Resenha de "Ligeiramente Casados" (Mary Balogh)



"Para passar uma tarde"


Sinopse: À beira da morte, o capitão Percival Morris fez um último pedido a seu oficial superior: que ele levasse a notícia de seu falecimento a sua irmã e que a protegesse Custe o que custar!. Quando o honrado coronel lorde Aidan Bedwyn chega ao Solar Ringwood para cumprir sua promessa, encontra uma propriedade próspera, administrada por Eve, uma jovem generosa e independente que não quer a proteção de homem nenhum. Porém Aidan descobre que, por causa da morte prematura do irmão, Eve perderá sua fortuna e será despejada, junto com todas as pessoas que dependem dela... a menos que cumpra uma condição deixada no testamento do pai: casar-se antes do primeiro aniversário da morte dele o que acontecerá em quatro dias. Fiel à sua promessa, o lorde propõe um casamento de conveniência para que a jovem mantenha sua herança. Após a cerimônia, ela poderá voltar para sua vida no campo e ele, para sua carreira militar. Só que o duque de Bewcastle, irmão mais velho do coronel, descobre que Aidan se casou e exige que a nova Bedwyn seja devidamente apresentada à rainha. Então os poucos dias em que ficariam juntos se transformam em semanas, até que eles começam a imaginar como seria não estarem apenas ligeiramente casados... Neste primeiro livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos apresenta à família que conhece o luxo e o poder tão bem quanto a paixão e a ousadia. São três irmãos e três irmãs que, em busca do amor, beiram o escândalo e seduzem a cada página.

Romances de época costumam ser livros leves que nos fazem suspirar. Normalmente uma mocinha arredia e de respostas rápidas, e mocinhos fortes e viris, com traços marcantes e uma desenvoltura na conquista. Não foi diferente de Ligeiramente Casados. 

Logo no início do livro temos uma passagem devastada de cena pós guerra. Feridos no chão espalhados no campo e o coronel Bedwyn passeando para lugar, fazendo um levantamento da baixa. É nesse campo que ele encontra um capitão do seu grupo prestes a morrer. Alguém com quem ele tinha uma dívida por ter salvo sua vida no passado. O último desejo do moribundo era que o coronel desse a notícia de sua morte a irmã, e que ele a ajudasse a qualquer custo. Sem saber muito bem o que o capitão quis dizer com isso, Bedwyn jura por sua vida que irá cumprir com a promessa, e quitar a dívida com aquele homem. 

Do outro lado temos Eve, a irmã do capitão Morris. Ela mora em uma mansão de campo e vive com seus acolhidos. Pessoas que a sociedade condenou de alguma forma, e que Eve trouxe para dentro de casa, dando trabalho aos mais velhos, e adotando duas crianças órfãs. 

Existe toda uma complicação sobre a terra que ela mora e a herança. Não sei se vou conseguir explicar isso muito bem, mas a terra por hereditariedade é do irmão, que ao final de ano da morte do pai pode passar para ela. Como Morris morre antes desse prazo, a casa passaria para o parente homem mais próximo, que é um primo insuportável. A não ser que Eve esteja casada, daí a casa pode ser mantida por ela. 

Quando o coronel chega para contar sobre a morte do irmão, acaba descobrindo, pelas redondezas, da problemática da garota, que deixará desalojada várias pessoas caso perca a casa. Então Bedwyn propõe um casamento de conveniência, como pagamento da dívida com Morris. 

A ideia é eles se casarem, Eve herdar a casa por lei, e ele voltar para seu regimento, depois da licença de dois meses. E por não ter outra alternativa diante a morte do irmão, ela aceita. O problema é que nada acontece como eles querem, e a notícia do casório cresce em proporções gigantes, forçando Eve a participar do ciclo familiar de Aidan, e passar mais tempo perto do marido. Lógico que já sabemos onde isso vai parar!

Eita que esse resumo ficou imenso, heim? rsrs Achei importante relatar cada pedaço do enredo, para que vocês entendam o que aconteceu até o casamento deles. Não é nenhum spoiler que eles casam  (olhe o nome do livro!). 

Enfim, como todo romance desse estilo, a linha de raciocínio é bem parecida. Não que isso seja ruim, afinal não foram feitos para chocar o leitor nem deixá-lo na depressão. São livros leves para passar umas horas nos ônibus e filas. Ele cumpre o que promete. 

Gosto muito de Eve e do séquito de rejeitados. Ela é bem tempestuosa e tem uma língua ferina quando o assunto é defender cada um deles. 

