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A praia infinita e como uma capa fofinha pode enganar

 

Título: A Praia infinita
Autor: Jenny Colgan
Editora: Arqueiro (Cedido em Parceria)
Saiba mais: Amazon

Sinopse Quando Flora MacKenzie trocou uma glamourosa carreira em Londres pela remota localidade de Mure, na Escócia, nem sonhava que Joel, seu chefe gato e de personalidade difícil, iria também.
Agora, reunida com a família e gerenciando uma charmosa cafeteria, ela está feliz e satisfeita. A não ser quando pensa em Joel. Apesar de seu namoro ainda estar no início, ele se mostra distante e fechado demais para o gosto dela. Enquanto isso, sua melhor amiga, Lorna, está angustiada com sua relação com o médico local. Saif chegou a Mure como refugiado depois de ter perdido toda a família, e a notícia chocante que está prestes a receber pode virar a vida dele e a de Lorna de cabeça para baixo de novo. À medida que as noites frias de inverno se transformam em longos dias de verão, as duas mulheres se apoiam e procuram tomar as rédeas do próprio destino. Será que existe um final feliz reservado para elas na romântica ilhazinha?


 Tá, toda vez que pego um livro dessa série dos Romances de Hoje, sempre penso em romances fofinhos, sol ameno, pássaros cantando e músicas da Disney. Não estava preparada para este livro, e quando ele terminou eu fiquei me sentindo meio eca. Estranha. Triste. Desesperançosa. 

O livro não tem foco no desenvolvimento de um romance. Das duas protagonistas, Flora já está há algum tempo com o Joel e Lorna está apaixonada por alguém que, em teoria, é impossível para ela, então não há investida real em um relacionamento. 

O fato da gente esperar um romance e não encontrar pode ser decepcionante. Foi para mim, que de fato estava esperando algo bem leve e cai de paraquedas em um dramalhão digno de novela mexicana para todos os lados. Seja no relacionamento complicado de Flora com Joel, um cara que está passando por um período bem complicado da vida. Como com Lorna e a paixão não correspondida por um imigrante refugiado em sofrimento por não saber o paradeiro da familia que deixou. Dos dois filhos e da esposa. Sim, da esposa! E ainda tem a terceira parte dessa novela, com o irmão de Flora e o chefe de Joel. Que, puta merda, eu realmente não esperava por isso. 

O livro é ótimo para quem gosta de um drama. De personagens com passados dolorosos, pessoas tentando se reconstruir e outras prestes a morrer. Mas se você vier para cá esperando leveza, pula fora, amiga! Não é o que vai encontrar nem no começo, nem no final do livro. Já avisei aqui mais de uma vez que ele destroça o nosso coração no fim. 

De modo geral eu gostei do livro. Tanto que li em três horas. Tem reflexões interessantes e passagens memoráveis da escrita. Mas não posso dizer que estava a fim de ler ele neste momento que estou passando por tanta coisa na minha própria vida. 

Então venham, mas venham com cuidado, ok? 

Depois não digam que não foram avisados. 

O Perfume das Folhas de Chá e porque segredos são perigosos. Ou não.


o perfume da folha de chá
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Título: O Perfume da folha de chá
Autor: Dinah Jefferies
Editora: Paralela
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Sinopse: Em 1925, a jovem Gwendolyn Hooper parte de navio da Escócia para se encontrar com seu marido, Laurence, no exótico Ceilão, do outro lado do mundo. Recém-casados e apaixonados, eles são a definição do casal aristocrático perfeito: a bela dama britânica e o proprietário de uma das fazendas de chás mais prósperas do império.Mas ao chegar à mansão na paradisíaca propriedade Hooper, nada é como Gwendolyn imaginava: os funcionários parecem rancorosos e calados, e os vizinhos, traiçoeiros. Seu marido, apesar de afetuoso, demonstra guardar segredos sombrios do passado e recusa-se a conversar sobre certos assuntos.
Ao descobrir que está grávida, a jovem sente-se feliz pela primeira vez desde que chegou ao Ceilão. Mas, no dia de dar à luz, algo inesperado se revela. Agora, é ela quem se vê obrigada a manter em sigilo algo terrível, sob o preço de ver sua família desfeita.


 Peguei esse livro para ler no Kindle porque estou começando a fazer pesquisa para o meu próximo livro, que se passa na década de 20. Além de referências de tecidos e roupas da época, não tirei muita coisa que pudesse aproveitar. A cultura é indiana, e minha história não poderia ser mais diferente disso, se passando em São Paulo. 

Ainda assim continuei a leitura. Parecia intrigante. Uma inglesa jovem que se casa e vai morar no Ceilão com o marido, saindo de perto da família e da cultura ao qual esta acostumada. Um novo lugar, uma nova vida. Um novo tudo. 

Veja mais dramas históricos: A Sala das Borboletas

O casamento de início é estranho, com o distanciamento incomum do marido, e começa a melhorar quando ela finalmente engravida. E tudo volta a desmoronar quando ela tem o bebê. Gwen começa a guardar um grande segredo, o maior deles, e isso vai deteriorando o emocional da personagem à medida que o tempo passa a cobrar dela uma posição sobre as coisas que colocou embaixo do tapete. 

Ao meu ver, é um livro que poderia ter sido melhor aproveitado se algumas questões tivessem ficado de fora. Existe um acúmulo de informações e coisas acontecendo, e a principal delas fica meio tímida no meio da narrativa. Não sei se isso foi proposital da autora, para que o leitor entenda as diversas cargas que Gwen suporta, mas para mim foi só um pincelar nos problemas que acabaram com resoluções razoáveis ou fracas. 

Veja mais drama histórico: A Luz Através da janela 

Ainda assim, enxerguei o potencial da escrita da autora. Não me apeguei aos personagens, mesmo que tenha tido um chamego por Gwen como mãe. Eles entraram e saíram da trama sem provocar grandes explosões de sentimentos, talvez um pouco a irmã de Lawrence (o marido). A mulher era insuportável e deu para sentir raiva dela em muitos momentos. 

Lerei outros livros de Dinah, porque para mim a escrita dela foi o melhor do livro. O roteiro tinha falhas, mas possuía uma ideia excelente em um país lindo que me conquistou totalmente. Quero voltar a esse lugar bem em breve. 




A Prisioneira do tempo e porque o passado nunca nos abandona

Título: A Prisioneira do tempo
Autor: Kate Morton
Editora: Arqueiro
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Sinopse: No verão de 1862, um grupo de jovens artistas liderado pelo talentoso e passional Edward Radcliffe segue para Birchwood Manor, uma bela casa de campo às margens do rio Tâmisa. O plano é passarem um mês isolados em uma aura de inspiração e criatividade. No entanto, ao fim do verão, uma mulher está morta e outra desaparecida, uma herança inestimável se perdeu, e a vida de Edward está arruinada.Mais de 150 anos depois, Elodie Winslow, uma arquivista de Londres, descobre uma bolsa de couro contendo dois itens aparentemente sem conexão: a fotografia de uma mulher de aparência impressionante, vestida em roupas vitorianas, e o caderno de desenho de um artista, que inclui o rascunho de uma grande casa à beira de um rio.
Por que Birchwood Manor parece tão familiar a Elodie? E quem é a linda mulher na fotografia? Será possível, depois de tanto tempo, desvendar seus segredos?
Narrada por diversos personagens ao longo das décadas, A prisioneira do tempo é uma história de assassinato, mistério e roubo, de arte, amor e perda. Entremeando cada página, há a voz de uma mulher que teve seu nome apagado da história, mas que assistiu a tudo de perto e mal pode esperar pela chance de contar sua versão dos fatos.

