[Top 10] Filmes de terror prediletos #especialhalloweenirreparavel


Eu sou uma completa maluca por filmes de terror. Vejo pelo menos um por semana.
Lembro que quando era criança ficava até tarde assistindo A Profecia, Poltergeist e Boneco Assassino. Ficava sem dormir depois, mas para mim a experiência de ter assistido valia mais do que o medo. Afinal, o cinema tem essa facilidade de provocar emoções, e os filmes de terror provocava a mais primitivas dela: o medo. Pessoalmente sempre adorei ter que trabalhar com o medo.
O único filme que sei que sempre esta na lista de melhores do pessoal e que vocês não vão encontrar na minha é O Exorcista. Todas as minhas tentativas de ver aquele filme foram falhas e acho que porque jamais estive preparada para ele.
Mas vamos deixar de conversa e conferir minha lista? Simbora! E não esqueçam de me procurar no Instagram para conversarmos sobre seus filmes prediletos @caroltelesbispo.



Esse é um filme que aparentemente não tem nada demais além de fantasmas que aparecem quando as luzes se apagam. Mas ai que está o porém, porque muita gente tem medo do escuro total. Eu mesma detesto e começo a sufocar se pelo menos uma luz não estiver acessa. E lembrando que a máxima de filmes de terror é puxar do nosso intimo aquilo de que temos mais medo, esse filme cumpre o que promete.
Talvez não seja a máxima do cinema creepy, mas ele segura legal as pontas.







Esse é, de longe, o meu predileto da lista. Mas sou altamente suspeita porque o livro já é o meu terror predileto. Fico feliz de constatar que a direção soube retratar essa Derry jovem sem deixar a desejar em nada. Na verdade, o filme tem muito mais ritmo do que o livro, e fica muito melhor de entrar no clima para quem desconhece a história. 
Amo esses losers! 
A coisa legal de IT é levantar a questão de o Pennywise, que é nosso palhaço do mal, como diz meu filho, assume para cada um a forma do que eles tem mais medo. Então, em teoria, quando pega um grupo unido fica atarantado e mais fraco porque são muitos medos para lidar. Toda a ideia do filme gira em torno de que unidos somos mais fortes. 








Eis um filme que não dava nada por ele e acabei assistindo pelo menos umas cinco vezes. Ele é uma delícia de se assistir, para quem curte terror. Tem todos os elementos que fazem de filmes de terror bons filmes para evocar enormes emoções, com uma ideia excelente e muito bem organizada, o que foi responsável pelas continuações terem sido agradáveis. Não tão boas quanto o primeiro, mas funcionais.







Acho que esse é um filme mexicano, ou espanhol. E exatamente por ter essa pegada mais latina, O Orfanato usa uma espécie de terror muito original e caricata. Quem assistiu aos filmes do Del Toro sabe do que estou falando.
Ele tem uma atmosfera assustadora, personagens assustadores, trilha tensa e uma fotografia de tirar o fôlego. Sem contar que fiquei passada com o final. Realmente surpresa, e isso é raro em se tratando de mim.







Eis o predileto do meu irmão. E vou te contar... não assisto a esse filme sozinha. 
Já vi várias vezes todos os outros, mas Invocação do Mal só acompanhada e por gente que sei que pode fazer piada o filme todo para não me deixar tão assustada. 
Ele é o mais aterrorizante para mim, de todos esses da lista, ainda que não seja o meu predileto porque não criei empatia com o enredo. Mas é o tipo de terror que não vejo quando estou mal ou solitária, e isso diz muito de mim e dos meus medos. 









- Eu vejo gente morta.
- Com que frequência?
- Todo o tempo.

Quem não lembra desse diálogo? Até minha mãe, que não costuma lembrar do que comeu pela manhã, sabe repetir essas frases. Prova de que o maravilhoso e incompreendido Shaymalan arrasou nessa composição de filme.
A trama é excelente, os personagens são excelentes e foi outro que me pegou de surpresa no final. Acho toda esse película incrível. Desde o trabalho de cores e luzes, até a capacidade de coisas simples evocarem o medo do garotinho, e como criamos carinho por ele ao ponto de nos ligarmos emocionalmente à história, sentimos muito tudo nesse filme. E os sustos são realmente assustadores. 








