Resenha de "Ruína e Ascensão" (Leigh Bardugo)

Título: Ruína e Ascensão
Autor: Leigh Bardugo
Editora: Gutemberg (Cedido em Parceria)
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Sinopse: A capital caiu.O Darkling comanda Ravka em seu trono das sombras. Agora o destino da nação depende de uma Conjuradora do Sol arruinada, de um rastreador desonrado e dos cacos do que antes fora um grande exército mágico.
No fundo de uma antiga rede de túneis e cavernas, uma fraca Alina deve se submeter à duvidosa proteção do Apparat e daqueles que a veneram como uma Santa. Porém, sua mente está na busca pelo misterioso pássaro de fogo e na esperança de que um príncipe foragido ainda esteja vivo.
Alina deverá formar novas alianças e deixar de lado velhas rivalidades, enquanto ela e Maly buscam pelo último dos amplificadores de Morozova. Mas assim que começa a elucidar os segredos do Darkling, ela descobre um passado que mudará para sempre seu entendimento sobre a ligação que os une e o poder que ela carrega. O pássaro de fogo é a única coisa que está entre Ravka e a destruição — e reivindicá-lo pode custar a Alina o futuro pelo qual ela tem lutado.

Gosto de fantasias bem escritas, e posso encher a boca para dizer que Leigh Bardugo é especialista nisso de muitas maneiras diferentes. Acho que um bom livro fantástico te tira da zona de conforto do conhecido e te joga em algo tão novo que você se prende justamente pela expectativa do conhecimento. Foi o que ela fez com a trilogia Grisha, 

Como é o fechamento de uma série, não vou me ater ao que acontece de fato na história. Vocês precisam ler os livros anteriores para, no mínimo, entender o que significa um Darkling, que é o básico para se inserir nesse mundo magnífico. Então vou comentar sobre as minhas impressões com o livro como fechamento de uma série, e sobre a evolução dos personagens. 

De modo geral Ruína e Ascensão foi uma surpresa para mim. Não a princípio, porque de fato esperava por aquilo. Só achei que o meio da história foi uma transição para explicar como estava o mundo com o reconhecimento da Santa Alina, e como conclui o duelo entre os dois protagonistas principais. Mas quando cheguei ao final, depois de esperar tanto por ele de forma quase homérica, meio que fiquei sem reação aos acontecimentos que a autora ia inserindo numa rajada quase de metralhadora. Não que tenha sido ruim, porque de fato não foi; apenas surpreendente em muitos aspectos. 

O crescimento de Alina é quase palpável nesse terceiro livro. Ela tanto pode se apresentar como uma pessoa generosa, como também ter ciência de que não dá para ser legal sempre, e que todo mundo, tendo poderes terríveis ou não, está sujeito em algum momento a mudar de lado simplesmente movido a um sentimento. Isso a autora deixou bem claro, só achei que faltou explorar esse outro lado de Alina, como também abrir uns capítulos extras para entendermos o que se passava na cabeça do fantástico vilão dessa trilogia. 

As relações sociais também evoluem bastante por aqui. A menina que costumava ser banida dos círculos passa a ser uma líder para muitos dos que a perseguiam. Também passa a ser vista como uma Santa por metade das pessoas, o que a irrita bastante. Maly também tem um crescimento nessa história, só não sei se foi forçado ou proposital. Até o livro anterior Maly para mim era só um coadjuvante que rondava por ali fazendo nada de importante. Dai veio esse livro e "bum", o cara se revelou. Não gosto mais de Maly pelos acontecimentos dessa história, mas ele provou seu valor de maneira correta. 

É interessante ver a evolução da protagonista e dos relacionamentos dela quando chegamos nas últimas páginas, onde parece que um ciclo se fecha e ela meio que volta a ser a Alina do princípio, só que mais madura e consciente de seu novo lugar no mundo. O problema é que esse novo lugar passa longe de ser o que esperávamos que fosse, mas de alguma forma me colocou para pensar sobre a jornada do herói na fantasia, e como quase todo livro bem escrito no gênero o personagem é cíclico, como o caso de Frodo Bolseiro em O Senhor dos Anéis, que volta para o Condado com uma sensação de vazio. Então, sim, é nostálgico ao ponto de apertar o coração. 

O único motivo de não ter dado cinco estrelas a Ruína e Ascensão foi o meio da história, que achei bastante cansativo, redundante e pouco funcional. O final também me incomodou um pouco. Mesmo que tenha amado a forma como Bardugo concluiu a trama, fiquei meio chateada de não ver o embate final da forma como gostaria de ter visto. Esperei muito por aquilo, e foi bem diferente. Mas tudo bem, porque a mulher soube como escrever o bendito fim. 

