Filmes estrangeiros. Estrangeiros?

O termo "Filmes Estrangeiros" começou a ser empregado aqui no no Brasil com referência ao uso que os americanos fazem desse termo. Como eles são o topo da audiência no cinema, todo filme que não é americano, é considerado estrangeiro.
Inclusive os nossos filmes. 
Não vou mentir e dizer a vocês que os filmes estrangeiros estão entre aqueles que procuro na locadora. Eles exigem muito do cérebro e em alguns momentos eu só quero ver carros acelerados e blá blá blá romântico. Querer assistir um filme estrangeiro é pedir por calma para entender a história. 
Acredito que seja por conta do baixo valor financeiro para recursos mais sofisticados como efeitos explosivos tipo em Missão Impossível. Então eles conseguem um roteiro maravilhoso e trabalham com atores fantásticos. Acaba por se tornar uma obra de arte super aprimorada, e que te deixa no mínimo reflexiva. 
Em contrapartida posso dizer que gostei da maioria que vi. Pelo contexto, pela forma simples de fazer uma arte que me faça exaltar algum sentimento meu. Afinal de contas, Charles Chaplin foi um herói do cinema numa época que não existia som falado, cores, nem efeitos. E ele tinha  o dom de fazer rir, e de fazer chorar. 
Adoro ficção cientifica. É fato! Mas convivo numa boa num lugar que tenha filmes bem inteligentes sem efeito algum.
Aqui coloco a lista dos 10 mais. Aqueles que assisti e nunca esqueci. 

1. O tigre e o Dragão (Taiwan-2000)
Esse tem bastante efeitos. E são daquele tipo de efeitos que te deixa nervosa de tão gracioso e belo. O tigre e o dragão tem beleza até nos movimentos
Sinopse: Mestre Yu, grande mestre do kung-fu, acidentalmente assassina um amigo num duelo. Após esse fato, ele se afasta do seu serviço de escoltas, cuidando de sua propriedade e de sua filha lady Yu, de 16 anos, que se revela grande lutadora de artes marciais.

Existem duas grandes escolas de kung-fu, uma, que vem do templo Shaolin, e foi ensinada pelo mestre Venerável mestre Damo, cujo foco é trabalhar com a força exterior, para possuir um corpo saudável, mas nunca para matar;a outra, que trabalha com a força interna CHI, que vem de WUDAN, criada pelo Mestre Zhang San Feng, num estilo muito mais poderoso e letal, seus praticantes precisam possuir não-agressividade, pureza de coração e jamais revelar os segrêdos do kung-fu de maneira inconsequente.
Li Mu Bai é discípulo da escola de Wudan, no primeiro livro ele encontra Lady Yu e vê que ela é a mulher ideal, logo ele terá que lutar para salvar a família Yu dos ataques dos filhos do amigo que grande Yu assassinou, e do genro deste amigo, chamado Lança Dourada, e descobrir o poder da espada chamada "Destino Verde"


2. A vida é bela (Itália-1998)
Não existe muito o que dizer além de que o filme é MUITO BOM! 
De uma poesia bélica. De uma guerra poética. Vale conferir. 
Sinopse: Na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial, Guido, filho de judeus, é mandado para um campo de concentração, juntamente com seu filho, o pequeno Giosuè. Guido é um homem simples, inteligente e espirituoso, um pai amoroso, e graças a isso consegue fazer com que seu filho acredite que ambos estão participando de um jogo, sem que o menino perceba o horror no qual estão inseridos.

3. Gaiola das loucas (França-2002)
Vale a pena heim galera!

Sinopse

Trailer do filme

O dono (Robin Williams) de um "drag nightclub" é um homossexual assumido e vive com a "estrela" (Nathan Lane) da sua casa noturna. Mas quando seu filho (Dan Futterman), fruto de um "mau passo" dado no passado (vinte anos atrás, para ser exato), diz que vai se casar com a filha (Calista Flockhart) de um senador (Gene Hackman) e que os pais da noiva decidem conhecer a família dele as confusões para manter as aparências começam, pois eles pensam que o pai do noivo é adido cultural na Grécia, com o senador e sua mulher não sabendo que ele é gay, imaginando ainda que ele
 leva uma vida matrimonial convencional.
  
                                                                              
                                                                            4. O carteiro e o poeta (Itália- 1995)
Confesso que era muito nova quando assisti esse filme. Mas lembro que achei muito bonito. 

Sinopse: 
Por razões políticas o poeta Pablo Neruda se exila em uma ilha na Itália. Lá, um desempregado quase analfabeto é contratado como "carteiro" extra, encarregado de cuidar da correspondência do poeta. Gradativamente se forma uma sólida amizade entre os dois. O carteiro Mario, aos poucos, aprende a escrever seus sentimentos por Beatrice, e Neruda ganha, em troca, um ouvinte compreensivo para suas lembranças saudosas do Chile.





5. Cinema Paradiso( Itália- 1989)


Muito lindo! Assistam!
Sinopse: 

Salvatore Di Vita é um cineasta bem-sucedido que vive em Roma. Um dia ele recebe um telefonema de sua mãe avisando que Alfredo está morto. A menção deste nome traz lembranças de sua infância e, principalmente, do Cinema Paradiso, para onde Salvatore, então chamado de Totó, fugia sempre que podia, depois que terminava a missa (ele era coroinha). No começo, ele costumava espreitar as projeções através das cortinas do cinema, que o padre via primeiro para censurar as imagens que possuíam beijos, e fazia companhia a Alfredo, o projecionista. Foi ali que Totó aprendeu a amar o cinema.
Após um caso de amor frustrado com Elena, a filha do banqueiro da cidade, Totó deixa a cidade e vai para Roma, retornando somente trinta anos depois, por causa da morte de Alfredo. Ao final, o Novo Cinema Paradiso, já abandonado, acaba demolido pela prefeitura para construir um estacionamento. Voltando para Roma Totó assiste a uma fita com todas as imagens de beijo que o padre da cidade havia censurado.
 