Já deu para notar que adoro filmes que pegam de jeito no fim, né? Que surpreendem de alguma maneira, e Os Outros, ainda que soe mais como um suspense do que como é terror, é uma excelente pedida. Quando acabei o filme me senti uma idiota por não ter pensado naquilo antes. 
Casas escuras, crianças esquisitas e doentes e uma mãe meio maluca e compulsiva fazem a atmosfera desse lugar coberto por neblina o tempo inteiro. 
Puta roteiro, puta trabalho de atuação e puta final. 








Está para sair o remake de Cemitério Maldito, e espero que ele seja tão legal quanto o primeiro filme. Quer dizer, espero que o final seja melhor do que o do primeiro, que é bizarro em doses cavalares. 
Cemitério maldito é mais uma das clássicas histórias do King, e como cada livro dele evoca um tipo diferente de terror, com Cemitério Maldito é uma coisa meio zumbi e o medo de perder um filho, e o que você faria se pudesse mudar isso.  
Talvez não seja um filme realmente incrível, mas ele me deixou chocada da primeira vez que vi, e jamais tirei da cabeça o desenho daquele cemitério. 






Eu adoro filmes sobre casas assombradas. 
Acho que existe toda uma atmosfera temerosa em filmes assim, e nesse filme ela é simplesmente enebriante. Não são os personagens ou a trama bobinha que seguram esse filme, mas a impressionante casa e a subtrama do passado dos ocupantes do lugar. 
É uma casa linda com uma história assombrosa. 
Via muito a esse filme no passado e toda vez que posso revejo. Amo demais o clima daquela casa. 






Um filme de terror que assisti na SBT em uma noite dessas na adolescência, e desde então ficou no meu coração. No dia que achar para comprar o DVD, não penso duas vezes antes de adquirir. Amo essa história!
Ela tem uma mescla de comédia com horror, e uma trama de fundo realmente muito boa. Adoro a questão dos números na testa das pessoas que vão ser mortas. Traz todo um suspense na história que segura o expectador até o final.
Pense em um filme delicioso!





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Imagens de Halloween que usei na decoração da estante #especialhalloweenirreparavel


Hello, people!
Segue imagens de Halloween que usei para decorar minha estante de livros.
Para saber mais, acesse nosso canal do Youtube e veja um dos últimos videos que ensino como decorei a estante sem gastar nada. https://www.youtube.com/user/nuwandateles






















Como é o Halloween nesses 6 países #especilhalloweenirreparavel



Se me perguntassem... Carol, qual festa você mais tem vontade de conhecer, de todas as festas do mundo inteiro? Não pensaria duas vezes antes de dizer que era o Halloween. E sendo mais específica, El dia de los muertos, o Halloween do México. 
Infelizmente o Brasil não foi um dos países que puxou essa tradição que muita gente acredita ser apenas americana, mas que provavelmente nasceu na Irlanda e existe nos mais diferentes países e culturas do mundo, claro que cada um comemorando à sua maneira. 
Vejamos a seguir as que achei melhores, seja por costumes ou beleza visual. 


Irlanda



A ideia que se tem é de que Halloween teve sua origem na Irlanda, antes mesmo disso pegar fama. Lá na época medieval, quando não passava de uma data que indicava o início do verão, e um período propenso a revisitação dos seus mortos ao mundo dos vivos. 

Tinham o costume de deixar oferendas juntamente com velas para ajudar a guiar os espíritos nesse trajeto. Em algumas cidades da Irlanda a festa é tão famosa que dura mais de sete dias, com direito a desfiles, como se fosse o nosso carnaval. Diga se isso não deve ser simplesmente incrível de lindo?

China

Antiga para os chineses e celebrada principalmente por taoístas e budistas, o Halloween é o mês onde os mortos retornam para visitar os vivos. 

Uma festa bonita, com muita comida e direito até a apresentações de ópera, o Halloween chinês tem tradições interessantes, como queimar guloseimas e dinheiro, para agradar aos mortos, além de acender fogueiras e lanternas para iluminar seus caminhos.

Filipinas


Não tão comum, mas significativo de muitas formas, o Halloween filipino acontece na mesma data que a festa tradicional, e diz-se que é o dia onde os mortos voltam à vida para roubar os pertences das pessoas que foram para os festejos. 

Também é costume que existam as visitas de casa em casa, mas invés de pedir doces, os visitantes fazem serenatas sobre os seus mortos e pedem presentes.

Estados Unidos


Quem gosta de cinema certamente já viu tantos filmes e séries com o tema, que já sabem decorado tudo o que é possível fazer no Halloween, e como parece delicioso todo aquele clima de "gostosuras e travessuras". 