É uma série que gostaria bastante de ver nas telas do cinema. Acho que esse clima de fantasia russa iria pegar muito bem para os fãs do gênero. Vamos esperar que algum ser abençoado descubra essa maravilha e queira adaptar. 

Foi uma série que amei de modo geral. Tive meus altos e baixos com ela, mas é muito difícil um livro de fantasia não deixar essa sensação no leitor. Contudo digo e repito que se você quiser ler uma fantasia bem construída e bem escrita, aposte com gosto na trilogia Grisha. 

[TOP 5] Livros que precisam vir para o Brasil (Parte 2)


Algum tempo atrás fiz uma primeira versão dessa postagem, que vocês podem conferir aqui. Queria conseguir fazer dela, mas para isso preciso garimpar ideias nos sites e canais estrangeiros, e minha peciência é pouca para isso. 
Em todo caso eu deixei juntar mais um grupo de cinco livros que gostaria de ler por aqui, e trouxe para vocês conferirem. A tradução da sinopse foi feita por mim, que não sou tão boa assim, então relevem alguns errinhos se acharem. 


Título: The Accident Season
Autor: Moira Fowley-Doyle
Nota no Goodreads: 3.71
Série? Até agora não. 

Sinopse de tradução livre: A temporada de acidentes tem sido parte dos dezessete anos de Cara desde que ela consegue se lembrar. Em final de outubro, prenunciado mortes de muitos parentes da família dela. Nessa época eles se tornam inexplicavelmente propensos a acidentes. Então banem facas para gavetas trancadas, cobrem bordas afiadas da mesa com estofamento, desligam itens elétricos - mas as lesões seguem onde quer que vão, e a temporada de acidentes se torna uma obsessão e um medo crescente.
Mas por que são tão amaldiçoado? E como eles podem se libertar?


É o tipo de livro que tem cara das publicações da Galera Record. Pessoalmente achei a sinopse bastante interessante e misteriosa. Tem algum tempo que paquero esse livro lá fora, e espero que alguma editora solidária o compre por aqui.


Título: Vengeance Road
Autor: Erin Bowman
Nota no Skoob: 3.91
Série? Até agora não
Sinopse de tradução livre:Vingança vale o seu peso em ouro.
Quando seu pai é assassinado por causa de um diário que revelava a localicação de uma mina de ouro escondida, dezoito anos atrás, Kate Thompson se disfarça como um menino e vai para as planícies arenosas à procura de respostas e justiça. O que ela encontra são estranhos não confiáveis, poeira interminável, calor, e uma bando surpreendente de aliados, entre eles um jovem menina Apache e um par de irmãos teimosos que se recusam a sair andando em sua sombra. Quanto mais Kate se aproxima dos segredos sobre sua família, uma verdade surpreendente se torna claro: alguns homens não vão parar por nada para colocar as mãos no ouro, e a busca de Kate por vingança pode ser fatal

Olhe só essa capa! Se qualquer editora lançar essa belezura por aqui, favor manter esse primor de arte. Foi ela quem me chamou atenção de início a Vengeance Road. A segunda coisa foi o fato da personagem se disfarçar de menino, provavelmente por ser uma sociedade bem machista com as mulheres. Adoro personagens assim! E curto bastante livros de viagem, como é o caso desse. Então é torcer para que ele aporte por aqui. 


Título: This Savage Song
Autor: Victoria Schwab
Nota do Goodreads: 3.92
Série? Sim. O primeiro livro da série Monsters of Verity

Sinopse de tradução livre: A cidade de Verity foi invadida por monstros nascidos da pior maldade humana. No Norte de Verity, os Corsai e os Malchai correm livres. Sob o governo de Callum Harker, os monstros matam qualquer ser humano que não pagou para a proteção. No Sul, Henry Flynn caça aos monstros que cruzam a fronteira para o território dele, auxiliados pelos monstros mais perigosos e mais escuros de todos -os Sunai, criaturas escuras que usam a música para roubar almas de suas vítimas.
Como um dos únicos três Sunai existentes, August Flynn sempre quis desempenhar um papel maior na guerra entre o norte e o sul. Quando a oportunidade surge para manter um olho sobre Kate Harker, filha do líder do Norte Verity, August salta sobre ela.
Quando Kate descobre o segredo de August, o casal começa a correr por suas vidas e lutam contra monstros de ambos os lados do muro. Como a cidade se dissolve no caos, é a eles que cabe promover a paz entre monstros e seres humanos.
O motivo mais forte que me fez selecionar esse livro foi - com certeza - ter sido escrito pela Victoria, que é a mesma escritora de The Archived, que se não me engano está sendo traduzido pela Bertrand para aportar em nossas terrinhas. Adoro as ideias dela para enredo! E ainda que a sinopse de This Savage Song me lembre um pouco a série Dominion, ou algo no estilo, estou bem curiosa para saber como ficou o livro. É esperar que a autora faça sucesso com The Archived, e daí a editora resolva trazer mais livros dela. 


