Trilogia Fúria Vermelha [Vídeo]


Não tenho como falar mais dessa série. Teria que inventar adjetivos, porque todos os que tenho que dizem respeito a ela já foram utilizados. Então vou deixar vocês assistirem ao vídeo e tirarem suas próprias conclusões.
Saibam que todos foram cinco estrelas e todos foram favoritados. Entenderam o nível do amor?
Pois é!
Não tem Spoiler, ok? Podem se jogar!

Resenhas já publicadas: Fúria Vermelha, Filho Dourado


Leituras de Fevereiro [Vídeo]


Olá, pessoal!
Vamos dar uma conferida nos livros que li em Fevereiro? Prepara que a bagaceira foi grande!
P.s. Se vocês não inscritos no canal,  passa lá para se inscrever! Custa nada e vocês ainda ficam por dentro de tudo o que acontece aqui em primeira mão.


[Materna Idade] Ser Mãe Solteira é ser mãe sozinha?



Olá, pessoas!
Recentemente me vi meio maluca com a minha nova rotina com um bebê em casa. Fiz até um post por aqui falando sobre isso. E graças a aquele post, algumas pessoas me sugeriram ter um canal no YT falando sobre maternidade e coisas desse estilo.

Pensei muito no assunto e resolvi me arriscar. Como não podia usar o que já tinha, já que o público é altamente literário, me joguei em um novo. Pois é, coisa de louco, já que ando sem tempo. Mas estou fazendo funcionar.

Como o blog é algo mais aberto para outros tipos de coisa, também vou colocar os vídeos do Materna Idade por aqui também. Quem tiver interesse, passa lá para se inscrever e ficar por dentro de tudo o que acontece do lado de cá da minha vida maluca.

O primeiro vídeo que publiquei falo sobre esse tabu de ser mãe solteira. Você se identifica? Vai lá!

Espero que essa nova fase me rendam bons frutos. E vamos simbora!


Resenha de "O primeiro dia do resto da nossa vida" (Kate Eberlen)

Título: O primeiro dia do resto da nossa vida
Autor: Kate Eberlen
Editora: Arqueiro (Cedido em Parceria)
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Sinopse: Tess e Gus foram feitos um para o outro. Só que eles não se encontraram ainda.
E pode ser que nunca se encontrem... Tess sonha em ir para a universidade. Gus mal pode esperar para fugir do controle da família e descobrir sozinho o que realmente quer ser. Por um dia, nas férias, os caminhos desses dois jovens de 18 anos se cruzam antes que os dois retornem para casa e vejam que a vida nem sempre acontece como o planejado.
Ao longo dos dezesseis anos seguintes, traçando rumos diferentes, cada um vai descobrir os prazeres da juventude, enfrentar problemas familiares e encarar as dificuldades da vida adulta. Separados pela distância e pelo destino, tudo indica que é impossível que um dia eles se conheçam de verdade... ou será que não?
O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida narra duas trajetórias que se entrelaçam sem de fato se tocarem, fazendo o leitor se divertir, se emocionar e torcer o tempo todo por um encontro que pode nunca acontecer.

Não sei vocês, mas esse livro me lembrou bastante o Simplesmente Acontece, da Cecelia Arhn. Acho que a questão da expectativa, talvez. A gente passa o livro inteiro torcendo para aqueles personagens se encontrarem. Chega a ser frustrante quando isso acontece, por conta da demora, saca? 

Então, a gente vai conhecer a história de Tess e Gus. Duas pessoas que tem um breve encontro no começo da história, e só. Isso mesmo. A gente fica esperando um romance que na verdade não está ali nas 400 e tantas páginas do livro. Mas, quer saber? Eu acho que eu teria gostado menos do livro se esse fosse o caso. 

O que mais gostei da história, foi justamente os anos em que eles passam distantes. Quem são Tess e Gus individualmente, com seus sonhos jovens, e depois frustrados por conta dos acontecimentos da vida. Não é fácil levar um livro inteiro desse jeito, mas a autora faz isso com maestria. Acredito que muitos leitores se encontraram em ambos. Nas alegrias, nas decepções... Afinal de contas, isso é viver! 