É a festa americana mais conhecida por aqui como tipicamente americana, e lá o pessoal encarna mesmo o papel que desempenha, sendo até ultrajante não ter doces para dar as crianças que passam pedindo. 

Em algumas cidades a festa é muito mas forte do que em outras, mas de modo geral é celebrada no país inteiro.



Madagascar


A mais sombria de todas, com certeza. 

Em Madagascar a galera tem costume de desenterrar seus mortos de sete em sete anos, o que eles chamam de giro dos ossos. A intenção é de fazer limpeza, mas o que acontece é mais estranho. É como se, por um dia, aquela pessoa tivesse de volta na família, então há comemoração, festa e até fotos com os defuntos. 

Depois enterram novamente e após sete anos, segue o processo. 

Bizarro, não?

Mexico


A mais linda, sem sombra de dúvidas, a festa de Halloween no México se chama El dia de los muertos. É muito colorida, alegre e de um costume rico de elementos interessantíssimos, vide o tanto de filmes que tem sobre o assunto. 

Para eles é uma alegria montar o altar dos mortos de suas famílias durante os três dias de festejo, e através das fotos no altar abrir espaço para que os mortos venham até o mundo dos vivos e possam participar de suas festas com eles. 

É belíssima!

 
E ai... qual dessas festas vocês iriam querer visitar? 

Instagram: @caroltelesbispo


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Três gerações e a historia de um jardim esquecido

Título: O Jardim Esquecido
Autor: Kate Morton
Editora: Arqueiro (Cedido em Parceria)
Skoob: Adicionar
Amazon: Comprar

Sinopse: Kate Morton já vendeu mais de 10 milhões de livros no mundo.
Nova edição do livro de maior sucesso da autora.
Uma criança abandonada, um antigo livro mágico, um jardim secreto, uma família aristocrática, um amor negado. Em mais uma obra-prima, Kate Morton cria uma história fantástica que nos conduz por um labirinto de memórias e encantamento, como um verdadeiro conto de fadas.
Dez anos após um trágico acidente, Cassandra sofre um novo baque com a morte de sua querida avó, Nell. Triste e solitária, ela tem a sensação de que perdeu tudo o que considerava importante. Mas o inesperado testamento deixado pela avó provoca outra reviravolta, desafiando tudo o que pensava que sabia sobre si mesma e sua família.
Ao herdar uma misteriosa casa na Inglaterra, um chalé no penhasco rodeado por um jardim abandonado, Cassandra percebe que Nell guardava uma série de segredos e fica intrigada sobre o passado da avó.
Enchendo-se de coragem, ela decide viajar à Inglaterra em busca de respostas. Suas únicas pistas são uma maleta antiga e um livro de contos de fadas escrito por Eliza Makepeace, autora vitoriana que desapareceu no início do século XX. Mal sabe Cassandra que, nesse processo, vai descobrir uma nova vida para ela própria.
Publicado originalmente como O Jardim Secreto de Eliza.


Acredito que esse seja o terceiro livro que leio da autora. O segundo desde que comecei o blog, e já posso adiantar que é, de longe, o meu predileto deles. A questão do mistério na história é certamente o que carrega ela do início ao fim. 

Vemos esse livro em três momentos diferentes. Com Eliza, no passado, com Nell em um passado diferente e com Cassandra, que seria o nosso presente. Três mulheres fortes e maravilhosas, e que em nenhum momento deixaram a peteca cair. Sabe quando a gente está lendo um livro com vários narradores e fica torcendo para passar logo um deles e ir para o próximo? Isso não acontece aqui. Eu estava totalmente envolvida nas histórias das três. E aqui bato palmas para a excelente teia de acontecimentos que a autora teceu e que enlaçou essas mulheres. 

Quando eu pego um livro da Morton, já espero um tipo de romance. Mas no caso de Jardim Esquecido ele não acontece. Não realmente como se está esperando. É mais sobre a trajetória dessas três mulheres como pessoas individuais. Como elas fazem para se encontrar no mundo. Sinceramente? Achei de uma delicadeza e de um primor sem tamanho. 

Não posso dizer que fui apaixonada por qualquer uma das três narradoras de maneira excessiva. Gostava de coisas específicas em cada uma delas e penso que se juntasse tudo isso em uma única pessoa, seria de um resultado maravilhoso. Mas tinha uma certa magia no jeito como Eliza enfrentava as situações, como Nell descobria verdades e como Cassandra seguia em frente. Todas impulsionadas por uma constante vontade de saber quem eram e a que lugar pertenciam. 