Ainda que eu seja uma completa apaixonada por livros que mesclem histórias de passado e futuro, vide meu amor eterno por Lucinda Riley, Kate Morton não é uma autora que tenha me conquistado de verdade. E nem posso dizer que o problema foi com um livro, mas com os três que li dela. Algo em mim não se comunica com a autora.  

Prisioneira do tempo tem uma premissa até interessante. Seguindo a linha de trechos contados no passado e outros no presente, a gente logo entende que em algum momento eles vão se cruzar espontaneamente. Seja no artista antigo, ou na arquivista moderna, sabemos que o destino dos dois se entrelaça e é o ponto chave que nos prende na história do começo ao fim. Pura curiosidade de saber como a trama vai concluir. 

Mas já vou dizendo... não é uma história com um ritmo que nos conduza com determinação. Não é ruim, mas passa longe de ser bom. Fica naquela marasmo que faz a leitura de um livro de 400 páginas parecer que tem 800. Vou dizer, foi uma verdadeira novela para mim ler essa história, e olhe que normalmente são livros assim que me tiram da ressaca literária. 

O livro tem muitos personagens. Fato. E de modo geral isso não é algo que me incomode, mas nesse caso incomodou porque os melhores, com mais potencial, pouco apareciam, e os que ganham o protagonismo são chatos de doer. Cruz credo, não havia nada em Elodie que me conquistasse. Ela jamais seria uma das minhas melhores amigas. Chata! 

E vamos combinar que o final da história também não é lá muito bom. Se pudesse escolher um único motivo para desgostar desse livro, seria o final. Muitas pontas soltas, e as pontas que a autora pensa que fechou abrem outras que tampouco são sanadas. É como se ela desse um nó atrás do outro. Muito irritante, isso. Deixou-me extremamente decepcionada com a conclusão, e ela tinha tudo para ser incrível. 

Em resumo, não é o melhor livro nessa pegada que já li. Ainda indico fortemente os de Lucinda. Com os dela 600 páginas passam voando, mesmo nos livros mais fracos. Já Kate Morton realmente não funciona comigo. Esse é o terceiro livro que li dela, e não consegui gostar da narrativa da autora. Cansei! Bora ler os de Lucinda que ainda não li. 

Mas, Carol, se você teve tantos motivos para desgostar da história, por que ainda deu quatro estrelas para ela? Porque eu acho que ela tinha muito potencial, e eu sempre sou sincera com vocês. Quando a autora acerta, ela acerta de verdade. Ela é muito boa com descrições de fatos e detalhes históricos, por exemplo, e esse detalhe é muito importante para mim que amo dramas históricos. Tenho que dar o braço a torcer quanto a isso. 

Se indico esse livro? Bem, realmente não foi para mim, mas somos leitores diferentes com expectativas diferentes. Acho que todo mundo pode se beneficiar com algum livro, mesmo que outra pessoa tenha desgostado dele. 


A Sala das Borboletas e como os segredos de família podem ser bizarros

Título: A Sala das Borboletas
Autor: Lucinda Riley
Editora: Arqueiro (Cedido em Parceria)
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Sinopse: Posy Montague está prestes a completar 70 anos. Ela ainda vive na Admiral House, a mansão da família onde passou uma infância idílica caçando borboletas com o pai e onde criou os próprios filhos. Porém, a casa está caindo aos pedaços e Posy sabe que chegou a hora de vendê-la.Em meio a essa angustiante decisão, ela precisa lidar com os dois filhos, tão diferentes entre si. Sam é um fracasso nos negócios e, a cada empresa falida, se torna um homem mais amargo. Já Nick, o mais novo, retorna de repente à Inglaterra depois de dez anos morando na Austrália, fugido de uma decepção amorosa.
Para completar, Posy reencontra Freddie, seu primeiro amor, que agora deseja explicar por que a abandonou cinquenta anos atrás. Ela reluta em acreditar nessa súbita afeição, percebendo que ele tem um segredo devastador para revelar.
Mesclando narrativas do presente e do passado, A sala das borboletas mais uma vez mostra a habilidade de Lucinda para criar uma saga familiar inesquecível.

Esse não é o primeiro livro da Lucinda que leio. Provavelmente o décimo ou algo acima disso. Ela é uma das autoras que mais li histórias, e sou muito grata a isso. Costumo dizer que Lucinda é a autora que SEMPRE me tira das ressacas literárias. A danada tem além do dom de contar histórias, de te deixar preso nela até que o livro acabe. 

A Sala das Borboletas tem um certo diferencial, em se tratando dos livros de Lucinda. Apesar de ter visivelmente uma mescla do passado e presente, que é uma característica da autora, nesse livro o passado fica um tanto apagado em comparação ao presente, e acho que seja porque aqui temos muitas visões do presente, o que para mim não conseguiu estragar a história. Chegou um ponto em que o passado deixou de ser importante para mim e deu vez totalmente ao presente. 

No núcleo do presente a gente tem além de Posy, uma senhora para lá de maravilhosa, os filhos dela, Sam e Nick. Sam é péssimo marido, péssimo pai, péssimo negociante e acha que é o bam bam bam. Adoro como Posy encarna a mãe verossímil e tem momentos de achar que aquele não pode ser o seu filho de verdade, como também tem momentos mais duros em que ela entende como é Sam e que tem coisas que fogem da sua ossada resolver. 

Já Nick é um brilhante negociante de arte que aparece na história conhecendo uma grande mulher, e com uma outra voltando do passado para assombrá-lo. Confesso que gostaria de ter visto mais de Nick. É um personagem brilhante com uma história ótima que meio que se perde no meio das outras. Não é exatamente uma reclamação, mas achei importante mencionar. 

Daí também temos pontos de vista da namorada nova de Nick, da namorada antiga, da esposa de Sam e até de um escritor que está hospedado na cidade para concluir um trabalho. Além do primeiro grande amor de Posy. 

Como sempre, temos um clima maravilhoso em uma casa que deixa qualquer leitor ávido por conhecer (Lucinda tem muitas casas dessas), além de um cenário de babar. Até procurei a cidade no mapa para ver como de fato é (Agradecendo ao Google por isso). 

Dificilmente eu erro lendo Lucinda. Acho que até hoje apenas um dos livros dela eu li e não gostei muito, que foi Os Segredos de Helena. Todos os demais foram maravilhosos e estão mais do que aprovados para indicação para quem curte romance. E se esse for o seu caso, arrisque-se em ler! Eu sei que os livros são grandes e as vezes dá uma certa preguiça de começar, mas depois de dez páginas vocês vão ver que vai ser difícil parar de ler. 

Clube dos Sobreviventes voltando com tudo

Título: Uma paixão e nada mais
Autor: Mary Balogh
Editora: Arqueiro (Cedido em parceria)
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Sinopse: Ao voltar para casa depois das Guerras Napoleônicas, Flavian, o visconde de Ponsonby, ficou arrasado ao ser abandonado pela noiva.
Agora a mulher que partiu seu coração está de volta, e todos estão ansiosos para que eles reatem o noivado. Exceto Flavian, que, em pânico, corre para os braços de uma jovem sensível e encantadora.
Apesar de ter sido casada por quase cinco anos, a viúva Agnes Keeping nunca se apaixonou, nem quer se apaixonar. Aos 26 anos, ela prefere manter o controle de suas emoções e de sua vida. Porém, ao conhecer o carismático Flavian, fica tão arrebatada que acaba aceitando seu impetuoso pedido de casamento.
Quando descobre que Flavian pediu sua mão apenas para se vingar da antiga paixão, Agnes decide fugir. Mas Flavian não tem a menor intenção de deixar a esposa partir, principalmente após descobrir que, para sua própria surpresa, está completamente apaixonado por ela.