Claro que quando a gente lê um livro espera aquele tipo de coisa que não existe na vida real. Aquele conto de fadas que vai nos deixar suspirando. Acontece que normalmente quando a gente acaba esse tipo de livro, fica muito frustrado porque nada daquilo acontece em nossa vida. Pessoalmente curto mais os livros realistas. Aqueles que me mostram que não há problema em quebrar a cara muitas vezes. Isso nos faz crescer, não é? Aconteceu com Tess e Gus. 

Olha, eu realmente gostei desse livro. Como comentei, não leia cheio de esperança de vê-los juntos, e isso não é um spoiler, ok? Só que são muitas páginas do livro, e ficar ansioso não vai te fazer aproveitar as coisas boas e pequenas que ele tem para nos mostrar nos interlúdios desse romance. é um livro sobre a rotina de viver, mesmo que ela pareca chata. Pessoalmente não vejo nada de chato nisso. 

Um romance bem escrito, com uma ideia não tanto original, mas altamente funcional nas mãos dessa autora. Indico de verdade. 

Resenha de "A Jóia" (Amy Ewing)

Título: A Jóia
Autor: Amy Ewing
Editora: Fantasy
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Sinopse: Joias significam riqueza, são sinônimo de encanto. A Joia é a própria realeza. Para garotas como Violet, no entanto, a Joia quer dizer uma vida de servidão. Violet nasceu e cresceu no Pântano, um dos cinco círculos da Cidade Solitária. Por ser fértil, Violet é especial, tendo sido separada de sua família ainda criança para ser treinada durante anos a fim de servir aos membros da realeza. Agora, aos dezesseis anos, ela finalmente partirá para a Joia, onde iniciará sua vida como substituta. Mas, aos poucos, Violet descobrirá a crueldade por trás de toda a beleza reluzente - e terá que lutar por sua própria sobrevivência. Quando uma improvável amizade oferece a Violet uma saída que ela jamais achou ser possível, ela irá se agarrar à esperança de uma vida melhor. Mas uma linda e intensa paixão pode colocar tudo em risco! Em seu livro de estreia, Amy Ewing cria uma rede de intrigas e reviravoltas na qual os ricos e poderosos estão mais envolvidos do que se possa imaginar, e onde o desejo por saber o destino de Violet manterá o leitor envolvido até a última página.
Escrever distopia é uma das coisas mais complicadas em relação a escrita. Porque não são só personagens, nem são só situações. Um conjunto de fatores que pode levar o livro para o topo de uma lista forte, ou cair de um penhasco tão rapidamente que você nem sente que ele foi. Esse segundo caso foi o de A Jóia. Não tem nem quinze dias que acabei de ler e já estou me esquecendo de boa parte do que não deveria esquecer, coisa que nunca aconteceu com Fúria Vermelha, por exemplo, e olhe que demorei um ano de um livro para o outro. Prova concreta de que é preciso muito mais do que uma ideia para trabalhar um livro desse tipo. 

Aqui a gente conhece a história da Violet, que é uma garota nascida no Pântano, e por ser fértil e ter alguns dons, ela é levada para ser treinada e futuramente servir como barriga de aluguel aos filhos da elite dessa sociedade distópica, juntamente com outras garotas. São escolhidas em leilão de acordo com suas habilidades, e é uma briga bem feia entre as mulheres da alta sociedade. 

Violet é comprada por uma Duquesa absurdamente fria. Parece sempre morder e assoprar, e Violet, apesar de aparentar estar sempre sendo resistente, cai em muitos dos sopros dela. De algum modo ela aceitou o destino, por mais que o tema. Não se sabe o que acontece com as mulheres depois que os bebês nascem, e isso a atormenta. 