Já Aidan é complicado. Toda a família parece fria e distante, como se viessem de um lugar muito gelado, ou vazio de amor. Pensar que a continuação da série será com o resto de seus irmãos, chega a ser angustiante. Que fique claro que nãos os odiei, pelo contrário. Só são difíceis e rancorosos, o que é normal se tratando deles. Quando vocês lerem vão entender sobre esse lance de disciplina e ordens com os Bedwyns

As cenas de romance entre o casal são bem bacanas. Nada que não tenha visto ainda, mas algo que completou a história com graça. E a problemática do livro também funcionou para mim. Vem muito na ideia de abdicação, e do que somos capazes de fazer por amor, mesmo indo contra a ideia principal da família. 

Recomendo fortemente para quem curte esse estilo de livro. 

Hora de Novidade: A Mais Bela Melodia



 "AMBM na área!"


Sinopse: A história de Lorena e Klaus desenrola-se em Esperança, uma cidade pequena. Ambos vivem em meio a desavenças, na escola, e em constante conflito, na esfera pessoal, fazendo com que uma cidade inteira presencie suas brigas épicas. Nem os amigos de Klaus escapam da fúria da adolescente que esconde, por trás de sua rebeldia, segredos familiares tão obscuros quanto uma noite fria de inverno. Ele, por sua vez, vive como um garoto popular da escola, que enfrenta um drama familiar, desde que foi abandonado pela mãe, quando ainda era uma criança.Um festival de música faz com que essa dupla seja envolvida no enredo da história, levando o leitor a questionar os densos conceitos de amor, amizade e família. A vida pode ser complicada, às vezes, mas, é preciso decidir, primeiro, o quão longe se pode ir por amor e o quanto se está disposto a perder para ganhar. Até onde uma amizade pode ir para beneficiar o outro? É possível que nada seja tão certo e determinante quanto nossos erros. O mesmo vale para as consequências das escolhas que fazemos por acreditar neles. Um livro que faz com se prenda o fôlego, do início ao fim, pelas emoções despertadas por seus personagens.

  Quem acompanha o blog sabe sobre minha trajetória como escritora, que é longa e complicada. Em resumo, escrevi o esboço desse livro anos atrás, e venho preenchendo ele de vida desde então. Já descartei vários originais no caminho, o que foi ótimo porque eles eram terríveis! Amadureci minha escrita com o tempo, com prática e com teimosia.
Não acho que a história está como queria, de fato, mas posso dizer que ela se aproxima muito disso.
Tem bastante de mim na vida desses jovens, com também um bocado das coisas ao meu redor: pessoas, lugares (apesar de ser uma cidade fictícia), situações e diálogos. Acredito que todo escritor empresta um pouco de si para o que escreve, e AMBM tem muito disso ai.
A sinopse não vai te dizer exatamente o que se passa na história, tampouco os primeiros capítulos. As coisas por aqui são muito maiores do que um cara e uma menina que se conhecem e passam a pertencer a vida um do outro. Tem dor demais, música demais e o grupo de amigos mais insano e incrível que já conheci (Sim, eles passaram a ser um tanto reais para mim). 
Então hoje vim fazer essa pequena propaganda porque o livro já começou a ser vendido em e-book pela Amazon. E nada melhor do que ter um blog literário, e amigos blogueiros, para ajudar a divulgar a história. Afinal, preciso de boas vendas de e-books para poder conseguir que a editora imprima o físico. Portanto se vocês curtem e-books, vão lá e comprem para conhecer Klaus e Lorena. Se não, podem me ajudar na divulgação e esperar para ter em físico. 
Se um dos meus maravilhosos amigos blogueiros por ai quiserem ajudar, basta deixar o contato ai no box de informação que passo tudo o que é necessário para divulgar. Agradeceria muito.
Abaixo seguem as resenhas que já foram feitas do livro, como outros links importantes. 

Resenha
Resenha
Resenha
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Página do Skoob

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E aqui mais um material promoção.




Vídeo resenha da série Mundo em Caos (Patrick Ness)


Olá, gente!
Gravei esse vídeo tem mais de um mês, a pedido de alguns leitores do blog, e algumas outras pessoas que acompanham só o canal pelo Youtube. Demorei para trazer o resultado porque nunca gostava da edição, mas no fim resolvi trazer assim mesmo.
Mundo em Caos é uma série que gosto demais, e como toda coisa que gostamos muito, é difícil falar sobre. Contudo acho que fiz um trabalho legal em simplificar os três livros em um vídeo curto.
Se vocês quiserem acompanhar pelas resenhas escritas, segue o link das três: O Motivo, A Missão e A Guerra.