6. Cyrano (França- 1990)
Já amava a história antes mesmo de ver qualquer filme. Cyrano é um clássico que deve ser lido na adolescência. Ensina coisas como igualdade e diferenças. 
Sinopse: 
Cyrano de Bergerac é um herói romântico, que combate a covardia, a estupidez e a mentira. Ele ama sua prima,Madeleine Robin(Roxane), moça inteligente, mas um tanto pedante, que gosta de ser cortejada com palavras bonitas e originais.
O jovem Cristiano também a ama, mas não sabe falar com brilhantismo, ao contrário de Cyrano, que tem o dom da palavra. Cyrano, sem esperanças de conquistar a prima, em razão de ser bastante feio, resolve ajudar Cristiano a conquistá-la através das palavras.
Cyrano ensina a Cristiano observações espirituosas, poesia, e até fala por ele, às escondidas, fazendo com que Roxane o ame. Um terceiro homem, porém, a corteja, o duque de Guiche, que interfere mandando Cristiano e Cyrano para o Cerco de Arras, um violento combate ocorrido nas guerras religiosas da França.
Um dia, Cyrano é mortalmente ferido, mas consegue chegar até a amada, e conta-lhe do sentimento que sempre teve com ela. Roxane chora “um amor duas vezes perdido”, percebendo, no último instante, que o amava.
Cyrano continua a escrever cartas a Roxane, em nome de Cristiano, e ela vai ao seu encontro na batalha, encontrando Cristiano agonizante, ferido em combate. Viúva, Roxane recolhe-se a um convento, onde recebe continuamente a visita de Cyrano.
Trailer do filme

7. O labirinto do Fauno (México- 2006)
Cara esse filme foge total a idéia de falta de efeitos estrambólicos. A maquiagem e o figurino são perfeitos. Os monstros. Os lugares. Quem não assistiu tem que assistir. O diretor é o Guillermo del Toro, ele é maravilhoso dirigindo.
Sinopse:
O filme tem como cenário a Guerra Civil Espanhola e narra a história de uma menina, Ofélia, que parte com a mãe para um acampamento militar onde seu novo marido, um sanguinário capitão franquista, combate rebeldes anarquistas e republicanos escondidos na floresta.
Nesse cenário violento, Ofélia encontra um labirinto onde vive um fauno. O Fauno, após examiná-la, afirma ser ela a princesa desaparecida do reino subterrâneo do qual o labirinto é apenas o portal. Para conseguir voltar para seu mundo, Ofélia é, então, obrigada a executar três tarefas dadas pelo Fauno e em meio a tudo isso, sua mãe também está grávida do general, que nutre desprezo por ela, em um filme que mistura fantasia com realidade.
A primeira tarefa se trata de recuperar uma chave perdida dentro da barriga de um monstruoso sapo,que vivia sob um imenso carvalho em meio a floresta que cercava o acampamento. Após alimentar o sapo com três pedras mágicas, Ofélia, orientada por um livro mágico dado pelo fauno, consegue tirar a chave de uma gosma alaranjada que ele vomitou ao morrer e voltar para o acampamento em segurança.

8. A viagem de Chiriro (Japão -2001)
Gente, esse é uma animação. Muito diferente das que sou acostumada a assistir. Tem uma história muito boa e até complexa para um desenho. Vale a conferida. 
Sinopse:
A família Ogino está de mudança para uma nova cidade. O casal, Akio e Yuko, está muito empolgado com a viagem. Mas, o mesmo não acontece com sua filha Chihiro, uma garotinha de 10 anos que está muito chateada por ter que deixar todas as suas lembranças e amigos de infância para trás. Nas mãos, ela carrega um buquê de flores, o último presente que ganhou antes de ir embora.
Chegando à nova cidade, o pai pega um atalho e a família acaba parando na frente de um imenso prédio vermelho, no qual um túnel infinito boceja como uma boca gigantesca. Atraídos pela curiosidade, os três seguem caminhando através do túnel. Mesmo com muito medo, Chihiro acompanha os pais.
Do outro lado do estranho prédio, os três encontram uma cidade misteriosa e deserta. Depois de andar alguns passos, Akio e Yuko, avistam um suculento banquete e começam a devorá-lo. Chihiro deixa os pais por um instante, para conhecer o local, até que para numa ponte. De repente, aparece Haku, um misterioso jovem que pede a ela para sair dali antes do anoitecer. Ela corre para encontrar seus pais, mas, quando chega perto deles, vê que os dois se transformam em porcos, e fica apavorada.
Perdida e sozinha, a pequena Chihiro se vê diante de um mundo repleto de espíritos, monstros e deuses. Para sua sorte, Haku vai ajudá-la. Ele ensina a Chihiro o melhor caminho para se chegar até a bruxa Yubaba, a dona da casa de banhos, e sugere que ela peça para trabalhar na mesma. No caminho, ela conhece Kamaji e Lin. Os dois, assim como Haku, ajudam-na a se acostumar com esse mundo.
A feiticeira revela que todos os humanos que entram em seus domínios são transformados em animais, antes de serem devorados. Aqueles que não têm o triste destino precisam provar seu valor no trabalho, ou são condenados à morte. Sem alternativa, a menina faz um trato com Yubaba para trabalhar na casa de banhos, renunciando à sua humanidade e mudando de nome, que passa a ser Sen.
Enquanto trabalha, Chihiro terá que descobrir uma maneira de encontrar suas lembranças, salvar seus pais e sair da cidade, ou então será escrava da bruxa para sempre...

9. O fabuloso destino de Amelie Poulain (França- 2001)
Muito F...
A atriz está fabulosa como Amélie Poulain. E a história toda é simples e fantástica. 
Sinopse:
O filme conta a história de Amélie, uma menina que cresceu isolada das outras crianças. Isso porque seu pai achava que Amélie possuia uma anomalia no coração, já que este batia muito rápido durante os exames mensais que o pai fazia na menina. Na verdade, Amélie ficava nervosa com este raro contato físico com o pai. Por isso, e somente por isso, seu coração batia mais rápido que o normal. Seus pais, então, privaram Amélie de frequentar escola e ter contato com outras crianças. Sua mãe, que era professora, foi quem a alfabetizou até falecer quando Amélie ainda era menina. Sua infância solitária e a morte prematura de sua mãe influenciaram fortemente o desenvolvimento de Amélie e a forma como ela se relacionava com as pessoas e com o mundo depois de adulta.
Após sua maioridade, mudou-se do subúrbio para o bairro parisiense de Montmartre, onde começou a trabalhar como garçonete. Certo dia, encontra no banheiro de seu apartamento uma caixinha com brinquedos e figurinhas pertencentes ao antigo morador do apartamento. Decide procurá-lo e entregar o pertence ao seu dono, Dominique, anonimamente. Ao notar que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e remodela sua visão do mundo.
A partir de então, Amélie se engaja na realização de pequenos gestos a fim de ajudar e tornar mais felizes as pessoas ao seu redor. Ela ganha aí um novo sentido para sua existência. Em uma destas pequenas grandes ações ela encontra um homem por quem se apaixona à primeira vista. E então seu destino muda para sempre.