Algumas coisas me incomodaram nesse livro. A falta de atitude de Violet, por exemplo. Quando ganha algum tipo de liberdade, invés de pensar em formas de mudar seu destino, ela resolve se enrroscar no travesseiro de um cara. Sério, minha amiga? Por favor!

Outra coisa bem irritante é o motivo - ou falta dele - que faz um membro dos rebeldes escolher Violet para um plano um tanto quanto Shakesperiano. Nada se sabe dele, e porque ela confiaria em alguém que não conhece? Ele me lembrou bastante o Cina, de Jogos Vorazes, mas diferente do outro, esse personagem não tem motivo para ter conquistado a confiança da menina tão rapidamente. 

E lá vai eu reclamar do romance de novo! Veja bem, não me incomodaria se o negócio fosse bem escrito, mas não foi. Não se sabe porque diabos Violet se interessou pelo rapaz em questão, e garanto que ele não me cativou em nada. Aliás, tirando o filho da duquesa que tem um espírito bem a minha cara, ninguém nesse livro me conquistou em nada. 

A autora joga ideias sobre a distopia, e as vezes coloca outras coisas por cima e não sei se para nos confundir ou se realmente é enrolado daquele jeito. Quando eu estava começando a gostar de alguma coisa, daí ela muda drasticamente e eu me vejo sem entender qual a proposta dela, de maneira geral. Vamos esperar que isso se explique no segundo volume. 

Eu vou sim ler o segundo, porque raramente paro uma série no meio. Mas não estou indo com muita expectativa. O primeiro não foi lá grande coisa, o que é uma pena. Sempre torço para que as distopias me ganhem. 

Resenha "Sete Minutos Depois da Meia-Noite" (Patrick Ness)

Título: Sete Minutos Depois da Meia-Noite
Autor: Patrick Ness
Editora: Novo Conceito
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Sinopse: Conor é um garoto de 13 anos e está com muitos problemas na vida. A mãe dele está muito doente, passando por tratamentos rigorosos. Os colegas da escola agem como se ele fosse invisível, exceto por Harry e seus amigos que o provocam diariamente. A avó de Conor, que não é como as outras avós, está chegando para uma longa estadia. E, além do pesadelo terrível que o faz acordar em desespero todas as noites, às 00h07 ele recebe a visita de um monstro que conta histórias sem sentido.
O monstro vive na Terra há muito tempo, é grandioso e selvagem, mas Conor não teme a aparência dele. Na verdade, ele teme o que o monstro quer, uma coisa muito frágil e perigosa. O monstro quer a verdade.
Baseado na ideia de Siobhan Dowd, Sete minutos depois da meia-noite é um livro em que fantasia e realidade se misturam. Ele nos fala dos sentimentos de perda, medo e solidão e também da coragem e da compaixão necessárias para ultrapassá-los.

Não sou muito chegada a livros sobre pessoas doentes, com pessoas doentes ou com personagens que estejam em processo de despedida. Passei demais por esses processos e cada vez que leio sobre um eu revisito todas as dores. Mas quando me oferecem um livro do Patrick Ness, eu leio até o pior deles, o que não é o caso desse. 

Como dito pelo próprio autor no começo da história, a ideia original desse livro não foi dele, mas de uma amiga que precisava se despedir. E se despediu muito cedo. Tanto que não conseguiu escrever essa história, o que Ness fez por ela. Uma bela homenagem. 

A gente vai conhecer o trecho da história de Connor, que mora com a mãe, que tem câncer. O pai mora nos EUA com a nova esposa e a nova filha, e a única pessoa a quem ele tem próximo fora a mãe, é uma avó a quem Connor não tem muito contato. 

O garoto é atormentado por pesadelos horríveis desde que descobriu que a mãe estava doente. E por causa disso começa a receber a visita de um Monstro em forma de árvore, que propõe contar a Connor quatro histórias que irá ajudá-lo, e em troca o garoto tem que contar sua própria história, algo que assombra Connor. 