Não venham para essa leitura esperando uma paixão arrebatadora, porque nenhuma delas pareceu ter sorte nesse quesito, com exceção de Cassandra, que no fim da história parece ter encontrado o seu "felizes para sempre". O livro não é sobre se apaixonar, é sobre se descobrir. 

O jardim não é respirável, como muitos jardins de livros com o título ou temática semelhantes. É apenas um lugar por onde essas mulheres passaram e deixaram suas marcas para que as próximas da geração pudessem colher. Pensando comigo nesse minuto, vi muito de O Jardim Secreto, aquele filme maravilhoso e antigo, nessa história. Principalmente na época de Eliza. Talvez haja alguma ligação, e talvez não. 

É um ótimo livro! Mesmo. Comparado ao outro livro que li da autora, esse ganha em disparado. E prende o leitor até a última página, ainda que eu tenha decifrado o que estava acontecendo um pouco antes. Só precisava de uma confirmação. 

Amei com gosto e super indico!



Todos os descontos em um só lugar? Esse é o Cupom Válido!


Hello, amigos!
Vamos falar sobre uma coisinha que enche meu peito hoje? Falaremos, então, sobre descontos!

Quem ai não é chegado em uma pechincha? Eu mesmo saiu catando cupons de desconto pela internet como quem busca água no meio do deserto. 

Semana passada mesmo, quando estava procurando o melhor site para comprar a TV da minha mãe, fiquei por um bom tempo garimpando a internet em busca de descontos. Acabei comprando sem nenhum, em um nível hard de descontentamento. Se tivesse esperado mais uma semana, teria encontrado o Cupom Válido e economizado cerca de 200 reais da minha compra total. 
Frustrante, não é?

Só que eu sou uma pessoa muito legal e sempre passo as ideias incríveis para meus leitores e amigos. Por isso estou aqui indicando esse site que tem a maior quantidade de lojas e cupons de desconto que já vi até hoje. O Cupom Válido. 

Já ouviram falar do Cupom Válido? 
Como disse acima, é um site com várias lojas cadastradas, e cada uma com diversos tipos de cupons de desconto. E não só em livros, que são nossos preciosossss, mas eletrônicos, eletrodomésticos, roupas, calçados... Ufa! Até cansei. 
Sério, de tudo você acha no Cupom Válido. Tentei parar para contar a quantidade de lojas cadastradas, mas não tive muito sucesso. São muitas mesmo! 
E se vocês ficarem com medo por ser um site desconhecido, desencana! Você não faz a compra direto no site do Cupom Válido, e sim no site de sua escolha. Só vai até o site deles para pegar o seu cupom. 
O processo é bem simples. Vamos ver? 

Passo 1:
Entre no site Cupom Válido e escolha a loja que você está buscando desconto.



Passo 2:
Escolhi a Amazon por ser nossa eterna amiga dos livros, não é?
Pois bem, agora dá uma olhadinha na data de atualização dos cupons, para ver se ainda estão válidos. Eles atualizam sempre, então constantemente vai ter coisa novinha por lá. Segue link da página de cupons da Amazon: Cupom Válido


Passo 3:
Escolha um entre os vários cupons que tem disponível e clica para ativar.


Passo 4: 
Com o cupom ativado, basta copiar e ir direto para o site que você escolheu. O próprio site tem um botão que te direciona direto para a loja.


Passo 5:
Faça sua compra e na hora de fechar os pedidos, lembra de adicionar o seu cupom de desconto.

Prontinho!
Fez a compra que já iria fazer de qualquer forma, e ainda conseguiu economizar uma grana.
Viu só que amor esse site?! Sério, estou in love com a possibilidade de ter todos os meus cupons em um mesmo lugar sem precisar ficar garimpando na internet. <3


Entenderam tudo direitinho? Se ficou alguma dúvida basta me procurar no Instagram (@caroltelesbispo) que ajudo vocês. E se não ficou, tratem de gastar com certa economia (por mais controversa que essa frase seja. haha)

Boas compras!