A minha paixão com essa série começou com um grande sentimento de pertencimento. A tristeza e o drama nela me fizeram sentir ligada de um jeito absurda as histórias dos personagens do clube. Sem contar que tenho um tombo enorme por grupos. Vocês bem sabem. 

O primeiro livro eu amei loucamente. Se tornou meu romance de época predileto. Já o segundo eu não curti, e o terceiro ficou entre uma coisa e outra. Então quando vim para o quarto, vim sem expectativa alguma, o que talvez tenha sido a salvação dele para mim. 

Flavian é o sobrevivente que ficou gago. Mas, sinceramente? Não é nada que eu ache que atrapalha o personagem de maneira irritante. Só uma gagueira em poucos momentos, o que seria aceitável até para quem não sofre disso. 

Ele está longe de casa e longe da família, visitando Vince, um dos integrantes do grupo que acabou de virar pai. Todos eles estão na residência dele, para passarem as costumeiras semanas comuns ao sobreviventes no ano. É lá que ele reencontra Agnes, alguém que ele conheceu algum tempo atrás, em um baile dado pelo amigo. 

Ela, uma viúva com seu passado também pesado, vive com a irmã nas redondezas da casa de Vince. A irmã é professora de música dele, e Agnes é melhor amiga da esposa. Então está sempre por perto, o que fica difícil controlar quando ela começa a se sentir atraída por Flavian, e ele por ela. 

Aparentemente é mais um dos romances de época da Mary. E, tudo bem, de fato é, mas tem um tempero a mais que me fez curtir bastante. Ainda não superou o primeiro, mas chegou bem perto dele. Aquele sentimento de tristeza e pesar estava muito presente em todas as páginas, o que me ligou bastante a Flavian. Ele tem os problemas físicos oriundos da guerra, mas também traumas do passado por causa dela. Deixou duas rupturas dentro do homem que me fez querer colocar embaixo dos braços e cuidar com total amor. 

O desenvolvimento do livro segue esse rio depressivo, o que condiz com todos os protagonistas da série dos sobreviventes - inclusive seus parceiros. Não tem como ter um clima de alegria eterna quando carregam tantas coisas pesadas, e isso ficou bem visível nessa história. Ela te diz exatamente isso... olha, você vai ter momentos bons, mas quando deitar de noite aquela dorzinha vai estar lá, incomodando seus sentidos. 

Resumindo, eu AMEI esse livro! Ele me fisgou muito mais do que os dois últimos, motivos pelo qual agradeço imensamente. Gosto demais da ideia dessa série para ela se perder para mim. 

Uma Herdeira Apaixonada, mas West merecia um livro melhor

Título: Uma Herdeira Apaixonada
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro (Cedido em Parceria) 
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Sinopse: Embora a bela jovem viúva Phoebe, Lady Clare, nunca tenha conhecido West Ravenel, ela sabe uma coisa com certeza: ele é mau e um valentão podre. Quando estava no colégio interno, ele fez da vida de seu falecido marido uma desgraça, e ela nunca o perdoará por isso. Mas quando Phoebe participa de um casamento de família, encontra um estranho arrojado e impossivelmente charmoso, que a abala com um choque de atração de fogo e gelo. E então ele se apresenta ... como ninguém menos que West Ravenel.
West é um homem com um passado manchado. Sem perdão, sem desculpas. No entanto, a partir do momento em que conhece Phoebe, West é consumido por um desejo irresistível ... sem mencionar a amarga consciência de que uma mulher como ela está fora de seu alcance. O que West não negocia é que Phoebe não é uma dama aristocrática. Ela é filha de uma Wallflower obstinada que há muito tempo fugiu com Sebastian, lorde St. Vincent - o libertino mais diabolicamente perverso da Inglaterra.
Em pouco tempo, Phoebe começa a seduzir o homem que despertou sua natureza ardente e demonstrou um prazer inimaginável. Sua paixão avassaladora será suficiente para superar os obstáculos do passado?
Só a filha do diabo sabe ...

Sabe quando você esta lendo um livro e pensa… caramba, está tudo rápido demais!? E não estou falando por ser um romance de época, onde as coisas de fato acontecem em uma velocidade acelerada, mas por sentir que esse livro merecia um desenvolvimento mais tranquilo. Tanto por conta da birra que Phoebe tinha por West, quanto pelo próprio West ser quem é. 

Tudo aqui foi muito ligeiro. O “tcham” entre os dois personagens surgiu no mesmo dia em que se conheceram, mesmo a mulher odiando o cara desde criança. E dele para com ela também achei sem sentido, visto que a mulher era um completo porre com ele, e West é um homem prático demais para isso. 

West possivelmente é um dos meus personagens masculinos prediletos em romance de época porque ele foge do tradicional no sentido trabalho. Ele mete a mão na massa de fato, e acho isso de uma dignidade sem tamanho. E quando chegamos ao final dessa história eu não sei exatamente o que aconteceu com ele. Ficou nas terras do irmão, com o que o irmão deu a ele? Foi viver nas terras de Phoebe? E a família do marido dela, como aceitou esse enlace? 

O final, para mim, foi tão apressado quanto o começo. Eu não sei o que aconteceu com esses dois, depois de West lutar tanto para se afastar e no fim terminar ao lado dela numa facilidade absurda (oi?). 

Enfim, para mim esse foi o livro mais fraco da série. O que deixou mais pontas soltas. Sério, ando com um ranço sem fim por romances de época. Alguém, por Cristo, indica alguma coisa que engrandeça minha vida de leitora nesse gênero. 

Promissor, mas ainda não foi dessa vez

Título: Cursed - A Lenda do Lago
Autor: Thomas Wheeler
Editora: Harper Collins
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Sinopse: Quem empunhar a Espada do Poder será o único e verdadeiro rei. Mas e se a espada do poder escolher uma rainha? Por toda a vida, Nimue foi excluída pela população de seu vilarejo druídico. Sua ligação com a magia maléfica a tornava assustadora para os vizinhos, e tudo que ela queria era partir. Um dia, porém, o vilarejo é massacrado pelos Paladinos Vermelhos, radicais religiosos inclementes com aqueles que consideram hereges, e o destino de Nimue muda para sempre. Encarregada por sua mãe no leito de morte de entregar uma antiga espada a um lendário feiticeiro, ela agora é a única esperança do povo feérico. Apesar de não haver espaço para vingança em sua busca, o poder mágico crescente na garota não pensa em outra coisa. Nimue se une a um charmoso mercenário chamado Arthur e a refugiados feéricos de toda a Inglaterra, portando a espada designada para o único e verdadeiro rei, enfrentando os Paladinos Vermelhos e o exército de um monarca corrupto. Ela luta para vingar a morte da família, manter seu povo unido e descobrir seu verdadeiro destino. E, talvez, a única coisa capaz de mudar o destino seja a lâmina de uma espada.

Sabe quando a gente está olhando para uma página em branco, sem saber como começar uma resenha? É como me encontro nesse momento. Uma mistura de decepção com tristeza que, senhor... Que droga! Como é que conseguem estragar lendas arturianas, gente? 

Eu peguei Cursed para ler sabendo que tinha um pé nas lendas de Arthur, mas eu achei que fosse bem de leve, afinal a sinopse não revela qualquer coisa sobre isso. Só que não era apenas um pé, e a gente só vai entender o tanto que há da lenda quando começamos a ler nomes que conhecemos de lugares como As Brumas de Avalon ou A Espada era a Lei (Sim, eu amava esse desenho quando era menina). E daí a ansiedade cresce, e morre drasticamente quando percebemos que o autor conseguiu pegar um dos melhores conjuntos de personagens que já conheci na vida (os da história de Arthur) e fazer uma muvuca maluca sem pé nem cabeça e com péssimas construções! 