É um livro sobre aceitação. Como ela funciona para mães, ex maridos e filhos. E como ela funciona para o mundo de maneira geral. Aqui a gente entende como o universo conversa entre si: plantas, animais, pessoas.., Todos ligados em algo que o Rei Leão chama de "O Ciclo sem Fim". 

Apesar de triste em muitas passagens, chorei de verdade em duas ou três, ele deixa uma sensação de paz. Um tanto de angústia pela curiosidade de saber como a vida de Connor seria depois de tudo, mas paz. Acho que isso é o principal em um processo de perda. 

Pàtrick Ness é um dos meus autores prediletos da vida, e esse livro veio só me provar que ele pode fazer mágica com muitas páginas, como fez na série Mundo em Caos, e também fazer mágica com poucas ou quase nenhuma, como fez aqui. Prova de que se um autor sabe o que faz, o número de páginas é irrelevante. 

Resenha de "Anna Vestida de Sangue" (Kendare Blake)

Título: Anna Vestida de Sangue
Autor: Kendare Blake
Editora: Verus
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Sinopse: Cas Lowood herdou uma vocação incomum: ele caça e mata os mortos. Seu pai fazia o mesmo antes dele, até ser barbaramente assassinado por um dos fantasmas que perseguia. Agora, armado com o misterioso punhal de seu pai, Cas viaja pelo país com sua mãe bruxa e seu gato farejador de espíritos. Juntos eles vão atrás de lendas e folclores locais, tentando rastrear os sanguinários fantasmas e afastar distrações, como amigos e o futuro.
Quando eles chegam a uma nova cidade em busca do fantasma que os habitantes locais chamam de Anna Vestida de Sangue, Cas espera o de sempre: perseguir, caçar, matar. Mas o que ele encontra é uma garota envolta em maldições e fúria, um espírito fascinante, como ele nunca viu. Ela ainda usa o vestido com que estava no dia em que foi brutalmente assassinada, em 1958: branco, manchado de vermelho e pingando sangue. Desde então, Anna matou todas as pessoas que ousaram entrar na casa vitoriana que ela habita. Mas, por alguma razão, ela poupou a vida de Cas.
Agora ele precisa desvendar diversos mistérios, entre eles: Por que Anna é tão diferente de todos os outros fantasmas que Cas já perseguiu? E o que o faz arriscar a própria vida para tentar falar com ela novamente?

Sabe quando um livro tinha tudo para ser bom e acaba caindo naquele lopping chato que os autores criam quando não sabem como prosseguir com a história? Foi o que senti com esse livro, o que é uma pena porque adoro a sinopse dele, além de ter essa capa maravilhosa. 

Logo no início do livro a gente sabe que Cas, o protagonista, é um caçador de fantasma. Algo que ele herdou do pai, tipo na série Supernatural, e é tão enraizado na cultura da família que chega a ser comum a mãe ajudar a remendar o filho adolescente quando ele volta para casa ferrado depois de uma noite de trabalho. Esse foi um dos pontos que mais me irritaram. 

Quando Cas recebe o chamado para pegar um fantasma nessa cidade, ele começa a fazer o processo natural das suas caçadas: reconhecer com que tipo de fantasma está trabalhando. Precisa montar um plano e essa é a parte essencial de tudo.

Nessa de conhecer o fantasma ele descobre que existe algo diferente em Anna Vestida de Sangue, adolescente que foi assassinada anos atrás e que assombra a casa onde morava com a mãe. E daí os planos de Cas vão por água abaixo na busca de outra perspectiva para enfrentar a situação.

De início a história me agradou. Gostei da primeira cena de caçada de Cas e toda a ideia que envolve a família dele com a coisa do "caça-fantasma", tirando a parte onde a mãe vai tirar um cochilo enquanto aguarda para ver se o filho volta para casa vivo ou não. Sério? Se eu fosse a mãe iria estar arrancando os cabelos. Aí alguém me diz que é algo tão natural entre eles que ela já se acostumou. Me desculpe, mas jamais me acostumaria a ver meu filho arriscar a vida dessa forma e com essa frequência. 

