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Resenha de "Deixe-me entrar" (Letícia Godoy)

Título: Deixe-me entrar
Autor: Letícia Godoy
Editora: Arwen
Skoob: Adicionar

Sinopse: Julianne Ipswich cresceu confinada no internato Le Rosey, afastada de sua família com o pretexto de receber uma educação de qualidade. Este fato sempre a incomodou e o maior desejo de Julianne era descobrir a verdade para que a família tenha a afastado, uma vez que não ficou convencida de que a preocupação com os seus estudos seria o único motivo. Ao completar 15 anos, ela retorna para Stone Forest, a cidade de seus pais, e, aos poucos, acaba descobrindo mais do que gostaria de saber.
Cercada por muito mais perigos e desafios do que ela jamais pôde imaginar que surgiriam em sua vida, Julianne precisará desvendar os mistérios de seu passado e preparar-se para os desafios do futuro rapidamente se quiser sobreviver. As vozes se misturam, os olhos sedentos nunca param de espreitar e o perigo está onde ela menos imagina. Será que Julianne conseguirá enfrentar tudo isso?


Talvez se eu tivesse lido esse livro há uns quinze anos, teria me apaixonado loucamente por ele. Tem o tipo de premissa que adoro, e personagens encantadores. Mas ele não foi para mim de um todo. Precisava ficar voltando páginas para reler coisas porque minha mente vagava para longe numa rapidez impressionante. Ele não me fisgava de jeito nenhum!

Logo no início temos uma "caça as bruxas", em um outro século. Algumas mulheres estão para ser queimadas, acusadas de bruxaria. Entre elas está a amada de Gerard, o vampiro que nos mostra, por sua visão, esse primeiro momento. O inevitável acontece, eles acabam se separando, mas com a promessa da bruxa de que ainda irão se reencontrar em outra vida. 

Então, anos depois, conhecemos Julianne, uma adolescente que viveu uma vida inteira em um colégio interno, e que agora está super ansiosa em voltar para casa e ficar com a - grande - família. Os problemas dela começam a acontecer exatamente quando retorna ao lar. Tudo parece muito diferente. Seus irmãos não envelheceram um único dia, todos estão evasivos e estranhos. 

O fato é que não me apeguei a ninguém nessa história. Nem a protagonista, E o mocinho passou por mim que nem senti que ele estava ali. Fiquei tantas páginas esperando sua aparição e ela aconteceu em mais da metade do livro, onde essa primeira metade não acontecia quase nada que justificasse a demora das coisas acontecerem, de fato. Como disse, foi um começo que me deu um puta sono. 

Eu ficava lendo e tentando entender o que diabos se passava na cabeça da guria. Hora amo chico, hora amo francisco, hora amo ninguém. Minha família é diferente? Tudo bem, eu aceito de boa! Existem seres do submundo andando por ai? Ok, normal! Sério? Tipo... sério mesmo????? 

Ela só tinha quinze anos e agiu numa naturalidade que nem eu com meus trinta agiria no lugar dela. Isso me incomodou pra cacete! Sem contar que eu não entendi o que a autora quis com o começo da história. Ambientar bem o leitor? Se foi isso, então eu não captei a parada. Poderia ter entendido tudo em metade das páginas que ela usou. 

A segunda parte do livro flui melhor, ainda que eu tenha tido momentos de não acreditar no que estava lendo. E não é porque é uma fantasia, gente. Eu leio fantasia com frequência, e até elas tem que me convencer de que aquilo é possível. Não era a trama que me incomodava, mas a reação dos personagens ao que acontecia - ou não reação. Tudo era comum, tudo era ok. Faltou aprofundar um pouco mais essa galera. Convencer o leitor dos motivos deles acharem tudo aqui normal. 

Eu entendo que a Letícia quis mostrar um pouco da vida adolescente de Julianne acima de qualquer coisa fora do normal. O problema é que a história vende muito o "anormal", e quando vem entregar alguma coisa a gente já tá um tanto saturado do livro e dos problemas adolescentes. Pelo menos comigo foi assim. 