10. Cidade de Deus (Brasil- 2002)
Esse acho que tudo mundo já deve ter visto. Teve uma repercussão enorme por aqui. Por ser local, e por ser bastante forte; eis o motivo que não consegui terminar de assistir. Gosto de muitos filmes nacionais. Mas não sou muito chegada a esse pessoalmente. Acho que o Brasil tem muita coisa mais além disso. Coloquei aqui porque a repercussão dele foi maior do que a dos outros que assisti. 
Sinopse:
Cidade de Deus conta a história de dois meninos - Buscapé (Alexandre Rodrigues) e Dadinho/ Zé Pequeno (Leandro Firmino da Hora)-, durante a ocupação do conjunto habitacional Cidade de Deus, no Rio de Janeiro. Enquanto o primeiro consegue resistir ao apelo de se tornar bandido e vira fotógrafo, o outro se transforma no mais temido bandido do Estado. O filme de Fernando Meirelles conta basicamente com um elenco formado por amadores, sendo Matheus Nachtergaele, que interpreta o traficante Sandro Cenoura, um dos poucos atores profissionais da produção. Os demais integrantes foram selecionados em diversas comunidades cariocas para dar maior veracidade à história.

Bom galera. esse é minha Top List de filmes "estrangeiros". Deu para notar que a maioria é italiano. Não por acaso, foi pura coincidência. Mas acho o cinema italiano belo de muitas formas. Inclusive as que me tocam. 
Espero que vocês tenham gostado. 
Até a próxima!

Harry Potter em desenhos

Gente
Achei essa idéia massa.
Lucy Knisley é uma americana que trabalha com Comics. E acabei nas minhas andanças achando um projeto sobre o Harry Potter, e como amo de paixão, não poderia deixar de mostrar a vocês.
Ela fez um resumão dos oito filmes em desenhos. E ficou muito bom!
Nem os roteiristas conseguiram resumir Harry Potter a uma página. hehehehehe
Confiram
O Enigma do príncipe
 Pedra filosofal
 A câmera secreta
 O prisioneiro de Azkaban
 O cálice de fogo
 A ordem da fênix
 As relíquias da morte - parte 1
 Relíquias da morte- parte 2
Não sei porque o Príncipe foi parar lá em cima. kkkkkkkkkkkkkkk
Espero que vocês tenham gostado!
Bjus

Unhas dos sonhos

Gente, sei que esse post não faz muito meu estilo. Afinal de contas, só comecei a me viciar em esmalte há alguns meses. Toda vez que pego em dinheiro preciso comprar três ou quatro. Adoro as cores da Hits e da Elke.
Hoje vim mostrar um trabalho fantástico que vi num blog muito fofo.

Vocês estão vendo essas unhas?
Maravilhosas não são?
Isso foi feito por uma máquina em um shopping no Rio grande do Norte.
Funciona assim: Você vai com as unhas pintadas de branco e leva a estampa que quer colocar na unha. No caso da Amanda ai de cima, ela usou imagens de Romero Brito (perfeição). Mas você pode usar a estampa que quiser.
Não é fofo?
Eu amei!
No dia em que essa máquina chegar por aqui vou correndo fazer as minhas.
E aqui vão imagens desse artista fantástico:



A difícil arte de escrever

Olá!
Alguns de vocês sabem que estou num processo de terminar um livro.
Na verdade, vivo nesse processo desde os meus doze anos. Foram tantas histórias começadas e paradas que perdi as contas. Guardo todas no meu arsenal mental; e em papéis, que de tão velhos estão começando a ficar amarelados. Sinto-me o máximo por ter material suficiente em minha vida de escritora que consiga amarelar.
Minhas histórias sempre tiveram um teor mais ficção científica. Acho que crescer lendo livros fantasiosos me fizeram ser um tanto fantasiosa.
Hoje em dia minha cabeça está mais focada por uma idéia mais adulta. Na verdade uma idéia que se confunda o "ser" jovem com o "ser" adulto. Já falei aqui várias vézes que o mundo dos adolescentes me prende por completo, e como é um assunto que domino, estou trabalhando nele.
Acontece que escrever não é nada fácil. Nada mesmo!
Passo mais tempo pesquisando o que fazer do que propriamente escrevendo. Tenho lido muito sobre como facilitar a vida de quem quer escrever. E senti vontade de dividir um pouco das minhas pesquisas e experiências próprias com vocês.
Vamos aos primeiros tópicos:

                                              1. Talento é apenas uma parte. O resto é esforço!

Não acredite que Graciliano Ramos, J.R.R. Tolkien, Júlio Verne, Alexandre Dumas ou J.K. Rowling já nasceram escrevendo. Nem nenhum neles fizeram sua obra prima por mera consequência do talento. Provavelmente eles, como eu e você, tem muito material guardado numa gaveta que nunca foi visto por ninguém antes. Ou porque eles achavam que não era tão bom, ou porque não passava de um projeto próprio.
Todo grande escritor treinou!
É como fazer parte de uma equipe esportiva. Só que invés de treinar saques ou chutes, nós escritores, treinamos nosso cérebro. Com o tempo a coisa funciona automaticamente, igual andar de bicicleta.
Acredite quando digo... Você não vai começar a escrever seu best-seller, esse vem com o condicionamento do seu cérebro pela sua escrita.
E nunca, jamais diga que você não tem talento para escrever. Se você acreditar nisso não conseguirá compor uma única frase de sua história.
Somos seres de sentimentos; e se conseguimos sentir, conseguimos expressar.