Gente, Merlin tinha tudo para ser genial. Aquele estrategista incrível que move peças de xadrez sem que as peças percebam que estão sendo movidas. Mas o cara é um bêbado completo o livro inteiro.  A gente pensa que ele vai começar a fazer algo de útil além de ocupar espaço, mas é cheio de iniciativas, e nenhuma acabativa (como dizia minha mãe). Merlin entra e sai da história sem um pingo de relatividade sobre ela. 

E o que posso dizer de Arthur, além de que é um cara super indeciso sem qualquer senso de maturidade sobre as coisas? Nada. Isso é tudo o que é Arthur. E daí vocês me dizem que a história é sobre Nimue, e tudo bem, aceito isso, mas puta merda, trabalhar detalhes de personagens imperfeitos é o que faz com que eles ganhem credibilidade aos olhos do leitor, e o autor esqueceu completamente disso. 

E nem vou falar da própria Nimue. Ela é ótima, não me entendam mal, mas a construção dela foi rápida e rasa demais. A garota saiu de uma menina sem teto nem família para uma guerreira/líder em poucas páginas sem qualquer acontecimento forte o suficiente para segurar isso. Até os líderes precisam de tempo para virarem líderes como Nimue virou em poucas páginas. Isso não rolou comigo. Detesto personagens que crescem sem nos dar tempo de entender que ele esta crescendo. 

Também me abstenho de falar dos demais personagens. Apesar de ter gostado do aparecimento de Lancelot, e de ter curtido um pouco como ele se desenvolve, ele é o único que consigo curtir no meio de muitos nomes que eu costumo adorar. 

E as ilustrações? Porra, eu adoro o Frank Miller, mas ele cagou legal em Cursed. Meu filho de 11 anos faria melhor. Os desenhos são assustadores, de tão feios. Não parece mesmo que foi feito pela mesma pessoa que fez tanta HQ que adoro o traço. Um horror! 

Se tenho um elogio para esse livro é em relação as cenas brutais de ação. As mortes poderosas e sangrentas - eu adoro isso! O que o autor não soube desenvolver de personagem, ele compensou nas diversas cenas de luta. Amei todas elas, e acho mesmo que se forem bem feitas vão ficar incríveis na série. 

Também gosto de como descobri quem era Nimue nas Lendas de Arthur. Não conheço todos os detalhes, por isso fui pega de surpresa quando finalmente entendi onde ela se encaixava naquela história. Estalou algo em meu cérebro, e super curti isso. 

Pronto. Dois pontos positivos em um mar de coisas negativas sobre um livro. Espero de coração que a adaptação da Netflix seja melhor do que o livro, ou pelo menos que os personagens sejam mais trabalhados, porque certamente era um livro promissor e merecia isso. 


Apenas um olhar e como você pode ficar confuso com o final de um livro

Título: Apenas um olhar
Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro (Cedido em parceria)
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Sinopse: Uma foto pode contar muitas mentiras...Ao buscar um filme que mandou revelar, Grace encontra, no meio das fotos, uma que não pertence ao rolo. É uma imagem de cinco pessoas, tirada no mínimo vinte anos atrás. Quatro delas não lhe são familiares, mas a quinta é muito parecida com seu marido, Jack.
Ao ver a foto, Jack nega ser ele. Só que, mais tarde, ele foge sem nenhuma explicação, levando a fotografia.
Sem saber por que ele se foi, Grace luta para proteger os filhos da ausência do pai. Cada dia que passa traz mais dúvidas sobre si mesma, sobre seu casamento e sobre Jack, assim como a compreensão de que há outras pessoas procurando por ele e pela fotografia – inclusive um violento e silencioso assassino.
Quando entende que não pode contar com a polícia, e que seus vizinhos e amigos têm os próprios objetivos secretos, Grace precisa enfrentar as partes sombrias de seu passado para descobrir a verdade que pode trazer seu marido de volta.


Coben é especialista em algumas coisas as quais dou muito valor. Primeiro ele sabe pegar ideias simples e transformar em verdadeiros roteiros de cinema, do tipo que te deixa roendo as unhas. Segundo que ele cria capítulos curtos e energéticos. A grande parte deles só com diálogos, o que agiliza ainda mais o ritmo da trama. E por último porque ele é mestre em criar personagens com quem a gente se identifica. Bom, em se tratando de Apenas um Olhar, essa última parte não rolou comigo. Sendo bem sincera aqui, dos últimos livros que li dele não consegui me identificar com ninguém de verdade. Ao ponto de torcer, sabe? 

Como em quase todos os livros do autor, esse aqui também tem aquele bate e volta em muitos personagens. É como se você tivesse em uma galeria de arte e pudesse enxergar vários quadros de uma vez só. Isso ajuda a criar mais teorias do que o necessário, e é uma técnica antiga para livros de suspense, coisa que nossa querida Agatha Christie já usava muito tempo atrás e que hoje em dia só foi aperfeiçoando com outros autores do mesmo gênero. Então é comum você sair de um capítulo da protagonista (se é que podemos chamar ela assim) para o de um vilão, e depois para o detetive, e um qualquer que tem uma participação pequena, porém significativa. Isso faz a gente criar as mais malucas teorias de "o que aconteceu de verdade?" e "de quem é a culpa?". 

Vou deixar vocês malucos porque nesse livro a gente fica literalmente até as últimas páginas para entender o que exatamente houve em relação a foto, ao marido, ao passado... E precisa da última folha, aquela que ninguém dá muita atenção, para entender onde exatamente se encaixa cada personagem nessa maluquice toda. E vou dizer... Coben se superou. 

Superar não é exatamente um elogio aqui. Ele fez um negócio genial, devo admitir. Tão genial que chega a ser maluco e pouco crível, inclusive. Mas exatamente por conta dessa descrença que a gente fica quando lê, é que penso muito como é um final confuso de livro. Era como se ele estivesse inspirado demais e invés de determinar um culpado, ele determinasse vários. "Então você acha que fulano é o assassino? Pode até ser, mas o outro lá fez aquela outra coisa, e o outro fez outra coisa pior". É um emaranhado tão louco que me deixou mega confusa e voltando páginas para entender. Todas as peças desse tabuleiro eram sujas e, cara, isso é tanto genial como pouco aceitável. 

No final das contas é um livro que eu curti bastante. Coben dificilmente me decepciona. Ainda é um livro que não me deixou ter empatia pelos personagens, e ficar meio perdida quando as culpas começaram a ser dadas, mas é um livro de peso do autor. 








A Luz através da janela e porque não curto muito os livros antigos de Lucinda Riley

Título: A Luz Através da Janela
Autor: Lucinda Riley
Editora: Novo Conceito
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Sinopse: Conhecer seu passado é a chave para libertar seu futuro.A Segunda Guerra Mundial na França, durante a Ocupação (1940-1944), deixou muitos destroços e segredos familiares, principalmente na família de Emilie, os De la Martinières: quando sua mãe faleceu, deixando para ela (como única herdeira do nome e dos bens da família - entre outras coisas) o legado do Château de la Martinères em Gassin, no Sul da França, Emilie fica devastada e quer vender tudo para que possa voltar à sua rotina comum de veterinária.
Entretanto, o misterioso Sebastian Carruthers aparece em sua vida para ajudá-la a cuidar de toda a documentação e a consola nos momentos mais difíceis. Emilie se apaixona pela sua gentileza e decide se casar com ele. Assim, ela se muda para a casa do marido, Blackmoor Hall, em Yorkshire (UK).
Contudo, a vida que ela, ingenuamente, pensa estar começando bem, trará a ela muitas surpresas e revelações - do presente e de um passado desconhecido que, ao ser desvendado, modificará a história pessoal de toda uma geração - carregando com os ventos da mudança, nova esperança de vida e amor...