Resenha de "Cartas de amor aos mortos" (Ava Dellaira)



"Mensagens para adolescentes"

Sinopse: Tudo começa com uma tarefa para a escola: escrever uma carta para alguém que já morreu. Logo o caderno de Laurel está repleto de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop… apesar de ela jamais entregá-las à professora. Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sobre sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky. Mas Laurel não pode escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era — encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um — é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho.

De fato precisei de um tempo ausente para conseguir organizar meus pensamentos com calma e escrever essa resenha. Quando terminei de ler não pude parar de pensar que não sabia o que estava sentindo pelo livro, mas que de alguma forma ele me marcou. Nem sempre pelo lado positivo, mas foi justamente o lado negativo que me fez dar todas as estrelas que eu poderia ter dado para colocá-lo dentro da categoria ao qual ele se enquadrava. 

Cartas de amor aos mortos é um romance epistolar. A personagem, Laurel, recebe como tarefa da escola produzir uma carta para alguém que já morreu. Então ela toma isso como algo mais do que simplesmente um exercício de escola e passa a escrever com muita frequência, como se fosse um diário, para algumas pessoas as quais ela admira, sem nunca entregar o trabalho para a professora de volta. Faz disso sua fuga. 

Uma coisa importante sobre Laurel é que ela perdeu a irmã que tanto amava. Então a princípio pensamos que a carta vai ser para Maya, a irmã. E o leitor compreende que esse momento irá chegar, mas não tão rápido, e nunca tão fácil. Laurel meio que se sente culpada pela morte de Maya, e só entendemos o motivo à medida que o livro avança. 

Sabe As Vantagens de ser invisível? Aquele livro que AMEI do Chbosky? Pois bem, a linha é muito parecida. Tem até uma nota do autor na capa e ele está inserido nos agradecimentos. Ambos os livros tem personagens com algum tipo de trauma do passado, e isso os travou no presente. E então um novo ambiente, uma nova fase da vida, novos amigos, e eles encontram a força que precisavam para encarar seus problemas. Isso é o que acontece com Laurel na escola nova. 

De uma forma estranha, não me senti tão conectada à Laurel como me senti com Charlie. Ele era carismático no jeitinho deslocado dele. Já ela é um tanto chata. Lia as cartas pelo seu ponto de vista e não conseguia entender a grandeza de tudo o que autora queria passar com essa personagem em específico. Me vi mais ligada nos coadjuvantes e falas isoladas do que em Laurel. Sabe o que pensei? Que eram cenas incríveis soltas dentro da nova - e forçada - vida da garota. E não que isso tenha sido ruim, afinal costumo ser uma pessoa que tira proveito de tudo na vida, inclusive das coisas desagradáveis. Esse distanciamento que senti só me deixou com aquela sensação de que "nem todo mundo precisa ser simpático para ser grande dentro de si" Laurel era uma garota com problemas sérios de auto confiança, e isso era irritante, mas também intrigante. Entendeu isso? É, pode parecer confuso a princípio. Recomendo ler e ver o que VOCÊ achou. 

Uma coisa que gostei foi que quando Laurel remetia uma carta, ela inevitavelmente acabava colocando um pouco da vida do personagem com quem ela está se comunicando, e fazendo um elo com sua própria vida naquele momento. Começou a gostar de Joplin porque uma amiga adorava e a ensinou a enxergar a si mesma nas canções, e outras tantas ligações. Esses trechos levantavam pontos biográficos interessantes e que pessoalmente me fizeram correr em busca de mais informações sobre as pessoas que Laurel idolatrava, e me forçaram a entender a placidez de vida da garota. 

A vida romântica dela também é trabalhada de uma maneira diferente, porque ainda que acabe numa situação de paz, ela também é sombreada por confusos sentimentos de "nunca serão os mesmos". Você não se apaixona pelo mocinho, mas vê total utilidade dele na vida de Laurel naquele momento crucial de descobrimento e aceitação. 

Eu gostei, gente. Não foi um livro que me arrancou lágrimas, como sei que arrancou de algumas pessoas. Mas ele deixou um incômodo sentimento de melancolia, e isso também é interessante para mim, como uma analista dos livros que leio. Não gosto de terminar um livro apenas com felicidade ou raiva. Não é necessário os extremos para me encantar, e está aí a prova disso. 

Acredito que seja um livro para todos, mas que deixa uma mensagem pulsante nas cabeças mais jovens. 