                                                       2. Ler é fundamental para escrever

Com certeza isso vocês já ouviram, e é a mais pura verdade. Se você não consegue ler, certamente escrever vai ser bem mais difícil.
Claro que ler não é tão fácil para algumas pessoas. Sentem-se cansadas depois de algumas linhas, acham que o negócio não vai andar, e desistem antes do fim. Cansei de ver meu próprio irmão começar um livro e não termina-lo. Ele perde logo a paciência.
Essa á a palavra: Paciência!
Quando não se tem o costume, é muito mais complicado começar. Uma recomendação: Comece por livros mais simples.
Não dá para começar lendo Os irmãos Karamazov. 
Procure livros com o teor mais leve, e mais finos. Coloque uma meta neles. Tipo: tenho que ler esse capítulo em cinco dias. E siga a meta! Mesmo que o livro seja um saco. Quem disse que seria fácil? Voltamos ao primeiro tópico: TEM QUE HAVER ESFORÇO!
Com o tempo você vai ver que as coisas vão fluir com mais facilidade. Leia no ônibus, depois do almoço, antes de dormir. Vale qualquer horinha roubada do dia para cumprir essa meta.

                                               3. Nada que você escreve vai para o lixo.

Essa é uma regra importante. E tratem de seguir.
Com a tecnologia do computador, o apagar ficou mais fácil. E acaba que muitas vézes escrevemos textos fantásticos e os perdemos porque de início não ficou como queríamos. A nossa memória de escrita não consegue lembrar palavra por palavra. Por isso que digo que guarde tudo o que você escrever. Mesmo que você ache que não vai usar; uma hora aquilo vai te servir de algum modo.

                                                4. Tenha um dicionário sempre ao lado.

Um dicionário comum e um de sinônimos. Achei o meu na internet e deixo na página principal do computador.
Acontece que as vézes quando estamos escrevendo queremos colocar a mesma palavra duas vézes no mesmo parágrafo. E quando vamos ler, achamos que ficou feio. Com um som esquisito.
Sou do critério de que devemos escrever sempre com nossas palavras e enfeitar o quanto menos o texto. Mas nesse caso, confesso que uso os sinônimos. Acaba que conheço as palavras, vou aumentando meu vocabulário, e aquilo passa a ser comum nas coisas que escrevo.
Tem que se pensar também no tipo de público que você quer atingir. Não vale colocar palavras pouco usuais em um livro escrito para crianças.

                                                             5. Tenho um lugar só seu

Esse é um tópico complicado. Porque se vocês, como eu, tem uma casa pequena, ter um espaço só para você é difícil.
O ideal seria ter um quarto com uma boa iluminação, com uma mesa clara, seu computador, uma estante de livros, muito silêncio, um som para quem gosta de ouvir música ao escrever,e o principal: uma chave para impedir que intrusos entrem. rsrsrsr
No meu caso eu tive que adaptar uma mesinha na minha sala.
Peguei uma mesa de computador velha. E enchi ela de ferramentas. Deixo sempre o espaço para por o computador e um caderno. Sempre acabo escrevendo algo no caderno para não esquecer depois. Minha sala é iluminada,e a estante da TV está carregada de livros para pesquisa. O meu único problema se resume a: Eu tenho um garotinho de dois anos, e escrever com ele assistindo Discovery Kids do lado é complicado. rsrsrs
Por isso optei pela madrugada.
É na hora do mistério que minhas histórias ganham vida. Quando minha casa está silenciosa.
Vale para quem tem esse problema. Escrever é sacrifício também.
E não diga que você não tempo se você assiste TV. Tempo se prioriza! (Li isso num site. Não lembro em qual)

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Bem gente, esses foram os cinco tópicos de hoje. Essa semana colocarei mais alguns.
Fiquem atentos.!






Ler livros é fundamental para quem quer escreve-los. Você aumenta o seu vocabulário e aprende bastante sobre estrutura.

Steam Punk

Mas o que diabos é isso?
Foi justamente o que perguntei quando um amigo me apresentou essas duas palavras juntas. Começamos falando de roupas de época e terminamos o papo nesse troço ai em cima. rsrsrsrsrs
E então, como a curiosa que sou, me mandei para internet e fui pesquisar. Aliás, eu não lembro como me virava sem o Google.
Na verdade o negócio passou a ser muito interessante, e com a pesquisa descobri que Steam Punk é uma coisa que eu já gostava antes mesmo de saber que tinha um nome ou uma denominação.
Sempre gostei dos livros de Júlio Verne. O cara nasceu em 1828, e quando despontou para a literatura, escreveu as coisas mais loucas que se poderia imaginar naquela época. Quem imaginaria que pudessem existir submarinos, máquinas voadores e viagens à lua? Ele era quase um vidente. Ou ele saiu mais rápido do "ministério do esquecimento". ahauahuahua
O mesmo se repete com Guerra dos Mundos escrito em 1898 por H.G. Wells. Esse outro insano escreveu sobre invasões marcianas a terra por máquinas.
E então voltamos ao título do post. Mas realmente, o que diabos é Steam Punk?


O SteamPunk é um sub-gênero da Ficção Científica passado em uma realidade alternativa, cuja proposta estética remete ao Século XIX, como se a Era Vitoriana tivesse sido de tal forma bem sucedida que seus costumes, tecnologia e cultura tivessem perdurado por muito mais do que de fato perduraram.
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Nesta realidade retrofuturista, conquistas magníficas foram alcançadas pela tecnologia graças a constantes Físicas que favorecem a eficiência da mecânica e o poder da eletricidade em dar origem a máquinas capazes do impensável.
O fascínio pelo progresso tecnológico e por tudo que o Homem alcançou, contudo, convive com uma ignorada mas constante degradação ambiental, profundas diferenças sociais e com a iminência da desgraça que vai se tornando cada vez mais difícil de ser evitada.
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Uma Distopia travestida de Utopia, a sociedade retratada no gênero SteamPunk é uma caricatura do mundo em que vivemos, onde a tecnologia convive grotesca e intrusivamente com os interesses sociais, interrompendo a passagem com os trilhos de um progresso desmedido e tortuoso, mal planejado e orientado por motivações que têm muito menos relação com as necessidades humanas que com com interesses corporativos.
Com sua estética por vezes bela, por vezes inusitada e por vezes grotesca, o SteamPunk conquistou o público GothCyberIndustrial e Punk sem dificuldade, bem como todos os que apreciam a riqueza de detalhes que é fruto da colisão entre a tecnologia moderna e os recursos e a estética Vitoriana, repleta de Bronze, Couro, Cobre, Pano, Vapor e Eletricidade.