Título: Frozen
Autor: Melissa de la Cruz e Michael Johnston
Nota no Goodreads: 3.61
Série? Sim. O primeiro da série Heart of Dread

Sinopse de tradução livre: Situado em 111 C.D., 111 anos depois de um desastre catastrófico que dizimou 99% da humanidade e deixou a terra coberta de gelo, esta nova série apresenta aos leitores um grupo desorganizado de amigos e da aurora de um novo tempo. O mundo da razão, da matemática e das ciências está terminando, e uma nova civilização está nascendo a partir do gelo: um mundo de magia e caos, feiticeiros e feitiçaria.




Frozen foi um livro que já li, tamanho minha curiosidade acerca dele. Nunca fiz resenha por aqui, mas tenho pretensões de um dia fazer. Talvez depois que alguma editora compre a série, e depois de ter lido em português. Vamos combinar que em alguns casos ler em inglês é perder alguma piada que alguém contou e você não entendeu. Tinham muitos termos próprios e eu me perdia neles. Não que o livro tenha sido genial, porque ele está mais para maluco e cheio de informação, mas de modo geral eu curti e tenho muita vontade de ver o que os tradutores poderiam fazer com essa obra.


Título: Illuminae
Autores: Amie Kaufman e Jay Cristoff
Nota no Goodreads: 4.27
Série? Sim. O primeiro da série The Illuminae Files

Sinopse de tradução livre: Esta manhã, Kady pensou que romper com Ezra fosse a coisa mais difícil que ela teria que fazer.
Esta tarde, seu planeta foi invadido.
O ano é 2575, e dois megacorporações rivais estão em guerra sobre um planeta que é pouco mais do que uma partícula coberta de gelo na borda do universo. Pena que ninguém pensou em avisar as pessoas que vivem nele. Com o fogo inimigo a chover sobre eles, Kady e Ezra são forçados a lutar e ir para uma frota de evacuação, com um navio de guerra inimigo em perseguição.
Mas seus problemas estão apenas começando. A praga mortal foi instaurada e é mutante, com resultados terríveis; AI da frota, que deve ser protegê-los, pode realmente ser seu inimigo; e ninguém no comando vai dizer o que realmente está acontecendo.

Não é segredo para ninguém aqui o quanto sou louca por livros nesse estilo! Pós-apocaliptico, governos totalitários e naves espaciais? Pelo amor de Deus, estão esperando o que para lançar essa belezura aqui? Estão falando tão bem de Illuminae lá fora que minha curiosidade com ele só aumenta.  

[Vídeo] Leituras do mês de Outubro


O mês foi bastante proveitoso, de modo geral. Posso não ter lido 11 livros magníficos, mas li livros magníficos ainda assim. Confiram o que li esse mês  de Outubro. O vídeo ficou longo, mas eu tinha muita coisa a dizer sobre a maioria deles.


[Filme] Mr. Holmes









Sinopse: 1947. O famoso detetive Sherlock Holmes (Ian McKellen) está com 93 anos, aposentado, vivendo em uma casa remota no litoral com sua governanta Mrs. Munro (Laura Linney) e o filho dela, o pequeno Roger (Milo Parker). Lidando com a deterioração da sua mente por causa da idade, ele continua obcecado com um caso que nunca conseguiu decifrar. Sem a companhia do seu fiel escudeiro Dr. Watson, Sherlock tentar desvendar este último mistério.


Sherlock é, para mim, o maior detetive já criado em toda a literatura, cinema e qualquer outro meio artístico onde se precise de um detetive. Tenho uma paixão por esse personagem e não é de hoje, e talvez por isso cobre demais de qualquer história baseada nele, ou filmes e séries feitos usando o detetive como pano de fundo. Esse foi o motivo que me fez amar o seriado Sherlock, e odiar o Elementary. 

Quando soube que Mr. Holmes iria ser lançado eu fiquei com um pé atrás. Um Sherlock aposentado? Algo me deixava insegura com isso. Contudo eu amo as atuações seguras de McKellen, e o trailer revelava que esse seria outro papel em que ele arrasaria, como sempre. Então tomei coragem e sentei para ver, morrendo de medo de odiar a forma como retratariam esse Sherlock, e posso dizer que sofri uma relação complicadíssima de amor e ódio por esse filme.