Outra coisa altamente irritante foi o instalove do protagonista. Ah, vá! Da primeira vez que Cas ver Anna ela é super brutal, e no minuto seguinte ele já está atraído por ela? Meu amigo, você tem problemas! 

Sem contar que essa coisa de Anna mudar da noite para o dia não rolou comigo. Talvez o meu maior problema com esse livro tenha sido a superficialidade com a qual a autora trabalhou essa história, e principalmente os personagens,talvez tirando Cas. Era patético! Penso que se ela tivesse escrito em mais páginas a coisa teria andando melhor, mas não foi o que aconteceu. 

Instalove, instafriends... pois é, isso também rola aqui. E parece que os garotos se conhecem há anos, dado o grau de envolvimento entre eles. Isso foi bem chato também. Sem contar as coisas que caiam do céu quando eles precisavam. Como é isso? Cadê a dificuldade da situação? 

Enfim, se pudesse dizer duas coisas que curti nesse livro foram: a ideia, e o protagonista. De resto tive mais raiva do que risos. 

Anna Vestida de Sangue termina de uma forma que sugere uma continuação. Não vou mentir... se tiver eu vou ler, porque quero ver o que diabos a autora vai aprontar dessa vez com os Ghostbusters. 

[Especial Renee Ahdieh] Quotes de A Fúria e a Aurora


Olá, pessoal!
Vamos a mais um post da semana especial de Renne Ahdieh? 
Separei alguns quotes de A Fúria e a Aurora para vocês. Espero que se encantem como eu me encantei por cada uma delas. <3

"Algumas coisas existem em nossa vida apenas por um breve instante. E nós as devemos deixar seguir para iluminar outro céu."


"Quando você encontra aquele que a faz sorrir como nunca sorrio antes, chorar como nunca chorou antes... não há nada a fazer senão se render."


"Na minha vida, a coisa mais importante que aprendi é que ninguém alcança a plenitude de seu potencial sem o amor dos outros. Não fomos feitos para ser solitários, Sherazade. Quanto mais uma pessoa afasta os outros, mais evidente se torna a sua necessidade crítica de ser amada."


"- Você está certa. Você não é minha. - Ele tirou a mão da porta. - Eu é que sou seu."


"Se você puder, dê a ele o amor que lhe permitirá ver por seus próprios olhos. Para uma alma perdida, esse tesouro vale seu peso em ouro. Vale seu peso em sonhos"


"Uma verdadeira praga de moça. E ainda assim uma rainha em cada sentido da palavra." 


"Se esforce mais, Shazi. Minha rainha não tem limitações. Ela não tem limites no que quer que faça. Mostre a eles."


"Amor é uma força poderosa, sayyidi. Por amor, as pessoas pensam no inconcebível… e muitas vezes fazem o impossível. Eu não menosprezaria seu poder. "


“Se você puder, dê a ele o amor que lhe permitirá ver por seus próprios olhos. Para uma alma perdida, esse tesouro vale seu peso em ouro. Vale seu peso em sonhos.”


[Especial Renee Ahdieh] Khorasan - O Coração Persa


Eu sempre digo que para se gostar de literatura, deve-se ter um mínimo gosto por história mundial. Claro que nos livros as coisas são quase sempre inéditas e fora do usual, mas o ato de contar e criar histórias é muito mais antigo do que o próprio ato de ler. Então uma coisa que começou com a oratória de passar de gerações para gerações lendas e verdades sobre um povo, foi parar em páginas de livros - com histórias muito fantasiosas ou não. 


E onde exatamente eu quero chegar com essa mini aula sobre história? Bem, é que para entender um pouco do que vamos falar hoje, que é sobre Khorasan, a cidade onde se passa a história de Renee Ahdieh, é importante compreender o papel fundamental que a história do povo árabe desempenha sobre esse lugar.