E então, compreenderam?
É um futurista com cara de retrô.
Eu sou apaixonada pelo estilo principalmente por conta das vestimentas. São roupas de época com acessórios do futuro. E acho muito massa.






Espero que esse post tenha sido instrutivo. Para mim foi e muito.
Até a próxima!

Romeus e Julietas

Olá!
Estou demorando para postar. Eu sei! Mas estou perto de terminar um trabalho importante. Por isso não passo com a frequência que gostaria. Mas estou programando postagens novas por aqui.
Vamos lá.
Adoro Shakespeare. Isso é fato!
É uma das mentes brilhantes que gostaria de ter conhecido. Ele conseguia pegar temas tão bobos, do nosso cotidiano e transformar numa obra de arte aclamada por todos até hoje em dia, séculos depois.
Entre estas obras está Romeu e Julieta. A história de um amor. Um simples, e jovem, amor.
Na verdade, parando para pensar bem, não existe amor simples. Amor por si só já é bastante complexo. Talvez tenha sido esse o fato de tanta gente chorar prantos ao ver uma obra de Romeu e Julieta encenada.
Acredito que morrer por amor já é suficiente para qualquer um.
Talvez aquele jovem casal estivesse destinado a morte. Talvez, e só talvez, eles tenham estado no lugar errado e na hora errada.
A literatura tem essa poética da morte como único refúgio. Isso é prestigioso. Uma das coisas mais sublime e bela em nossa existência é a morte.
A obra de Shakespeare foi transportado para o cinema diversas vezes. Se tratando de Romeu e Julieta o leque é grande. Inclusive versões nacionais. Vou colocar algumas delas.
A primeira delas é tão antiga que nunca tinha ouvido falar até a pesquisa para esse post. Data de 1936.

Tinha Norma Shearer como Julieta e Leslie Howard como Romeu. Essa é pura peça de museu.
A segunda trata-se da minha versão predileta. Acho que porque é aquela em que os atores mais se assemelham em idade ao original. É de 1968, e costumava passar na SBT à tarde. É artigo raro e luxoso esse filme. Ainda compro em DVD

Os atores são muito fofos juntos. Ela é Olivia Hussey e ele; Leonard Whiting. Na época em que o filme foi lançado, ela tinha 17 anos e ele 18.
A terceira versão é bem moderna. De início eu não gostei muito. Quando cresci que assisti novamente fiquei apaixonada. Acho que o Leonardo DiCaprio tem o perfil perfeito para esse tipo de papel; leve e romântico. Penso que a visão dele morrendo congelado em Titanic por conta de um súbito amor ainda esta muito viva na minha cabeça. hehehe
Roupas modernas, cenários modernos. A única coisa que prevalece é a poesia em forma de roteiro (Os textos são praticamente os mesmos) e o amor, que ultrapassa qualquer linha do tempo. Para quem não gosta muito de coisas antigas essa é a melhor pedida.

Não poderia deixar de falar da versão brasileira que, no meu ver, mais se assemelha ao original. O nome do filme é Maré, uma história de amor. A rivalidade de gangues fica por conta das quadrilhas nos morros do Rio de janeiro. É contextualizado. Novo e continua sendo poético. Vale conferir também.
E para quem gosta do D' Black, ainda ganha o prazer de vê-lo como Romeu.
A última versão que amei foi um musical que ganhou mais oscars do que o filme original. Amor sublime amor é um clássico dos musicais. É a história de uma briga de gangues entre Latinos e americanos em território americano por conta de marcação de território. Existem curiosidades bem interessantes acerca do filme. Coisas como: Os atores eram separados mesmo antes das gravações para gerar mais atritos e deixar a história mais verídica. Funcionou!
A versão ficou perfeita! Canções ótimas. Atuações maravilhosas.
Assistam e confiram.

Bom galera. Essas são minhas versões prediletas dos tantos Romeus e Julietas pelo mundo afora. Espero que vocês tenham gostado.


CORO - Duas casas, iguais em dignidade - na formosa Verona vos dirão - reativaram antiga inimizade, manchando mãos fraternas sangue irmão. Do fatal seio desses dois rivais um par nasceu de amantes desditosos, que em sua sepultura o ódio dos pais depuseram, na morte venturosos. Os lances desse amor fadado à morte e a obstinação dos pais sempre exaltados que teve fim naquela triste sorte em duas horas vereis representados. Se emprestardes a tudo ouvido atento, supriremos as faltas a contento."


Essa é a primeira fala da peça. Aprendi ela quando tinha 13 anos e ainda hoje consigo repetir palavra por palavra sem errar. 
Tenho muitos sonhos nessa vida... E como tenho!
Um deles é interpretar uma peça de Shakespeare. Queria algo como Sonho de uma noite de verão. Noite de reis ou Muito barulho por nada. Mas, fazer Romeu e Julieta seria muito mágico para mim. 


Tenham uma boa noite. 
Até mais!

Click's maravilhosos (Presets)

Olá gente!
Estou um tanto sumida do blog, tenho um trabalho para entregar dia 8 e está tomando todo meu tempo.
Hoje acordei muito cedo, e não consigo dormir. Então vim aqui escrever um pouco.
Domingo passado teve um piquenique da Casa do Caminho no Parque Municipal da minha cidade. Foi um encontro renovador. Vi pessoas, reencontrei pessoas, meu filho estava comigo, meu marido também. Nos divertimos, rimos...
A natureza tem a capacidade de elevar emoções. E ainda tem gente que não acredita que Deus exista. Afirmo que ele estava lá. De todas as formas possíveis.
Nesse passeio tiramos mais de 500 fotos. Foi uma loucura. Três máquinas fotográficas trabalhando ao mesmo tempo. Eu ainda estou em processo de edição delas. Uma em especial chamou minha atenção. Foi tirada por uma grande amiga; Virgínia.
Ela não é fotógrafa, é, como eu, apaixonada por fotografia. Eu peguei a foto e fiz uma edição básica com presets no Lightroom. Para quem não sabe, esse programa é um facilitador da vida dos fotógrafos. Ele guarda as edições de luz, cores e saturação e aplica a qualquer foto que você colocar. Então tem-se uma edição excelentes em apenas um click. Eu baixei ele pela net. Uma versão trial. Depois acabei comprando. Os presets são diferentes. Por exemplo: Um deixa as fotos preto e branco, outro muda a foto para uma iluminação mais leve, outro deixa o verde mais forte, outro deixa uma imagem sombria.
Eles são arquivos que você vai acrescentando ao programa. Eu baixei muitos pelas net...Quando eu digo muitos, é muitos mesmo. Quem se interessar pode me perguntar onde achar, ou vai lá e coloca no google mesmo. São fáceis de baixar.
O ruim do programa é que ele é chatinho de mexer quando nunca se usou. Mais para curiosos, tira-se de letra rapidinho.
E vamos ao assunto.