As vezes quando a gente lê muito um autor, começa a ficar especialista nas fases dele. Começa a identificar o que veio antes e depois, fazendo sempre um comparativo da sua escrita. É inevitável, e isso é bom, porque quer dizer que você criou um apego a escrita dele de tal modo que sente quando ela esta mais evoluída ou mais simples.  No caso de A Luz através da janela, para mim, foi como ver uma Lucinda no começo de carreira, o que acredito de fato ter acontecido. Esse deve ser um dos primeiros livros da autora. 

A história segue aquela linha de raciocínio que todo mundo que já leu Lucinda alguma vez na vida já deve estar acostumado. Dois tempos históricos, duas personagens ligadas por algum tipo de vínculo familiar, e que na maioria das vezes nem entende exatamente o vínculo. Esse foi a exata problemática desse livro, com uma resolutiva que, para mim, foi bem preguiçosa. 

Conhecemos Emilie, uma francesa que acabou de perder a unica família que tinha e herdou uma casa de campo que está há gerações com eles. Cheia de segredos e muito remorso. Emilie sente-se pressionada pelas lembranças do lugar, e fica em dúvida se deve ou não vender a casa. É quando conhece Sebastian, um vendedor de obras de arte. Eles se apaixonam e se casam, e Emilie acaba se mudando para a Inglaterra, terra do marido, e conhecendo o irmão paraplégico dele, Alex. 

Do outro lado temos Constance, uma inglesa que durante a segunda guerra é treinada e enviada como espiã para a França. Enfrentando muitos problemas, depois de ter chegado ao país, ela acaba sendo acolhida no lar dos La Martineres, uma família importante francesa. O chefe da família faz parte de uma organização de resistência contra a Alemanha, mesmo que receba em sua casa para jantares e charutos muitos oficiais nazistas. 

Pela primeira vez lendo um livro da Lucinda, eu não me apeguei nem ao passado nem ao presente da história. Na verdade morri de impaciência pela lerdeza de pensamento de Emilie e de Constance. A primeira bem mais do que a segunda. Enquanto Constance estava sempre pisando em ovos para não revelar sua verdadeira identidade, Emilie aceitava absurdos em nome sei lá de que! Meu problema não era a personagem ser uma imbecil, mas ser uma imbecil sem qualquer motivo aparente para isso, ou pelo menos o motivo não foi trabalhado o suficiente na história para se tornar importante aos meus olhos. 

Quanto aos mocinhos, também deixaram bastante a desejar. Queria um pouco mais de repercussão pelas atitudes de um, mais pulso pela do outro, e um tanto de contexto do que se passava na época da guerra. Na verdade, mesmo que Constance seja nossa visão na guerra, não é ela quem se envolve em um romance trágico, e sim outra personagem tão apática que me dava nos nervos. Não consegui acreditar naquele romance, tampouco conseguia enxergar muita relevância literária de Constance naquele recorte. Acho que eu teria gostado muito mais se quem contasse aquilo tivesse sido Sophie, apática ou não.  

A história deixa muitas pontas desgovernadas. Não que fiquem exatamente soltas, mas que poderiam ter sido melhor amarradas. Como Sebastian, as decisões de Alex, a grande descoberta do livro (que não fez diferença alguma para mim. Não fedeu nem cheirou), a paixão sem desenvolvimento de Jean, a indiferença do pai de Emilie (sério, aquilo não era motivo para o homem ser quem era), a mãe omissa... Porra, tinha tanta coisa para trabalhar que daria peso na história, mas conhecemos a história de uma espiã que por acaso caiu de paraquedas nessa família e que não exatamente sabe me ensinar muito sobre ela. 

Na real? Achei o livro bem decepcionante em se tratando dos livros da Lucinda. Ainda que o que menos goste seja O Segredo de Helena, ele pelo menos amarrou pontas importantes, coisa que esse aqui não fez. Uma pena. Pena mesmo. 


O Café da Praia e porque preciso conhecer a Inglaterra

Título: O Café da Praia
Autor: Lucy Diamond
Editora: Arqueiro (Cedido em parceria) 
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Sinopse: Em uma praia paradisíaca, Evie Flynn tem a chance de começar do zero…Evie sempre foi a ovelha negra da família: sonhadora e impulsiva, o oposto das irmãs mais velhas bem-sucedidas. Tentou fazer carreira como atriz, fotógrafa e cantora, mas nada deu muito certo. Às vezes, ao pular de um trabalho para outro, ela tem a sensação de que lhe falta um propósito.
Quando sua tia preferida morre em um acidente de carro, Evie recebe uma herança inesperada, um café na beira da praia na Cornualha. Empolgada com a oportunidade de mudar de vida, ela decide se mudar para lá, mas logo descobre que nem tudo são flores: os funcionários não são dos melhores e o local está caindo aos pedaços. Tudo bem diferente dos tempos em que passava as férias de verão com a tia.
Apesar das dificuldades, pela primeira vez Evie está determinada a ter sucesso. Ao lutar pelo café, ela busca secretamente dar um novo rumo à sua vida e, assim, pode acabar conquistando bem mais do que esperava no trabalho... e também no amor.

 Pense em um livro que tinha tudo para ter sido incrível, e não foi só por conta das últimas 30 páginas. Isso me deixou mega triste, porque estava amando de coração essa história. Ela é leve, despreocupada e carrega até um pouco do cheirinho do mar frio da Inglaterra, mas o final dela deixa bastante a desejar. 

Comecei Café da Praia em uma noite, perto da hora de dormir. No outro dia antes do meio dia tinha acabado, e isso sem comprometer meu sono da noite. O que quero dizer com isso? Simplesmente que a escrita da autora é fluida nessa história ao ponto da gente não querer parar, na intenção de saber como essa história vai se desenrolar. 

Sabemos que a protagonista tem problemas substanciais para resolver. Afinal de contas, tem um emprego, um namorado com quem mora junto, uma família meio maluca e toda uma vida orquestrada em Londres. Isso até que aparece o Café, a herança de sua tia predileta, a tirando dos eixos e da cidade grande, fazendo com que tenha que ir para a Cornualha tomar conta do patrimônio.  

A vida de Evie vira de pernas para ar, mas provavelmente era isso o que ela estava precisando para sacudir a vida pacata demais. Começou a perceber que o relacionamento em que vivia não era tão bom, que detestava o emprego e a intromissão da família em tudo o que fazia. Então escapar para a Cornualha e trabalhar por lá passou a ser sua salvação. 

Olha, vou dizer, o outro livro dessa autora que li eu não curti tanto. Achei ele um tanto parado, apesar da estrutura de enredo semelhante a esse. Talvez tenha sido uma questão de identificação com a personagem e a ideia de ganhar de herança um café na praia para administrar. Quero para ontem! 

O ritmo do livro é maravilhoso, os personagens (Evie e todos os coadjuvantes) são ótimos e sim, temos um romance, ainda que ele não seja de fato o foco aqui. Como todos os livros de Romance de Hoje, o importante é a reconstrução dessas mulheres que estão passando por momentos difíceis, e Evie se saiu muito bem nisso. Ela cresceu muito na história, e já era uma personagem grandiosa. 

Se tivesse que tecer uma crítica seria ao fim. Sabe quando você sente que o autor apressou o final de uma história? Pois é, foi exatamente o que houve aqui. O motivo ainda é um mistério para mim, mas eu senti essa presa para desenvolver o final de Evie. Acho que merecia mais e que precisava de mais algumas páginas ali. Talvez fosse um livro que funcionasse melhor com o ritmo de cinema, ou eu que me apeguei tanto a história que não queria dizer adeus a ela. 