Sim, McKellen está fenomenal! Ele é um ator maduro e transmite isso na calma com a qual interpreta seus personagens, e não foi diferente com Holmes. Temos que lembrar que qualquer ator que pegasse um papel de um personagem tão famoso quanto Sherlock, tremeria na base. Mas mesmo com esse poder em cena que McKellen tinha sem nem ao menos abrir a boca, eu senti falta da eletricidade que sempre emanou de Holmes. Ele é um homem de pensamento rápido e de rompantes de insanidade, em muitos momentos. Claro que não dá para fazer isso com 90 e tantos anos, como o personagem interpretado por McKellen, e até que fizeram um Holmes idoso e lógico na medida certa, mas senti falta. Muita falta. 


Outra coisa que me incomodou foi a solidão dele. Sempre foi um personagem solitário, mas contava com o persistente Watson e uma vez ou outra o irmão Microft para favorecer sua personalidade antipática. No caso desse filme ambos já estão mortos, e me dava uma pena estúpida de ver Holmes tão sozinho. 

Ele está morando numa casa de campo junto com a governanta e o filho dela, uma criança inteligente que logo se afeiçoa a Sherlock, que por sua vez também se liga ao garoto, indo contra a tudo o que eu acreditava do "social" dele. Mas novamente entendi o ponto de vista. Um homem prestes a morrer e doente tinha que se apegar a alguma coisa. O Holmes de McKellen é muito mais simpático do que de fato o Sherlock Holmes é. 


Eles usam uma pequena resolução de caso como pano de fundo. Na verdade Holmes tentando lembrar do último caso que trabalhou e que o traumatizou por completo ao ponto de querer se aposentar. Alternando entre presente e esse passado. o caso é revelado aos poucos, como capítulos de uma novela. 

 Pessoalmente não gostei do caso, nem de como foi resolvido e acho que aquilo só foi colocado para nos lembrar de que era um filme sobre o grande Sherlock Holmes. Mas para mim não funcionou. Era melhor ter trabalhado com a velhice dele, sua solidão e o resultado do que ele foi quando mais novo, mesmo que isso gerasse muita crítica por parte dos fãs. Era uma nova visão sobre ele, e não me incomodaria nem um pouco em ver um lado diferente. Mas dai introduziram o caso, e achei um saco!


De modo geral é um filme cansativo. De ritmo lento e que pede muita paciência e perseverança de quem assiste. Para mim que sou fã, foi uma análise de como, de fato, seria um Sherlock Holmes idoso, e se as consequências de seus atos influenciariam em seu caráter já idoso. Tentei não criar expectativas, e dei graças a Deus de não ter feito isso, ou teria me decepcionado um pouco. Consegui olhar de outro modo, e foi agradável de acomoanhar. Tive minhas raivas com esse roteiro, mas McKellen salvou o filme para mim. 




É assim que começa... Os Bons Segredos


É assim que começa... é uma coluna onde apresento os primeiros parágrafos dos livros que leio. As vezes os livros nos ganham pelas capas, mas as vezes eles nos ganham pela primeira voz que ouvimos deles. As páginas falam...
Abra os olhos e escute-as! 



— O réu poderia se levantar, por favor?
Não se tratava de uma pergunta de verdade, embora soasse como tal. Eu tinha percebido isso desde a primeira vez que nos reunimos lá, nas mesmas circunstâncias. Era um comando, uma ordem. O “por favor” era só uma formalidade.
Meu irmão levantou. Ao meu lado, minha mãe ficou tensa e prendeu a respiração. Do jeito que pedem para você inspirar antes de um raio X, para que consigam ver mais, captar tudo. Meu pai olhava para a frente, como sempre, com uma expressão indecifrável. 

[Lançamento] Única e Gente em Novembro

Confiram os lançamentos da Única/Gente de novembro.
Podem ir preparando o caderninho de Wishlist para o final do ano porque essas editoras estão danadas!