Essa á a foto original. Ela já ficou perfeitamente linda. Sutil, suave, como eu acho que uma foto tem que ser. Nela estão eu e meu filho.
Essa é a mesma foto depois de ter aplicado um presets desse que falei. Percebe-se que a foto escureceu em alguns pontos e a iluminação que bate nela são de um único ponto de sol, que batia em nós. Então achei o preset perfeito para essa foto.
Vale ressaltar que para cada foto, existe um tipo diferente de preset que se adapta mais. Você pode ir testando até obter um efeito que você goste.
Bom, então é isso. Espero que vocês tenham gostado.
Até mais!

Dez fotos, de tudo o que mais gosto.

Gente,
Esse post foge da nossa agenda. Mas percebi que não estava havendo leitura nas postagens nem participações, e resolvi passar a agenda para quando houvesse mais atrevimento dos leitores no blog. Então hoje vim fazer uma coisa mais descontraída. Vi num blog, que adoro conferir, um tipo de brincadeira que tínhamos que dizer as dez coisas (em fotos) do que mais gostamos. Adorei a idéia. E fiquei pensando qual seriam minhas dez fotos. Então, com muita dor por cortar algumas, escolhi essas abaixo.



Meu Filho: Rafael
Gente, o pior, é que fiquei um tempão olhando minha lista, e sabia que estava faltando alguma coisa. Olhei, olhei novamente e não conseguia enxergar o que faltava. Quando alguém do meu lado gritou, e percebi o que era. kkkkk
Esse é meu baby boy. Ele é esperto, adora carrinhos da Hot Wheells. Muito orgulhoso para a idade dele. Grita como ninguém. Tem os meus olhos. Fala frases que só ele entende. Come muita pipoca Bokus. Dorme agarrado com um edredon enorme e rosa que ele chama de "paninho". Consegue me deixar louca em algumas momentos, com vontade de sumir ou arrancar as trompas. E em outras vezes é meu porto seguro. Tento encara-lo como um filho e como um amigo. Como um grande aprendizado que é necessário para minha evolução, e para a evolução dele.



Livros 
Nossa, seria uma dificuldade se eu tivesse que dizer quais os meus prediletos. Tenho vários. Eu sou uma pequena traça da leitura. E se os livros me fizerem chorar então...
Meu pai me deu meu primeiro livro, que não era de criança, quando eu tinha doze anos. O Alquimista. Essa idéia de magia na vida sempre me foi convidativa. E Paulo Coelho me apresentou títulos como Diário de um mago e Brida. Me encantei. Meu pai tinha a mania de grifar as passagens que ele mais gostava dos livros. A maioria dos seus livros tinham mais riscos e anotações que qualquer coisa. Eu cresci em meio a palavras de tanta gente. Palavras não ditas. Personagens que eu coloco cores e vida. Esse poder me enchia. Sou o tipo de pessoa que chora lendo O caçador de Pipas. Que leu Crepúsculo em doze horas porque Edward era o o sonho de vida. Que leu Harry Potter mais de cinco vézes cada um deles. Que deixa mensagens na frente dos livros, e mensagens atrás. Sou o tipo de pessoa que nunca lê a última página. Odeio despedidas.



Scrapbook
Essa minha outra paixão apareceu há menos de dois anos. Uma amiga me apresentou e foi amor a primeira vista. Não posso ver um papel diferente, ou um carimbo que não tenho que fico louca. Como material de scrap é caro, faço compras há cada dois meses. Faço vários trabalhos de uma vez, e ás vézes, paro de fazer por muito tempo. Mas mantenho minha mesa sempre pertinho. Com cola, fitas, botões, tesoura, e claro: papel.
O scrapbook me mostrou um jeito de recordar momentos da maneira que quero. Desejo que meu filho no futuro veja que tipo de pensamento tive em diferentes fotografias. O que se passava em cada uma delas. Amo a idéia.


Fotografia
Essa paixão me é frustrante. Fico horas na net olhando câmeras fotográficas que compraria se tivesse dinheiro. Já pensei em pedir empréstimo para comprar uma. Mas quando lembro que tenho alguém que depende do meu dinheiro, desisto.
Mês passado comprei uma Sony comum. Ela quebra o galho.
Amo principalmente fotografias de momentos históricos. Amo o trabalho do Sebastião Salgado, que é um repórter de uma sensibilidade extrema com as emoções humanas. Tenho vários outros amores na fotografia.
Adoro também fotos antigas de minha cidade. Fico as olhando, pensando em como aquele lugar está nesse momento. E é tudo tão mágico imaginar o que aquelas pessoas paradas pensavam naquele momento. O que elas diziam. O que sentiam.
Fotografia é o congelamento de partículas emotivas singulares de um tempo qualquer.


Dança
Gente esse amor foi tão inesperado na minha vida que ainda hoje me pego pensando quando começou. Passei de alguém que dançava no colégio por causa de pontos, à uma pessoa que sente a dança em cada parte do corpo. Que fecha os olhos e se deixa levar pelo sentimento da música.
Música também estaria nessa lista. Mas como para mim uma coisa esta infinitamente ligada a outra. Resolvi compacta-las.
Danças prediletas: Contemporânea, Jazz, Rumba, salsa, chá-chá-chá, Mambo, lambada...
São muitas.
Não sou profissional em nenhuma delas. Mas sinto cada uma, basta colocar um tipo de música, e internamente estarei me mexendo.