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Resenha de "Esmeralda" (Cida Santos)


 "Poesia com gosto de liberdade"



Sinopse: Quando a lua surge no céu estrelado e o fogo crepita na fogueira como as chamas de uma fênix, um dueto se inicia. Convidada pelo imperador cigano, Esmeralda responde ao seu canto com histórias em forma de prosa enquanto dança ao som da viola. Um dueto poético que mistura, fé, magia e história. Assim a natureza surge em cada palavra da cigana, nos ensinando sobre as belezas deste mundo.





Gente, estava jurando que já tinha feito a resenha desse livro. Foi só quando estava fazendo o balanço das leituras e resenhas que percebi que estava em falta com ele. Bom, vim para ajeitar esse deslize. 

Recebi Esmeralda tem alguns meses da editora Arwen e o que me chamou atenção de cara foi o capricho com o qual veio o material. É uma editora nova, mas que veio com tudo no que diz respeito a parte física do livro. 

Demorei para pegar porque é de poesia, e sinceramente poesia é algo que leio bem pouco, justamente por ter uma certa dificuldade com ela. E olhe que adorava quando era adolescente! Acho que a idade me deixou preguiçosa. 

E quando eu finalmente peguei para ler, demorei apenas algumas horas entre o Esmeralda e o Caldeirão da Bruxa, que é o livro que antecede esse, e que veio junto com ele num box muito do lindo. 

Como o ideia é poesia, você tem muita subjetividade com o entendimento da história, por isso não vou dizer do que ele se trata exatamente porque eu posso ter entendido algo e outro leitor entendido outro. Uma coisa é certa: A autora usa os ciganos de pano de fundo, principalmente a narradora principal, que dança sua música ao redor da fogueira e proclama versos belos para os ouvintes atentos. É como se ela tivesse uma certa magia em conquistar com as palavras e os movimentos. É fácil entrar naquele clima dos ciganos, até porque eu amo a ideia de povo nômade e tal. 

Mas isso é só a base do que a autora quer falar. Ela coloca a mulher numa posição forte, ao mesmo tempo sofrida em sua narrativa. Como se cada uma fosse agraciada com a capacidade de ter coisas incríveis, como ser mãe, ao mesmo tempo que mostra a força com a qual supera algo tão grande quanto, como a perda. Gostei muito do que ela faz com o "feminino" em ambos os livros. 

Senti que em alguns momentos ela insere poesias que não consegui encaixar bem na ideia principal. Como se a autora tivesse pego suas várias poesias espalhadas e tentasse encaixar na história dos ciganos, e meio que forçava uma situação para isso, tirando o leitor da linha anterior. Isso fez eu me sentir perdida, mas nada que de fato prejudicasse, já que estamos falando de poesia. 

Não sou boa com análise de rimas e versos e essas coisas que eu deveria saber depois de ter cursado um ano inteiro de teoria literária, mas eu curti a sonoridade das poesias. Acho que isso conta para um leitor que não entende da parte técnica, não é? 

Se você está procurando um livro de poesia com ênfase no universo feminino, indico Esmeralda e Caldeirão da Bruxa. Depois me diz o que achou, e se quiser podemos até discutir sobre ele inbox. 

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Promoção Natal com Livros


O natal chegou, e para comemorar, o blog A Prateleira juntamente com maravilhosos blogs literários presentearão nove sortudos!

Regras:
  • O sorteio acabará dia 25 de Dezembro.
  • Os Blogs não e responsabilizarão por nenhum problema com os correios.
  • A resposta com endereço do ganhador, será no prazo máximo de 72 horas após envio do E-mail ao mesmo.
  • Os Blogs participantes terão até 40 dias para o envio do livro.
  • Ter endereço de entrega no Brasil.
  • Seguir todas as entradas principais. 
  • (E tratar de todos os livros recebidos com muito carinho).
Para participar, preencha corretamente os formulários:



Prêmios:




1º Ganhador: 6 Livros + Mimos
           2º Ganhador: 3 Livros                        



Will & Will- A Prateleira
A Menina Mais Fria de Coldtown- Irreparável
Alice no País das Maravilhas- LPM Pocket- Os Tesouros de Uma Leitora Compulsiva
Amigos Inimigos: A Formatura- Literatura: Um Mundo Para Poucos
Bob um Gato Fora do Normal- Segredos do Coração
O Presente- Books And Much More
Escuridão- Vício em Livros
Esmeralda- Mural dos Livros
Muncle Trogg- Cantinho Da Leitura