Enfim, é um livro delicinha. Poderia ser melhor? Sim! Poderia ter sido incrível, mas ele funciona ao propósito dele. 

Um Cavalheiro a Bordo e porque diabos esse povo não sai do clichê

Título: Um Cavalheiro a bordo
Autor: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
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Sinopse: Ela estava no lugar errado…Durante um passeio pela costa, a independente e aventureira Poppy Bridgerton fica agradavelmente surpresa ao descobrir um esconderijo de contrabandistas dentro de uma caverna.
Mas seu deleite se transforma em desespero quando dois piratas a sequestram e a levam a bordo de seu navio, deixando-a amarrada e amordaçada na cama do capitão.
Ele a encontrou na hora errada…
Conhecido entre a alta sociedade como um cafajeste e um corsário inconsequente, o capitão Andrew James Rokesby na verdade transporta bens e documentos para o governo britânico.
No meio de uma viagem, ele fica assombrado ao encontrar uma mulher na sua cabine. Sem dúvida sua imaginação está lhe pregando peças. Mas, não, ela é bastante real – e sua missão para com a Coroa o deixa preso a ela.
Será que dois erros podem acabar no acerto mais maravilhoso de todos? Quando Andrew descobre que Poppy é uma Bridgerton, entende que provavelmente terá que se casar com ela para evitar um escândalo.
Em alto-mar, as disputas verbais entre os dois logo dão lugar a uma inebriante paixão. Mas depois que o segredo de Andrew for revelado, será que ele conseguirá conquistar o coração dela?

Ok, acho que finalmente estou exausta dos livros da Quinn. Não acho que seja uma posição definitiva, ainda assim depois de ler esse livro eu parei e pensei porque diabos ainda to insistindo, se os últimos quatro ou cinco dela eu tenho achado tudo tão mais do mesmo. 

Esse até que segue uma linha diferente. Se passa no mar com um capitão e uma mocinha que só estava no lugar errado e na hora errada e acabou sendo cativa do navio dele, por algum tempo. Poppy é boca quente, o que renderam risadas consideráveis no início, e Andrew é o típico mocinho de contos de fadas, o que foi o motivo de me irritar. 

Mocinho de conto de fadas? Sério? O cara era capitão de um navio! Era para ter mais palavrões, cuspidas e coisas do tipo. E quando achei que a autora não me poderia me irritar mais por causa dele, me coloca uma posição de prestígio na sociedade para o cara, o que me faz pensar naquela velha coisa de que "porque diabos mulheres tem que ficar com os ricos e importantes?" Barões, condes e outros títulos que, na boa? Acho super entediante. 

Vim em busca de aventura piratesca, e até que encontrei um pouco no percurso desses dois, mas poderiam ter mais. Porque a mocinha não poderia ter se apaixonado por um pirata e virado uma também, abandonando o título? Porque tem que um lorde, senhor? Argh!!!!

E isso me irritou tanto na leitura que estragou o resto dela para mim. Terminei com um bocejo e prometendo nem tão cedo ler outro livro dessa criatura. É romance de época, e eles tem a tendência de ser clichê, mas, gente, dá para ser clichê e ter uma história fenomenal. Dá para criar romances incríveis de coisas pequenas e personagens extraordinários sendo bandidos e mocinhos ao mesmo tempo. 

Uma palavra para definir isso livro como um todo? Tédio. Tédio puro. 

Nem tão cedo peço algo da autora. Já deu! 

Onde mora o amor e porque uma sinopse é tão significativo

Título: Onde mora o amor
Autor: Jill Mansell
Editora: Arqueiro (Cedido em parceria)
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Sinopse: Dexter Yates adora sua vida despreocupada em Londres. Além de lindo e rico, mora em um apartamento chique e está sempre acompanhado de belas mulheres. Mas tudo se transforma da noite para o dia quando a irmã morre, deixando a pequena Delphi, de apenas oito meses.
Sem a menor ideia de como cuidar sozinho de um bebê, ele resolve se afastar da correria da cidade grande e se muda para sua casa em Briarwood.
Dex não está acostumado ao ambiente intimista do vilarejo, em que todo mundo se conhece e todas as histórias se entrelaçam. Os moradores o recebem de braços abertos, sobretudo sua vizinha de porta, a talentosa quadrinista Molly, que se oferece para ajudar com Delphi. Ela tem um passado amoroso catastrófico e muita cautela, mas nasce entre os dois uma inegável conexão.
Se Dex vai conseguir se adaptar a essa nova vida e encontrar o amor de verdade, ele primeiro terá muito a aprender: sobre Molly, sobre Delphi, sobre os segredos dos outros e, principalmente, sobre si mesmo.

A primeira coisa que você precisa saber desse livro sobre Dex e Molly é que ele quase não é um livro sobre Dex e Molly. E isso não seria ruim num todo, se a sinopse do livro não o vendesse dessa forma. Sabe no que penso quando a leio? Em propaganda enganosa. 

Temos, sim, esses personagens, mas o foco do livro não é exatamente eles. Brinca um pouco com o fato de Dex ter se tornado um pai de supetão e não ter ideia de como fazer isso funcionar, e também flerta com o personagem de Molly, suas aulas de desenho e a solidão interna. Mas isso é uma pontinha, e nem é das principais, visto que os personagens secundários ganham mais voz do que os protagonistas aqui. 

Não me entendam mal. Gosto de livros com múltiplas perspectivas e coisas diferentes acontecem com pessoas diferentes. O mundo é assim e acompanhar esse caminho encharcado de vivências é bom. Acho que pode ser de uma riqueza ímpar. Mas quando se vende um livro como um romance entre duas pessoas e elas quase não aparecem, nem mesmo são os personagens mais carismáticos da história, toda a ideia vendida do livro cai por terra. Interessei-me muito mais pela garota cujo pai tinha um segredo e pela dona do bar divertida e boca quente. 

Quando se vai escrever esse tipo de livro com múltiplos olhares, é importante que se defina se é isso o que se quer, e se for levar todos com a mesma consistência. E se a importância passa a ser pessoas específicas, fazer com que esses personagens ao redor girem em cima delas, e não fiquem jogados aleatórios, sendo conhecidos simplesmente por proximidade geográfica. No fim da história a autora termina conexões que eram para ter sido formadas muito antes. 

Então sim, a proposta do livro é deliciosa, e a escrita da autora é fluida e de bom gosto, mas acho que ela precisava ter trabalhado melhor no briefing desse livro. Entendo que amor existe de muitas formas, e que era isso o que queria dizer, mas se perdeu vendendo unicamente uma história de um casal, porque cria uma expectativa em quem compra por causa disso, e não é em cima deles que a história se desenvolve. 

Não gosto muito de Marian Keyes, mas tenho um perfeito exemplo do que estou falando sobre vender livros de maneira correta. Olhem só essa sinopse: 

Existe um misterioso espírito que paira sobre o edifício número 66 da Star Street, em Dublin, Irlanda. E esse espírito está em uma missão para mudar a vida de alguém. Em A estrela mais brilhante do céu, Marian Keyes demonstra mais uma vez sua técnica como uma dos grandes contadores de histórias da atualidade e sua vontade de ultrapassar limites na literatura.
Os inquilinos do prédio 66 formam certamente um grupo excêntrico. Na cobertura mora Katie, uma mulher de 39 anos que trabalha como relações públicas de cantores e que só se preocupa com o tamanho de suas coxas e se seu namorado irá propor casamento. No apartamento abaixo, dividem o espaço dois poloneses mais a engraçada Lydia. No primeiro andar está Jéssica, a octogenária que vive com seu malvado cachorro e o filho adotivo. Já no térreo estão os recém-casados Maeve e Matt, que por mais que tentem esquecer o passado, não conseguirão.