Resenha de "Um Acordo e nada mais" (Mary Balogh)

Título: Um Acordo e nada mais
Autor: Mary Balogh
Editora: Arqueiro (Cedido em parceria) 
Skoob: Adicionar
Amazon: Comprar

Sinopse: Embora Vincent, o visconde Darleigh, tenha ficado cego no campo de batalha, está farto da interferência da mãe e das irmãs em sua vida. Por isso, quando elas o pressionam a se casar e, sem consultá-lo, lhe arranjam uma candidata a noiva, ele se sente vítima de uma emboscada e foge para o campo com a ajuda de seu criado.No entanto, logo se vê vítima de outra armadilha conjugal. Por sorte, é salvo por uma jovem desconhecida. Quando a Srta. Sophia Fry intervém em nome dele e é expulsa de casa pelos tios sem um tostão para viver, Vincent é obrigado a agir. Ele pode estar cego, mas consegue ver uma solução para os dois problemas: casamento.
Aos poucos, a amizade e o companheirismo dos dois dão lugar a uma doce sedução, e o que era apenas um acordo frio se transforma em um fogo capaz de consumi-los.
No segundo volume da série Clube dos Sobreviventes, você vai descobrir se um casamento nascido do desespero pode levar duas pessoas a encontrarem o amor de sua vida.

Um acordo e nada mais é a prova física de que jamais devemos subir com tanta pressa no cavalo. O tombo pode ser feio. Dei quatro estrelas porque não tenho a opção de três e meia entre minhas figurinhas, mas era exatamente o que eu queria dar, e sendo bem positiva. 

Vincent, o Visconde de Darleigh, está fugindo de um casamento que sua família amorosa e cuidadosa demais esta tentando enfiar pela sua garganta. Em sua fuga desesperada para a casa antiga da família no interior, ele é salvo de uma mais jogada casamenteira pela sobrinha discreta do que poderia ter sido sua futura sogra. Por causa disso a menina é posta na rua, e o senso de dever e justiça faz com que Vincent peça a mão da moça em casamento. Essa é nossa mocinha, Sophie: a ratinha. 

Esse é um livro interessante ao tratar do que traumas do passado podem fazer com a cabeça das pessoas por tempo indeterminado. E aqui me refiro a Vincent, que ficou cego na guerra, e a Sophie, que passou uma vida sendo tratada como se não fosse nada. Sofrendo bullying constantemente pelas pessoas que deveriam protegê-la apenas por ter uma aparência incomum para as beldades da classe alta da época. 

Bati palmas para a delicadeza com que a autora tratou as duas questões. Consegui sentir a cegueira de Vincent quando ele narrava com detalhes sons e cheiros dos ambientes. Isso foi até melhor do que ler o que possivelmente ele estaria enxergando deles. Como também senti o quanto Sophie se via pequena perto das pessoas. E isso me deixou tanto incomodada pela resiliência em demasia (sério, a menina precisava de uma sacudida), como existia uma certa identificação com ela. As vezes eu também tenho essa mania irritante de baixar a cabeça por nunca me achar adequada. 

Então são dois personagens um tanto apáticos demais, e eles meio que se combinavam nisso porque quando um precisava ser os olhos o outro era os ouvidos, e vice e versa. Isso deveria ser legal, não é? Porque significava que existia uma química entre eles. Mas, gente, era uma química tão lerda que não me pegou como deveria e me fez levar mais de uma semana em um livro que facilmente leria em quatro horas. 

Sabe aquele calor na barriga que dá sempre que lemos uma cena mais hot de romances de época? Ele não existiu aqui. Não conseguia ver Vincent como um homem viril, e isso em nada tem a ver com o fato dele ser cego. Acho que a dupla em si era muito sem sal, entendem? E isso causou um reflexo nas cenas dos dois juntos. O sexo era uma coisa meio tediosa. Sério, meio que me peguei bocejando no meio dele. 

Fico triste porque Vincent é um dos Sobreviventes que eu mais gosto. Era o caçula do grupo, e isso é uma novidade legal em se tratando de romances de época, que geralmente tratam de caras beirando os trinta ou passando de trinta. Então eu meio que esperava aquela euforia da idade, até porque o que se mostra é que ele quando menino era altamente levado. Mas não vi esse Vincent. Claro que a guerra destruiu muito de quem era, mas não podia ter destruído tudo. E Sophie deveria ser uma válvula que o ajudasse a reaver essa vida toda. Mas colocaram dois personagens lentos juntos, e não funcionou. Acho que ela funcionaria melhor com alguém como Ralph ou Flavian, que tem mais vida em suas personalidades. Vincent precisava de alguém que risse mais, com mais confiança e maluca de pedra. 

Enfim, fui com muita sede porque o primeiro da série é meu romance de época predileto até hoje, mas cai do cavalo e o tombo foi feio. Estou esperando que o de Benedict seja melhor do que esse. Como a expectativa não está muito grande, a decepção também pode ser razoável. Espero que seja.