1º Ganhador: 6 Livros + Mimos
           2º Ganhador: 3 Livros                         

Trabalhando Juntos- Perdidas na Biblioteca
Lições do Desejo- Bibliophiliarium
Dente por Dente- Livros, Vamos Devorá-los
O Segredo das Tranças e Outras Histórias Africanas- Who Is Lara
Maluca Por Você- Relicário
Traições- Estante Jovem
Twittando o Amor- Segredos do Coração
O Acumulador De Troféus- Camila Monteiro

1º Ganhador: 6 Livros + Mimos
           2º Ganhador: 3 Livros                        

Alice - Coleção Clássicos Zahar- Tudo Que Motiva
Trabalhando Juntos- Perdidas na Biblioteca
Meu- Historias Sem Fim
Inspiração- Leitura Maravilhosa
A Cabana- A Colecionadora de Histórias
Mar de Tranquilidade- Segredos do Coração
Por uma Questão de Amor- Minhas Escrituras
Tudo Aquilo que Nunca foi Dito- Doce Literário
Uma prova de amor- Gaveta Abandonada
a Rafflecopter giveaway


1º Ganhador: 6 Livros + Mimos
           2º Ganhador: 4 Livros                        


O Pintassilgo- Por Uma Boa Leitura
Garota Replay- Caverna Literária
Laços Inseparáveis- Fascinada Por Histórias
Minha Metade Silenciosa- Borboletas Literárias
O Homem Perfeito- Livro Lab
Os Solteiros- Malucas por Romances
Para Sempre- Estante Diagonal
Twittando o Amor- Ler Para Divertir
Métrica- Livro Apaixonado
Feitiço- Magiasbook



1º Ganhador: 10 Livros + Mimos

Bela Distração- Apaixonada por Romances
A Menina Mais Fria de Coldtown- Tudo Que Motiva
A Livraria 24h do Mr. Penumbra- Caiu de Paraquedas
A Máquina de Contar Histórias- Da Imaginação a Escrita
Chamado às Armas- Leitura Maravilhosa
Tipo Destino- Dialetica Proposital
Terrível Encanto- Livroterapia
A Outra Rainha - Codinome Leitora
Se Eu Ficar- Canastra Literária
Boneca de Ossos- Canastra Literária

BOA SORTE!!!

Pequena Opinião: "Geek Love" (Eric Smith)

 "Uma delícia"

Sinopse: Eric Smith sabe mais do que ninguém que existem prazeres imensos na vida geek. Amigos incríveis, conversas até de madrugada sobre realidades alternativas ou até mesmo o simples prazer de ler aquele lançamento de quadrinhos. No entanto, chega um momento na vida de todo nerd em que o amor bate à porta e daí vem a hora de jogar o xadrez tridimensional que é o mundo dos solteiros. Não se desespere, jovem Padawan! Deixe Smith guiá-lo por esse caminho e descubra que amar é muito mais do que flores e bombons. Afinal, nada é normal na vida do nerd, e o amor não é senão o mais extraordinário dos fenômenos humanos.

Tem algum tempo que comecei a ler Geek Love, mas por conta do gênero do livro, acabei adiando pegar nele para acabar, e só o fiz no mês passado porque encaixei o livro no meu diário de leitura. Funcionou maravilhosamente bem, e agora estou morrendo de amores pelo livrinho. 

Junte essas três palavras: Ajuda + Nerds+ Relacionamento = Geek Love. 

Tem uma pegada um pouco mais de auto ajuda, e a ideia do autor é auxiliar os meninos mais tímidos, e com um gosto específico, a se chegar numa garota, sendo ela do meio ou não. 
Para mim, que me considero bastante Geek, o livro foi maravilhoso. Entendia a maioria das pidas, menos aquelas que usavam  jogos como exemplo (entendo nada de jogo!). Não é um livro que irá agradar facilmente a todo mundo, até porque não são todos os seres do universo que sabem quem é C3PO e Spock. Portanto quando você entende sobre o que ele está falando, fica mais fácil chegar até onde ele quer, e mais gostosa se torna a leitura. 

Isso não quer dizer que quem não é Geek não vá gostar, mas que certamente terá uma experiência muito diferente da de quem é, 

As ilustrações do livro são lindas e as dicas dele vão de como se vestir e se comportar perto de uma garota que está afim, até os passos mais sérios de um relacionamento. Tudo isso com um humor maravilhoso e uma escrita rápida de ler. Eu só demorei tanto porque estou acostumada a pegar gás com ficção, e realmente me demoro em livros desse tipo, ainda que seja rápido e leve. 