Viram que a sinopse vende histórias de diversas pessoas, e que o fato de estarmos falando de um edifício abre possibilidades para ainda mais delas? Isso é uma sinopse genérica para uma história sobre um tema ou um lugar, e não pessoas específicas. Esse tipo de sinopse deveria ter sido o caminho escolhido para o livro de Onde mora o amor. Ele venderia uma proposta mais aberta e com muitas possibilidades. 

Enfim, Onde mora o amor é um bom livro, mas passa longe de ser meu romance levinho predileto, dessa leva de romances de hoje da Arqueiro. 






Tempo de Regresso e porque amo minha irmã

Título: Tempo de Regresso
Autor: Kristin Hannah
Editora: Arqueiro
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Sinopse: Meghann Dontess é uma mulher atormentada pela tristeza e pela solidão, e não consegue lidar com a difícil decisão que tomou na adolescência e que a fez perder tudo, inclusive o amor da irmã. Advogada de sucesso, trabalhando com divórcios, ela não acredita em relacionamentos – até que conhece o único homem capaz de fazê-la mudar de ideia.Claire Cavenaugh está apaixonada pela primeira vez na vida. Conforme seu casamento se aproxima, ela se prepara para encarar a irmã mais velha, sempre tão dura e arrogante. Reunidas após duas décadas, essas duas mulheres que pensam não ter nada em comum vão tentar se tornar algo que nunca foram: uma família.
Sensível e divertido,Tempo de Regresso fala sobre os erros que cometemos por amor e as dores e as delícias que apenas irmãs podem compartilhar.

Ler Kristin Hannah é sempre um soco no estômago. Mesmo que a gente saiba o que esperar da escrita dela, e se blinde emocionalmente para o que está por vir, é inevitável se emocionar mais do que deveríamos. E olhe que Tempo de Regresso não é o melhor livro dela, ainda que tenha sido tão bom de muitas maneiras. 

Nesse livro a gente conhece a história de Meg e Claire, duas irmãs que foram separadas na juventude e que desde então vivem suas vidas sem muito contato uma com a outra, e sem saber como lidar quanto os vagos encontros acontecem. 

Um acontecimento une novamente essas irmãs, e elas vão ter que aprender a dizer o que esta entalado em suas gargantas há anos, e a conviver com o que fizeram e o que são hoje em dia. 

Kristin Hannah é especialista em construção de personagens. Em criar pessoas que você sente que poderia de fato conhecer, de tão verdadeiras que são. E não foi diferente com essas irmãs e com o relacionamento delas. Ainda assim, acho que esse livro merecia mais páginas voltadas a resolução de algumas problemáticas entre elas. Tipo... Meg tinha uma ideia fixa sobre casamento, mas quando isso surge na vida dela através de Claire e ela vai decidida a botar pontos nos "is", a mulher simplesmente esquece disso rápido demais. E também acho que Claire precisava passar por um tipo de mudança de personalidade, mesmo que por algo bem específico, mas isso não aconteceu. Enfim, dessa vez acredito que mais páginas teriam ajudado. 

De modo geral o livro é bom. Ele pesa bastante no drama, coisa comum na escrita da autora, e é inevitável que se derrame algumas lágrimas com ele. Sem contar que é um livro bastante rápido. Para quem andava numa ressaca horrível de leitura, comecei pela noite e acabei no outro dia pela manhã, respeitando total o meu sono. 

Ainda amo mais o As Coisas que Fazemos por amor, principalmente por ter um tema que sempre me toca bastante, mas Tempo de Regresso não fica muito atrás no quesito qualidade. Kristin Hannah em sua essência. 

A Chama de Ember e como autores podem ser criativos

Título: A chama de Ember
Autor: Colleen Houck
Editora: Arqueiro (Cedido em Parceria)
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Sinopse: Quinhentos anos atrás, Jack fez um pacto com um demônio e acabou condenado a uma eternidade de servidão. Como um lanterna, seu único dever é guardar um dos portais que levam ao reino imortal, garantindo que nenhuma alma se infiltre onde não é bem-vinda. Jack sempre fez um excelente trabalho... até conhecer a bela Ember O’Dare.Há tempos, a bruxa de 17 anos vem tentando enganar Jack para atravessar o portal. Insistente, sem temer os alertas dele, Ember enfim consegue adentrar a dimensão proibida com a ajuda de um vampiro afável e misterioso, e então tem início uma perseguição frenética através de um mundo deslumbrante e perigoso.
Agora Jack precisa resgatar Ember antes que os universos terreno e sobrenatural entrem em colapso e se tornem um caos.

Confesso que não sou uma fã da autora. Li o primeiro da série dos Tigres dela e achei um completo tédio. Gostei dos rapazes, mas tive um ranço eterno com a mocinha. É tanto que até hoje quando me perguntam qual mocinha eu menos gostei de um livro, eu vou responder que foi ela. Mas... a premissa de A chama de Ember era tão boa, que não deu para ignorar o livro. Não mesmo. Carolzinha aqui ama uma historinha com pé no terror, e ainda que não seja propriamente a ideia desse livro, ele baila bonito por mitos e lendas que amamos quando se trata do Halloween. 

A protagonista desse livro é Ember, uma bruxa bem atrevida que tomou como meta de vida descobrir um jeito de atravessar a ponte da cidade, que dá abertura para um mundo mágico que ela tem verdadeira paixão pela ideia de conhecer. Só que essa ponte é vigiada por um Lanterna, o Jack. Um ser mitológico que eu amava quando era criança, e que a autora até que retratou de um jeito bem bacana nesse livro. 

Jack vem observando Ember desde que era criança, e é fascinado pela garota. Mas não por isso ele a deixa atravessar a ponte. Sabe que do outro lado pode ser um perigo para a bruxinha, visto que os mundos mágicos são movimentados por luzes de bruxa, e ela anda escassa ultimamente. Só que Jack não contava que um vampiro carismático e muito amável (será?) ajudaria a menina a atravessar a ponte. Claro que ele tinha os motivos dele, que com o tempo caem por terra porque ele começa a gostar da menina. 

Temos triângulo amoroso? Temos, sim senhor! Estamos falando de Colleen Houck, e não seria ela se não tivesse o triângulo. Mas, olha, vou te dizer... Ele é tão sutil e sem peso na história, que dá para ler sem me irritar. E Ember, apesar de quase nada carismática, consegue ter um pouco mais de pulso quanto as suas decisões do que a protagonista da série dos Tigres tinha. Nessa garota eu realmente conseguia confiar. 

Toda a mitologia do livro é um deleite para quem curte fantasia do Halloween. Bicho papão, lobisomem, bruxas, vampiros, Jack Lanterna... Tudo isso conhecemos das nossas histórias infantis e a autora trabalha muito bem na trama. Claro que eu teria gostado mais se tivesse um pezinho na fantasia adulta, mas não dá para esperar muito de uma autora que escreve ficção para adolescentes, não é? Então a gente releva. 

O ritmo do livro também é um deleite. Tá, eu demorei a pegar gás. Na página 150 eu já estava em desespero porque não conseguia ler. Empaquei legal, mas depois disso a história flui bacana. Como disse, o tema também me fez agarrar nela com fervor. Eu tinha que terminar! Era uma questão de honra!

O livro também baila em cima de uma ideia Steampunk, outra coisa que amo. Em muitos momentos lembrou bastante outras séries no gênero que li, principalmente em termos tecnológicos, como Máquinas Mortais e o Protetorado da Sombrinha. Eu ainda gosto mais desse livro aqui da Colleen, mas não há como brigar contra monstros do Halloween, não é? Eles sempre vencerão para mim. 