Título: O Segredo da Queima de 48 Horas
Autor: Vinícius Possebon
Editora: Gente

Sinopse: Você tentou todas as dietas da moda e passou horas na academia sem obter resultados? Já abandonou as esperanças de encontrar um programa de emagrecimento que não tome tanto de seu tempo, não seja maçante e não se baseie numa dieta alimentar muito restritiva? Vinícius Possebon, personal trainer e coach especializado em saúde e boa forma, criou um método revolucionário e com ele já ajudou milhares de pessoas no Brasil a mudar seus hábitos e adquirir a forma física que sempre desejaram: o sistema Queima de 48 Horas, ou Q48, o programa número 1 de emagrecimento do país. O treinamento Q48 é focado em exercícios de alta intensidade e combina alimentação equilibrada e sem sacrifícios com a liberdade de realizar os treinos em casa — apenas 15 minutos diários para obter resultados de 1 ano em 8 semanas! Neste livro, Possebon traz informações sobre os princípios científicos que norteiam o Q48, como ele foi criado, por que é tão efetivo e, ainda, apresenta alguns estudos de casos de pessoas que aderiram a essa proposta e transformaram sua vida. E mostra que é possível, sim, emagrecer sem ser refém da academia e escravo das dietas malucas que o fazem sentir fome e logo perder a energia e a motivação.


Título: Extraordinária Mente
Autor: Sharron Lowe
Editora: Gente

Sinopse: Não há coisa pior do que enxergar quem você é agora e comparar isso com quem poderia ter se tornado. Este livro existe para ajudar as pessoas que se veem frustradas, ou que estão inseguras e não se sentem no controle do próprio futuro profissional e, portanto, não acreditam que podem obter o que querem. E, sobretudo, este livro se destina a quem está exausto, sentindo-se apático e sem energia, dinamismo e entusiasmo. Sharron Lowe é coach de marcas globais de luxo como Chanel, Calvin Klein, Estée Lauder, Clinique, Parfums Christian Dior e Lancôme, e desenvolveu técnicas para transformar essas marcas e as pessoas que trabalham nelas, tornando-as verdadeiras máquinas de sucesso e poder. Depois de ter milhares de clientes transformados, Lowe apresenta neste livro um método para que você também se transforme e crie um sucesso à prova de revezes. Lembre-se do lema da autora: Se você constantemente repete suas ações, sempre obterá os mesmos resultados.


 Título: Só se Vive uma vez
Autor: ?
Editora: Única

Sinopse: Quem nunca caiu em uma roubada? Seja por ter se apaixonado pelo cara errado, confiado numa “aminimiga” ou exagerado na bebida e quase perdido a dignidade... E, pior ainda, quem nunca repetiu essas mesmas roubadas? Este livro traz listas, questionários e diagramas para preencher que, além de fazê-la se conhecer melhor e aumentar a autoestima, vão ajudá-la a estipular novas metas e lembrá-la de não cometer os mesmos erros pela segunda — ou décima segunda — vez!

Resenha de "Perdido em Marte" (Andy Weir)

Título: Perdido em Marte
Autor: Andy Weir
Editora: Arqueiro (Cedido em Parceria)
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Sinopse: Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho. Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu em um terrível acidente. Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam anos antes da chegada de um possível resgate. Ainda assim, Mark não está disposto a desistir. Munido de nada além de curiosidade e de suas habilidades de engenheiro e botânico e um senso de humor inabalável , ele embarca numa luta obstinada pela sobrevivência. Para isso, será o primeiro homem a plantar batatas em Marte e, usando uma genial mistura de cálculos e fita adesiva, vai elaborar um plano para entrar em contato com a Nasa e, quem sabe, sair vivo de lá. Com um forte embasamento científico real e moderno, Perdido em Marte é um suspense memorável e divertido, impulsionado por uma trama que não para de surpreender o leitor.

Não lembro da última vez que li um livro tão bem escrito quanto esse. Isso me deixa até um pouco triste de não ter pedido o livro assim que foi lançado, mas estupidamente alegre por ter me segurado em não ver o filme antes de contemplar essa maravilha escrita por um simples engenheiro de software. Sim, um engenheiro de Software escreveu o que provavelmente foi um dos livros mais inteligentes que li em muitos meses. 

Não tem muito o que se explicar da premissa dele. Uma missão em Marte, um pequeno acidente por conta de uma tempestade de areia, a possível morte de um dos astronautas, e o resto da equipe indo embora deixando o corpo lá, porque esse é o protocolo da NASA. O grande problema é que o astronauta não estava morto, e agora está em um planeta completamente sozinho, tentando sobreviver o suficiente até o dia seguinte, e o seguinte, e o seguinte...

O começo do livro é bem cansativo. Não por acompanhar as ideias malucas de Mark para sobreviver, até porque elas são super divertidas. Estou para ver outro personagem tão otimista quanto esse cara. Ele pode estar ferrado, mas sempre tira onda de tudo. O cansativo fica por parte das explicações que ele dá sobre como vai fazer as coisas funcionarem. Eu não entendia metade das suas divagações. Talvez se você entender um pouco de física, química, biomecânica, engenharia... e esse monte de troços nos quais eu nunca fui boa na escola, então fique mais fácil para você se adaptar a rotina de Mark. Eu sofri um pouco, e se não fosse o humor fantástico do cara, provavelmente teria abandonado. POR FAVOR, NÃO ABANDONEM ESSE LIVRO!!