Senti falta de mais dicas para meninas, e não sei se é porque o autor é homem, ou porque é mais difícil para os caras do que para as meninas numa paquera; ou ainda porque a sociedade espera que eles chamem as garotas, não o contrário, mas 80% do livro é para um público masculino jovem. Mas, garotas, não se sintam lesadas por isso. A leitura será gostosa de qualquer modo, e você pode ter o benefício de observar como os meninos também são neuróticos quando o assunto é chamar alguém para sair. 

Me diverti muito com a leitura, e indico de verdade!


A Esperança [Filme]

"Na linha do livro"

Sinopse: Após ser resgatada do Massacre Quaternário pela resistência ao governo tirânico do presidente Snow (Donald Sutherland), Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) está abalada. Temerosa e sem confiança, ela agora vive no Distrito 13 ao lado da mãe (Paula Malcomson) e da irmã, Prim (Willow Shields). A presidente Alma Coin (Julianne Moore) e Plutarch Heavensbee (Philip Seymour Hoffman) querem que Katniss assuma o papel do tordo, o símbolo que a resistência precisa para mobilizar a população. Após uma certa relutância, Katniss aceita a proposta desde que a resistência se comprometa a resgatar Peeta Mellark (Josh Hutcherson) e os demais Vitoriosos, mantidos prisioneiros pela Capital.


O filme estreou na quarta e eu, que pensei que fosse ver assim que saísse, acabei esperando para poder assistir junto com o pessoal no encontro de fãs no Lumiére Cinema aqui de Maceió. O que foi incrível porque ver um filme que é adaptação junto com os fãs deixa o clima do cinema mais ensandecido e cheio de emoção. 

Não vou falar sobre o que é o filme porque se vocês estão lendo essa resenha, significa que já sabem o que aconteceu até agora. Então vou falar do que achei dele, e tentar ser pouco prolixa nisso, ok? 


Em primeiro lugar eu adorei a linha que fizeram do final de Em Chamas, com Katniss entrando em um estado de loucura, com o começo de A Esperança, com ela dentro desse estado de loucura. Meio que penso que a linha de raciocínio do cineasta é incrível nesse filme. Gosto de como a trama foi crescendo nos dois primeiros, e curto muito o que fizeram nesse também. 

Claro que quem só vê os filmes vai achar que esse foi bem caidinho e parado em relação aos anteriores. Mas se você leu os livros vai saber que de fato as 200 primeiras páginas dele é exatamente como está no cinema: Reconhecimento da Katniss como o Tordo, tentativa de mostrar a Panem que ela está viva e bem e toda essa coisa meio lerda que se passou na primeira parte. 


Mas daí temos a genialidade do cinema de poder nos mostrar vários pontos de vista nessa história. Então do mesmo modo que acompanhamos a loucura e dor da garota, também vemos a representação de quem é ela para os distritos isoladamente, provocando o que talvez sejam as melhores cenas de levante que já presenciei nas telonas. Comparo com as de V de Vingança, e isso é o máximo de poesia e loucura que eu identifiquei na minha vida quando se trata de revolução na sétima arte. Foram minhas cenas prediletas, e me arrepio até agora só de lembrar delas. O desapego, a força, a coragem de quem se joga numa situação daquelas é de fazer inveja. Em resumo, as cenas ficaram perfeitas!


Mas também não posso dizer que não gostei do que acontecia no distrito 13. Era aquilo mesmo que tinha no livro, gente. Não tem como mudar a base da história, e eles fizeram uma cópia sensata do livro. Claro que há mudanças, mas vendo com olhos de cinéfila compulsiva e técnica, acredito que essas mudanças tiveram total fundamento, e serão justificadas, à medida da necessidade, no filme seguinte.

As atuações estão condizentes com os personagens, graças a Deus!
Curto muito os atores dessa série e o que eles podem fazer por quem interpretam. Josh foi quem me surpreendeu nesse filme em específico. Apesar de aparecer muito pouco, ele estava genial em cada pequena cena e fala. As duas cenas finais são de dar dó e de fazer babar por ele como ator. E mais uma vez, a última cena é o que gera uma necessidade da Katniss querer destruir o mundo, ou até mais do que isso. 


Então o que posso dizer de mais forte sobre A Esperança, é que filme sobre expectativas. Ele gera uma necessidade de ter uma continuação foda, porque ele cria espaço para isso. Tanto nos relacionamentos individuais dos personagens, como na ligação que todos tem com o o mundo distópico envolta deles. 