Acredito que essa história funcione com adolescentes. Eles certamente vão captar melhor Julianne e seus amores e desabores. Eu achei tudo infantil, e sei que isso foi um problema de ligação minha com os personagens. Já disse aqui várias vezes que se o personagem não me fisga, dificilmente a história vai me fisgar. 

Devo elogiar o trabalho da editora com o livro. Capa linda, diagramação impecável. 

Esse é o primeiro livro de uma série, não sei de quantos. Lá no Skoob tem várias outras resenhas muito mais positivas do que a minha. Queria ter escrito algo realmente bom, mas não consegui. Esperei alguns dias depois de ler para analisar melhor os fatos, e cheguei a conclusão de que talvez eu esteja velha demais para esse tipo de história, ou que não era o momento para pegá-la. 


Resenha de "Esmeralda" (Cida Santos)


 "Poesia com gosto de liberdade"



Sinopse: Quando a lua surge no céu estrelado e o fogo crepita na fogueira como as chamas de uma fênix, um dueto se inicia. Convidada pelo imperador cigano, Esmeralda responde ao seu canto com histórias em forma de prosa enquanto dança ao som da viola. Um dueto poético que mistura, fé, magia e história. Assim a natureza surge em cada palavra da cigana, nos ensinando sobre as belezas deste mundo.





Gente, estava jurando que já tinha feito a resenha desse livro. Foi só quando estava fazendo o balanço das leituras e resenhas que percebi que estava em falta com ele. Bom, vim para ajeitar esse deslize. 

Recebi Esmeralda tem alguns meses da editora Arwen e o que me chamou atenção de cara foi o capricho com o qual veio o material. É uma editora nova, mas que veio com tudo no que diz respeito a parte física do livro. 

Demorei para pegar porque é de poesia, e sinceramente poesia é algo que leio bem pouco, justamente por ter uma certa dificuldade com ela. E olhe que adorava quando era adolescente! Acho que a idade me deixou preguiçosa. 

E quando eu finalmente peguei para ler, demorei apenas algumas horas entre o Esmeralda e o Caldeirão da Bruxa, que é o livro que antecede esse, e que veio junto com ele num box muito do lindo. 

Como o ideia é poesia, você tem muita subjetividade com o entendimento da história, por isso não vou dizer do que ele se trata exatamente porque eu posso ter entendido algo e outro leitor entendido outro. Uma coisa é certa: A autora usa os ciganos de pano de fundo, principalmente a narradora principal, que dança sua música ao redor da fogueira e proclama versos belos para os ouvintes atentos. É como se ela tivesse uma certa magia em conquistar com as palavras e os movimentos. É fácil entrar naquele clima dos ciganos, até porque eu amo a ideia de povo nômade e tal. 

Mas isso é só a base do que a autora quer falar. Ela coloca a mulher numa posição forte, ao mesmo tempo sofrida em sua narrativa. Como se cada uma fosse agraciada com a capacidade de ter coisas incríveis, como ser mãe, ao mesmo tempo que mostra a força com a qual supera algo tão grande quanto, como a perda. Gostei muito do que ela faz com o "feminino" em ambos os livros. 

Senti que em alguns momentos ela insere poesias que não consegui encaixar bem na ideia principal. Como se a autora tivesse pego suas várias poesias espalhadas e tentasse encaixar na história dos ciganos, e meio que forçava uma situação para isso, tirando o leitor da linha anterior. Isso fez eu me sentir perdida, mas nada que de fato prejudicasse, já que estamos falando de poesia. 

Não sou boa com análise de rimas e versos e essas coisas que eu deveria saber depois de ter cursado um ano inteiro de teoria literária, mas eu curti a sonoridade das poesias. Acho que isso conta para um leitor que não entende da parte técnica, não é? 

Se você está procurando um livro de poesia com ênfase no universo feminino, indico Esmeralda e Caldeirão da Bruxa. Depois me diz o que achou, e se quiser podemos até discutir sobre ele inbox. 

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Lançamento de Agosto da Editora Arwen

Olá, gente!
Não sei se já sabem, mas o blog conseguiu uma parceria recente com a editora Arwen, nova no mercado e que veio prometendo.
E é do lançamento deles para Agosto que vamos falar hoje.