De acordo com o Wikipédia - que é uma péssima enciclopédia digital, mas a mais abrangente - Khorasan era uma região da antiga Pérsia. Olha só o que diz lá: 

O Antigo ou Grande Coração (também Corasão e Coraçone; em persa: خراسان بزرگ or خراسان کهن, transliterado como Khorasan em muitas líguas europeias) é uma região histórica da Pérsia. Englobava partes dos atuais Irã, Afeganistão, Tadjiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão.
Os limites geográficos de Coração, cujo nome em persa Khorasan significa "terra do oeste" ou "terra do sol", sempre foram imprecisos. Na época do Império Sassânida, Coração foi uma das quatro províncias do império e incluía, entre outros, os distritos de Nishapur e Tus (hoje no Irã), Balkh e Herat (hoje no Afeganistão), Merv (no Turcomenistão), e Bucara (no Uzbequistão). Porém, no passado o nome chegou a ser usado para uma área maior no oeste da Pérsia (Irã), que se estendia do rio Oxus (Amu Dária) e Transoxiana ao norte até o Mar Cáspio a oeste, passando pelos desertos do centro do Irã e Bamiyan, no Hindu Kush. Geógrafos árabes estendiam seu território até a antiga Índia, talvez até o vale do rio Indo, no atual Paquistão.
De província sassânida, Coração passou a ser uma província árabe após a conquista da região pela dinastia omíada em 651-652. No século VIII, a região foi o centro de uma exitosa revolta contra os omíadas, liderada por Abu Muslim Khorasani, que foi um passo na conquista do poder do califado pela dinastia abássida. Nos séculos seguintes, Coração foi incorporada a vários reinos da Ásia Central como os safáridas, samânidas, gaznávidas, seljúcidas, corásmios, gúridas e timúridas.
Em 1881, definiram-se as fronteiras de Coração como província a leste do Irã moderno. Essa grande província foi, em 2004, subdividida em três: Coração do Norte, Coração do Sul e Razavi Coração.

Claro que a Pérsia já não é mais um lugar, e quando nos referimos a ela hoje em dia é mais a coisa de ter existido um Império Persa em algum momento entre 550 e 330 a.c. Um grande império com cidades majestosas e que era composto por gente temida por onde quer que fossem. Se você já assistiu 300 deve ter uma noção do que estou falando. Tá, eles não eram os mocinhos da história, mas na real, quem determina o lado mocinho é o lado que está narrando a guerra naquela momento. Como digo, tudo é uma questão de ponto de vista. 

E antes, o que era um império conquistador e pomposo, deu lugar a um dos cantos mais temidos do mundo: A região do Irã. Ainda que esse pensamento seja, de modo geral, exagerado em muitos sentidos. Não é aquele mar de metralhadoras e gente morta. Aliás, Teerã, a capital, é muito mais organizada que a maioria das cidades de países de primeiro mundo. 


O Império Persa antes de cair conquistou muitas cidades da Ásia, Europa Oriental e um pedaço da África. Infelizmente deu de cara com Alexandre, O Grande, quando quiserem tomar aqueles pedaços. E convenhamos, ninguém batia de frente com ele por ali. Graças a essa mistura de culturas, por conta dos diversos países conquistados, um bocado do que conhecemos hoje em dia tem a influência desses lugares. Por isso as vezes me confundo com o que é de origem árabe, ou indiana, por exemplo. 


Com os anos, perda de domínios e diversas outras conquistas e "desconquistas", Khorasan deixou de ser o importante centro que era na época e deu vez a cidades menores, hoje apenas restando lugares pequenos e que aqui, no ocidente, muita gente passa despercebido do fato de existir, ainda que repartida geograficamente, o que garantiria um acesso maior as informações sobre os lugares que ainda existem.


Foi nesse lugar suntuoso, e porque não dizer esquecido, que a autora de A Fúria e a Aurora ambientou sua história, fazendo justiça a questões pequenas da cultura, como também as grandes. A parte do Califado foi bem importante na época, e é retratado de maneira bastante fiel ao que já estudei sobre o assunto. Na verdade, é um livro interessante para inserir os jovens na cultura Persa. Do livro podemos fazer diversos panoramas históricos, literários, geográficos... 