Eu observei muitos pontos lógicos nesse filme que terão relevância no próximo. Como se o roteirista e o diretor estivessem preparando terreno para o que virá a seguir. Cenas de uma poesia singular sobre flores, liberdade, dor e sentimentos que talvez nem a própria Katniss reconheça. 


Acho que nunca fiz resenha da trilogia de Jogos por aqui. Eu tenho um pensamento sobre a história que é um tanto diferenciado do pensamento geral das pessoas.  Eu enxergo uma Katniss diferente, e sempre a vi não como uma protagonista, mas como o peão usado por uma revolução. Ouço muito as pessoas falando que essa trilogia é voltada para o romance, e não vejo muita lógica nisso, até porque mesmo quando tudo acaba, não é o romance que prevalece, ainda que ele exista. São as dores que não podem ser detidas, ou pesadelos que não pedem licença, e as cicatrizes que sempre estão lá para lembrar quem eles são e o que fizeram. Não é uma história sobre pessoas, mas sobre ideias que mudam sua humanidade diante das necessidades. 

Então sim, eu gostei do filme. Claro que sempre esperamos mais, contudo acredito que ele tenha sido até mais do que achei que seria, entende? Os levantes tiveram um diferencial para mim, e renderam pontos extras à história. Ele é calmo? Sim! Mas pense que está só preparando terreno para o que de fato é o final dessa trama incrível. 

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Caixa de Correio #31


Oi gente!
Lancei esse vídeo no Youtube tem uns dias e esqueci completamente de trazer para vocês por aqui.
Essa é uma parte dos livros que chegaram em casa. Alguns eu já li, outros estão na lista para serem lidos.Tem mais um bocado de livros para mostrar, e já separei para gravar mais um vídeo. Acho que gravo essa semana, até porque final do ano não para de chegar e o negócio fica complicado por aqui.
Vamos olhar o que tem de novo.



Já lidos: 

- Sonhos Despedaçados
- Twittando o amor
- O Desafio de Ferro
- Cartas de amor aos mortos
- Mate-me quando quiser


Resenhas já postadas:

- Sonhos Despedaçados
- Desafio de Ferro



Resenha de "Sonhos Despedaçados" (Ellie James)


"Ideia fantástica. 
Péssimo desenvolvimento"

Sinopse: Em uma casa abandonada, um grupo de adolescentes joga Verdade ou Desafio. Antes de a noite acabar, a garota mais popular da escola desaparece como se fosse por mágica. Recém-chegada à cidade, Trinity preferiria não ter as visões que a atormentam tanto... Agora ela precisa agir rápido, porque todas as suspeitas levam até ela. Cheio de reviravoltas e sustos, Sonhos Despedaçados é leitura obrigatória para quem gosta de tramas com desfechos imprevisíveis. Os cenários ajudam a compor o mistério, e podem ser os cemitérios antigos de Nova Orleans ou os destroços deixados pelo furacão Katrina. O único problema: você não vai ter coragem de ler este livro quando estiver sozinho em casa.

A sinopse me vendia. Uma casa abandonada, adolescentes num jogo perigoso e uma garota com uma capacidade peculiar de sentir coisas que as pessoas normalmente não sentem. Essa era a ideia central de Sonhos Despedaçados. Me instigou de início por ter um pé grande no enredo de Mara Dyer. Mas daí a ideia cai por terra quando eu começo a ler e passo a me forçar a continuar, coisa que jamais aconteceu com Mara. Claro que quando você vai com muita sede ao pote, ou no caso do livro, muita expectativa nele, a chance de se machucar na queda é maior, e foi exatamente o que aconteceu. 

O começo do livro é justamente nessa casa bizarra da cidade onde eles moram. Um prédio abandonado que desafia os jovens a testar sua coragem ao entrar. Foi assim que Trinity, uma novata na cidade, é convidada por um grupo para se juntar a eles nessa visita. Claro que ninguém sabia que a menina era um tanto sensitiva, e esse pequeno passeio passa a despertar sensações fortes nela. 

Ao perceber que essa visita é simplesmente uma espécie de competição entre a "popular", Jess, com ela, já que o namorado de Jess, Chase, parece estar se afeiçoando muito a novata, Trinity se sente uma idiota por ter sido levada até esse lugar e jogada numa brincadeira assustadora. E quando a tal da "popular" some alguns dias depois, a culpa do sumiço recai inteiro sobre Trinity. 

