmo. 
Pode ser que você curta um estilo completamente diferente do meu, mas certamente gosta de alguma coisa. 
Acredito que música seja a única forma de arte que é emocionalmente universal. É mais provável que alguém não goste de esculturas e teatro do que de música, não é? 
Pois bem, sabendo disso eu sempre monto uma playlist para os livros que escrevo, mesmo que eles não envolvam música. Eu costumo me inspirar na emoção que ela está passando para mim e deixo que aquilo esparrame num capítulo. 
Lembro que uma vez tinha travado em uma cena pesada de Improváveis Deslizes. Estava me consumindo escrevê-la e eu percebi que precisava parar. Então peguei meu celular, fui até o quintal, sentei na escada e fiquei passeando nas músicas do cartão de memória do telefone. Foi quando ouvi "A MÚSICA". Aquela que salvou o capítulo para mim naquele momento, porque tinha o tom certo de tristeza, melancolia e sufocamento que eu precisava. Voltei correndo e o acabei em menos de duas horas.
Não é a letra - e as vezes até é - mas a emoção necessária naquele momento, e em algumas situações isso basta para sair de um bloqueio. 

5- Não se prenda a detalhes

Vejo muita gente que quer ser escritor, mas que não consegue começar porque acha que precisa estudar milhões de livros de teorias antes de dar o primeiro passo. Acredite quando digo que a escrita é um dom. 
É possível que você estude muito e que se torne um escritor mediano que se apega a detalhes de técnica e gramáticas; mas se você realmente tiver talento, esses estudos vão ser apenas o complemento de um cerne que já está lá. Não dá para ser um puta escritor se não houver talento para isso, mesmo com toda técnica do mundo. E também não dá para ser um puta escritor se não estudar a escrita, mesmo com talento. 
Não estou dizendo que não é preciso trabalhar duro. Sim, escrever é acima de tudo para quem é leitor e rala para cacete nisso. É inevitável que você leia bem para escrever bem, e quando falo em ler bem me refiro a qualidade do que se lê, não a quantidade. 
Se você ler vinte livros de teoria, quando for para a prática, vai tentar se firmar em todas as 500 teorias que viu antes mesmo que acabe o primeiro parágrafo. Gente, vocês não vão para lugar nenhum fazendo isso, ok? Tem que sentar e escrever, apenas isso. Escreva merda, escreva merda errada. Muita merda errada. Porque quando você for parar para lapidar o teu texto, 80% dele vai ser modificado, mas a base inteira vai estar lá, e com as ideias genuínas que estavam na sua cabeça sem estar preso as regras. 
Eu só fui ler livros de teoria depois de dois livros escritos. Não por achar que precisava delas para escrever alguma coisa, mas porque queria crescer, e só se cresce em algo com estudo. Então recomendo começar, e só depois pensar se aquela concordância está de acordo com a gramática, tudo bem? 

6 - Toda e qualquer leitura é válida

Você quer escrever um romance de época, mas é um leitor essencialmente de fantasia? Vai encontrar alguma dificuldade, e isso é um fato. 
Eu sou uma escritora essencialmente de romances, mas eles são o que menos leio, porque apesar de amar escrever, não gosto muito de ler sobre eles. Vai entender!
Preciso estar sempre renovando minhas ideias, mas não ler tanto que possa sentir estar copiando o que vejo outras autoras falando. Por isso, cuidado! 
Coma o gênero que você escreve por alguns meses. Espere a ideia assentar na sua cabeça, e daí escreva teu livro enquanto lê outras coisas. Isso vai enriquecer sua história e a você, como pessoa. Saia sempre da sua zona de conforto, ou será só mais um cara com uma história escrita e engavetada numa estante velha. 


7- Esse caminho não está legal? Pare e tente por outro 

Se você travou em uma cena da história que deveria ser um diálogo forte de uma briga entre pai e filho, e seu POV é o do filho, então talvez seja a hora de você abrir um arquivo diferente do computador e tentar narrar aquela cena pelo ponto de vista do pai. Ou do carteiro que viu a briga pela janela, ou do cachorro que lambia a pata e olhava tudo do canto da sala. Só como um teste, não precisa mudar sua história inteira, beleza? 
Ser escritor é sempre experimentar. 
Finja que você é um diretor de arte de cinema levando a câmera nas costas em uma cena desse tipo. Colocar ela na cara do filho seria o lógico, mas pense em quão rico ficaria o texto colocando-a como se fosse os olhos do cachorro - querendo carinho do menino, e que o pai fosse embora e parasse de berrar; ou do carteiro - se perguntando se deveria chamar a polícia ou bater na porta para entregar a conta de luz invés de enfiar na caixa do correio. 
O que vai engrandecer uma cena, é a densidade de detalhes que você acrescenta a ela. E se está difícil seguindo um padrão, então mude-o! Se a gente de entedia pegando o mesmo caminho para trabalhar todos os dias, nossas histórias se entediam de receber o mesmo angulo também. 