História e literatura são ramos do mesmo galho. Duas coisas interligadas que coexistem em espaços próximos o suficiente para se confundirem em alguns momentos. Acho importante entender o contexto histórico de tudo o que se lê, sejam os livros mais antigos e que realmente contavam a história de um povo ou de uma época, ou de livros modernos, com menos da verdade, mas igualmente possíveis de serem analisados num contexto social do autor. 













[Especial Renee Ahdieh] 5 Motivos para ler A Fúria e a Aurora



Olá, gente!
Então, a Editora Globo mobilizou os parceiros para organizar uma semana voltada para A Rosa e a Adaga, que é o segundo volume da série A Fúria e a Aurora. O Irreparável não poderia ficar de fora.
Nesse primeiro post vou falar um pouco sobre cinco motivos que me fariam interessar pela história, caso ainda não tivesse lido. Caso queiram olhar a resenha que fiz, só acessar AQUI.
Simbora!



1- A cultura árabe

Fala sério, gente! Tem coisa mais linda visualmente do que a cultura árabe? E sim, mesmo que estejamos falando sobre livros, o que exige muito da nossa imaginação, é nítido como a autora conhece bem a cultura e escreve sobre ela de uma forma que ajuda bastante a imaginação a trabalhar. Como é algo que amo (cultura árabe), não precisei recorrer a estímulos visuais para imaginar tudo o que se passa aqui, mas uma boa recomendação é colocar uma bela imagem da Pérsia no celular e olhar bem para ela nos intervalos da leitura.

2- Khorasan

Tá, tem muito do motivo anterior, mas é Khorasan, gente! Uma cidade que imaginei nos meus mais antigos sonhos adolescentes depois de assistir milhões de desenhos sobre os contos de Mil e Uma Noites, e de ler livros com essa mesma temática.
Ainda que hoje em dia a cidade não seja um terço do que já foi no seu tempo de esplendor, ela ainda exerce um verdadeiro fascínio. Uma coisa bacana é pegar uma imagem do que seria a Khorasan antiga, e a de hoje em dia. Esse comparativo será uma das nossas próximas postagens nessa semana de Especial Renee Ahdieh.

3- Baseado nas Mil e Uma Noites

Claro que tive um ódio mortal da protagonista por escolher se casar com um cara pelos motivos que Shazi escolheu. Qualé, o que diabos se passava na cabeça da guria?! Achou que se tornaria uma versão feminina de Rambo depois do casório? E ok que a parte das "mil e uma noites" se perde totalmente depois que a autora começa a andar a trama dela para um caminho diferente. Mas eu sou uma pessoa que, ainda que não curta releituras de maneira geral, sempre abro espaço para elas. Gosto de ser surpreendida, e de certo modo A Fúria e a Aurora consegue fazer isso.

4- Shazi.

Começa me deixando nauseada por tamanha burrice, mas tenho que admitir que tem uma personalidade bem atrevida e única. Talvez atrevida demais, e por isso meta os pés pelas mãos em diversos momentos. É uma personagem que cresce de maneira positiva, e acredito que tenha muita coisa legal para mostrar no próximo volume da série. Espero que tenha, ou vocês verão um assassinato a um personagem literário logo logo.

5- O Deserto.

Acho que se me dessem a oportunidade de viajar para qualquer lugar do mundo, eu iria escolher um deserto. Sempre digo, e vou repetir aqui, que os desertos tem vida própria. Eles se movem, tem seus sons, cheiros e sabores. Ele pode tirar facilmente uma vida, ou devolver uma. Sou apaixonada por toda a ideia dele desde que era menina, e cada vez que leio um livro onde o deserto existe e tem um seu potencial escrito como se fosse um personagem, dou meu crédito a ele.