O livro começou a pegar gás para mim quando a narrativa passa a acompanhar também o controle da NASA quando descobrem que Mark está vivo. Eles pensam em milhares de possibilidades de fazê-lo aguentar até a próxima missão para ser resgatado. Entendam que é uma agência bilionária e cheia de serviços, mas todos estão concentrados em um único astronauta que foi deixado em Marte, Em gastar bilhões de dólares para trazer o cara de volta. 

A partir dessa entrada dos personagens da NASA o livro pega um ritmo ótimo. Hora focando Mark e suas plantações de batata para sobreviver, hora se frustrando com as pessoas na Terra por nenhum plano parecer funcionar. A passagem de uma cena para a outra é totalmente complementar, principalmente nas cenas finais, onde o livro ganha aquele ritmo frenético de filmes espaciais e deixa a gente roendo os dedos. 

O foco do livro é Mark, e já digo que ele é - de longe - o melhor personagem de 2015, até agora. Mas isso não tira a importância de todos os outros coadjuvantes que aparecem. Para mim eles foram necessários, cativantes e nem um pouco cansativos. Parece que tudo se completa nesse livro de maneira primorosa. 

Era eu lendo o livro e pensando a todo momento quanto tempo o autor levou para escrever essa história brilhante. Quer dizer, o cara é um engenheiro de software mas teve que estudar pra cacete para escrever isso aqui. Apesar de ser uma ficção científica, a forma como é tudo descrito faz com que a situação de Mark pareça muito mais real do que é. É tanto que o danado do livro me fez chorar nas últimas páginas. Pow, eu tava torcendo demais pelo cara! E mesmo que seja um livro um tanto técnico pela quantidade de termos e dados que eu não entendia, ele também é loucamente emocionante ao ponto de me fazer chorar. Acredite, isso é raro! (P.s. Jamais direi se chorei de tristeza ou de alegria. rsrs)

Não é um drama cheio de "drama", se que é vocês me entendem. Mesmo com toda a problemática de se estar perdido em Marte, as coisas acontecem naturalmente e de maneira leve. Você começa a torcer por batatas e pela quantidade de resíduos nojentos e humanos que Mark precisa guardar para se manter vivo. 

Um livro, de fato, incrível! Com todas as letras que existem em "incrível", e com mais outras tantas que você conseguir arranjar para resumir o que é colocar tanta fé e trabalho em 340 páginas. Estou encantada com o personagem, com a narrativa limpa e perfeita de Weir, e com como as coisas se desenrolaram até aquele final. 

Agora vocês vão me dar licença porque vou correr ali para ver o filme, que espero que esteja pelo menos 50% tão bom quanto o livro é. 

[Lançamentos] Novembro com a Novo Conceito

Confiram os lançamentos - DELICIOSOS - da Novo Conceito para Novembro.


Título: A Desconhecida
Autor: Peter Swanson
Editora: Novo Conceito
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Sinopse: Uma história sombria, em uma atmosfera romântica e um quê de Hitchcock, sobre um homem que fora arrastado para uma trama irresistível de paixão e assassinato quando um antigo amor reaparece.de mentiras.Em uma noite de sexta-feira, a rotina confortável e previsível de George Foss é quebrada quando, em um bar, uma bela mulher senta-se ao seu lado. A mesma mulher que desaparecera sem deixar vestígios vinte anos atrás. Agora, depois de tanto tempo, ela diz precisar de ajuda e George parece ser o único capaz de salvá-la. Será que ele a conhece o suficiente para poder ajudá-la?




Título: Esperando por Doggo
Autor: Mark B. Mills
Editora: Novo Conceito
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Sinopse: Dan achava que tinha uma vida feliz com Clara, mas, de uma hora para outra, ela desaparece inesperadamente de sua vida, deixando para trás apenas uma carta de despedida e um cachorro. A pequena criatura é incomum e sequer tem um nome definitivo, ele é simplesmente chamado de Doggo. Agora, Dan tem a missão de devolver Doggo, e, ao mesmo tempo, encontrar um novo emprego. A primeira missão parece ser fácil, a segunda, nem tanto. Com o passar dos dias, Dan começa a desfrutar da companhia de Doggo e não tem coragem de abandoná-lo. De forma singela, mas significativa, a presença do pequeno cão ajuda àqueles que estão ao seu redor. Doggo acaba tornando-se muito mais que um amigo de quatro patas, transforma-se em uma verdadeira fonte de inspiração para o trabalho e para a vida de Dan. Esperando Doggo não é só um livro sobre um cachorro. É um livro sobre o poder de uma verdadeira e sincera amizade.