Enfim, é um bom livro. Ainda não é genial, mas em se tratando de Colleen eu fico contente com o bom. Ele diverte bem e tem personagens delicinhas. 

A Padaria dos Finais Felizes e porque adoro livros de romance em lugares incríveis

Título: A Padaria dos Finais Felizes
Autor: Jenny Colgan
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Sinopse: Um balneário tranquilo, uma loja abandonada, um apartamento pequeno. É isso que espera Polly Waterford quando ela chega à Cornualha, na Inglaterra, fugindo de um relacionamento tóxico.Para manter os pensamentos longe dos problemas, Polly se dedica a seu passatempo favorito: fazer pão. Enquanto amassa, estica e esmurra a massa, extravasa todas as emoções e prepara fornadas cada vez mais gostosas.
Assim, o hobby se transforma em paixão e logo ela começa a operar sua magia usando frutos secos, sementes, chocolate e o mel local, cortesia de um lindo e charmoso apicultor.
A Padaria dos Finais Felizes é a emocionante e bem-humorada história de uma mulher que aprende que tanto a felicidade quanto um delicioso pão quentinho podem ser encontrados em qualquer lugar.


Sabe aquele tipo de livro que dá um calorzinho no peito? Esse é A Padaria dos Finais Felizes. E para quem leu o outro livro da autora, A Pequena Livraria dos Sonhos, vai se sentir em casa com essa narrativa. Uma vez lido algum livro da Jenny, é acolhedor ler qualquer outra coisa. Ela é o tipo de escritora que conquista mais com o estilo do que com a história em si, ainda que as histórias sejam lindinhas demais!

Nesse livro temos uma protagonista passando por um momento ruim da vida. Acabou de se separar do namorado e perder o emprego. Não tem dinheiro e precisa com urgência encontrar um lugar para morar. Como tudo na cidade está acima do que ela pode pagar, Polly acaba encontrando uma casinha em cima de uma antiga loja na Cornualha. Um lugar isolado do mundo na condicionante de ser acessado de acordo com o nível do mar. É lá que ela vai para se curar. 

Um adendo sobre Polly, é que ela ama fazer pão! Tinha isso como hobbie por muito tempo, e depois que chega a pequena vila e descobre que a única padaria da região produz um pão horrível, Polly começa a fazer com que isso vire mais do que uma paixão. E é por causa dele, e de um papagaio do mar, que ela começa a conhecer os habitantes da cidade, e a fazer parte da cidade como um morador de lá de fato. 

Os lugares que Jenny descreve em seus livros são todos de babar. Não seria diferente desse aqui. Não é só uma questão do ambiente ao redor, mas o ambiente que se constrói e molda um protagonista. É aquilo que sempre digo que dar vida ao lugar para torná-lo próximo ao leitor é essencial, e ela consegue isso magistralmente. Nunca quis conhecer muitos lugares da Europa, mas da minha curta lista acabei adicionando os dois cenários dos dois livros dela que li, tamanha paixão que fiquei por eles. 

Temos romance nessa história? Sim, temos! E temos tristeza também. Não achei que fosse ler um livro que soubesse pesar com delicadeza a dose de comédia, drama e e romance, mas esse conseguiu. Parecia que eu estava vivenciando a história, e não sendo apenas um observador dela. É mágica a maneira como essa autora escreve, e estou ainda tão encantada com tudo o que ela fez nos dois livros que li, que já a coloquei na minha lista de autores que não posso jamais esquecer. 

Indico com verdadeira idolatria! Qualquer um dos dois livros são incríveis! 



Mulher-Gato e porque toda garota deveria ser incrível assim

Título: Mulher-Gato: Ladra de Almas
Autor: Sarah J. Maas
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Sinopse: A Mulher-Gato da autora best-seller Sarah J. Maas é o que os fãs da personagem amam: forte, independente e única.No passado, Selina Kyle vivia no submundo de Gotham, cometendo pequenos delitos para sustentar a família. Quando a mãe a abandona, a jovem precisa tomar uma difícil decisão e entrega a irmã nas mãos de um casal que poderia cuidar bem melhor dela, longe da pobreza.
Dois anos depois, Selina retorna como a rica e misteriosa Holly Vanderhees. O que a trouxe de volta à cidade? E o que vai aprontar agora que tem como parceiras Arlequina e Hera Venenosa?
Com Batman fora em uma missão vital, Luke Fox quer provar que pode ajudar os habitantes de Gotham usando o disfarce de Batwing. Seu alvo é uma nova gatuna que se uniu às duas rainhas do crime. Juntas, as três instauram o caos.
Em meio a um jogo de segredos, mentiras e furtos, Selina se engalfinha à noite com Batwing, e se enrosca de dia com Luke Fox. Em uma trama que vai roubar o fôlego dos leitores, Sarah J. Maas mostra os primeiros momentos da ardilosa Mulher-Gato como uma das anti-heroínas mais ambíguas e amadas do mundo.

O nome de um autor pesa muito na hora de selecionar uma leitura. Só entendi isso quando acabei solicitando da editora Mulher-Gato. Apesar de amar loucamente todo o universo obscuro da DC, não tive qualquer vontade de ler os livros que estavam saindo pela editora, a série Lendas da DC. Mas esse... Ummmm... Sarah J Maas é dona de parte do meu coração, quando se trata de fantasia, então eu precisava ler para saber se meu affair com ela era só com as fantasias, ou com a escrita da autora de maneira geral. Descobri que é um pouco dos dois, mas a questão do gênero pesou muito para mim. 

Se você é como eu e já viu todos os filmes e séries do Batman, conhece o nome Selina Kyle. Nesse livro vamos acompanhar um pedaço da adolescência dela, quando participava de lutas para ganhar dinheiro e sustentar a irmã, e depois que ela faz um treinamento para se tornar uma ladra profissional. 

O livro é narrado por dois pontos de vista. Momentos por Selina, outros por Luke, um ex militar que trabalha junto do Batman, e assume os problemas de Gotham quando o vingador mascarado não esta na cidade, como é o caso no momento em que essa história está se desenvolvendo. 

Coisas valiosas começam a ser roubadas por um profissional que Luke não consegue pegar. Ao mesmo tempo ele começa uma amizade com a vizinha e charmosa que chegou na cidade, sem saber que possivelmente as duas são a mesma pessoa. 

O livro tem todo o clima de Gotham. Aquela coisa negra e melancólica que exala pelas páginas do livro com facilidade. Seja pela narração do clima ou sentimentos dos personagens. É fácil ler e se enxergar nas ruas do lugar onde sabemos que Batman combateu os vilões mais loucos e maravilhosos já criados pelas histórias em quadrinho. 

Selina é o tipo de personagem que certamente Sarah J Maas criaria: uma garota badass que não tem problema algum em ser independente do mundo ao redor dela. E Luke é o herói mocinho que todo mundo suspira. Juntos eles formam uma dupla arretada (usando uma expressão totalmente sertaneja para dizer que eles são incríveis). 

O desenvolver da história é gradativo e instigante. A gente fica querendo que eles se encontrem e se descubram quem são o tempo inteiro. Sem contar que, mesmo individualmente, são personagens que seguram bem qualquer história. 

Não dá para vir aqui e esperar uma Sarah J Maas como vimos em Corte ou Trono. Tirando pelas meninas incríveis, não há nada em comum nas histórias, e nem era de fato para existir. São contextos diferentes e sentimentos diferentes. Mas com certeza é um livro que diverte a beça, principalmente se você for fã do universo DC, como eu sou, e tem uma certa queda por Selina Kyle, como eu sempre tive.