Glee
Esse amor da minha vida já rendeu muitos comentários.
A maioria das pessoas acha uma babaquice.
Mas sinceramente, adoroooooooooooooooo
Eu comecei a dar aula a adolescentes há alguns anos atrás. Eram aulas de teatro, dança, circo. Fazíamos de tudo um pouco. E aprendi tanto com eles.
Esse universo teen me encanta muito. Os adolescentes tem problemas que nós adultos julgamos idiotas, quando passamos por isso naquela época também. E esquecemos como sofremos, como choramos.
As pessoas que julgam mal Glee, são aqueles que esqueceram, ou fingem esquecer o que esse mundo era. Ou aquelas que preferem as músicas no original (caso do meu marido). Mas até essas pessoas percebem que trazer músicas que os jovens de hoje não conhecem é importante. Pergunte quantos meninos de treze anos conhecem Queen. Você verá a resposta.
Glee traz temas recentes para jovens, que são os antigos com termos diferentes, como homossexualismo, bulling, sonhos perdidos.
Para adolescentes que não conhecem... CONHEÇAM!!!
Para os que conhecem e não gostam... ME PERDOE!
Para os que gostam... PARABÉNS!
Porque o mundos dos adultos não é tão legal quanto vocês acham. E a melhor fase é essa que sofremos e choramos sem ninguém do seu lado pra te dizer que você é idiota porque não cresceu. Você pode errar. Melhor... Você deve errar.


Estilo Tim Burton
Isso pode ser um pouco diferente, mas sou louca, completamente pirada por esse estilo do Tim Burton trabalhar.
Para quem não o conhece, é o diretor de filmes como
Edward, mãos de Tesoura
Alice no país das maravilhas
A fantástica fábrica de chocolate
A lenda do cavaleiro sem cabeça
Peixe grande
Ele tem esse jeito de olhar uma situação que acho perfeito. Tudo nos seus filmes tem um tom sombrio. Tudo é bem outono ou inferno. É frio e escroto. A morte é bela. Esse tipo de coisa.
Foi dele que tirei inspiração para muitos figurinos que imaginei ou cenários que pensei. Inclusive, do book fotográfico que quero fazer. Tô pensando os figurinos em cima das maluquices dele.


Vintage
Tudo o que tenha haver com coisas antigas.
Eu tenho certeza de que já vivi em outras vidas por conta da minha paixão por épocas antigas.
Roupas da década de 50 ou 60. Móveis que só encontro em venda de usados, ou em casas de velhos. Adoro reformar coisas novas e deixa-las com cara de antiga. E pegar coisas antigas e reformar com cores novas. Amo o clássico, a beleza do Vintage.


Broadway
Essa paixão é antiiiiigaa!!!
Meu sonho é pisar na Times Square e ver os cartazes dos musicais estampados e enormes na minha frente. Eu acho que enlouqueceria.
Eu faço coleção de musicais. Já cheguei a pagar R$ 60,00 por um DVD porque ele era bem antigo, e tinha ótimas cenas com músicas.
Eu ainda choro numa boa interpretação de Maybe This Time (Cabaret) ou de Don't rain on my parade (Funny girl).
Quem não conhece a célebre cena de Cantando na chuva de Gene Kelly?
Os musicais são lendários. Vivem até hoje no coração de New York. E são sonhos de alguns cantores pelo mundo.
Deus não dá asas a cobra, porque se eu soubesse cantar, já tinha batido naqueles teatros há anos. Mesmo que tivesse que ir escondida na mala de alguém.
Meus prediletos:
Cabaret
The Rocky Horror Picture Show
West side Story
Fantasma da ópera
Cantando na chuva
Moulin Rouge
Chicago
Hair
O despertar da primavera
E tem vários outros. Confiram vídeos no youtube.


Internet
O único motivo, é a possibilidade de aceleração de notícias. Além do que. A maioria dos meus outros sonhos são concretizados por causa da internet.
Esse amor é comum a muitos de nós.

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Bom gente, essas foram minhas dez fotos de coisas que amo. Se vocês quiseram brincar também, sintam-se à
vontade para participar. É bom lembrar daquilo que te faz bem. Daquilo que te regenera. Que te eleva.
Minha família não aparece muito por aqui. Mas é que eles já são tão preciosos do jeito deles. Já dão tanta contribuição a minha vida que não vejo necessidade de falar desse amos. Tirando do meu filho, porque esse é mais que filho.
Mas saibam, que minha mãe que é minha base. Meu pai agora é uma lembrança boa.  Meu marido, que é responsável pelas verdades que preciso ouvir. Meu irmão que é "O irmão". Minha família que está afastada, mas que me é super presente. A família que conquistamos que são os amigos.
Somos um pouco do que absorvemos e somos tudo o que exercitamos.

muitos beijos!
E espero participações.

Click's maravilhosos (Dona Flor)

Gente amo o trabalho dessa madame. É uma fotógrafa ,de Maceió (minha terra), que costuma fazer book's fantásticos, e no meu ver tem um talento muito grande para assimilar um sentimento, e uma facilidade em transbordar emoção em suas fotos.
Aqui estou colocando uma das minhas prediletas.

Não tem nem como negar a sensibilidade da artista não é?
E aqui está o contato dela.
Passam lá, confiram mais do seu trabalhinho, e marquem seu book!

donaflorfotografia.blogspot.com

Florzinha, você já sabe que adoro seu trabalho. Desejo muito sucesso para você sempre!

Retalhos de alguém (O Apanhador no campo de centeio)


O livro de hoje será 
O APANHADOR NO CAMPO DE CENTEIO



Resenha de Marco Antônio Bart

O que faz com que um livro narrando acontecimentos quase banais, ocorridos com um adolescente que não tem nada de extraordinário, transforme-se na mais acurada e sensível crônica da juventude deste século? Só os espertos que chegaram a ler O Apanhador no Campo de Centeio, do escritor americano J.D. Salinger, é que podem dizer com certeza. Prestes a completar 47 anos de publicação - surgiu em 1951, antes mesmo dos pais da maioria de vocês nascerem - a novela de Salinger é não só uma das mais marcantes obras da literatura norte-americana contemporânea; é também um marco na longa estrada que os jovens trilharam (e ainda trilham) para provar que têm direito a uma voz e uma visão de mundo próprias.