Título: Todos os nossos Ontens
Autor: Cristin Terrill
Editora: Novo Conceito
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Sinopse: O que um governo poderia fazer se pudesse viajar no tempo?Quem ele poderia destruir antes mesmo que houvesse alguém que se rebelasse?
Quais alianças poderiam ser quebradas antes mesmo de acontecerem?
Em um futuro não tão distante, a vida como a conhecemos se foi, juntamente com nossa liberdade. Bombas estão sendo lançadas por agências administradas pelo governo para que a nação perceba quão fraca é. As pessoas não podem viajar, não podem nem mesmo atravessar a rua sem serem questionadas. O que causou isso? Algo que nunca deveria ter sido tratado com irresponsabilidade: o tempo. O tempo não é linear, nem algo que continua a funcionar. Ele tem leis, e se você quebrá-las, ele apagará você; o tempo em que estava continuará a seguir em frente, como se você nunca tivesse existido e tudo vai acontecer de novo, a menos que você interfira e tente mudá-lo...


Título: O Bangalô
Autor: Sarah Jio
Editora: Novo Conceito
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Sinopse: Verão de 1942. Anne tem tudo o que uma garota de sua idade almeja: família e noivo bem-sucedidos.No entanto, ela não se sente feliz com o rumo que sua vida está tomando. Recém-formada em enfermagem e vivendo em um mundo devastado pelos horrores da Segunda Guerra Mundial, Anne, juntamente com sua melhor amiga, decide se alistar para servir seu país como enfermeira em Bora Bora.
Lá ela se depara com outra realidade, uma vida simples e responsabilidades que não estava acostumada. Mas, também, conhece o verdadeiro amor nos braços de Westry, um soldado sensível e carinhoso.
O esconderijo de amor de Anne e Westry é um bangalô abandonado, e eles vivem os melhores momentos de suas vidas... Até testemunharem um assassinato brutal nos arredores do bangalô que mudará o rumo desta história.
A ilha, de alguma forma, transforma a vida das pessoas, e este livro certamente transformará você.

Resenha de "Primeiro e Único" (Emily Giffin)

Título: Primeiro e Único
Autor: Emily Giffin
Editora: Novo Conceito (Cedido em Parceria)
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Sinopse: Shea tem 33 anos e passou toda a sua vida em uma cidadezinha universitária que vive em função do futebol americano. Criada junto com sua melhor amigas, Lucy, filha do lendário treinador Clive Carr, Shea nunca teve coragem de deixar sua terra natal. Acabou cursando a universidade, onde conseguiu um emprego no departamento atlético e passa todos os dias junto do treinador e já está no mesmo cargo há mais de dez anos.Quando finalmente abre mão da segurança e decide trilhar um caminho desconhecido, Shea descobre novas verdades sobre pessoas e fatos e essa situação a obriga a confrontar seus desejos mais profundos, seus medos e segredos.
A aclamada autora de Questões do Coração e Presentes da Vida criou uma história extraordinária sobre amor e lealdade e sobre uma heroína não convencional que luta para conciliá-los.

Essa foi minha primeira experiência com a autora que há tanto tempo ouço falar. Sinto em dizer que não foi uma boa experiência, como esperava que fosse. Na verdade foi um tanto enfadonha e não entendi porque ela precisou de quase quinhentas páginas para contar a história de Primeiro e Único. 

Enquanto escrevo essa resenha, paro para pensar no que posso contar a vocês que os faça entender o meu conflito com esse livro. Ele tinha uma ideia interessante, que fica clara assim que conhecemos a protagonista e a situação na qual ela se insere logo no início do livro. O meu problema foi com "como" Giffin desenvolveu essa história. 

Mesmo sem ter lido nada da autora, já vi resenhas o suficiente para entender que ela sabe criar um drama nas situações mais simples. Não foi o que vi com Primeiro e Único, que ficou tão voltado ao lado do futebol americano, que os poucos levantamentos interessantes foram apagados em cenas simplórias e momentos imbecis, que facilmente poderiam ter sido cortados das tantas páginas. 

Não senti o drama, Não senti a emoção e não me envolvi com os protagonistas no nível que achava ser possível se a autora tivesse enveredado a história dela para onde deveria ter ido. Se tivesse seguido a linha do que poderia ser um romance. 