Eis a base do enredo. Nada de anormal, e com uma pegada um tanto policial, por conta do desaparecimento da garota. E era nisso que a autora deveria ter se segurado ao desenvolver a trama desse primeiro livro, mas não foi o que ela fez. Veio com umas ideias sobre a descoberta da vida dos pais de Trinity, que ficou meio sem sentido quando jogado da maneira como foi feito. Claro que conhecer o passado é interessante para entender o presente dela, mas era como se o sumiço de Jess ficasse totalmente em segundo plano, e isso era visível na narrativa. Quer dizer, o namorado da sumida está lá sendo o herói de Trinity e a ajudando a se descobrir. E tudo bem que ele não estava mais firme com Jess, mas simplesmente ir buscar o passado de outra pessoa quando deveria se preocupar com o futuro da garota que se dedicou nos últimos anos, ficou ridículo de tão forçado

E até que os segredos que eles descobrem são de fato interessantes para entender melhor quem é Trinity e porque ela sente coisas que mais ninguém sente. Mas chega uma hora em que a autora faz um bolo maluco que dá nos nervos. Sai de um cena bacana para outra completamente sem ligação. Eu querendo mais de Trinity trabalhando no caso de Jess, quando tem Trinity e Chase dando uma de Sherlock e Watson, só que de uma forma errada e cansativa, e sobre um passado que poderia esperar. Uma cena sobre isso: Ok! Quatro: Patético! 

E já vou falando que Trinity é uma das personagens mais lerdas que já conheci. Invés de forçar as pessoas a dizer a verdade sobre tudo de uma vez, fica mendigando partes de respostas, como se não soubesse as perguntas que as completassem. Isso foi altamente revoltante para mim como leitora. Era algo do tipo... "Trinity, você é especial". Depois de séculos a idiota resolve perguntar porque, e daí a tia responde "Porque você tem poderes", como se não fosse lógico. E voltamos para o processador lentium da menina, e só depois de várias cenas ela volta a questionar a tia, que diz... " Porque você é filha de pessoas especiais". Ah, vá! Sério isso? É o tipo de conversa mais sem noção que já vi na vida. Será que elas tinham fumado crack em uma cena anterior a isso? Porque, vamos combinar, a garota sabe que os pais morreram, sabe que existe algo de estranho na morte deles, e sabe que a tia conhece tudo, e fica dando uma de sonsa? Paciência zero para gente idiota! 

E o relacionamento dela e de Chase? Dá sono! A química do casal passou tão longe que é preciso pegar um ônibus para achá-la. Não senti um pingo de apatia por eles juntos, até porque não senti um pingo nem por eles separados. 

A gente quer cruzar o sobrenatural da coisa com o policial, mas eles não vão de jeito nenhum. Quando você acha que a autora está colocando a história nos eixos, ela faz algo que te faz revirar os olhos e pensar em como alguém pode ter uma ideia tão boa com um desenvolvimento de enredo tão pobre. 

E o que merda foi essa chamada do livro na capa? "Em algum momento eu teria que dormir" Primeiro eu pensei que teria um pouco de A Hora do Pesadelo, mas não tinha nada disso! Quer dizer, Trinity tem um sonhos bem premonitórios, mas se dá até bem com isso, e não é nada que seja importante de fato dentro da trama. Então me pergunto de onde saiu isso. Mas como não sei de onde saiu metade das coisas nessa história, dei de ombros. 

Então, Carol, porque você ainda deu três estrelas ao livro? E eu respondo de boca cheia que foi pela ideia. Poxa, ela tem uma base sólida e bacana, só não sabe desenvolver. E pensar que é uma série (parece que uma trilogia) me dá nos nervos. Penso se vai melhorar ou se vai ser mais do mesmo no próximo volume. Eu vou tentar, porque sempre tento o segundo, mas não estou com muita fé não. 

Outro ponto que me fez dar uns pontinhos a mais foi ela ter inserido um personagem delicioso lá do meio para o fim, mesmo que nesse volume ele pareça desnecessário. Juro que terminei o livro por causa dele, e estou super intrigado com o que a autora quer para o futuro do cara nos próximos volumes. Tem algo de perigoso e misterioso na criatura, e eu adoro isso!

Por fim, não foi um livro que gostei. Se quer ler algo nessa pegada, pelo amor de Deus vá para Mara Dyer. O enredo aqui é interessante, mas a autora quis inserir problemáticas demais para folhas de menos, o que até agradeço porque sei que não aguentaria ler mais nem 50 páginas dele. Mas ela poderia ter resolvido muita coisa invés de colocar cenas inúteis que só me fizeram voltar a pensar na ideia do crack.