É bastante possível que você nunca tenha lido O Apanhador. No entanto, se você tem um mínimo de "antenidade" com o mundo que o cerca, muito provavelmente já leu ou ouviu alguma alusão ao livro no cinema, em jornal, revistas ou em outros livros. O fato é que este singelo romance de 1951 virou lenda ao longo dos anos, e fez de seu autor, Jerome David Salinger, um dos maiores mistérios da história recente da literatura. A pequena revolução que O Apanhador causou no comportamento da juventude americana - e por tabela, no comportamento da juventude do mundo todo - ecooa até hoje, fazendo parte da cultura da segunda metade de nosso corrente século.

O Apanhador narra um fim-de-semana na vida de Holden Caulfield, jovem de 17 anos vindo de uma família abastada de Nova York. Holden, estudante de um pomposo internato para rapazes, volta para casa mais cedo no inverno depois de ter levado bomba coletiva em quase todas as matérias. Na volta para casa, ao se preparar para enfrentar o inevitável esporro da família, Holden vai refletindo sobre tudo o que (pouco) viveu, repassa sua peculiar visão de mundo e tenta enxergar alguma diretriz para seu futuro. Antes de se defrontar com os pais, procura algumas pessoas importantes para si (um professor, uma antiga namorada, sua irmãzinha) e tenta lhes explicar a confusão que passa por sua cabeça.

E é só isso aí. Não há nada de mais trágico, ou dramático, na história; é só um adolescente voltando para casa. A grande magia de O Apanhador é justamente esta: ser uma história de e para adolescentes, e não meramente um livro "recomendado para leitores em idade escolar". Foi a primeira vez na literatura americana (ou mesmo na mundial) que o universo próprio dos jovens foi estudado a fundo e exposto de maneira absolutamente natural, sem nenhuma pretensão ou didatismo. As idéias, conceitos, bobeiras, burrices, enfim, toda a loucura de ser jovem, nunca tinham sido traduzidos de uma maneira tão profundamente sintonizada com a realidade.

Vale um aparte aqui: antes de O Apanhador, simplesmente não existia esta coisa que há hoje de "cultura jovem". Pode ser difícil de acreditar, mas há meros 50 anos os jovens (e sua maneira de pensar, suas idéias próprias e suas aspirações) não eram levados a sério pelos adultos de forma alguma. Ser jovem, nos anos pré-Elvis Presley, era apenas estar em um estágio irritante entre criança e o "homem feito", uma fase que devia passar o mais rápido possível e sem maiores dores. O que não quer dizer que os jovens não tivessem seus anseios e preocupações - que não eram infantis nem adultas - mas que eram ignoradas pelos mais velhos. O Apanhador, com seu relato sem retoques de tudo aquilo que realmente se passa na mente de um adolescente, ajudou a tornar a sociedade mais atenta à barra (às vezes, pesada) que é ser jovem.

E o talento sem tamanho de J.D. Salinger é um dos maiores responsáveis pelo status cult do livro até hoje. Apesar de já ter passado longe da adolescência quando escreveu a obra (estava com 32 anos quando o livro saiu), o autor penetrou de forma admirável na maneira própria que os jovens têm para se expressar. O livro marcou época por seu uso ousado de gírias, e expressões e referências "chulas" - que andavam na boca da rapaziada da época. Salinger colocou em Holden Caulfield, de forma realista e convincente, tudo o que se passa na cabeça de um rapaz de 17 anos: as preocupações com o futuro, a incerteza de todo o mundo que passa por esta fase, as garotas (claro!)... Tudo de uma maneira que nunca havia sido vista antes, com liberdade de estilo, inteligência e um raro sentimento de proximidade com o universo jovem.

O mesmo sucesso que consagrou de vez o talento de Salinger (que já vinha, desde os anos 40, publicando contos em revistas) foi sem dúvida o responsável pelo rumo inesperado que sua carreira (e sua vida) tomou desde então. O Apanhador, seu primeiro romance (e único volume de material inédito) tornou-se uma coqueluche instantânea entre os jovens americanos, enlouquecidos ao finalmente conseguirem se identificar de forma tão perfeita com um herói de literatura. Engraçado, comovente e forte, o livro é literatura de primeira: leve e ágil, próprio para gente jovem (que ainda não "tem paciência com esta coisa de literatura"). Mas com estilo totalmente próprio e marcante.

Depois de vender 15 milhões de exemplares e virar uma celebridade mundial, Salinger - notoriamente tímido e agressivamente modesto em relação a seu talento - primeiro isolou-se em uma casa no topo de uma montanha, em uma cidadezinha de mil habitantes. Depois foi diminuindo o ritmo de produção (publicou seu último conto, Hapworth 16, 1924, em 1965, na revista The New Yorker) e afinal cortou qualquer contato com a mídia. Não concede entrevistas, não se deixa fotografar e nunca permitiu que nenhum dos seus livros fosse adaptado para o cinema (assim como o próprio Holden Caulfield, Salinger odeia cinema). Em dezembro de 1997, o escritor, do alto de seus 78 anos, autorizou afinal o lançamento de seu quinto livro (justamente a publicação em capa dura de Hapworth 16, 1924), o primeiro em 34 anos. (Parece o My Bloody Valentine.)

A mística sobre o autor de O Apanhador não se sobrepôs ao impacto da obra em si. Holden Caulfield e suas desventuras se tornaram precursores do mito da juventude rebelde - Holden contesta os mais velhos e não quer se tornar como eles, a quem considera farsantes. Toda a sua luta é para preservar os valores que ele acha verdadeiros e sinceros. Pode-se dizer que a figura de James Dean, o rebelde sem causa, é filhote da cruzada de Holden por sua integridade. O livro foi citado por incontáveis bocas célebres ao longo dos anos, em filmes e outros livros. Uma das notas tristes na "biografia" da obra é que o livro teria inspirado o maluco Mark Chapman a cometer o ato que o tornou macabramente famoso - assassinar John Lennon, em 1980. Mas nem por isto O Apanhador deixou de ser um dos livros indispensáveis (talvez o único realmente indispensável) na formação de qualquer jovem que deseja compreender melhor a si mesmo, e como o mundo o enxerga - e a seus colegas. Eu mesmo li duas vezes: a primeira aos 12 anos, a segunda - no original em inglês, mais engraçado ainda - aos 19. E ainda vou encarar uma terceira, assim que achar um exemplar em algum sebo: o livro, editado pela Editora do Autor, anda bastante arredio. Mas quem achar, agarre na hora. É a fonte da eterna juventude.

Leia, e me conte o que achou.