Não entendo nada de futebol americano, e acho que se você for como eu, vai ficar perdidinha com metade desse livro. O fato de Shea ser uma jornalista esportiva e de um dos dramas da história ser um técnico de futebol, não faz com que quem leia queira ver só futebol. Se soubesse que seria assim não teria nem começado a ler. 

Gosto do personagem do treinador Carr e das densidades de relacionamento que ele tem na vida, mas como o livro era narrado por Shea, a gente não vê isso a não ser que ele esteja com ela, o que não nos dá momentos suficientes para entrar nesse climão que ficou a vida do cara após a morte da esposa. Em relação aos filhos, a Shea, ao futebol e aos amigos. Acho que se Giffin tivesse usado ele, e não ela, como protagonista, o negócio teria funcionado muito melhor. 

Acredito que não gostei de Shea porque ela não me fez sentir a agonia que ela própria estava sentindo com os sentimentos dela em relação a amor, trabalho e família. Ficou meio vago a forma como a autora inseria os problemas e simplesmente os esquecia na página seguinte. E algumas resoluções foram tão péssima que me deu vontade de rir. 

Repito que se ela tivesse usado a metade das páginas que usou para falar de times e jogadores que nunca ouvi falar, como de lances de futebol que não entendo patavina, focando nas problemáticas emocionais da protagonista, eu poderia ter facilmente gostado mais da história. Acho que só dei três estrelas por ter curtido os poucos levantamentos interessantes que temos aqui. 

Infelizmente não foi um bom começo com Giffin, mas não desisti dela. Se vocês tiverem outras dicas de livros dela para me dar, serei eternamente grata. Mas nada de futebol, heim! rsrs

Resenha de "Diário de um Zumbi Minecraft: Um desafio Assustador" (Herobrine Books)

Título: Diário de um Zumbi Minecraft: Um desafio Assustador
Autor: Herobrine Books
Editora: Sextante (Cedido em Parceria)
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Sinopse: Você acha que os zumbis são diferentes da gente? Então ficará surpreso com o que vai descobrir. Você tem nas mãos o diário de um zumbi de 12 anos. Nestas páginas, você terá a oportunidade de conhecer o dia a dia na Escola Monstro e vai saber o que realmente se passa na cabeça de slimes, esqueletos, creepers, endermen e outros personagens do universo Minecraft. Entre um passeio para o Nether e um quase encontro com o Ender Dragon, o maior desafio na vida de um jovem zumbi está em jogo: conquistar Sally Cadáver e derrotar Jeff, o maior imbecil da escola. A vida (ou seria a morte?) de um zumbi não é nada fácil...


Esse livro foi muito mais instrutivo para meu filho de seis anos do que para mim. Primeiro porque a história é puramente para crianças, e depois porque não entendo nada sobre Minecraft, nem o motivo desses bonequinhos sem estética alguma agradar tanta gente por ai, inclusive meu pequeno, que joga uma partida do jogo pelo menos uma vez ao dia. 

Pelo o que entendi, esses livrinhos seguem a linha de diário que tem, por exemplo, o Diário de um Banana. Cada um conta um pedaço da vida do personagem em um determinado momento, em forma de diário, óbvio! Em primeira pessoa e com todas as impressões do protagonista. No caso desse livro em particular, conta a história de um Zumbi, com direito a comidas nojentas e corpo em putrefação, que está passando por um momento conturbado da sua pré-adolescência. 

Apesar de parecer asqueroso, posso afirmar com precisão que agradou bastante o leitor a que ele se destina. Meu filho conhecia todos os personagens citados e cada vez que aparecia uma figura ele a identificava no jogo. Pessoalmente não vejo graça no visual desse jogo, mas Rafael gosta e muito! 

Se tenho uma crítica a fazer é quanto as figuras utilizadas no livro. Como são livros para crianças, quanto mais coloridas, melhor! Elas são tão apagadas que quase não dá para identificar o gráfico. Se o problema for os custos, muda o tipo de capa - que é dura - e investe num material interno melhor. Tinham algumas páginas com apenas um parágrafo e eles poderiam ter economizado nisso e ter feito um livro mais fino e interativo. 

Como disse, não é minha praia e não entendo muito desse universo dos Minecraft, mas para quem curte eu achei o livrinho o maior barato! Rafael até levou para a escola para mostrar aos amigos e professora. E eu, como uma mãe leitora e babona, apoio qualquer tipo de leitura que envolva meu filho. Mesmo que ela tenha zumbis caindo aos pedaços e que estão entrando na puberdade.