8- Tempestade de ideias (Brainstorming)

Brainstorming é uma técnica bem conhecida por equipes de publicidade na intenção de criar ideias novas e diferentes para gerar conteúdos inovadores. 
Como uso ativamente o Brainstorming? Simples, promovendo encontros com meus leitores. 
Quando comecei a escrever A Mais Bela Melodia, eu tinha uma leve ideia do que fazer com os protagonistas até o fim do livro. Mas tudo mudou quando passei a postar no Wattpad, porque os leitores criavam suas próprias teorias, amores e raivas pelos personagens, e isso ia me dando outros pontos de vista que possivelmente não havia parado para pensar antes desses debates. 
Geravam discussões, e de todas elas eu tirava as coisas que eu sabia que podia aproveitar sem perder a essência dos personagens. O final foi completamente modificado, e não tenho vergonha em dizer que foi movido aos leitores, porque eu quem escrevi o livro, e se escrevi daquele modo, foi porque achei que fazia sentido. Usei das tempestades de ideias deles para melhorar as minhas ideias empacadas e rasas. 
É como se fosse um grande jogo de RPG. Um escritor é Deus com uma vida em uma balança, pensando se ferra com ela de vez ou a melhora. Os leitores são o juri justo e ponderado - ou não. hehe. O fato é que essa é uma boa técnica para sair do marasmo da escrita solitária. 

9 - Mostre as pessoas a sua história

Como falei, essa interação é bem importante para o escritor. Tanto pelas ideias que surgem, como pela cobrança para que você não pare. 
Quando eu me comprometo em lançar um capítulo por semana no Wattpad, por exemplo, eu tento cumprir isso. Vou trabalhar a semana inteira, lutando contra os bloqueios, e trato de escrever de pouco em pouco até completar o capítulo. Eu me comprometi com aquelas pessoas. E se isso for a única forma de fazer com que meu livro seja escrito em 5 meses invés de 2 anos, então acho uma ideia válida. 
A unica coisa negativa - para mim - nessas plataformas é unicamente a impossibilidade de escrever seu livro em concursos literários pelo Brasil, por perder o inédito, mas se você está seguro quanto a isso, e garanto que é um ótimo recursos de conquistar leitores e amigos escritores, então siga firme. Entenda qual o teu público e o que pode fazer por ele. 

10 - Prazos e metas

Essa é a parte complicada porque exige que você seja uma pessoa um tanto quanto organizada. 
Todo mundo que me conhece sabe que trabalho com roteiro. Escrevo o roteiro daquele livro inteiro antes de começar, como se fosse um roteiro de cinema, e a partir disso divido pelas semanas que vou  precisar para concluir. 
Se o livro tem 40 capítulos, em média preciso de 40 semanas para fazer. Pode ser que faça em mais, ou em menos, mas essa é minha meta. Sei quando um capitulo vai comer mais tempo, e quando não vai ter tanta coisa assim e posso fazer dois na semana. Também levo em conta uma semana tribulada, como festas ou vésperas de prova do filho. É necessário um calendário e paciência para construir esse gráfico e mapa menta. 
Claro que a história muda muito do início até o fim em relação ao roteiro, mas a base dele está lá. Só trabalho com o tempo que tenho em cima dela. 
Mas se você não trabalha com roteiros na hora de escrever, pode tentar por em meta um capítulo por semana e seguir daí. Não poderá dizer quando vai começar, mas pelo menos tem uma meta para se guiar. 

Mas olha, se você aplicou todas essas técnicas e ainda se sente bloqueado, talvez seja a hora de parar por algumas semanas e se ocupar com outras coisas. Uma viagem, uma maratona de séries no Netflix (Stranger Things, cof! cof!) ou ver os filmes do Woody Allen. Muda a sua rotina e deixa a história decantar. Vocês vão ver que ela vai te guiar para onde parou. É belo e natural esse processo. Não se desespere! 

Até a próxima! 

XOXO